quinta-feira, 25 de março de 2010

Good Times!

Porque nostalgia faz bem pra mim!


Agradecimento: Dodocaricaturas.blogspot.com


Era um tempo bom em que os namoros começavam com o primeiro beijo, que demoraaaaava pra acontecer!
Geralmente acontecia naquela festinha americana, onde os meninos levavam a bebida e as meninas levavam doce ou salgado (e tinha uma amiga que sempre levava torta de sardinha, e quando ela chegava alguém dizia: lá vem a sardinha!).
A gente bebia guaraná Simba, a oitava maravilha do mundo moderno. Vez ou outra sentia-se alguma coisa meio misteriosa no ar. Era alguém em um canto qualquer fumando ou bebendo cerveja, e aquilo virava assunto pra semana inteira.
Ouvia-se os meninos tocar Legião Urbana no violão, numa época em que música não servia só pra dançar. Cantar Que país é esse? e Geração Coca-Cola era um grito de rebeldia, e ficava todo mundo se achando muito revolucionário. Fumar era arbitrário. Beijar, só se tivesse apaixonadinho.
A gente ficava tentando imaginar se aquela mensagem no papelzinho da bala era intencional ou não, e pra descobrir a gente brincava de jogo da verdade.
Era tempo de pedir pra namorar. Pedir pros pais. Um frisson! Hoje os pais tem que pedir para que se use camisinha, pelo menos.
A gente escrevia carta, e torcia pra ela chegar, e torcia pela resposta. O carteiro era o Deus da comunicação.
Lembro bem da primeira vez que me falaram: Menina, diz que vão inventar um telefone de andar na mão! Sem fio! Que toca em qualquer lugar!
E eu: Ahhhhhhh, conta outra!
As crianças brincavam na rua, e a rua era só a extensão do quintal de casa, não era a faixa de gaza.
Esses dias Fábio lembrou das mães dizendo: Cuidado na porta da escola! Tem gente dando bala com tóxico para "aviciar" as crianças. rs!
Aqui no Rio, na Baixada pelo menos, a lenda mais apavorante era a da Kombi que roubava crianças.
A gente via uma Kombi na rua e já se tremia toda!
O Lula não ganhava a eleição e continuava sendo esperança, o Senna ganhava as corridas e continuava sendo herói, a gente só ganhava presente no Natal, no aniversário e no dia das crianças e presente ainda deixava as crianças felizes, realizadas, extasiadas!!!
E não existia mulher fruta.
A gente era feliz. E sabia.

4 comentários:

Ruiva disse...

Ai, que fiquei nostálgica também..

Gabriela disse...

Nossa!Adorei o seu texto flôr,apesar de ter só 18 anos,eu peguei uma boa parte dessa época.
Beijos!

Cíntia Cruz disse...

A kombi era branca, tiravam os órgãos das crianças pra vender e deixavam só o corpo na esquina da casa da família. Eu tinha PÂNICO.hehehe
Ótimo texto, Lu!
Escreve esse livro de crônicas logo, pô!

Luciana Matos disse...

Ai Cintoca era um terror mesmo!
saudades de "tis" (tu e Dudu)!

Gabi adorei seus coments! Tento ver no seu perfil se vc tem algum blog pra eu visitar mas não consigo, se houver põe o end aqui!

 
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