sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vamos sair?



Antes da Cecília:
-Claro! Pra onde?
-Ah, sei lá, se arruma que a gente decide no caminho.
-Beleza. Me dá uma horinha!
Banho demorado, aquela coisa toda de hidratação do cabelo enquanto esfolia a pele, aproveita dá uma ajeitada na sombrancelha, sai do banho bem perfumada, penteia os cachinhos, maquiagem elaborada pra ficar diva, põe aquela roupinha que ficou uma hora escolhendo e tchanran! Saía Luciana de casa, bela e serena! Só faltava acenar, igual a miss.

Depois da Cecília:
-Pra onde? Faz muito frio? Muito calor? Tem fraldário? Vamos ficar quanto tempo lá? Será que é melhor levar a comidinha?
-Vô arrumar a bolsa dela primeiro pra não esquecer nada!
Pega fralda descartável, lenço umedecido, hipoglóss(favor pagar merchand), roupinha de frio, roupinha de muito frio, roupinha de calor, roupinha de meio frio-meio calor, papinha,leite pra mamadeiras, fraldinha de limpar a boca, toalhinha, chinelinho pra descansar os pés do sapato, remedinhos (antitérmico, analgésico, spray de nariz, pomadinha pra mordida de inseto, Nenê Dent (favor pagar merchand), etc), mantinha, trocador portátil(pro caso de não ter fraldário) brinquedinhos amansa-leão, Ufa!.
Banho na Cecília, colocar roupinha, pentear o cabelo (qual? hahaha).
Cecília faz cocô.
Desarruma tudo. Banho de novo, roupinha de novo, cabelo de novo.
-Amor, agora segura ela que eu vou me arrumar rapidinho! NÃO DEIXA ELA SE DESARRUMAR TODA!
Tomo banho rapidinho, roupa? A mais prática, penteadinha rápida no cabelo, batonzinho e pronto.
-Amor, tô pronta! Vambora? Leva Cecília que eu levo as bolsas!
Já de frente pro elevador Marido me pergunta:
-Cê vai assim?
Eu: -Assim como?
-Descalça!

Glamour? Depois de ser mãe? Isto não te pertence mais!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tipos da Vila

Episódio de Hoje: Os Malucos

Mas eu tô falando de maluco mesmo. Doido. Varrido. Que rasga dinheiro.
Tem a maluca dançarina, mais ou menos 30 anos, baixinha, magrinha, cabelos lisos e um largo sorriso no rosto.
Ela dança o dia inteiro, faça chuva ou faça sol. Esses dias tava dançando no sinal de trânsito.
Era assim: Os carros paravam ela dançava na frente deles, tal qual uma mulher que quer reconquistar o marido. Movimentos sensuais(ela não usa roupas sensuais, se usasse poderia até fazer um dinheirinho rs!), desordenados, passa a mão no cabelo e ri, um sorriso largo, de uma felicidade ímpar!
Quando os carros andavam ela ficava no meio do canteiro, sorrindo e dançando e as velhinhas Vilabelenses ficavam em pânico!
Era um tal de: -O carro vai pegar! -Ela vai cair! -Ah, se ela tropeça!
Eu não sei bem se isso eram exclamações de preocupação ou se, invejando tamanha felicidade, estavam a rogar pragas na pobre da doida...

Tem o maluco agressor. Mais ou menos 40 anos(bem vividos), magro (porque doido não deve comer muito não, né?), alto e com uma cara de índio xavante.
Esse ao contrario da doida dançarina não é feliz. Volta e meia ele descarrega sua ira em algum transeunte desavisado.
A agressão começa com um dialeto irreconhecível, aliás isso é até bom, porque com certeza ele não está falando de como o dia está bonito. E aí ele vai pra cima da pessoa e se tu não correr ele te bate. bate mesmo. E não é lenda não, eu mesma já fui uma vítima!
Estava eu passando com o carrinho de Penélope charmosa da Cecília quando ele surgiu do nada, de trás de um camelô (que é um camelo francês haha), gritou Ráááááá e veio pra cima de mim! Um trauma. Não me deu uma porque eu me imbuti do maior espírito de instinto animal e taquei-lhe o guarda chuva pra proteger a minha cria.
Dizem as más linguas que a "bandidagi" já jurou o pobre doido.
P.s. Não o confunda com o psicopata que andou espancando mulheres tempos atrás.(pois é.)

Tem também a maluca da Suipa. Uma velhinha que vive rodeada de cachorros por todos os lados.
Eu já cheguei a contar uns doze fazendo a corte dela. Sim, porque a impressão que a gente tem, é que ela é uma rainha e os cachorros são seus súditos!
E gente, ela carrega uma tralha e-nor-me! É um carrinho de feira com tudo quanto é objeto existente sobre a face da terra dentro. Fora as malas e as bolsas. A gente passa por ela e ela nos olha com um ar de desdém, como se nós não estivéssemos à altura de chegar perto de sua nobre figura.
De vez em quando ela tá feliz, aí ela ri pra todo mundo, aquele sorriso que não tem um atacante pra contar história!

O engraçado é que não se vê estas figuras à noite... Será que quando cai o dia eles se vestem de sanidade e voltam pra suas casas?
Ou são só personagens do enredo da minha querida Vila Isabel, e o final de cada dia é o final de um carnaval, e ao invés de quarta de cinzas, no outro dia começa outro carnaval?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Não vou dar uma de Datena.


Não vou ficar postando sobre a tragédia que se abate sobre o Rio de Janeiro porque acho meio hipócrita ficar aqui com a bundinha seca, jantando e vendo a tragédia no Jornal Nacional e depois ficar Ohhhhhhhh, Ohhhhhhhh, Ohhhhhhhh. Até porque mesmo que a gente queira não vai conseguir mensurar a dor destas pessoas que perderam tudo, ainda que seu tudo fosse quase nada, a dor de quem dormiu com a família e acordou sem.
Todo ano isso se repete, este ano o gráfico do número de mortos vai ficar igual a acento circunflexo, e essa será a única mudança.
Só mudaria alguma coisa se dez mansões na Zona sul fossem engolidas pela terra, e morresse uma meia dúzia de figurões. (o que eu deixo registrado aqui que não desejo que aconteça).
Daqui a uns anos essa será só "A grande chuva de 2010"
Como já dizia o poeta, "o morro não tem vez..."
Obs. Só pra ratificar o post aí embaixo, só quem tem fé mesmo pra continuar acreditando em Deus depois de tanta coisa ruim.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eu Não Acredito em Deus,

Mas que ele existe, existe!



Dizem que não é bom discutir religião, que é assunto polêmico, melhor evitar. Mas política também é assunto polêmico e vivem me enchendo o saco querendo enfiar visões políticas guela abaixo e me convencer de que meia dúzia não é seis, então dane-se, vou falar de religião.
Além do mais o blog é meu, qualquer coisa eu levo ele embora e ninguém mais brinca!
Me batizei, fiz primeira comunhão e crisma. Ia na missa sempre e me considerava uma pessoa católica, feliz e de alma salva.
Aí eu fui fazer História e lá é feio ter religião. Se for uma religião bem diferente, misticona ou cult, como budismo pode. A partir de então eu comecei a me considerar católica não protestante, que é a mesma coisa que dizer que você quer ter a sua querida alma salva mas não vai à missa porque não quer pagar de beato(a).
Teve um tempo que eu radicalizei, virei ateu-fêmea (porque atéia é uma palavra muito feia que me lembra diarréia, que é pior ainda).
Mas aí, qualquer situação aflitante ou de perigo, como quando eu fui assaltada no ponto de ônibus no terceiro período, eu logo rogava:
- Ai meu deus, me ajuda!
Daí eu comecei a pensar que era muita canalhice com Deus ficar apregoando que não creio nele e tal e ficar pedindo penico quando a coisa esquenta.
Aí Cecília nasceu e foi a deixa pra que eu voltasse a ser católica (volúvel, eu?), porque eu não quero que a minha filha fique com a alminha pagã e vire lobismulher nas noites de lua cheia.
Brincadeira, me convenci de que sou de fato uma pessoa que crê e se tem que denominar tudo bem chamar de Deus.
O problema é que no curso de História, quando começamos a nos tornar sabidões, a gente estuda todo o processo de institucionalização da Igreja Católica (o que eu não vou ficar explicando aqui porque quem não estudou História não tem saco pra ouvir/ler) e isso tira um pouco/toda a magia da religião.
Em face disto hoje eu digo que tenho religião. Só.
Quando me perguntam: -Qual? Eu respondo: -É uma religião nova aí que eu tô fundando...

P.s. Ser ateu é mole, quero ver é lidar com o ecumenismo, o sincretismo religioso, respeitar e tentar entender a religião alheia, e não ter vergonha de dizer que acredita em Deus, porque na hora do vamo vê tu acredita até em duende!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tem vaga aí Noé?

Considerações sobre a chuva no Rio:

Rua Jardim Botânico 1988


1- Sr. Ibsen Pinheiro, bora fazer uma emenda que redistribui a chuva do final de verão no Rio pra todo o Brasil?
2- Aconteceu um milagre pro carioca hoje, faltou trabalho e além de não ter que inventar desculpa amanhã ainda pode dizer que foi o prefeito que mandou ficar em casa.
3- Muita gente teve que passar a noite toda na rua, o que teve de amante feliz na noite de ontem não tá no gibi!
4- O COI (Comitê Olímpico Internacional) deve tá fazendo uma reunião neste momento em que a principal pauta é: -Where nós fomos amarreition nosso burreition?
5- Uhuuuuu ganhamos a sede das olimpíadas! Uhuuuuuuuu
6- Vem a final do carioca aí pra todo mundo esquecer seus mortos, sua destruição (carnaval tá longe, né?)
6- Morre gente nos deslizamentos, morre gente de desgosto.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Jocasta

A Mulher Ideal



Ontem eu tava vendo um filme do Selton Melo, A mulher Invisível.
Selton Melo com o mesmo jeitinho que me lembra sempre aquela novela em que ele era apaixonado pela grampola.
Ele é bom ator e tal, mas pra mim, os personagens dele teem sempre um quê de Emanoel, o maluquinho que gosta da grampola.
Luana Piovanni é o de sempre, faz bem o papel de gostosona, porque afinal de contas ela é gostosona, e só. Tá sempre com aquela cara de bunda. Luana feliz: cara de bunda. assustada: cara de bunda. Triste: cara de bunda, enfim.
O filme é legal, não tem grandes pretensões, diverte. Depois eu fiquei pensando...
A mulher ideal pro cara faz faxina na casa dele, faz comida pra ele, faz drink pra ele, dá comidinha na boca dele, e tá sempre esperendo por ele em casa. Todas essas ações a mulher ideal faz devidamente paramentada com uma lingerie (mais conhecida como sutiã e calcinha) de parar o trânsito.
Resumo: A mulher ideal é a mãe sem aquela coisa toda de incesto, complexo de Édipo e etc.

Coelhinhos, mentiras e Rock and Roll!

Porque um tiquinho de fantasia não faz mal pra ninguém!


Eu tô assim, naquele primeiro ano do filho em que a gente quer fazer todas as tradicionalidades, fotografar, filmar, mostrar pra todo mundo como o seu bebê tá uma coisa rica, um tesouro, já entende tudo, e bla´blá blá.

Pois é, Páscoa. Até os dez anos eu acreditei piamente no coelhinho da Páscoa.
E se depender de mim Cecília vai acreditar até os trinta.
E não me vem com essa história de:
-Ah, esse tipo de fantasia faz mal pra criança. -Ah, mas é só mais uma data pro comércio ganhar dinheiro, e todos aqueles argumentos que só usa quem teve infância ruim ou é pão duro pra C*.

A melhor lembrança da minha meiga infância é estar junto com minha irmã, procurando ovos de páscoa pelo quintal. Pra bem da verdade, eu nem sei quando é que eu deixei de acreditar no coelhinho que fabricava ovos e passei a acreditar na coelhinha que os comprava em 2x no cartão de crédito.

O fato é que esse fim de semana eu super me senti aquela que não deixa a fantasia morrer e fui esconder os ovinhos de páscoa pra Ciça, Rayssa e Ingrid minhas sobrinhas.
Daí que elas estavam aqui em casa e ainda era sexta, e não era páscoa.
A "estória" foi a seguinte:
O coelhinho tava passando aqui na rua, ficou sabendo que elas estavam aqui e resolveu deixar os ovinhos delas aqui na sexta mesmo. Beleza.
Íamos ficar o sábado na minha mãe, e ela, a rainha da fantasia, resolveu que os ovos que ela comprou teriam que ser achados pelas três netas de uma vez, e como Cecília não estaria lá Domingo... Outra estória!
O Coelhinho ia ter muito ovo pra entregar Domingo, então resolveu passar no sábado mesmo. (que coelhinho Workaholic)
Mas eis que ainda faltavam os ovos da minha irmã para serem entregues. No Domingo meu telefone toca e é Rayssa:
-Tia você não sabe o que aconteceu! O coelhinho veio aqui de novo! E deixou ovinho pra Cecília também!!!!!! Ele é tão bonzinho né??!! Ele deve cansar muito né tia??!!

Mentirinha pra deixar criança feliz, não tem preço.

Ah, os ovinhos de Cecília estão aqui, Cecília não pode comer muito né?! Mas eu posso. hehehe
 
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