terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pára o mundo que eu quero descer!


É uma fase estranha esta pela qual eu estou passando, está tudo meio em suspenso sabe, uma fila de coisas esperando impacientes pelas minhas decisões. Um sem número de projetos inacabados, projetos de todo o tipo, desde uma festinha infantil até um trabalho de fim de curso. E as pendências vão se encontrando nesta fila, e fazendo algazarra na tentativa frustrada de fazer com que eu agilize o processo. É essa a impressão que eu tenho, tem coisas que estão há tanto tempo na fila que começam a se rebelar, meu trabalho de fim de curso por exemplo, acho que ele está desistindo de mim, todas as idéias que ficavam pululando na minha cabeça me deram tchauzinho e partiram.
Lidar com pressões me decepam a criatividade.
A minha vida às vezes parece um trem desgovernado e eu ali, maquinista surtada tentando evitar o pior.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro Sitiada.



Violência no Rio de janeiro não é novidade pra ninguém. Ontem eu estava ouvindo o Secretário de segurança dizer: -Temos que manter a rotina.
Aí eu pensei cá comigo: Se a nossa rotina já é ter medo mesmo, então quer dizer, nada absurdo. Tudo bem, manteremos a rotina.

Hoje eu vejo a seguinte cena no Big Brother bizarro que se instaurou na Rede Globo:

Tanques de guerra chegando na Penha, na tentativa de tomar a Favela Vila Cruzeiro. Gente, tanques de guerra! Como é que a pessoa mantém sua rotina normal com 75 veículos incendiados em 3 dias? Como uma pessoa pode fingir que está tudo bem, sabendo que pode estar dormindo no ônibus (não durmam no ônibus) e caraca! Acordar e perceber que além da baba há gasolina no seu corpo? Como é que alguém que manda tanques de guerra pras ruas tem a cara de pau de pedir que as pessoas mantenham a sua rotina e fiquem calmas???

Difícil.

A população do Rio de Janeiro está em pânico. Só de saber que alguém que a gente ama está na rua, de carro ou de ônibus a gente fica com os cabelos em pé.

Agora, é inegável que a resposta da polícia tem que estar à altura dos ataques que o estado está sofrendo. E eu estou com o Nascimento: Direitos Humanos é o C@$#%&o!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cartas para Cecília. ::: 1 ::: Sobre felicidade

Filha,
Felicidade é uma palavra que você ainda vai ouvir muito na sua vidinha. Vão te cobrar alucinadamente que você seja feliz, vão te dar receitas prontas e totalmente falíveis, vão te dizer que a vida retratada no comercial de margarina deve ser o seu ideal de felicidade.
Mas você está sendo criada pra questionar, e de forma alguma aceitar o que te impõem de maneira passiva. A sua felicidade será algo que te complete e que não está diretamente ligado ao que a sociedade espera de você.
E sim, você tem o direito de ser infeliz, ainda que isso me doa o coração. Há momentos na vida em que a infelicidade serve de motor propulsor para melhoras, reavaliações, crescimento. E quando isto acontecer eu vou estar aqui, caso você precise de algum conselho repleto de partidarismo materno.(E a gente sempre precisa)
Felicidade tem a ver com liberdade de escolhas, então que você cresça valorizando a sua liberdade sob todos os aspectos, que você nunca perca o ímpeto de lutar pra buscar aquilo que te fizer feliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Se eu pudesse tomava as rédeas do seu destino e escreveria a sua história de maneira que a felicidade precisasse te encontrar, e não o contrário. Mas infelismente não é assim. A vida é cheia de percalços, de batalhas, de incoveniências, mas que nada disso apague o seu brilho, que nada disso te freie, que nada disso te impeça de lutar.
Que você saiba valorizar a felicidade alheia, para que a sua não se justifique pelo sofrimento de ninguém.

Aqui dentro do meu coração há uma infinidade de desejos de que você seja feliz e se isso bastasse a sua história já estaria contada, mas que graça teria, né?

P.s.
Antes de você felicidade pra mim era complexa, cara, quase inalcánçavel. Depois de você, a minha felicidade está guardada no seu sorriso, no momento em que você diz: -Mamãe tinhamo! Viu? Às vezes é tão simples...

Será que um dia você irá ler isso? rs!

beijo,
Mamãe.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Juliana falou tudo.

Tudo o que eu queria dizer neste Dia da Consciência Negra.



Leiam lá:

http://juliana-finaflor.blogspot.com/2010/11/novembro-20.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cecília e a evangelização involuntária.


Cecília descobriu um Dvd suuuuuuper bonitinho, suuuuuuper fofo, suuuuuper tudo o que os dvd's pra essa idade são, mas com um porém: É um dvd evengélico. Aline Barros volume 1.
Não preciso ficar explicando aqui que não tenho nada contra os evangélicos, porque isso é tão óbvio que eu me recuso, meus quarenta amigos do peito evangélicos estão aí pra testemunhar pra quem quiser.
A minha questão é a seguinte: Religião é uma coisa pessoal. Cada um escolhe a sua, ou não escolhe nenhuma, vira ateu, perfeitamente compreenssível pra mim, porque até eu já tentei ser, como já contei neste post aqui. Então se é uma coisa pessoal, de escolha consciente só deve ser introduzida quanto a criança já tiver discernimento para tal.
O batizado já foi uma questão enorme pra mim. Só batizei porque cedi às pressões sociais, por mim ela só seria batizada se quisesse, quando pudesse escolher. Mas tudo bem, é aquela história, se bem não faz, mal não há de fazer. Fiz a minha mãe feliz, fiz a minha sogra feliz, beleza.
O meu maior problema é que o tal DVD super fofo, também é super evangelizador. Aí vocês me dizem: Ahhhhhhhh Luciana, para de show que uma criança de dois anos não vai se influenciar com isso!
Vai sim. Eu vejo muito bem que ela já repete algumas coisas, pede pra colocar moedinhas no cofrinho sempre que toca a musiquinha da viuvinha que coloca as moedinhas na caixinha, então "Quédizê"...Me preocupo.
Se fosse de vez em quando, tudo bem, mas ela pede esse bendito dvd o di-a to-do!
-Mãe coloca Bááááááárros. Gente eu não aguento mais. Já sei as músiquinhas de cor e salteado, de trás pra frente, em braile, em código morse.
E ainda tem a evangelização. É demais pra mim.
Alguém aí que é mãe, quando a criança encasqueta assim com um dvd, passa logo? Pelamor!

Mas então é isso, tô aqui agora escutando Cecília gritar: - Xim Jeshus! rsrsrsrsrs
Mas, podia ser pior né? Podia ser - Vaaaaaaasco! kkkkkkkkkkkkk

Brincadeiras à parte, compreendo e respeito todas as religiões, mas me reservo o direito de sempre colocar as minhas opiniões de forma verdadeira (às vezes até incoerente como todo ser humano que se preze) e divertida.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão


Às vezes eu quero chorar,
Mas o dia nasce e eu esqueço.

(Alvin L.)

sábado, 13 de novembro de 2010

A Sexta e a Música!

Quem resiste a Hebert Viana e Leoni juntos em "Por que não eu?" ?
E quem mais aí adooooooora a voz do Leoni?
Atire o primeiro iô iô da Coca Cola quem nunca ouviu:
-Garotos não resistem aos seus mistééééérios, garotos nunca dizem nããããão, no último volume!


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Como não sabotar a sua dieta:


Porque eu como eu já disse neste post aqui adoro comer, então se eu quiser ficar gata e posar para a Playmãe tenho que me cuidar e fazer uma dietinha de vez em quando (mas beeeeeeem de vez em quando messsssssmo!)

Não use a desculpa de que o seu marido quer comer bolo de chocolate, mesmo depois de já ter perguntado e ele dito que não, só porque você está com desejo de comer bolo de chocolate. Ah, e depois de por o bolo pra assar, não fique lambendo a massa que ficou na tigela, tá? (Não que eu tenha feito isso... rs!)

Não se recuse a jogar fora todos aqueles doces de Cosme e Damião que estão guardadinhos bem ao seu alcance, com a desculpa esfarrapada de que a qualquer momento pode chegar uma criança na sua casa e querer comer doce, visto que a sua filha não come tanto doce e você só recebe crianças em casa a cada passagem do cometa Haley. (Não que eu tenha isso em casa... rs!)

Não coma chocolate escondido e fique achando que não vai engordar só porque ninguém está vendo. ( Eu não faço isso não, nem morta! rs!)

Lembre-se sempre que pessoas de dieta comem frango sim, mas ele bem sem graça e grelhadinho, portanto nada de ficar fazendo frango gratinado com 487 tipos de queijo.
(Eu jamais colocaria 487 tipos de queijo no frango, coloco apenas 486)

Não fique falando para o seu marido: "-Vamos tomar um vinhosinho?" querendo mesmo é a pizza que acompanha o vinho. (errr...)

Não fique colocando a culpa de a calça 38 não dar em você na indústria da moda que faz as roupas cada vez menores. (Mas fazem mesmo, né?)

Não tenha em casa comidas que não são de Deus, aquele tipo de comida que vicia, e vamocombiná: vício não é de Deus.
Ex:
Salgadinhos Elma Chips
Coca Cola
Chocolate Bis

Não tenha em casa as combinações maléficas a seguir:

Biscoito Club Social + Philadelfia Cream Cheese


Nutela + Biscoito da vaquinha

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tem nojinho de tudo, é?

Então não tenha filhos!
É tanta coisa nojenta que a gente faz que olha, vô te contar!


Cena 1:

Cecília ainda bebezinho, com uma baita prisão de ventre. Chorando horrores pra fazer o dito cujo, a gente chorando junto só de ver o sofrimento da bichinha...
Mas vamos agir. Supositório de glicerina.
Daquele jeito mesmo, isso mesmo que vocês estão pensando.
A gente colocava e ficava lá esperando, vocês sabem o que. E quando o cocô saia, era como se fosse final de copa do mundo! A felicidade era praticamente a mesma.
Quando é que eu ia imaginar meu Deus, o tamanho da felicidade que eu iria sentir na vida por estar vendo um cocô!

Cena 2

Cecília tá resfriada (Sério? Mentira? Nossa, que raro. hehehe), é meleca que não acaba mais, é tanta meleca que você chega a imaginar que alguma força sobrenatural está agindo, porque não é pos-sí-vel que de dentro de um narizinho tão pequetito possa sair tanta meleca.
Estamos calmamente vendo os clipes da Galinha Pintadinha pela 124.562.358.9741 vez, quando de repente, vem aquele espirro monumental!
Cecília olha pra mim e eu vejo aquele rio Amazonas de meleca verde que vai do nariz até o queixo.
Quando eu penso em pegar o lencinho, ela, mais rápida que um cometa, passa o seu lindo bracinho no rosto na tentativa de conter aquela erupção de gosma verde, o que acaba é claro, por sujar todos os outros cantos do rosto que antes não estavam melecados, e de brinde eu ainda ganho um bracinho batizado de meleca!
Que beleza heim?!

Isso quando não se tem que usar aquela bombinha de sugar meleca, nos casos mais graves de abundância melecal que impede a criança de dormir. (Eu queria muito descobrir quem foi o cara que pensou: -Puxa, vou inventar uma bombinha sugadora de meleca e vou revolucionar o mundo das mães desesperadas de primeira viagem! - Daria um beijo, um abraço um cheiro e um brigadeiro pra essa pessoa iluminada!)

Cena 3

Bem no meinho do almoço, aquele momento em que a comida está mais gostosa, já atingiu sua temperatura ideal, nem quente nem fria, em que se pode sentir exatamente todos os sabores, Cecília vira pra mim e diz:
-Mamãe, fez cocô. (E vira a bundinha pra mim, porque é isso que ela faz sempre)
Então eu tenho que guardar o prato um instantinho olhar dentro daquela meiga fraldinha com bichinhos desenhadinhos e constatar que dentro dela tem uma coisa que não é nada meiga.
E parto pra trocar o cocô, aquela coisa de sempre, né: A criança não pára quieta, lenço daqui, lenço dali, pomada daqui pomada dali, fraldinha novinha, bumbum cheirosinho aí eu penso pronto, vou voltar a comer.
Lavo as mãos, sento e como como se nada tivesse acontecido. (estômago de macho! rs!)

Cena 4

Cecília está comendo um biscoito recheado e como sempre, esperta que é, ela abre as bandinhas do biscoito pra comer apenas o recheio. O biscoito mesmo fica lá coitado, rejeitado, humilhado, depressivo.
Mas vocês pensam que ela se contenta em apenas jogar a massinha doce na boquinha e engolir? Nãããããão!
Tem que botar na boca, revirar pra lá e pra cá, lambuzar bastante com baba, tirar da boca, fazer uma bolinha com as mãos e tacar pra dentro da boca de novo.
Mas eis que num rompante de solidariedade e bondade ela não faz apenas uma bolinha, ela faz duas, molda as bolinhas babentas com todo o cuidado e carinho, gira pra lá e pra cá nas mãozinhas que só deus sabe por onde andaram antes de começar a fazer as bolinhas de recheio.
Adivinha pra quem era uma das bolinhas?
-Come, mamãe! É seu!
Comi. Glup!
Morri. Ploft!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Assim caminha a humanidade (Pro buraco)



Esses dias quase enfartei de indignação ao ler mensagens xenófobas de pessoas responsabilizando o Nordeste pela vitória da Dilma. Preconceito levado às raias da loucura. Desejou-se que matassem nordestinos afogados, chamaram-nos de preguiçosos, retrógrados, mortos de fome e mais uma infinidade de injúrias que me falta coragem de registrar aqui.
Sabe tristeza? Mas tristeza mesmo, aquela que se abate sobre o seu peito e faz parecer que está tudo cinza, nublado, frio? Pois foi isso que eu senti quando me deparei com as coisas que li.
É engraçado ver ir por água abaixo o discursinho de "Mas o Brasil não é racista", como disse Ali Kamel representante da alta cúpula do jornalismo da tv globo (óbvio) neste seu livrinho sem vergonha. Um discurso fajuto, propagado por quem tem interesse em manter a política de inércia das classes sociais brasileiras. Um povinho que fica arrancando os cabelos quando se vê diante de um negro em uma universidade, ou quando descobre que o seu vizinho não tem o sangue azul da "aristocracia"(Ha-Ha-Ha) brasileira.
Afinal de contas, pobre é pobre, rico é rico e que fique bem claro que cada um deve ficar no seu quadrado.
Quando surge alguma possibilidade de mobilidade social, o que se vê é entrar em cena a verborragia dos donos do Brasil, tentando alucinadamente reverter o quadro de [Brasil que cresce pra todos].
Falas raivosas, impregnadas de um racismo disfarçado, irônico, como no caso das cotas raciais eu já estava acostumada a ouvir, mas o que se viu agora foi cair a máscara. Ninguém disfarçou nada, bradou-se pra quem quisesse ouvir as mais caluniosas infâmias contra um povo, e mais, escreveu-se, publicou-se e tornou-se público o que se tenta manter debaixo do pano: O Brasil está infestado de gente que o quer repartir, cercar e vender. Estes sim, retrógrados, feudalistas, com suas reminiscências medievais.

domingo, 7 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Saber mesmo eu não sei de nada, mas desconfio de muita coisa.

Ricardo lemos
 
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