quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mãezices - Fralda, porque me abandonaste?







O bebê usa fraldas e você odeia isso. Você odeia sentir aquele cheirinho e ter que abrir aquele pacotinho já sabendo o que vai encontrar lá dentro. Primeiro filho então é pior, a gente ainda não lida bem com esses assuntos escatológicos, a gente ainda está com aquela idéia de que cocô é uma coisa abstrata, que na realidade realidade mesmo, não existe.
E aí você se depara com a necessidade de, além de ter que olhar para o cocô do neném, ter que analisar. Sim, porque nas consultas com o pediatra sempre tem aquela pergunta: -Como está o cocô?
E apesar da imensa vontade de dizer: -Vai bem, obrigado.
E mudar de assunto:
-Tá lindo o dia hoje, né?
A gente tem que dizer se tá assim, se tá assado, mole demais, duro demais. Ou seja: Em relação ao grau de ninguémmerecismo da vida, ter que analisar um cocô está mais ou menos no grau 9.
Aí a criança larga a fralda e você acha que todos os seus problemas "se acabaram-se", mas não.
Você está linda e bela comendo uma comida maravilhosa em um restaurante e a criança diz: -Quero fazer cocô!
Você larga tudo e vai atrás de um banheiro, rezando muito para que não aconteça nenhum acidente no meio do caminho, encontra o banheiro, entra porta adentro desesperada gritando:
-Nããããão põe a mão em nada!
E pega papel pra forrar o vaso, e segura a criança pra não cair lá dentro, o paraíso.
Esses dias entrei com Cecília no banheiro de um restaurante, um calooooooor de matar e Cecília gosta de conversar no banheiro. Ela não chega faz o serviço e sai, tem que conversar. Falar das Princesas, da Tia da escolinha, e por aí vai. E eu lá, um calor danado, tendo que segurar aqueles vinte quilos de belezura enquanto ela tagarelava. Pra piorar a luz tinha sensor de movimento, se ficasse paradinha ela apagava e ficava tudo um breu, com direito a escândalo da criança que morre de medo de escuro.
A cena final era eu suando bicas, segurando Cecília com um braço e balançando o outro para que a lâmpada não apagasse. O paraíso ao quadrado.
Outro dia era eu no Shopping, estilo Julia Roberts em 'Uma linda mulher', experimentando vááários vestidos e saindo do provador pra mostrar a belezura. Um belo momento saio eu toda prosa:
-E aí gente ficou bonito?
Marido: -Tá lindo!
Cecília: -Quero fazer cocô.
Meu glamour foi abaixo de zero.
Tirei o vestido às pressas e lá fui eu em busca do banheiro perdido. Ninguémmerecismo grau 10.

Há muitos momentos em que o inimaginável acontece: A gente sente saudades da fralda, aquele pacotinho, que nos permitia tranquilamente encontrar um lugar tranquilo e calmo pra encarar o limpa-limpa.






sábado, 29 de outubro de 2011

Modices

Não sigo a moda, mas não me falta-me o glamour!

Se existe uma coisa para a qual eu não sirvo é para seguir modas. Primeiro porque como boa pessoa "disquerda" que sou, acho que a moda é um mecanismo criado pelo sistema para controlar as nossas mentes. Segundo porque eu tenho bom senso e sei que a maioria das coisas que entram na moda só servem nos cabides que desfilam pelas passarelas mundo afora.

Acabo não saindo do estilo "entrei-num-vestidinho-e-saí" por pura falta de compatibilidade entre os modelitos que vejo nas vitrines e a minha pessoa.
Quer um exemplo? Calça saruel. Vejo as pessoas com aquele pano todo sobrando lá nas partes baixas e só penso em duas coisas:

-Coitada! Não deu tempo de chegar ao banheiro...

-Preciso puxar isso pra cima, preciso puxar isso pra cima, preciso puxar isso pra cima (...).

No último inverno aqui no Rio convencionou-se que todas as mulheres deveriam seguir o estilo romantiquinho. Pessoal leva ao pé da letra, sabe como é né?!

A mulherada saia na rua com saia de cintura alta, de babadinhos e blusa de florzinhas com manga bufante! Só conseguia pensar em uma coisa:

Bolo de quinze anos.

Junto com o estilo romântico, que as cariocas transformaram em Romântico-Periguete, já que era tudo sempre muito justo e curto (nem posso falar mal já que há um periguetismo inerente às minhas roupas hehehe), veio a moda dos saltos altíssimos! Uns sapatos fechados com um salto que mais parece perna de pau. Reparem que nem ao menos sei o nome do sapato, seria peep toe? scarpin? Me falaram que é meia-pata, mas eu me recuso a acreditar.

Não rola subir num troço daqueles e depois ter que andar. Ou eu estou com um sapato daqueles ou eu ando, as duas coisas não dá pra fazer.

E não existe nada menos phyno que mulher se desequilibrando pelas tabelas em cima de salto alto. Desta forma apesar de achar lindos, não aderi a moda dos tais sapatos. Não compatibilizou

O verão é a minha redenção! Vestidinhos viram hit e eu saio toda toda, me sentindo super na moda, super fashionista, mando beijos para Valentino!

domingo, 16 de outubro de 2011

Um conto pra chamar de meu.

Ciranda

Duas da manhã e nada. O chão quase furava de tanto andar de um lado para outro. Unhas não existiam mais e, ao passar pelo reflexo do vidro da porta, percebeu que parecia ter levado um soco em cada olho, de tão escuras as olheiras que lhe emolduravam o olhar. Aquele mesmo olhar pelo qual tanto já havia recebido elogios.
-Marisa, você sorri com os olhos!
Dizia um amigo querido, sempre que a vi sorrir.
-Usa um lápis preto Marisa! Ressalta a beleza dos seus olhos!
Recordou-se daquela amiga que não desgudava dela mas que, se a visse hoje, não a reconheceria.
Ela mesmo não se reconhecia naquele reflexo. Ficou ali parada, tentando se lembrar dos caminhos que a fizeram estar naquele cubículo fétido, com a vida arruinada e o corpo em frangalhos.
A infância fora pobre, mas feliz. Ao lembrar, chegava a sentir os cheiros que lhe traziam tantas boas lembranças:

O aroma da grama pisada, que impreganava na roupa depois de correr pelo quintal, o cheiro da terra molhada que se misturava ao dos bolinhos de chuva que a avó fazia como que um prêmio de consolação, por não poder sair pra brincar em dia chuvoso. Lembrou-se de como gostava de comer por último, e passar os dedos pelo prato ainda sujo pelos restinhos de áçucar e canela.

Lembrou-se das cantigas de roda, que ecoaram pelos seus ouvidos, e quando deu por si estava alí, envolta na magia daquela cantiga.




A menina que ela havia sido apoderara-se daquele corpo maltratado e a fazia planar, girar e cantar em meio aquele caos que a circundava.
-Ciranda cirandinha vamos todos cirandar...♫

Cantava cada vez mais alto, girava cada vez mais rápido na esperança de voltar no tempo com a força do pensamento. Esgotada, entregou-se exausta ao chão, caiu em um pranto intenso e adormeceu.

Despertou abruptamente com o barulho de batidas na porta, tentou se levantar, se recompor. Saiu pisando em cacos de vidro, restos de comida e cinzas de cigarro até alcançar a porta. Ao abrí-la se deparou com aquele rosto conhecido, aquele homem que entrara em sua vida como um amigo quando chegou à cidade, muitas vezes já recebera seu corpo em troca da droga que lhe tomara a vida. Pediu que a esperasse, foi ao quarto, pegou todo o dinheiro que lhe restava, as chaves do apartamento, único bem que possuía e entregou.
-Pode ficar com tudo, isto encerra a minha dívida.
Saiu sem lhar para trás. Perguntada para onde ia respondeu:
-Estou voltando pra casa.

Na janela do ônibus a paisagem de concreto dava lugar à imensidão verde que a levaria de volta. Adormeceu cantarolando.

-Ciranda Cirandinha vamos todos cirandar...♫♫♫

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Essa é a minha vida. Esse é o meu clube.

Parem as máquinas, rufem os tambores, dançem na boquinha da garrafa.
Estamos de volta!!!!!!!!!

Após um enorme recesso, muita promessa de dar cabo a esse amado bloguinho (já que meu tempo está mais escasso que concordância verbal em letra de funk), a saudade foi maior que tudo (ai gente que lindo isso, né?!) e "eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar..." (ir de lindo pra brega em 3 segundos, não tem preço.) ♥

Depois desses quase dois meses em uma volta ao meu próprio mundo, refleti e cheguei a algumas conclusões que devo deixar aqui, pois as mudanças internas foram de uma grandeza tamanha que eu me vejo na obrigação de tentar acalmar corações aflitos pelos quatro cantos desse mundo internético.

Questões financeiras:
A gente vive escutando que dinheiro não traz felicidade e blablablabla. Dito isto vamos aos fatos:

Você precisa de dinheiro pra comer, pra se vestir e pra ter um lugar pra morar. Certo? Pois bem. Então me digam quem seria feliz nesta vida estando pelado, com fome e dormindo na chuva.

Pois é. Então nada de ficar se achando supérfulo só porque quer comprar aquela sandália de cristais swarovski, ou aqueles 30ml de perfume a 300 reais que você acha suuuuuuuper legais, nada de ficar se achando um tentáculo do monstro do capitalismo, nada disso. Desde que o dinheiro seja seu, faça o que quiser com ele

Questões trabalhisticas:
No trabalho ame quem você deveria odiar e odeie quem você deveria amar.
Expliquemos:
Sabe aquela pessoa que é toda sorrisinhos, toda simpatiquinha, toda cheia de nhém nhém nhém? Na maioria das vezes é falsa e na primeira oportunidade vai puxar o seu tapete, o seu sofá e a sua mesinha de centro.
Já aquela pessoa que demonstra quando tá puta da vida, que costuma te dizer o que você fez de errado, e que está quase sempre com cara de c*, geralmente é a mais sincera, portanto ame-a. Eu sei que é difícil, mais faz um esforço!



Questões emocionais:
Você é um dentre bilhões de seres humanos na face desta terra, então a menos que você seja brilhante e descubra uma vacina contra alguma doença terrível, você não faz a menor diferença para bilhões de pessoas. Você não é tão importante quanto acha que é. Então pega esse ego queima em praça pública, tenta descobrir quais são a meia dúzia de pessoas que realmente se importam contigo e faça tudo por elas, pois são as únicas que estarão do seu lado quando você voltar às fraldas (isso mesmo. às fral-das.)

Questões maternais:
Quanto a isso não posso ajudá-los. Eu preciso urgente de uma pós graduação em criação de filhos. Urgeeeeeeenteeeeeee!!!!!
Sente o naipe do meu grau de maturidade na criação de filhos nesta transcrição de um diálogo com a minha filha:

-Cecília, não faz isso!
-Cecília não pode fazer isso!
-Cecília pára com isso!
-Se você fizer isso eu não vou mais ser sua amiga.
Ai minha nossa senhora das super nanys!

Questões amorosas:
Quando a gente ama fica mais bonita, mais feliz, mais saltitante, mais suspirante e... Aaaaaaaai, aaaaaai! Muito bom né?
Errrrr.... Voltando.
A única coisa que não faz bem nesse negócio de amar é não ser correspondido. Então seja correspondido sempre. Faça a pessoa corresponder na marra se for preciso, mas nada de ficar pelos cantos fazendo mal me quer, bem me quer. Nada de ficar ouvindo good times 98 e chorando, nada de ficar querendo se jogar da ponte Rio-Niteroi, que isso não é phyno, não faz bem pra pele.

Então é isso pessoas, estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy,



Nem dá pra ficar chocada, era uma morte anunciada. Todos já sabíamos que ela iria cedo, os motivos e até de que maneira seria encontrada.

Fica a tristeza de saber que assistimos a morte lenta de alguém tão talentoso. Ela estava lá, nos palcos, morrendo pra platéias inteiras, pra milhares de pessoas. Morria enquanto a fotografavam caindo pelos cantos de um bar qualquer ou se drogando.

Assistimos a lenta degradação de uma preciosidade de cantora e apenas esperávamos pelo seu fim.

Fica a tristeza de não ter ido a um show, mas pelo menos não a vi morrendo ao vivo, mais uma na platéia.

Fica a curta obra, a diva, o mito.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

AI-5 DA PEDAGOGIA

Cecília tá revolucionária. Tá cheia de nãos, de argumentações, de mas mas mas. E eu tô chegando à conclusão de que a minha criação está permissiva demais, lenta demais, explicadinha demais. Então a partir de hoje está instaurado nesta casa, o AI-5 da pedagogia.

Vamos parar com esse nhém-nhém-nhém castigo de dois minutinhos, de dizer porque é que não pode, de infindáveis explicações sobre certo e errado, porque até onde eu sei, incontáveis gerações de crianças, eu inclusive, foram educadas quando ainda não era moda a tal da pedagogia e todo mundo cresceu bem mais educado que esse monte de monstrinhos que a gente vê por aí hoje em dia, quase batendo nos pais.


De bater não tenho coragem, não tenho estrutura psicológica suficiente para causar dor em um serhumanozinho propositadamente, então pelos menos as regras serão como as do Arnaldo César Coelho: CLARAS.

E o AI-5 pedagógico começará pelos desenhos animados. Cheguei à conclusão de que uma aparentemente indefesa garotinha chamada Lola (Do desenho Charlie e Lola), está colaborando com a impetuosidade da minha antes doce e serena Cecília. cof,cof. Saca os nomes dos episódios:

"Eu nunca vou comer tomate na minha vida"
"Só existe um sol, e é claro que sou eu"
"Eu gosto do meu cabelo exatamente do jeito que ele é"
"Eu estou mais que ocupadíssima!"

Vô proibir esse DVD! Ditadura Desenhística djá!
rs!
TÔ GATA?

sábado, 2 de julho de 2011

Notícias do front.


Do lado de cá a luta continua. Severa, pela sobrevivência e só os fortes sobrevivem.
A minha maior luta atualmente é pela leveza, nesta rotina pesada na qual eu me afundei nos últimos tempos. Se o ônibus está lotado me pego a analisar os passageiros, tento adivinhar suas histórias.
Estes dias notei que uma moça sorria. Assim, sem motivo algum, olhava pela janela e sorria. Fiquei imaginando mil roteiros para aquele sorriso tão sinceramente alegre, às oito e meia da manhã de uma terça-feira...
Ultimamente luto também por propósitos. Pra qualquer coisa que eu faça, tento encontrar um propósito, um bom motivo para estar fazendo aquilo. Tudo fica um tanto menos pior. E, ainda bem, há dois anos e meio tive uma filha, que é sempre o propósito maior, a razão, o fim para o qual todos os meios se justificam.
Estou trabalhando em um lugar com a maior quantidade de figuraças por metro quadrado de todo o planeta terra e não posso escrever sobre elas, porque, né? É trabalho, e a gente não deve caricaturar as pessoas do trabalho na internet.
Ou deve?
(Anjinho: 1 X Diabinho: 1 )
Penso no blog o tempo todo, ele pra mim é tipo um filho, e pensando por esta lógica, eu tenho sido uma mãe extremamente desnaturada nos últimos tempos. Várias vezes penso em textos inteiros para escrever aqui e eles simplesmente de-sa-pa-re-cem quando eu sento em frente ao computador pra escrever.
Sendo assim, comprei um caderninho, para que eu dê um 'Control S' nestes textos e possa postá-los quando sobrar um tempinho.
Palmas para o caderninho!
Aliás, tempo, porque me abandonaste?
Depois de tudo o que eu fiz por você?!
(Maria do Bairro canta pra subir)
Gente, tempo pra mim tá mais valioso que o diamante azul do Titanic. Entro em casa na sexta e dez minutos depois tô vendo Zeca Camargo e Renata Ceribelli perdendo peso no Fantástico. As 10.631 coisas que eu planejava fazer no fim de semana ficaram só no campo do projeto mesmo, inclusive escrever no blog...
Cecília (não posso deixar de falar deste amor arrebatador) me surpreende todos os dias com uma coisa nova. Não consigo nem acompanhar. Mas é uma esperteza, um raciocínio lógico, um poder de convencimento que me tira o chão. Chego a pensar em encontrar técnicas para DESdesenvolver esta criança. Sempre odiei aqueles mini-adultos no estilo Maísa, que sabem de tudo, perguntam tudo, crianças sem inocência de criança. Mas acho que não dá pra lutar contra. Essa geração está sendo bombardeada de informações, coitados, só os resta depreender e nos surpreender!
Ainda bem que a fofurice vem na mesma proporção! E ela me embriaga de encantamento quando diz de supetão: - Mamãe, eu te amo muitão!
Fora isso, tô na crise da trintona balzaca sem ter mesmo chegado aos vinte e nove. Acho que me deixei levar pela precocidade de Cecília...
Tomei a primeira decisão da mulher de trinta anos aos vinte e oito: Não engulo mais sapos. Mais nem que eles venham cobertos de caviar. É claro que não vou me indispor com ninguém a menos que seja estritamente necessário, não é da minha natureza, e além do mais, o Renew tá muito caro! E vocês sabem né, a gente vai chegando aos trinta... Melhor prevenir as ruguinhas.

Inté.

domingo, 29 de maio de 2011

Pacadaio.

Estou abraçando uma causa nobre: A não extinção do pacadaio!

Pacadaio, que os humanos adultos costumam chamar de papagaio, é o único verbete que Cecília ainda pronuncia errado.

A passagem do 1 para os 2 anos foi marcada por mudanças abruptas neste pequeno serzinho. O meu bebê foi-se embora, e isso foi mais pavorosamente perceptível pra mim, na questão da fala. A bichinha fala de tudo, bem explicadinho, letra por letra, com as devidas concordâncias e plurais, uma oratória de fazer inveja a político.

Mas o pacadaio permanece, e toda vez que ela vê a revistinha que tem lá a tal figura da ave ela solta: - Olha mãe! Um pacadaio!

E eu olho pra ela e vejo o meu bebê. Longe, longe, mas vejo.

*Carência de bebezinho mode on.*

Aceitamos indicações de simpatia pra curar carência.

rs!

Inté!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu Sinto Falta.

Eu sinto falta da minha mãe me cobrando que finalize as coisas, que não deixe nada inacabado

Eu sinto falta da minha mãe dizendo que vai ficar tudo bem, que tudo passa, que a vida é assim mesmo, que eu vou conseguir.

Eu sinto falta da minha mãe quando tenho que dizer pra Cecília que ela deve comer direitinho, ou que não deve responder a tia do colégio, ou que tem que dividir o lanche e o brinquedo com os coleguinhas, porque a impressão que me dá é que eu nunca, nunca vou ter a mesma autoridade que ela tinha.

Eu sinto falta da minha mãe me dizendo com quem eu não deveria andar, ou a que horas eu deveria voltar pra casa. Ai, nunca achei que iria desejar alguém controlando a minha vida, é tão difícil controlar a própria vida, né?

Eu sinto falta até das broncas, porque hoje eu compreendo tanto...

Alías, eu preciso dizer isso pra ela!

-Mãe, hoje eu te compreendo tanto. Ainda dá tempo?

Eu sinto falta da minha mãe, como nunca antes na história da minha vida.

Acho que é porque cada vez se aproxima mais o momento em que eu terei que cuidar e me responsabilizar por ela... (se a dona Inês lê isso me mata! Toda trabalhada no Renew do jeito que é! - Avon: Favor pagar merchand. rs!).

Só sei que é uma falta que não está ligada a presença física, sabe? É falta da onipresença dela, aquilo que a gente sente quando é criança, impressão de que a mãe da gente é o centro do universo (do nosso pelo menos).

Então é isso. Estou em um momento "Velocidade 5 na Dança da Carência Materna".



Inté.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Todo dia ela faz tudo sempre igual.


Rotina me define.
Essa vida de acorda-trabalha-dorme-acorda-trabalha não é de Deus não! Isso é coisa do tinhoso, do coisa ruim.

Cadê a poesia? Tem que ser Chico Buarque de Holanda pra conseguir espremer poesia disso aí. Não é à toa que meu amor por ele aumentou tanto ultimamente...



Cadê o borogodó da vida gente? Cadê o flash? Cadê o glamour?

A vida aí, essa coisa rara que morreu cabô e a gente torcendo pra semana acabar logo, pra chegar fim de semana, fim de mês. Pode-uma-coisa-dessa?

As moscas só deixarão de pairar sobre este blog quando a rotina e o frio me afetarem menos. Tá um frio congelante no Rio, tipo 19 graus! (Pessoal do Sul cai na gargalhada).

Inté.

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães - O Coração Gigante

Ontem, chegando na festinha do maternal na escolinha da Cecília, eu me deparei com um Coração Gigante. Literalmente. Uma pessoa vestida de coraçaozão de pelúcia.


Tudo era o delicioso caos de festinhas no pré escolar. Crianças correndo e gritando, mães trocando figurinhas, falando sobre como os seus filhos estão lindos, inteligentes, fofos, espertos e tudo aquilo que cada uma acha que o seu filho é muito mais que todos os outros filhos do mundo.
E ele continuava lá. O Coração Gigante. Passeando no meio do caos, sereno e tranquilo, como quem quer dizer: -Gente, eu tô aqui ó! Eu sou o amor, e vocês só estão aqui hoje por minha causa!


A diretora da escola é aquela que, coitada, tenta colocar ordem no caos. Às vezes consegue, às vezes não, faz parte. Um doce de pessoa que fica lá, igualzinho ao coração: Uma serenidade no meio do caos.


É uma delícia observar estes momentos.


As mães, bem arrumadas, perfumadas, maquiadas, orgulhosas. As crianças eufóricas, tentam mostrar para as mães que são mesmo únicas dentre todas as crianças do mundo. E por isso fazem mais algazarra que de costume, falam e gritam mais que de costume, se mostram mais que de costume. E a gente ama! E fotografa! E admira! E se orgulha!


E ele continuava lá, o Coração Gigante. E eu não conseguia tirar os olhos dele. E parar de pensar na idéia que, por mais brega que possa parecer, acertou em cheio no que queria representar: Um amor gigante. O maior de todos. O que, me desculpem os outros amores, é a mais linda forma de amar que existe.

sábado, 30 de abril de 2011

UPP




Unidade de Polícia Pacificadora.

Esta é a nomenclatura das UPP's, um sitema de policiamento implantado aqui no Rio para, segundo palavras das próprias autoridades, "Reaver o território tomado pelo tráfico".

Pra quem mora no Rio, juntar em uma mesma sigla as palavras polícia e pacificadora seria até bem pouco tempo motivo de piada, levando-se em conta a péssima imagem que a Polícia Militar sempre teve perante a grande maioria dos cidadãos cariocas.


Todo um histórico de corrupção, truculência e violência colaboravam para a manutenção deste stigma. Quantas e quantas vezes já ouvi que a polícia era pior que os bandidos, que havia mais medo dos policiais que da bandidagem. Eu mesma já disse isso inúmeras vezes, o que é muito fácil, quando não se pensa na situação do cara que estava ganhando mal e porcamente para estar onde todos nós venderíamos a mãe (brincadeira mãe!) para não estar: Na frente do tiroteio.


É claro que há toda aquela história de "Mais nada justifica violência", que eu concordo, mas que é reducionista demais.

A primeira UPP foi implantada em 2008 e de lá pra cá muitas outras se instalaram. Acho difícil que ainda não haja nehum rastro do tráfico nos locais onde elas estão, mas muita coisa mudou na vida de milhares de moradores.

Certamente a mudança mais substancial que as UPP's causaram não é a mudança física, de bandidos fugindo e batalhões sendo implantados dentro de comunidades. A maior vitória da polícia carioca ainda está se desenhando. É a mudança que ainda acontece lentamente e depende essencialmente do sucesso das UPP's: O resgate do respeito e da admiração pelo profissional de segurança pública.

É inegável o fato de que a polícia conseguir algum respeito, dentro de comunidades onde entrava pra matar, é uma vitória e tanto.
Alguns vão dizer: "Ah, mas matavam marginais!"

Sim, marginas cujas mães, amigos e familiares moram na comunidade e dos quais muitos dependiam financeiramente. Não é só o marginal lá dentro. Há que se conquistar, ou tentar conquistar, o respeito de toda essa gente.

Eu moro relativamente perto de uma Comunidade recém-pacificada. Se vocês quiserem saber o quanto saguinários eram os bandidos desta comunidade, basta lembrarem do episódio em que eles derrubaram um helicóptero da Polícia, matando dois policiais em um tiroteio que parecia não ter fim.

Quem morava aqui perto, no dia pensou estar na faixa de gaza.

Era uma facção violenta, composta por marginais jovens, incubidos de todo o sentimento de imortalidade que esta fase da vida possui e agravado pelo fato de não terem nenhuma perspectiva, ou porque não dizer vontade, de mudança de vida. Era uma guerra constante, tiroteios, mortes e roubos no entorno da comunidade.

Sobre como está o clima lá dentro, se toda essa utopia está dando certo, só um morador poderia dizer. Vontade não me faltou de ir lá saber, perguntar. Faltou-me coragem, confesso a minha fraqueza.

Mas eu posso falar de um bairro maravilhoso, que perdia a cada dia um pouco do seu encanto por causa da violência constante e que agora voltou a sorrir.

A praça agradável e espaçosa que fica em frente ao morro e que antes vivia triste, vazia, agora fica lotada até altas horas da noite com crianças brincando e velhinhos se exercitando.

O ato de parar o carro em um sinal vermelho ainda gera alguma tensão, mas já não é mais aterrorizante.

Já não andamos na rua sobressaltados, apressados, com a chave do portão em punho.

Tudo está sensivelmente mais calmo, espantosamente calmo.

Esses dias passávamos na rua e avistamos um grupo de policiais andando calmamente, conversando, sorrindo.

Uma cena inusitada, quando penso que antes de a Unidade Pacificadora ser implantada só os víamos de arma em punho, com o semblante pesado de quem é um alvo em potencial.

O fato é que a vida da minha família está muito melhor. E eu desejo do fundo do meu coração que a vida das famílias que moram dentro da comunidade também esteja.

Assim como desejo que tudo isto dê realmente certo, que não seja apenas pra gringo ver na Copa e nas Olímpíadas, que não seja eleitoreiro como tudo o que fazem por aqui.

Que o poder público leve além de segurança, salubridade, educação de qualidade, fontes de renda, dignidade.


Que os sorrisos voltem e permaneçam, em todas as comunidades do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Desnaturada!

190 postagens, 406 comentários, 7.160 visitas, e muitos causos depois, o Blog fez 1 ano!

Há séculos, no dia 11/03/2011!
Feliz Aniversário atrasado Blog!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Toma Lá Dá Cá Perde.



Um Prédio Muito Louco.

Parece título de Sessão da Tarde, mas é a única descrição que faz jus ao manicômio disfarçado de condomínio em que eu vivo. Vamos começar pelo porteiro, que aqui eu vou chamar de Z, para preservar sua identidade

(Pausa pra fazer um ar de jornalista investigativa).

Seu Z é um senhor franzino, de fala mansa e pausada, mas não se enganem! Seu Z é maldoso, tendencioso, fofoqueiro e se acha o dono do prédio, do mundo, da galáxia. Seu Z é o Big Brother do meu prédio.
Agora vem a melhor parte, os vizinhos.
Vou começar pelo pai do cachorro:

É assim, o cara tem um cachorro, até aí tudo bem. Que tem nome de gente. Até aí tudo ótimo. Eu passo e o cara fala: -Dá licença pra tia passar Marcos*!(tipo, a tia do cachorro sou eu) -Olha a amiguinha Marcos*!(Tipo, Cecília é a amiguinha do Marcos*). Nada contra a pessoa amar o cachorro, cachorros são ótimos, merecem ser amados. Mas o cara entrou numas de que o "filho" é gente, no nível maluquice mesmo.
*Marcos é um nome fictício para preservar a identidade do cãozinho.(Jornalista investigativona)
Tem os velhinhos, um senhor e uma senhora. Simpáticos, agradáveis e aparentam ter uns oitenta anos cada um. Tinhamos uma relação ótima até que um belo dia eu entro e vejo a velhinha sozinha. Pra fazer uma social pergunto: -E o seu marido, está bem? A velhinha me olha com cara de ódio e responde: -Não é meu marido, é meu pai.

(Pausa pra eu morrer de vergonha)

Nossa relação nunca mais foi a mesma...
Tem a maldição do 303, que é o apartamento ao lado do meu. Neste apartamento há uma rotatividade maior que Motel e só moram casais jovens, barraqueiros, que gostam de ouvir música do Belo no último volume e cujo marido é sempre flamenguista fanático (pelo menos isso pra salvar). Sério, esses devem ser requisitos contratuais, não é possível tanta coincidência.

Tem uma mulher que discute com fantasma. Sério. Tu ouve a mulher gritar, gritar mesmo: - Eu vô embooooooooora dessa caaaaaaaaasa. -Cadê meu dinheeeeeeeeeeiro?????? -O que você fez com a minha viiiiiiiida?????
E-só-se-ouve-a-voz-dela. Mas é uma coisa tão desesperadora que eu fico rezando pra mulher não se jogar pela janela. Tenso.
Tem a síndica que não mora no prédio e é "representada" pela mãe dela, uma senhora engraçadérrima que só vive jogando no bicho. (Isso quer dizer todo o poder nas mãos do seu Z, o que não é nada bom).

Tem outra coisa aqui que é péssima: Os moradores proprietários odeiam crianças.Tem dois meninos aqui coitados, que só podem brincar na rua, porque para as crianças é proibido correr, pular, jogar bola, falar alto, ficar perto dos carros, enfim, se puderem não respirar, melhor ainda. Toda a população de crianças do condomínio são esses dois meninos e Cecília. Que tá cada vez mais atentada e bagunceira. Acho que eu devo procurar outro lugar pra morar. Tenso.
Agora o clímax do que é o meu prédio eu deixei pro final.Um dos moradores queria sair. A chave dele não abria a porta. O cara pegou um vaso de cerâmica de uns dois metros que tinha aqui no hall e jogou contra a porta de vidro estilhaçando-a. Isso 5 da manhã. Barulhão enorme, marido querendo ir ver o que era (forte, lindo, viril) e eu de-ses-pe-ra-da:


-Amoooooor não vaaaaaai! Eu tô muito nova pra ficar viúúúúúvaaaaa. Enfim.Devo procurar outro lugar pra morar?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Café, Cachaça e Chorinho!

Tem como um festival com esse nome não ser uma delícia? Acontece todos os anos nas cidades do Vale do Café aqui no Rio.

Esse vídeo em que eu demonstro toda a minha perícia na gravação de vídeos (cof,cof) eu gravei em Mendes, cidade do meu querido Dudu, na noite do último sábado.

Uma noite inesquecível com amigos incríveis!

A boa música eu trouxe pra vocês, a boa comida e a boa cachaça só indo lá mesmo! Agora os amigos incríveis são só meus, porque eu sou possessiva! rs!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Felicidade é isso aí mesmo.


Não tem mistério nenhum. De repente você acorda de manhã e ôpa, não tem nenhum problema te apurrinhando, os problemas todos estão lá, beleza, mas não te apurrinham.

Felicidade é uma coisa que só chega quando você pára de ficar desejando ardentemente. Um belo dia você acorda e tá lá, felizão. Uma espécie de felicidade pé no chão muito melhor que aquela que a gente não alcança nunca, utópica.

E hoje foi assim. felicidade no modo pá pum. Felicidade sem nhém nhém nhém, sem por quê nem porém. Eu tô feliz e ponto. A vida tá uma zona. Mas o coração tá levinho, levinho.

quinta-feira, 31 de março de 2011

É Normal ser Normal?



Eu tenho crises de riso. Do nada eu lembro de alguma coisa engraçada e me vem um espírito malígno do riso frouxo e se apossa de mim. Mas não tem santo que me faça parar e até que eu me recomponha, os maxilares estão doendo, 5741 pessoas acharam que eu sou maluca e 548925 acharam que eu estava tendo uma síncope (vocabulario riquíssimo, observem).


Sim, porque uma pessoa rindo sozinha dentro de um ônibus não é nada normal, todo mundo concorda?

Pois bem.

Mas eis que hoje, pela primeira vez eu consegui conter a crise de riso antes que ela beirasse as raias do ridículo. Eu agi como uma pessoa normal.E fiquei triste.

Por que sabe, o negócio era muito engraçado, merecia um riso frouxo, mas o que conseguiu foi uma pessoa adulta engolindo o riso como quem engole o choro.


Quantas e quantas vezes a gente deixa de fazer o que tem vontade porque não é normal que se faça aquilo?

Quantas vezes a gente deixa a "normalidade" transformar a vida, essa coisa linda que morre a cada segundo em pura mecanicidade?

É claro que não dá pra fazer a lôca e sair por aí fazendo topless (não que eu queira fazer isso viu marido? que fique claro.) mas pô, uma crise de riso, dançar na chuva, cantarolar um funk, se acabar de dançar de pilequinho na festa do amigo pode. Não pode Lombardi? Pode sim Sílvio!


sexta-feira, 25 de março de 2011

Perfeição


Quando eu era criança o meu mundo perfeito tinha uma mãe que não ficasse a semana inteira longe de mim, tinha toda a coleção de botas da Xuxa, eu descendo juntinho com ela da nave e sendo escolhida pra ser Paquita.
Tinha uma boneca chamada Lu Patinadora e outra que se a gente colocasse no sol ela ficava com marquinha de biquíni.

Nesse mundo eu nunca precisaria ir pra escola se tivesse chovendo, não haveria pentes pra tias bruxas pentearem o meu cabelo (porque doía taaaanto...) e Maria Joaquina não faria maldades com o Cirilo na novela Carrossel.
E pra completar a perfeição desse meu mundinho , eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem pagar.


Muitas águas rolaram desde que eu deixei esse mundo lindo pra lá e me joguei na realidade da vida, mas eu continuo a sonhar com um mundo perfeito, em que fadinhas cuidadoras de crianças cuidariam da minha Cecília como se fosse um pequeno tesourinho, não me cobrariam os olhos da cara por isso e ela nunca, jamais, em hipótese alguma ficaria doente.

Nesse meu New Perfect Word (toda trabalhada no Inglês) monografias se auto-escreveriam depois de uma auto-leitura de livros e ganhariam nota dez, óbvio. Os ônibus teriam sempre um lugarzinho pra eu sentar, e aquela pessoa que sentasse do meu lado teria tomado banho antes de sair de casa. Casas se auto-arrumariam, comidas se auto-cozinhariam e roupas se auto-lavariam, ou seja, a dupla jornada se auto-destruiria.

Eu aprenderia a dirigir sem ir a auto-escola, e o meu cabelo ja-mais se rebelaria contra mim. O fim de semana duraria o tempo necessário para que eu descansasse e ele seria utilizado para descansar e não para organizar coisas.

E para completar a perfeição deste mundo eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem engordar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tô Respirando.


Isto quer dizer, teoricamente, que eu estou viva. Teoricamente amigos, porque na prática eu estou morta. Mortinha do Luís Inácio Lula da Silva, morta com farofa.
Voltei a trabalhar. Assim, à moda Vargas, hora pra entrar hora pra sair, hora de almoço, hora, hora, hora! Sou de novo escrava do relógio, eu olho pra ele e ele canta: Lerê, lerê... Pelos menos não me chicoteia, o que já é grande lucro!
Mas deixa eu fazer o que eu mais gosto de fazer neste blog? Falar da Cecília!
Que foi pro horário integral da escolinha!

Pausa para um choro contido.

De 8:30 às 18:30!!

Pausa para um choro copioso.

O que me faz morrer de preocupação/saudade/ficar com o coração partido!!!

Pausa para um choro histérico.

Gente isso é muito cruel. É uma coisa linda essa teoria de que a mulher tem que trabalhar, produzir, participar da vida econômica, ser independente e blablabla Wiskas (Né Cristal!?).
Beleza, super concordo, super me faz bem.
Mas e a filharada? E o instinto maternal de querer cuidar da cria lambendo-a o dia inteiro? E a vontade louca de largar tudo no meio do dia e ir pra casa trocar uma fralda de cocô? (eeer... menos...) Fica aonde?
Ahhhhh, disso aí os teóricos da independência feminina não querem saber, né?
E aí, quando tem uma mulher que diz que não quer ter filhos, todo mundo olha com cara de:
-Ohhhhhh, mas que fria, calculista!
-Não quer gerar uma vida, um milagre!
Todo mundo preocupadinho com a preservação da espécie, isso sim!

Eureka! (eu sempre quis dizer/escrever isso! hehehe)

Mulheres, nos uniremos em uma greve de geração de filhos até que cada estabelecimento de trabalho feminino tenha uma creche! E mais: Que permitam que a gente vá lá fazer guti-gutis nos filhos na hora que em bem entendermos!
rs!

Mas é isso aí pessoas, saudade desse cantinho me transborda no peito(sertaneja, eu?) mas tá meio difícil escrever aqui com a frequência que eu gostaria...
Mas ó, eu dou uma sumidinha pra em seguida dar uma aparecidinha!

Beijos enooooooormes!
Lu

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."

É hora de rever conceitos, teorias, planos, urgências e medos.
Deixar pra trás o que tiver que ficar, correr atrás do que tiver que alcançar .
Porque sonhar é bom , mas realizar é melhor ainda.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."


O Domingo foi de samba, e o samba me invadiu, me sequestrou e dele só quero me livrar na quarta de cinzas.

O Domingo foi de samba, quadra do Salgueiro, lotada. Foi o dia da feijoada que não foi, mas quem liga? Juninho liga.
E o porteiro dizia: -Mas não tem mais camisa!
No que o Juninho retrucava: - Mas eu não quero camisa, eu quero feijão!
E quem disse que no mundo do samba não tem regras? Tem sim: Sem camisa, sem feijão!

E quem vai discutir com o homem da portaria? É ele quem abre as portas pro samba!
Entramos!
Ahhhhh, o samba! Quem não gosta, como já dizia o poeta, bom sujeito não é! É ruim da cabeça, doente do pé e traz consigo uma pontinha de infelicidade. Porque é no samba que ela mora, a tal da felicidade, estampada no sorriso da mulata, reside bem ali, na ginga da passista, no abanar do leque das senhoras da velha guarda!

No samba, por um segundo seu coração se transforma em bateria, bate no compasso dos tamborins, você faz parte do show.

A quadra do salgueiro é sim um caldeirão, 30 minutos em que o sistema de ventilação parou de funcionar e o caldeirão ferveu! Nunca suei tanto na minha vida, a blusa grudava no corpo, o samba grudava na alma.
E lá ia o amigo do Juninho procurar um lugarzinho mais fresco... Como assim menino? Tá tudo fervendo!
E todo mundo sambava, Marido bebia a cerveja que descia gelada aplacando o calor e relaxando a mente, enquanto no palco começava o show do Diogo Nogueira e no chão começava o show do coral que cantava as músicas como que energizando o artista.

Era chegada a hora da partida, mas não sem antes assistir à entrada triunfal da Banda da Rua do Mercado, uma das mais tradicionais do Rio. E tudo virou um contagiante grito de carnaval, com marchinhas, trenzinhos, pulos, palmas, sorrisos e tudo o mais que há de bom nessa vida!

Da quadra do Salgueiro você sai cansado como nunca, mas numa estranha contradição, com as baterias recarregadas pro resto do ano!

Aqui no Rio o calendário não tem vez, os dias de folia estão marcados em vermelho no mês de março, mas o Fevereiro já é todo carnaval!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A sexta, a música e eu adoro duetos!

Capital Inicial
É fato que a banda fez parte da minha juventude (Oi, sou velha?) mas sei lá, a maior parte das músicas tem um nanananana, ou um lalalalalalala, ou pior um nanana misturado com lalalala que vira nalanalanalanala, um bagulho muito doido que parece que tá enchendo linguiça porque não tinha mais o que escrever.
Enfim. Não fui fã do Capital, mas aprendi a gostar. Essa aí por exemplo eu adoro!
"Eu Vou Estar" música boa de ouvir e de cantar bem alto(inclusive o nananana do final! rs!)
Acústico MTV com participação da Zélia Duncan, muito bom!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Depressa demais.

Enquanto eu ainda me acostumava com o fato de que a minha irmã não era mais aquela menininha que eu, aos trancos e barrancos, da melhor maneira que pude, ajudei a criar, me caia no colo a notícia de que ela estava grávida.
A barriga crescia e eu não acreditava. Eu tentava olhar diferente, esfregava os olhos mas só conseguia enxergar a Bia, a minha Bia, que não ia ao banheiro sozinha, que só comia a comida amassada, que fazia casinhas de boneca por todos os cantos da casa, que eu penteava o cabelo e levava pra escola.
Até que um dia eu vi aquele bebezinho no meu colo e a ficha caiu. Era a filha da minha irmã, e não era uma boneca, que ela deixaria lá pra que eu guardasse depois de enjoar da brincadeira, era uma realidade que me chocava e me alegrava ao mesmo tempo, difícil descrever.
Depois da Raíssa nasceu a Ingrid, e essas duas criaturinhas me fazem morrer de amores cada vez que eu as vejo. Já faz sete anos, mas parece que foi ontem.

---------------------******---------------------

Era 1º de Janeiro, a euforia pela chegada de um novo ano se misturava ao nervosismo de ser apresentada a família do namorado (que mais tarde seria promovido a marido. rs!).
Fazia uns 40 graus, Janeiro começava quente e enquanto eu ia chegando, as mãos suavam tanto que me davam a impressão de estarem virando líquido. Entramos, e eu me deparei com uma família inteira reunida, muita gente, muitos sorrisos, muitos abraços e eu me senti bem vinda, como nunca antes.
Mas no meio daquele monte de gente eu só tinha olhos pra elas! Seus cabelos imensos, lindos! Seus olhos cor de mel, o jeitinho de sorrir fechando os olhos, até nisso elas eram idênticas!
As vozes, o jeito de andar, pareciam uma só pessoa, que havia sido clonada. Lindas de morrer, e eram gêmeas, idênticas! Beleza ao quadrado! Tinham 14 anos mas eram altíssimas, maiores que eu e de repente me chamaram de Tia! Tia Lu! Morri!
Foi amor à primeira vista.
E assim eu ganhei duas sobrinhas, dois amores novos e divertidos!
Aos poucos elas foram crescendo, se tornando cada vez menos molecas, cada vez mais mulheres.
Hoje elas estão com dezoito anos e neste exato momento em que eu escrevo a Rayana está dando à luz seu primeiro filho, a Rayza passando pelo mesmo choque que eu quando nasceu minha primeira sobrinha e eu tô aqui quase parindo também de tanta ansiedade! rs!
Já faz quase cinco anos que eu vi aqueles olhinhos sorridentes pela primeira vez, mas parece que foi ontem!

As minhas meninas crescem depressa demais
.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um tapinha dói sim. E dói na Alma.


Das poucas convicções que me sobraram nesta vida, tem uma da qual eu não abro mão de jeito algum: A total e completa aversão à violência contra a criança.

Considero uma covardia sem tamanho uma pessoa, munida de todas as suas vantagens em relação ao filho (tamanho, força, maturidade) se achar no direito de puní-lo com castigos físicos. E quando digo castigos físicos estou equivalendo um tapa a uma surra. Não existe meio termo. Violência é violência e ponto.

Já discuti sobre isso com muita gente, a completa maioria discorda de mim, acha que um tapa na hora certa corrige o mal passo do filho. Não entendo, nem me esforço pra entender.

Algumas vezes me vi interferindo pra tentar ajudar crianças sendo surradas pelos proprios pais, aqueles que, a meu ver, deveriam lutar pra que suas crias passassem pela vida sem adquirir um trauma como esse. E ouvi várias vezes a célebre frase:
-Mas o filho é meu e eu bato como e quando eu quiser.
A frase transborda sentimento de posse, como se o filho fosse um bem material, que depois de adquirido, passa a se submeter a qualquer coisa a que seu dono o impuser.

Minha mãe sempre nos criou sozinha trabalhando fora, ficando a semana inteira longe de casa. Sempre tivemos que ficar sobre o "cuidado" de vizinhas e de uma tia. Já apanhei, já vi a minha irmã apanhar (da minha mãe, inclusive) com o coração despedaçado por não poder intervir e a vejo hoje repetindo o mesmo comportamento com as minhas sobrinhas, o que me deixa destruída, desmoronada.

Passamos o pão que o diabo amassou, até que eu desse um basta e aos doze anos dissesse à minha mãe que conseguiria cuidar de nós duas sozinha. Assim, eu amadureci mais depressa do que deveria.

Os meus traumas serviram pra me distanciar deste modelo, tirar da experiência ruim a vontade de não permitir que a minha pequetita viva o que eu vivi. Mas a maioria prefere achar que está no exército e ficar com o esquema "se eu apanhei meu filho vai apanhar também"

Muitos preferem impor o regime tirânico do medo, óbvio, é mais fácil levantar um chinelo que ter que apontar todos os caminhos, dizer que não pode, por que não pode, tentar compreender algum tipo de problema emocional que possa estar levando a um comportamento indevido por parte da criança. Muita gente põe filhos no mundo só pra cumprir tabela, não tem um pingo de paciência, descontam neles suas frustações. E isso é muito triste.

Estou com uma menina de dois anos em casa, sei muito bem que a educação de uma criança não é o mar de rosas que muitos pensam que é, mas é inimaginável pra mim, usar a minha força pra castigar a minha filha.

Por hora eu só prosso proteger uma criança e isso eu farei com garras de leoa, mas meu coração não deixa de ficar aflito pelas crianças que são diariamente agredidas e humilhadas, que vivem sob a tenebrosa sombra da mão de um adulto.




sábado, 29 de janeiro de 2011

Tia Paula, não se váááááá... (E uma musiquinha pra me animar!)

No meio do drama todo da primeira vez de Cecília na escolinha, surgiu um acalento pro meu coração: A Tia Paula.
Extremamente doce, gentil, de fala mansa, que exalava carinho pelas crianças e dedicação pela carreira (muitas vezes subestimada e desvalorizada) de professora de educação infantil.
Toda a angústia que eu sentia ao retirar a minha florzinha do seio da família e entregá-la ao mundo feroz (dramática, eu?) foi amenizada ao descobrir que ela estaria sob os cuidados daquela figura que me transmitia tanta confiança.
E tudo o que eu esperava se concretizou. Cecília caiu de chamegos pela "Tia Paua" - Assim mesmo, sem o L. rs!- Houve até um episódio em que eu cheguei a sentir um ciumezinho lembram? Tá bem
aqui .
Pois bem, o ano passou e me veio a ótima notícia: No próximo ano Cecília não passaria de série porque ainda é muito pequetita, continuaria com a Tia Paula, no maternal II.
Nas férias foi um tal de Tia Paula pra cá, Tia Paula Pra lá, falamos muito nela pra que Cecília não desacostumasse. Hoje vou à escola entregar os materias e recebo a nóticia de que a Tia Paula recebeu uma proposta de emprego muito melhor e foi-se embora.
Arrasei.


Um minuto de silêncio.


Após me indignar por um minuto com a ambição da humanidade e logo cair em mim de que vai ser ótimo uma profissional tão boa ganhar mais pelo seu trabalho, cheguei em casa tentando convencer Cecília de que ela não está com saudade da tia Paula e sim da Tia Sônia (A Substituta - assim mesmo, bem emblemático, tô arrasada, compreendam)

Por mim seria Tia Paula até a Universidade. Pronto falei. rs!

A música eu ouvi esses dias e me apaixonei pela simplicidade.
"Sou uma criança não entendo nada" do Tremendão Erasmo Carlos. (Só eu acho que Erasmo tem muito mais borogodó que Roberto?)
Nesse clipe Arnaldo Antunes divide com ele essa delicinha com vibe Jovem Guarda.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O que você procura no google?


Eu morro de rir com os "termos da pesquisa" das pessoas que chegam aqui no blog através do google! Sente o naipe:

"relaxa que eu to vivendo" - Que bom né? Creio que se tivesse morrendo não estaria pesquisando no google!

"porque eu sou marxista" - Fico pensando se esta pessoa é discípulo de Marx ou escreveu machista errado...

"astarpelas" - Seja lá o que isso for, acho que não encontrou por aqui...

"caminhão assombrado 2" - Deve ser um filme de terror, e tipo, já teve a té o 1!

"casamento luciana mattos 12 de junho de 2010" - Deve ter acontecido um babado fortíssimo nesse casamento, porque o que as pessoas procuram notícias sobre ele!

"coloca bolacha na boca e cospe engorda" - Gente, mas o que é isso? Se eu entendi bem, a pessoa quer colocar a bolacha (biscoito?) na boca e jogar fora pra não engordar. É isso Lombardi?

"como cantar parabens pra vc nesta data querida?" - Ó é assim: Parabééééns pra vocêêê, nesta daaaaata queriiiiiida...

"como se escreve ainda te amo muito meu amor,é com você que eu quero tomar sorvete na chuva em inglês?" - Não seria melhor usar um tradutor? E como assim tomar sorvete na chuva?

"clipe de bebe que sao engracados que comem meleca" - Gente, bebês que comem meleca não são engraçados. Fato.

"cortar a unha do marido" - Manda ele ir na manicure gata.
"cortar unha do pé namorada" - Cada um com seus fetiches, né mesmo?
"estou fazendo dieta posso comer a bolacha da vaquinha?" - Hum hum, só pode comer brócolis.

"eu faço reg no meu ape meu vizinho fica suspirando" - Eu não sei o que é reg, nunca fiz (acho) e muito menos contei no blog!

"fale olhando para a pessoa para anular mau olhado" - Opa, bom saber!

"fotos da barbie verdadeira quando era jovem" - E Barbie envelhece?

"marido sem tesão por esposa gestante" Super compreendo.
"minha filha gosta de mostrar a calcinha" - Dá um jeito nessa desavergonhada!

"o que eu responde se alguem me perguntar se eu ja chupei bala halls ?" - Se bala halls hoje em dia não for codinome de alguma droga viciante diga que sim, caso você seja um ET e nunca tenha chupado uma bala halls diga que não.

"poemas meu maior sonho(é ser policial)" - Deve ser um poema muito... poético!

"por que voce quis ser professora?" - Para dominar o mundo. Uáhahahahá

"rock do coelhinho" - Deve ser hardcore.

"sera que a quina e uma mulher ideal para banhar" - Fale-me mais sobre isso...

"ta dificil ser professor de historia" - Também acho.

"vai se preocupar com sua vida pois ela sim ta correndo risco idiota" - Meda.

"Vou à psicologa vou ao médico ou ao curandeiro" - Vá ao curandeiro.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Me faltam palavras...

Mais uma tragédia no meu Rio de Janeiro.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Que mané Dilma!


A minha Presidenta é Patrícião Amorim que toda trabalhada no garbo, na elegância e na negociação futebolístico milionária que tanto que me envergonha num país cheio de gente necessitada, trouxe RRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinho Gaúcho para o meu amado Mengão!


RRRRRRRRRonaldinho vai sambar e bater pagode? Vai. Vai usar de todo o seu charme e beleza pra "pegá mulé"? Vai. Vai faltar treino e dizer que a vó caiu da lage de madrugada? Vai. Mas que faça gols, muitos gols e acalme o aflito coração da nação que tanto sofreu em 2010.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Se a Psicóloga tá surtada...

Imagina eu!



Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.

Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.

Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.

Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.

A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.

Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.

Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.

Update:

Não achei o banner no site da Fia, que é onde teria atualizado.

Mandei um e-mail solicitando-o, se me mandarem vocês copiam daqui!


 
Web Statistics