quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Que Você Quer Ser Quando Crescer?


Quando eu era criança o meu maior sonho era ser motorista de ambulância, de carro dos bombeiros ou da polícia. Essa coisa de todo mundo abrir caminho pra eles passarem, o respeito, a sirene ligada, era uma aura de heroísmo que me encantava! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Na pré adolescência eu queria ser médica. Me lembro do respeito que a minha mãe tinha pelos médicos, eu entrava nos consultórios e parecia que estava entrando num templo sagrado pra falar com um sábio. Antes de entrar tinha uma série de instruções que minha mãe passava pra gente: Não falar muito alto, não falar muito baixo, não encostar na mesa pra não derrubar nada. Eu achava lindo entrar lá e dizer o que estava sentindo e esperar que aquele ser mágico tivesse solução pra qualquer coisa que fosse. Estava decidido, era isso que eu queria ser.
Na adolescência eu queria ser cantora. Eu vivia cantando, cantarolava o dia inteiro! Eu me achava "A Cantora", eu queria ser a Whitney Houston. Achava lindo todo mundo lá, esperando você entrar no palco soltar a sua voz, emocionar as pessoas, embalar os casais apaixonados...E tinha a fama, né?! Eu queria ser famosa! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Ainda nessa época, só que um pouco mais tarde eu cismei que escrevia os mais lindos poemas do mundo! Eu escrevia sem parar, tudo era inspiração! Tinha cadernos e mais cadernos de poemas, eu tinha certeza de que era a New Generation da poesia mundial. Mas eu nunca deixei ninguém ler os meus poemas, morria de medo de as pessoas não gostarem, medo de que eu pudesse descobrir que não era um talento. Eu nunca tive certeza.
Quando eu tive que decidir, de verdade, eu quis ser professora, professora de História.
Acho que no meu subconsciente essa era a profissão que juntava tudo o que eu já queria ter sido antes numa só!
Tinha o heroísmo de formar cidadãos conscientes (ou pelo menos tentar), tinha a sapiência que eu via nos médicos, essa coisa de detentor do conhecimento,sabe? Tinha o palco, porque na verdade professor é quase um artista, o bom professor detém a admiração dos alunos, o respeito e até certa fama, porque não? E tinha também a questão da intelectualidade de quando eu quis ser poetisa e virar imortal da ABL.

Mas a única "profissão" em que eu REALMENTE me encontrei não fui eu que escolhi, foi ela que me escolheu! Foi quando eu me tornei mãe que eu descobri o verdadeiro significado da palavra realização.
Ai gente, eu tô numa paixonite aguda crescente por essa criança que não passa nunca! rs!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Te contar, viu!


Saudade de quando eu ficava doente, não podia faltar ao trabalho em que eu era a única subalterna (3 chefes e eu, única índia na parada). Ia eu, me sentindo a peeeeeor pessoa do mundo, escravizada, humilhada (Maria do Bairro feelings).
Faltar? Só se tivesse morrido, e tendo que levar atestado de óbito pessoalmente.
Naquele tempo eu podia pelo menos ficar lá quietinha, ser menos simpática que de costume, tomar várias xícaras de chá lá no meu canto, marcando consultas, desmarcando consultas e coisa e tal.
Agora amigo, é o seguinte: Dor, muita! Na cabeça e no resto do corpo. Dariz dodalmende endupido, febre, calafrios e...

Dançar o pula pula, contar historinhas, dar papá pras bonequinhas(minhas netas, há), cantar a música da baratinha, fora as fraldas, os banhos, ninar, alimentar, proteger, não deixar escalar a estante, não deixar cair da cadeira, fazer carinho, beijinho de borboleta, fazer castelinho de lego... Ai.

Se não tivesse todo o amor do universo nesse meio aí, sei não, pediria pra sair! rs!

Ficar doente, depois de ser mãe? Isso não te pertence mais!

sábado, 17 de julho de 2010

Tá difícil hein, Deus...


Deus,
Acreditar em você me deixa feliz, deixa minha mãe feliz, deixa uma pá de gente feliz. Porque sabe como é né?! Assim como os americanos teem o Superman, nós pobres sulamericanos, depositamos todas as nossas esperanças em você. Eu sei por exemplo que se um asteróide vier em nossa direção o Superman não vai se dar ao trabalho de dar uma acordadinha do seu sonho americano pra vir nos salvar, mas você sim. Então você Deus, é tipo o nosso Super Herói.
Mas hoje eu fiquei me perguntando: Se você não pode desviar uma bala que está indo matar um garotinho dentro da sala de aula, num Ciep em área de risco do Rio de Janeiro, será que esse lance de desviar o Asteróide tem chance de dar certo?
Não me leve a mal, eu sei que você tem muita coisa pra fazer e tal, mas é que era um garotinho, né Deus? Podia ter feito um esforço...
Eu quero acreditar sabe?! Mas às vezes fica difícil...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Querido Blog,

Ando meio sem tempo pra você, a vida anda uma loucura, você sabe. Não fique solitário, aproveite e vá visitar outros blogs, abra seus horizontes.
Não seja dependente, você sabe que eu te gosto muito, mas a vida é assim, todos temos uma série de prioridades que se suplantam às vezes, e sim, um bebezinho dodói, o parto de uma monografia e a procura por um novo lar são muito mais importantes que você, sinto muito.
Sei que você vai ficar bem, seus poucos leitores são fiéis e teem vindo aqui pra ler o arquivo, eu tenho acompanhado a visitação.
Amanhã venho te deixar uma música bem bonita, e até que a inspiração e a calma retornem à minha vida, venho apenas aprovar seus comentários e te fazer um carinho.

Até breve,
Lu

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ASSOCIAÇÕES


Sempre odiei, odiei muito quando pessoalzin cisma de associar flamenguista a marginal. Sempre achei o cúmulo do absurdo as musiquinhas preconceituosas das torcidas dos outros times cariocas, em especial as dos senhoresdoutores tricolores.
Brigo, esperneio, fico magoada, horrorizada.
Mas sempre tem um bandido sendo preso ostentando o manto sagrado.
É mais ou menos assim:
RJTV - Foi preso hoje um dos bandidos mais procurados do Rio de janeiro, com ele foram encontradas armas, munições e grande quantidade de maconha.
Quando aparece a imagem tá lá o desgraçado, o tinhoso com a camisa do mengão! Ódio.
Meu discurso sempre é o da coincidência. Mesmo que ele já esteja total fail, eu o mantenho firme e forte, minha tábua de salvação.
Jogador fanfarrão me irrita, mas vá lá, o cara vem de origem humilde, ganha dinheiro pra caramba, fica desorientado, e coisa e tal, compreendo.
Agora, um dos maiores ídolos da torcida se revela um assassino frio e calculista, marginal da pior espécie, que bate em mulher, que vai na televisão e torce pela volta da ex-amante sabendo que a mulher tá cansada de estar morta, pelamor, não possuo mais nenhum argumento. Vergonha e tristeza resumem o meu sentimento.
 
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