sábado, 23 de julho de 2011

Amy,



Nem dá pra ficar chocada, era uma morte anunciada. Todos já sabíamos que ela iria cedo, os motivos e até de que maneira seria encontrada.

Fica a tristeza de saber que assistimos a morte lenta de alguém tão talentoso. Ela estava lá, nos palcos, morrendo pra platéias inteiras, pra milhares de pessoas. Morria enquanto a fotografavam caindo pelos cantos de um bar qualquer ou se drogando.

Assistimos a lenta degradação de uma preciosidade de cantora e apenas esperávamos pelo seu fim.

Fica a tristeza de não ter ido a um show, mas pelo menos não a vi morrendo ao vivo, mais uma na platéia.

Fica a curta obra, a diva, o mito.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

AI-5 DA PEDAGOGIA

Cecília tá revolucionária. Tá cheia de nãos, de argumentações, de mas mas mas. E eu tô chegando à conclusão de que a minha criação está permissiva demais, lenta demais, explicadinha demais. Então a partir de hoje está instaurado nesta casa, o AI-5 da pedagogia.

Vamos parar com esse nhém-nhém-nhém castigo de dois minutinhos, de dizer porque é que não pode, de infindáveis explicações sobre certo e errado, porque até onde eu sei, incontáveis gerações de crianças, eu inclusive, foram educadas quando ainda não era moda a tal da pedagogia e todo mundo cresceu bem mais educado que esse monte de monstrinhos que a gente vê por aí hoje em dia, quase batendo nos pais.


De bater não tenho coragem, não tenho estrutura psicológica suficiente para causar dor em um serhumanozinho propositadamente, então pelos menos as regras serão como as do Arnaldo César Coelho: CLARAS.

E o AI-5 pedagógico começará pelos desenhos animados. Cheguei à conclusão de que uma aparentemente indefesa garotinha chamada Lola (Do desenho Charlie e Lola), está colaborando com a impetuosidade da minha antes doce e serena Cecília. cof,cof. Saca os nomes dos episódios:

"Eu nunca vou comer tomate na minha vida"
"Só existe um sol, e é claro que sou eu"
"Eu gosto do meu cabelo exatamente do jeito que ele é"
"Eu estou mais que ocupadíssima!"

Vô proibir esse DVD! Ditadura Desenhística djá!
rs!
TÔ GATA?

sábado, 2 de julho de 2011

Notícias do front.


Do lado de cá a luta continua. Severa, pela sobrevivência e só os fortes sobrevivem.
A minha maior luta atualmente é pela leveza, nesta rotina pesada na qual eu me afundei nos últimos tempos. Se o ônibus está lotado me pego a analisar os passageiros, tento adivinhar suas histórias.
Estes dias notei que uma moça sorria. Assim, sem motivo algum, olhava pela janela e sorria. Fiquei imaginando mil roteiros para aquele sorriso tão sinceramente alegre, às oito e meia da manhã de uma terça-feira...
Ultimamente luto também por propósitos. Pra qualquer coisa que eu faça, tento encontrar um propósito, um bom motivo para estar fazendo aquilo. Tudo fica um tanto menos pior. E, ainda bem, há dois anos e meio tive uma filha, que é sempre o propósito maior, a razão, o fim para o qual todos os meios se justificam.
Estou trabalhando em um lugar com a maior quantidade de figuraças por metro quadrado de todo o planeta terra e não posso escrever sobre elas, porque, né? É trabalho, e a gente não deve caricaturar as pessoas do trabalho na internet.
Ou deve?
(Anjinho: 1 X Diabinho: 1 )
Penso no blog o tempo todo, ele pra mim é tipo um filho, e pensando por esta lógica, eu tenho sido uma mãe extremamente desnaturada nos últimos tempos. Várias vezes penso em textos inteiros para escrever aqui e eles simplesmente de-sa-pa-re-cem quando eu sento em frente ao computador pra escrever.
Sendo assim, comprei um caderninho, para que eu dê um 'Control S' nestes textos e possa postá-los quando sobrar um tempinho.
Palmas para o caderninho!
Aliás, tempo, porque me abandonaste?
Depois de tudo o que eu fiz por você?!
(Maria do Bairro canta pra subir)
Gente, tempo pra mim tá mais valioso que o diamante azul do Titanic. Entro em casa na sexta e dez minutos depois tô vendo Zeca Camargo e Renata Ceribelli perdendo peso no Fantástico. As 10.631 coisas que eu planejava fazer no fim de semana ficaram só no campo do projeto mesmo, inclusive escrever no blog...
Cecília (não posso deixar de falar deste amor arrebatador) me surpreende todos os dias com uma coisa nova. Não consigo nem acompanhar. Mas é uma esperteza, um raciocínio lógico, um poder de convencimento que me tira o chão. Chego a pensar em encontrar técnicas para DESdesenvolver esta criança. Sempre odiei aqueles mini-adultos no estilo Maísa, que sabem de tudo, perguntam tudo, crianças sem inocência de criança. Mas acho que não dá pra lutar contra. Essa geração está sendo bombardeada de informações, coitados, só os resta depreender e nos surpreender!
Ainda bem que a fofurice vem na mesma proporção! E ela me embriaga de encantamento quando diz de supetão: - Mamãe, eu te amo muitão!
Fora isso, tô na crise da trintona balzaca sem ter mesmo chegado aos vinte e nove. Acho que me deixei levar pela precocidade de Cecília...
Tomei a primeira decisão da mulher de trinta anos aos vinte e oito: Não engulo mais sapos. Mais nem que eles venham cobertos de caviar. É claro que não vou me indispor com ninguém a menos que seja estritamente necessário, não é da minha natureza, e além do mais, o Renew tá muito caro! E vocês sabem né, a gente vai chegando aos trinta... Melhor prevenir as ruguinhas.

Inté.
 
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