quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."

É hora de rever conceitos, teorias, planos, urgências e medos.
Deixar pra trás o que tiver que ficar, correr atrás do que tiver que alcançar .
Porque sonhar é bom , mas realizar é melhor ainda.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."


O Domingo foi de samba, e o samba me invadiu, me sequestrou e dele só quero me livrar na quarta de cinzas.

O Domingo foi de samba, quadra do Salgueiro, lotada. Foi o dia da feijoada que não foi, mas quem liga? Juninho liga.
E o porteiro dizia: -Mas não tem mais camisa!
No que o Juninho retrucava: - Mas eu não quero camisa, eu quero feijão!
E quem disse que no mundo do samba não tem regras? Tem sim: Sem camisa, sem feijão!

E quem vai discutir com o homem da portaria? É ele quem abre as portas pro samba!
Entramos!
Ahhhhh, o samba! Quem não gosta, como já dizia o poeta, bom sujeito não é! É ruim da cabeça, doente do pé e traz consigo uma pontinha de infelicidade. Porque é no samba que ela mora, a tal da felicidade, estampada no sorriso da mulata, reside bem ali, na ginga da passista, no abanar do leque das senhoras da velha guarda!

No samba, por um segundo seu coração se transforma em bateria, bate no compasso dos tamborins, você faz parte do show.

A quadra do salgueiro é sim um caldeirão, 30 minutos em que o sistema de ventilação parou de funcionar e o caldeirão ferveu! Nunca suei tanto na minha vida, a blusa grudava no corpo, o samba grudava na alma.
E lá ia o amigo do Juninho procurar um lugarzinho mais fresco... Como assim menino? Tá tudo fervendo!
E todo mundo sambava, Marido bebia a cerveja que descia gelada aplacando o calor e relaxando a mente, enquanto no palco começava o show do Diogo Nogueira e no chão começava o show do coral que cantava as músicas como que energizando o artista.

Era chegada a hora da partida, mas não sem antes assistir à entrada triunfal da Banda da Rua do Mercado, uma das mais tradicionais do Rio. E tudo virou um contagiante grito de carnaval, com marchinhas, trenzinhos, pulos, palmas, sorrisos e tudo o mais que há de bom nessa vida!

Da quadra do Salgueiro você sai cansado como nunca, mas numa estranha contradição, com as baterias recarregadas pro resto do ano!

Aqui no Rio o calendário não tem vez, os dias de folia estão marcados em vermelho no mês de março, mas o Fevereiro já é todo carnaval!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A sexta, a música e eu adoro duetos!

Capital Inicial
É fato que a banda fez parte da minha juventude (Oi, sou velha?) mas sei lá, a maior parte das músicas tem um nanananana, ou um lalalalalalala, ou pior um nanana misturado com lalalala que vira nalanalanalanala, um bagulho muito doido que parece que tá enchendo linguiça porque não tinha mais o que escrever.
Enfim. Não fui fã do Capital, mas aprendi a gostar. Essa aí por exemplo eu adoro!
"Eu Vou Estar" música boa de ouvir e de cantar bem alto(inclusive o nananana do final! rs!)
Acústico MTV com participação da Zélia Duncan, muito bom!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Depressa demais.

Enquanto eu ainda me acostumava com o fato de que a minha irmã não era mais aquela menininha que eu, aos trancos e barrancos, da melhor maneira que pude, ajudei a criar, me caia no colo a notícia de que ela estava grávida.
A barriga crescia e eu não acreditava. Eu tentava olhar diferente, esfregava os olhos mas só conseguia enxergar a Bia, a minha Bia, que não ia ao banheiro sozinha, que só comia a comida amassada, que fazia casinhas de boneca por todos os cantos da casa, que eu penteava o cabelo e levava pra escola.
Até que um dia eu vi aquele bebezinho no meu colo e a ficha caiu. Era a filha da minha irmã, e não era uma boneca, que ela deixaria lá pra que eu guardasse depois de enjoar da brincadeira, era uma realidade que me chocava e me alegrava ao mesmo tempo, difícil descrever.
Depois da Raíssa nasceu a Ingrid, e essas duas criaturinhas me fazem morrer de amores cada vez que eu as vejo. Já faz sete anos, mas parece que foi ontem.

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Era 1º de Janeiro, a euforia pela chegada de um novo ano se misturava ao nervosismo de ser apresentada a família do namorado (que mais tarde seria promovido a marido. rs!).
Fazia uns 40 graus, Janeiro começava quente e enquanto eu ia chegando, as mãos suavam tanto que me davam a impressão de estarem virando líquido. Entramos, e eu me deparei com uma família inteira reunida, muita gente, muitos sorrisos, muitos abraços e eu me senti bem vinda, como nunca antes.
Mas no meio daquele monte de gente eu só tinha olhos pra elas! Seus cabelos imensos, lindos! Seus olhos cor de mel, o jeitinho de sorrir fechando os olhos, até nisso elas eram idênticas!
As vozes, o jeito de andar, pareciam uma só pessoa, que havia sido clonada. Lindas de morrer, e eram gêmeas, idênticas! Beleza ao quadrado! Tinham 14 anos mas eram altíssimas, maiores que eu e de repente me chamaram de Tia! Tia Lu! Morri!
Foi amor à primeira vista.
E assim eu ganhei duas sobrinhas, dois amores novos e divertidos!
Aos poucos elas foram crescendo, se tornando cada vez menos molecas, cada vez mais mulheres.
Hoje elas estão com dezoito anos e neste exato momento em que eu escrevo a Rayana está dando à luz seu primeiro filho, a Rayza passando pelo mesmo choque que eu quando nasceu minha primeira sobrinha e eu tô aqui quase parindo também de tanta ansiedade! rs!
Já faz quase cinco anos que eu vi aqueles olhinhos sorridentes pela primeira vez, mas parece que foi ontem!

As minhas meninas crescem depressa demais
.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um tapinha dói sim. E dói na Alma.


Das poucas convicções que me sobraram nesta vida, tem uma da qual eu não abro mão de jeito algum: A total e completa aversão à violência contra a criança.

Considero uma covardia sem tamanho uma pessoa, munida de todas as suas vantagens em relação ao filho (tamanho, força, maturidade) se achar no direito de puní-lo com castigos físicos. E quando digo castigos físicos estou equivalendo um tapa a uma surra. Não existe meio termo. Violência é violência e ponto.

Já discuti sobre isso com muita gente, a completa maioria discorda de mim, acha que um tapa na hora certa corrige o mal passo do filho. Não entendo, nem me esforço pra entender.

Algumas vezes me vi interferindo pra tentar ajudar crianças sendo surradas pelos proprios pais, aqueles que, a meu ver, deveriam lutar pra que suas crias passassem pela vida sem adquirir um trauma como esse. E ouvi várias vezes a célebre frase:
-Mas o filho é meu e eu bato como e quando eu quiser.
A frase transborda sentimento de posse, como se o filho fosse um bem material, que depois de adquirido, passa a se submeter a qualquer coisa a que seu dono o impuser.

Minha mãe sempre nos criou sozinha trabalhando fora, ficando a semana inteira longe de casa. Sempre tivemos que ficar sobre o "cuidado" de vizinhas e de uma tia. Já apanhei, já vi a minha irmã apanhar (da minha mãe, inclusive) com o coração despedaçado por não poder intervir e a vejo hoje repetindo o mesmo comportamento com as minhas sobrinhas, o que me deixa destruída, desmoronada.

Passamos o pão que o diabo amassou, até que eu desse um basta e aos doze anos dissesse à minha mãe que conseguiria cuidar de nós duas sozinha. Assim, eu amadureci mais depressa do que deveria.

Os meus traumas serviram pra me distanciar deste modelo, tirar da experiência ruim a vontade de não permitir que a minha pequetita viva o que eu vivi. Mas a maioria prefere achar que está no exército e ficar com o esquema "se eu apanhei meu filho vai apanhar também"

Muitos preferem impor o regime tirânico do medo, óbvio, é mais fácil levantar um chinelo que ter que apontar todos os caminhos, dizer que não pode, por que não pode, tentar compreender algum tipo de problema emocional que possa estar levando a um comportamento indevido por parte da criança. Muita gente põe filhos no mundo só pra cumprir tabela, não tem um pingo de paciência, descontam neles suas frustações. E isso é muito triste.

Estou com uma menina de dois anos em casa, sei muito bem que a educação de uma criança não é o mar de rosas que muitos pensam que é, mas é inimaginável pra mim, usar a minha força pra castigar a minha filha.

Por hora eu só prosso proteger uma criança e isso eu farei com garras de leoa, mas meu coração não deixa de ficar aflito pelas crianças que são diariamente agredidas e humilhadas, que vivem sob a tenebrosa sombra da mão de um adulto.




 
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