sábado, 16 de março de 2013

O moço do queijo.


Vez ou outra aparece lá no trabalho um moço (que nem é tão moço) que vende queijo. Queijo de tudo quanto é tipo.
Ele chega com seu carrinho e a notícia corre mais veloz que o The Flash (nem vem dizer que não conhece o The Flash que vou me sentir velha e malacabada).
Mais que rapidamente começa a se aninhar um monte de gente em volta do homem, como se ele fosse um superstar dando autógrafos.
Mas a maioria das pessoas está lá pra comprar? Nãããããão.
Como ele distribui pedaços dos queijos como prova, a maioria das pessoas vai lá come e vai embora.
E ele fica lá distribuindo pedaços de queijo com uma dignidade, uma placidez! 
A impressão que dá é que no fundo da sua alma ele pensa:
 - Comam seu bando de esfomeados, não vou ficar mais pobre por causa disso! (Eu pensaria isso no fundo da minha alma).
Acho que nem dez por cento das pessoas que vão até lá compram alguma coisa, a maioria vai lá se aproveitar da boa vontade do pobre homem.
Esses dias ele esteve lá e eu fiquei de longe imaginando que de repente nem precisamos de teorias intelectuais pra tentar descobrir o porque de a humanidade haver chegado a este estado lastimável. Acho que o que fez humanidade chegar neste estado putrefato foi atravessar os séculos se aproveitando do moço do queijo, que no sentido figurado tanto pode ser o troco vindo a mais que não se devolve ou invadir um país para roubar suas riquezas com o pretexto de estar lá defendê-lo (mas que frase mais grêmio estudantil rs!).

quinta-feira, 7 de março de 2013

"Facebook do Responsável"


Eu não sou anti social, nunca fui, juro! Acho que sou até social demais, podia ser menos, mais reservada, menos falastrona e coisa e tal. Quem me conhece sabe! (momento propaganda política chinfrin)
Apesar de tudo isso detesto redes sociais! (Oi, isso aqui é uma rede social)
O Orkut era de uma época adolescentóide, então nem posso dizer que odiava porque estaria mentindo descaradamente. Mas amar, amar, nunca amei.
Tenho uma certa aversão àquilo que escraviza as pessoas, e o "tar" do Facebook pra mim escravizou de uma maneira as pessoas que o povo perde a noção.
Todo mundo com a cara grudada no celular, parecem zumbis. Eu vejo rodinhas nos bares em que ninguém fala. Gente, pelo amor de Deus!
Sem falar na exposição desenfreada, foto de tudo, todo mundo achando que tudo o que acontece nos seus mundinhos é de extrema importância para a vida da população mundial. Faça-me o favor!
Esses dias eu estava em uma festinha infantil e uma mãe tirava fotos de tudo e postava na hora, um negócio irritante.
Agora me grudou um ódio mortal mesmo foi quando passaram a chamar o negócio de "Face", tudo ficou ainda mais ridículo. Mas quer ver me matar é a pessoa falar Face. Oooooohhhh God!

Essa coisa de ficarem me perguntando se eu tenho Face (aaarghhh) eu já até acostumei (e tenho que confessar que adoro me sentir um extraterrestre ao notar cara que as pessoas fazem quando falo que não tenho, hehehe) mas esses dias aconteceu de eu estar preenchendo um formulário de inscrição pra aulinha de balé da Cecília e um dos campos era "Facebook do Responsável". Morri.

E eu tendo que escrever NÃO TENHO FACEBOOK"  e já imaginando a professora se perguntar que espécie de mãe extraterrestre eu sou.

Como já diria Arnaldo Antunes: "Eu não vou, me adaptar, não vou."

(P.s. essa postagem aí de baixo tá "facebookada" demais, vou tirar! rs!)
 
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