sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ela

A minha luz no fim do túnel, a mola do meu fundo de poço, a farinha da minha farofa!

Cecília




Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.



A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Xiiis!

A vida vai mudando, a tecnologia vai chegando, se apoderando de tudo e na maioria das vezes eu acho ótimo. Apesar de ser uma nulidade no assunto eu reconheço que as facilidades que a gente tem hoje são imensamente maiores que as que a gente tinha há quinze anos. Longe de mim querer colocar a "tar da tecnologia" como vilã, porque afinal de contas, sem ela eu nem estaria aqui sentada com a minha bundinha digitando esse pequeno texto, este testículo. rs!
Mas tem coisa que não dá pra deixar de ter saudade.
Fotografia era uma coisa mágica. Ter o momento feliz que a gente viveu ali, nas nossas mãos, imortalizado, era de uma importância sem fim.
Minha mãe guarda umas 6 fotos de quando eu ainda era um bebê como se fosse uma relíquia. Eu guardo as 2.000 fotos que Cecília já tem até hoje aqui dentro do PC, correndo risco de dar um pau e perder todas de uma vez. Uma vergonha.
Me lembro das festinhas infantis da minha infância, dos aniversários de quinze anos e até dos casamentos em que o fotógrafo disputava em importância com aniversariantes e noivos.
E esperar pela revelação das fotos era angustiante, mas delicioso! Reunir todo mundo em volta do álbum depois, mais ainda! Claro, se não ocorresse a maior tragédia da história da humanidade: Queimar o filme todo! Disso eu não tenho saudade. rs!
Era dispendioso, gerava ansiedade, mas era de uma magia sem fim. Eu me encantava com os flashes, com a postura quase nobre dos fotógrafos, mesmo quando estes eram o tio ou a madrinha da criança em uma festinha infantil, ou um batizado. Sem falar na alquimia da revelação das fotos, tudo era cercado de mistério e fantasia.
E não podia desperdiçar as poses dos filmes! Era um tal de juntar todo mundo, uma algazarra! As fotos tinham muito mais bossa!
Mas o que mais me preocupa com a banalização da fotografia é a falta de critério ao fotografar. Há algum tempo eu fui a um casamento em que quase todos os convidados haviam levado máquina digital, e quando não fotografavam com máquina fotografavam com o celular. A festa era só flash! Chegavam a fotografar o fotógrafo da festa! Sério.
Na hora da cerimônia, que aconteceu no próprio salão, o pastor e os noivos quase ficaram cegos. E era uma indiscrição! Tinha até mãe de madrinha querendo fotografar a filha no altar! Certamente pra ela a filha madrinha era bem mais importante que a noiva. Uma coisa horrorosa!
Se é uma comemoração informal tudo bem, mas gente, casamentos, batizados e afins merecem o mínimo de educação e respeito por parte dos convidados fotógrafos! rs!
Um pouquinho de bom censo não faz mal e não engorda!
Uma coisa que era pra se inegavelmente boa na era digital é o fato de que você pode apagar aquela foto em que saiu zaroio ou desgrenhado e tirar de novo, mas não se iluda, com certeza há milhões de fotos suas nessas condições espalhadas mundo afora afinal, onde havia a sua máquina, haviam outras cem!
E as fotos dão lugar aos vídeos! Gente, não consigo acompanhar! Sô tecnologicamente lenta? rs!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fulana de tal mostra a calcinhazzzzzzzzz

Mostrar a calcinha "sem querer" já está tão usual pras Sub-Subcelebridades que daqui a pouco o que vai dar audiência e o NÃO mostrar a calcinha sem querer.

Mas que coisa triste ver mulheres serem vendidas assim na mídia, como um pedaço de carne no açougue. Pra mim chega a ser constragedor saber que depois de tanta luta por equiparação de condições, por algum tipo de respeito, a coisa degringolou pra esse nível.
De uns tempos pra cá surgiram até algumas profissões novas no mercado:
Capa de revista masculina (e tem algumas que já posaram tanto que daqui a pouco vão pedir aposentadoria por tempo de serviço)
Mostradora de calcinhas em quadras de escola de samba ( a mulher tá lá em cima de um camarote com uma roupa mínima sambando levantando a perna e ohhhhhhhhhh a manchete: "Siclaneide mostra a calcinha na quadra do Salgueiro", que coisa! Noooossa como isso foi acontecer???? Faça-me o favor.
Frequentadora de Praia (só eu rio com manchetes do tipo: "Creuzilene vai à praia" ?).
Fora o combo modelo-atriz-namorada de jogador de futebol, que perdeu um pouco seu prestígio porque tá muito perigoso ser namorada de jogador de futebol hoje em dia.

Aqui no Rio há alguns "jornais", uns lixos em que a primeira página é dedicada às chamadas gatas da hora, mulheres praticamente nuas em poses de fazer inveja à contorcionistas de circo. Eu sinto vergonha alheia.

Marilyn é que sabia mostrar uma calcinha com dignidade! rs

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Lá o mundo tem razão"


A gente vai chegando e mal sai do carro já tem gente indo ao nosso encontro, de sorrisão no rosto, acenando, parece saudade de um mês mas só faz uma semana. Eu pisco e Cecília já não está mais no meu colo, já passou pro colo da vó, que passa pro colo da tia, que vai pro chão, que dá a mão pras meninas e some quintal adentro.
Descarregamos do carro aquela infinidade de mochilas e bolsas dos quais eu não consigo me livrar, parece que estamos indo pro Sertão passar um ano, mas é só um fim de semana na minha mãe.
Entramos encostando as bolsas num canto qualquer e quando eu penso que não, sou arrebatada por um beijo gostoso de cada lado da buchecha, e abraços e apertões que são sempre gostosos, mas quando elas veem que há presentinhos de Dia das crianças nas bolsas ficam ainda mais! Crianças são um tantinho interesseiras em se tratando de brinquedos, e quem não era?
Raissa e Ingrid, duas pretinhas lindas de viver, meus bombozinhos, minhas sobrinhas, um dos tesouros da minha vida. Quando eu fui morar longe meu coração quase parou, e às vezes quase para de saudade, mas volta a bater desenfreadamente quando eu vejo aqueles sorrisos correndo em minha direção quase me desequilibrando as pernas com um abraço gostoso!
Eu chego naquela casa e parece que eu entrei em um túneo do tempo, o cheiro da comida, as risadas, os vizinhos passando, o cachorro no quintal de terra batida, as roupas balançando no varal, toda uma aura de infância que me faz remoçar, eu sempre saio desses fins de semana com um misto de cansaço e alegria rejuvenescedora!
E a gente conta as novidades, todas de uma vez! Todas nós falando ao mesmo tempo, como se o mundo fosse acabar e não fosse dar tempo de contar! Uma confusão de vozes e gargalhadas que meu marido custa a acreditar alguma de nós esteja realmente entendendo alguma coisa.
Cecília já nem vejo mais, se mistura com a bagunça de crianças na terra sem lei da casa da vóvó. Voam travesseiros, o colchão agora é pula pula, e elas brincam, cantam, correm desenham, pintam e bordam! E eu vejo a minha filha tão feliz que que me dá até uma paz no coração!
A comida está cada vez mais cheirosa! A conversa desorganizada passa pra cozinha, marido finalmente consegue ouvir o futebol.
E tem feijão borbulhando no fogão, fumacinha saindo da panela do arroz, eu sinto um quentinho na perna e quando olho pro forno a minha boca inunda! rs!
E é um tal de esperimenta daqui, esperimenta de lá, que quase me faz perder a fome, quase. rs! E as risadas continuam, a tagarelice também, a comida tá pronta! Chama as crianças!
E a gente come, come não, se deleita!
Dona Ines, se existisse um Nobel de culinária certamente seria dela!
E chegam os vizinhos, que comem também, um exagero de comida que se justifica pela quantidade de pessoas que vão passando e comendo um pouquinho. Visitinha de nada, só pra ver como a minha filha tá grande, mas a minha mãe jamais deixa alguém sair da casa dela sem comer alguma coisa! Lembram desse post?
Depois do almoço vai dando um soninho, e tem sempre um ventinho entrando pela janela, aplacando o calor e convidando pra uma sonequinha na varanda!
Cecília tá que só pára pra comer, e olhe lá! Tá lá, se embrenhando no meio das bonecas, tentando imitar os trejeitos da primas, falando coisa nova que nem eu tinha ouvido ainda, sentada no chão, de pés descalços, me fazendo ter cada vez mais certeza de que felicidade é a coisa mais simples do mundo!
E o tempo passa, a tarde cai e já tem cheirinho de café, de pão de queijo e bolo!
Chama as crianças!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Sexta e a Música!

Corinne Bailey Rae em 'Paris Nights, New York Mornings'
Alguém aí consegue não amar? Eu não.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DR com o Blog.


Então Blog vamos discutir a nossa relação. (Blog faz cara de tédio)
Quando eu te criei estava em uma situação muito difícil, totalmente presa aos cuidados com o meu anjinho que ainda não era essa coisinha independente que ela se tornou hoje. Isso aqui era como uma janela, em que na falta de alguém pra conversar (você sabe, eu moro longe de tudo e de todos), eu debruçava e conversava com quem quisesse ouvir.
Pois bem, escrever aqui foi ficando cada vez mais legal, conheci outros blogs, pensamentos parecidos com os meus que me deixam feliz, pensamentos totalmente contrários aos meus que me deixam P. da vida, mas enfim, continua sendo legal, eu sei conviver com as diferenças.
Tem um negócio chamado analytics que eu entro de vez em quando, que me mostra quantas pessoas se dignaram a ler as bobagenzinhas que eu escrevo aqui, e esse número foi crescendo, foi crescendo, foi crescendo, e eu começei a te ver como algo pros outros, não mais pra mim.
Comecei a me obrigar a escrever, pra que essas pessoas que veem aqui sempre tivessem algo pra ler, e aí sim, comecei a não achar mais graça, porque o que eu gosto mesmo é da idéia da janela, se eu tô a fim de conversar eu abro e tagarelo, se não eu fecho a janela e pronto.
Volta e meia eu encontro alguém que diz: -Eu sou leitora assídua do teu blog! ou -Teu blog é muito engraçado! Nessas horas eu sinto uma vergonhona! Cara, alguém tá lendo o que eu tô escrevendo! Que vergonha! Será que tem muito erro de português? Será que eu fui muito careta quando eu falei do assunto tal?
Porque a pessoa te dizer é diferente do Analytics, lá é só um número, e números não te encontram na festa! Então essas horas são para mim um misto de alegria, vaidade e vergonha.
Sem falar na privacidade! Eu sempre me policio se não estou escancarando demais a vida aqui, porque não é legal esse egocentrismo desmedido de achar que as pessoas podem querer saber até a marca do seu sabonete. Uma coisa horrível. E tem o Marido, que é ultramegareservado, então qualquer coisa relacionada a ele é pensada trezentas vezes antes de escrever.
Enfim, o que era pra ser só uma coisinha de nada se transformou em uma coisONA de nada. rs!
Então vamos ficar combinados assim: Tudo o que for escrito aqui será somente o que estiver me dando na telha, o que for interessante pra mim. Se por ventura for interessante pros seus leitores ótimo, se não, patience.
Mais uma coisa, nada de ficar achando que eu não me importo com você só porque eu fiquei uns dias sem aparecer, não dá pinta de carente porque ninguém merece!

Pra terminar, eu gostaria de dizer aos leitores que qualquer erro de português visualizado aqui é mera alucinação, porque eu tenho curso superior e pessoas com curso superior são superiores, como o próprio nome já diz, portanto não cometem erros. Há! rs!

Se você, caro leitor, não é capaz de entender as minhas ironias leve em conta a seguinte afirmação:
"Este é um blog de ficção, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coinscidência."
 
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