quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A quarta, a música e o pirepaque.

Uns quinze anos sem ficar doente e de repente tenho dois pirepaques em intervalo de dois meses. Não tô acostumada e nem quero.
Esta semana passei um mal desgraçado, febre, a cabeça querendo explodir, e o corpo pedindo pra sair. Fui parar no pronto-socorro, e eu tenho medo de hospital, pronto falei.
Pra eu chorar de dor tem que ser um negócio hardcore, entrei na emergência desandei a chorar, ou seja, fico pior no Hospital que fora dele.
Me vira o médico e diz que a medicação ia ser na veia, e que eu ia ficar "uma horinha" no soro. Co-mo-as-sim??? Passei mal de novo.
Aí me vem a enfermeira com um sorriso de quem vai sei lá, fazer a minha unha e tasca duas injeções do tamanho do bondinho de Santa Teresa cada uma. Sadismo, só digo isso.
Eu lá, já sem paciência pro tal soro, passa o médico e eu pergunto:
- Doutor, será que eu tenho que ficar com esse soro até acabar a bombinha?
Vira ele:
- Pra quê tanta pressa? Se houver alguma infecção importante no seu exame de sangue você vai ficar internada! (Os médicos teem a incrível capacidade de nos fazer sentir idiotas).
Gente, internada? CO-MO-AS-SIM MAIÚSCULO. Cogitei fugir do hospital. (mentira, errr, quase.)
Mas enfim, não fiquei internada, tô bem, meus advogados não precisaram redigir meu testamento e o comando das minhas empresas não será disputado ferrenha e deslealmente pelos meus familiares (tenho que parar de ver novela).
O médico diagnosticou uma leve infecção, minha mãe diagnosticou Mau olhado. E eu tô decidindo aqui se eu tomo o antibiótico ou se acendo uma vela pro meu anjo da guarda. Brinks! vou fazer as duas coisas! há.
Amigos me coloquem Bom olhado pra anular as forças do mal, ok? Conto com vocês! rs!

Mas então, deitada lá, olhando as gotículas de soro caindo eu só pensava nessa música:

domingo, 26 de setembro de 2010

Amigo bom é amigo vivo!

E como quem é vivo sempre aparece, ontem eu reapareci na conviênvia festiva de amigos queridos, queridos até NÃO dizer chega!
Este último ano foi duro. Muita coisa pra fazer, a vida pedindo pressa, pouco tempo pra mim, muito tempo pra Cecília. Não foi de livre e espontânea vontade o chá de sumiço que eu tomei, ele me foi entornado goela abaixo pela própia vida.
Não dá pra ficar indo a bares, festas e baladas com uma criança de 1 ano e poucos!
Eu bato palma e tenho inveja de quem consegue, mas pra mim essas situações são pra relaxar, beber um pouquinho, conversar... E gente, uma criança nesta idade (a minha pelo menos) precisa que você corra atrás dela o tempo todo, e dê comidinhas saudáveis e fresquinhas, e fique dizendo que não pode isso, que não pode aquilo, ou seja, não é legal nem pra nós nem pra ela!
Agora tá melhorando um pouquinho, a escolinha está dando uma disciplinada, deixando ela mais ouvinte, mais quietinha e aos poucos a gente vai voltando com a nossa programação normal. rs!
Mas esse papo furado todo foi só pra tentar explicar o sumiço (apesar de saber que eles compreendem) e pra dizer o quanto a presença desses amigos lindos me faz feliz! E olha que faltou gente hein! Ainda tem muita saudade pra matar aqui dentro do meu peito! (soou meio sertanejo isso! rs!)
Felicidades pra Carla e pro Igor, mas o presente mesmo quem ganhou fui eu!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."



Fui balançar, volto em breve.
bjo,
Lu

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Ou simplesmente Cora Coralina.
Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.

Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

Cora Coralina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Notinhas



Após desbravar matas, atravessar oceanos, escalar montanhas, degladiar-se com feras mitológicas, monstros marinhos, incorporar o Mad Max e ir Além da Cúpula do Trovão, marido conseguiu encontrar uma carrocinha e me trazer um podrão!!!!!!
E eu nem tô grávida!
Tem como não amar?

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Eu tenho quatro livros pra ler em dois meses (caso de morte ou morte), isso seria relativamente fácil pra quem gosta de ler, mas não pra mim, que pego asco do livro se for uma leitura imposta.
Então eu necessito urgente de uma boa técnica de leitura dinâmica. Urgente!

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Tô eu linda, bela e modesta na Biblioteca da Faculdade quando meu celular vibra no bolso, eu atendo e escuto:
-Alô, Luciana, é a Roberta aqui da escolinha da Cecília.
Eu (esquecendo totalmente que estava na biblioteca):
- OI SOU EU! O QUE FOI QUE ACONTECEU???????
Roberta:
- É que ela tá chorando muito.
Eu (falando em decibéis inadimissíveis pra uma bibilioteca)
- POR QUÊÊÊÊ?????????? FALA LOGO MENINA!!!!!!!!!!!
Roberta:
- Porque a tia Paula não veio e ela não quer ficar na salinha com a substituta de jeito nenhum.

Joguei a pilha de livros pro alto(quase) e saí igual a uma louca pra buscar Cecília.

Cecília sentiu falta da Tia Paula.
Eu senti ciúme da Tia Paula. (Sô normal?)

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não finja que não é com você.


Você vai morrer. Isso mesmo, falecer, partir desta pra melhor (ou pior, depende do que você andou fazendo por aqui), abotoar o palitó, cantar pra subir.
Não há nada que você possa fazer pra impedir isso, eu disse NADA. Isso pode acontecer daqui a 60 anos, ou pode acontecer amanhã.
Quanto a isso, aí sim, você pode fazer alguma coisa, como por exemplo ir a um médico.
Sabe aquela dorzinha chata? Então, um idiota que não ama a vida passaria 10 anos tomanto Tylenol até descobrir um câncer em estágio avançado e morreria. Uma pessoa esperta iria ao médico, investigaria descobriria em estágio inicial e curaria.
Sabe aquele exame que o médico passou, nada de mais, só rotina, você nem está doente. Mas ele passou, e levando-se em conta que o cara estudou a P*&#$% da Medicina durante uns sete anos, você pode muito bem dar um voto de confiança e fazer a merda do exame. Então vai lá, procura lá na gaveta o pedido, reza pra não estar com a data vencida e vai fazer a bosta do exame.
Não é por você não, se você não ama sua vida, paciência. Isso não teria o menor problema se você fosse um náufrago, um viajante solitário do deserto do Saara, ou tivesse nascido de uma chocadeira e não tivesse botado ovos (para botado ovos leia-se, tido filhos).
Mas acontece, que você tem família, amigos, você faz planos com as pessoas, você promete coisas pras crianças, você assina revista por dois anos, você tem um trabalho de fim de curso pra entregar, você está estudando pra um concurso que só vai acontecer daqui um ano ou mais, você prometeu pra alguém que vai amá-lo até que ele fique velhinho e rabugento, você tem que chorar e borrar a maquiagem no casamento da sua filha, daqui uns trinta anos.
Então pára com essa mania de prorrogar as coisas, pelo menos no que diz respeito a sua saúde, porque isso ainda vai te matar.
Por acaso você tem um bom plano de saúde, mas se não tivesse isso também não seria desculpa. Vê se não vale a pena passar a metade da madrugada em uma fila se a recompesa for ganhar aí mais uns 20 anos de vida, pelo menos!?
Pra fatalidade não tem remédio. Como eu já disse neste post, bigornas são imprevisíveis, mas pra falta de vergonha na cara tem. Então levante esta bunda e vá cuidar da sua saúde, porque você, meu caro(a), sinto lhe dizer, não é imortal.

P.S. Isso foi uma conversa séria que Sandra Rosa Madalena, meu outro eu, teve comigo essa semana. Sonhei por duas vezes que estava morrendo, e isso me fez sair da total falta de vergonha na cara e fazer uns exames que estavam atrasados.
Faz umas três semananas eu tive um siricutico, passei mal horrores, uma coisa tipo fígado ruim sabe?! Fui ao médico que passou trocentos exames, fez mó cara de preocupado e nem assim eu fiz os tais exames.
Os outros dois exames eu tenho até vergonha de falar, foi o meu ginecologista que passou, duas ultrasonografias e tem negócio de seis meses que eu fui lá. Então.
Mais aí, Sandra Rosa Madalena me falou no fim dessa conversa sobre uma coisa que me fez levantar de manhã e sair igual a uma doida pelos laborátorios e clínicas de imagem da vida:
-Se você morrer sua filha vai ficar aí, entregue à MADRASTAS.
Morri só de pensar nisso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."

Mário Lago

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Podrão


Eu ando doida da vida por um podrão, ou hambúrguer de carrocinha, ou Xtudão, como queiram.
Nem quando eu estava grávida tive um desejo assim, chego a sentir o cheiro daquela gordurinha do bacon na chapa nos momentos mais críticos. E cara, aqui no meu bairro não tem uma eu disse UMA carrocinha de hambúrguer! Morro!
Não serve o do Mac donald's, nem do Bob's, fast food não serve. Tem que ser carrocinha de rua. Aquele monte de coisas sobre o balcão, tudo meio desorganizado, sem fiscalização. Então, assim é que é bom.
Quando a gente veio morar aqui tinha uma única carrocinha beeeeem pertinho da subida do morro. Da comunidade. Tá vai, da favela.
Beleza, de vez em quando íamos lá, sentávamos, comíamos um hambúrguer, tudo na maior tranquilidade.
Até que um dia... Até que um dia no meio do processo de compra e venda rola o maior tiroteio, caraca era muito tiro! E a menina da carrocinha: -Que nada, isso não é aqui perto não! Tipo, mó tranquilidade. E eu de-ses-pe-ra-da!
Apertei tanto o hambúrguer que ele deve ter virado sei lá, um misto quente. E eu já olhando os carros pra ver em qual dava pra eu me jogar embaixo, uma tensão. Coisas do Rio de Janeiro, enfim nunca mais aparecemos por lá.
Mas agora no auge do desejo, quando eu já estava quase comprando um colete à prova de balas pra ir lá atrás de um Xtudão, eu descubro que não existe mais. Tristeza.
Na Tijuca, um bairro da zona Norte que pensa que é Zona Sul, tem uns trailers que meio que compraram a idéia da carrocinha, funcionam em largos ou praças, os hambúrgueres são mais ou menos parecidos, e de longe você até pensa que é a mesma coisa. Ledo engano.
Numa dessas buscas pelo Xtudo perdido avistamos um trailer desses, chegando lá cheirinho bom etals e eu me deparo com o cara que faz os sanduíches com um chapeuzinho de Chef (???), com um uniformezinho branco impecável (???), a partir daí já teve aquela má impressão. Mas tudo bem, relevei.
Mas o pior estava por vir. Olhando em volta vimos que sobre as mesinhas haviam cardápios (Como assim???). Olhando o cardápio eu vi que o mais chumbrega dos hambúrgueres vendidos ali custava a bagatela de doze reais! DOZE reais!!!!!!!! Me recusei.
Gente, eu escolho comer um podrão na rua justamente poque é gostoso e barato, você se sente saindo no maior lucro, sabe?! Tipo, se você quiser vai poder até comer dois sem se preocupar com valores! (brinks!! rs!).
Se o negócio é caro, organizadinho, o cara que faz tá vestidinho de chef, e ainda te mostra o cardápio não dá, né?!
Saudade dos sábados da minha adolescência lá em New Iguaçu, quando a gente se arrumava toda e ia pra praça comer um podrão (que ainda vinha com um copo de refrigerante de brinde. há.).
Mas então é isso, esse post total e completamente sem sentido foi só um desabafo, um protesto contra a extinção das carrocinhas de podrão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Urubu, Vira Fênix!


Meu time tá uma merda, um cocô, uma titica. Depois de tanta festa pela conquista do HEXA estamos aí, de ressaca.
O que mata é a falta de organização, de respeito com a nação rubro negra que tanto apóia, que tanto enche estádios em todo canto do país.
Não dá pra levar a sério, um time que se vale apenas de figurões fanfarrões, um time que só consegue alguma coisa se coloca a responsabilidade em cima de um ou dois jogadores, como sempre acontece com as duplas de ataque. E aí quando não tem um "Império do amor" um "Ataque dos Sonhos" toma bonito.
E é uma inércia que dá raiva! Começou com as contratações, ou melhor dizendo a falta delas. Pessoalzin quer que o jogador queira vir jogar no clube por amor à camisa.
P#@$%& nenhuma! Não já estão cansados de saber que no futebol de hoje só tem mercenário??????
Aí ficaram com aquela conversinha mole, não fizeram os esforços financeiros necessários pra garantir um bom time e agora tá aí, fazendo vergonha. VERGONHA!
Acharam que apenas a figura do Zico iria garantir que os jogadores quisessem ter a honra de jogar no Flamengo: - Há! Vâmo botar o Zico que geral vai querer vir!!!!! Até parece...
Pra começar, o Zico não tinha nada que assumir cargo no Flamengo, Zico tem que ficar no campo da Lenda do Futebol, que onde é o seu lugar. É meu ídolo? É. É melhor que Maradona e Pelé juntos? É. Mas tá servindo pra alguma coisa como Diretor Executivo? Não.
Agora tem que aturar Val Baiano, que mais parece um sabotador, não bastasse não fazer p$&*@# nehuma, ainda atrapalha jogadas como se fosse de propósito! Marido quase infarta!
Tem que aturar uma camabada de jogadores fora de forma. Leandro Amaral corre 10 minutos e quase pede pra tomar soro, Pet joga bem? Joga. Mas é tiozão né gente?! Coitado, não dá conta de jogar sozinho...
A única coisa boa é ver despontar a estrela de Diego Maurício. A parte ruim é que logo, logo Diego Maurício vai pra "Zoropa".
Demitiram Andrade, The Técnico Of The HEXA, por pura politicagem, inventaram uma crise fajuta e fizeram a merda. Desreipeitaram um bom técnico, comprometido, e agora estão aí trocando Rogério Lourenço por Silas! Bota o Zico pra treinar, ué! Bota Patrícia Amorim pra jogar, ué! Brinks! rs!
Mas olha, a pessoa fica desgostosa de ver esse time jogar. Tá uma merda, sem esperanças de melhora, de ficar cheirosinha. Este ano é torcer pra não cair.
Melhorar só se o Urubu virar Fênix...
E vô te falar: Não assinem o PFC, dá azar.

Abaixo, a síntese do pensamento do jogador de futebol brasileiro com Marcelo Adnet:
Muito bom! rs!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cecília, a disciplinadora.



A Gaveta da bagunça foi finalmente arrumada! (Agora só falta a vida, rs!)
E enquanto eu arrumava a gaveta Cecília mexia nos livros, mexia não, tentava rasgar as capas.
Eu louca da vida disparo:
-Rasgar não! Nãããão pode! Hum. Ai, ai, ai, Isso é muito feio! (Isso ainda é o mais brava que eu consigo ser, mas eu aprendo.)
Ela dá um choramingo e esquece, vai brincar com as bonecas.
Uma bela hora eu termino de arrumar a gaveta e me deparo com uma montanha de papel contendo informações pessoais, que não poderia ir pro lixo direto, tudo precisava ser rasgado.
No que eu começo a rasgar vem Cecília, tira o papel da minha mão e me diz com olhar penetrante e cara de zangada:

-"Ragá" não mamãe! Não pode! ai ai ai, "muto" feio!

E eu vou fazer o quê? Me desautorizar?
Fiz como ela, fui fazer outra coisa e só rasguei os papéis quando ela dormiu.

Cecília, a Celebridade:

-Ciça, faz uma pose pra mamãe tirar foto?
- Não.


Cecília, a exibida:

-Mamãe, tira foto!
 
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