domingo, 29 de maio de 2011

Pacadaio.

Estou abraçando uma causa nobre: A não extinção do pacadaio!

Pacadaio, que os humanos adultos costumam chamar de papagaio, é o único verbete que Cecília ainda pronuncia errado.

A passagem do 1 para os 2 anos foi marcada por mudanças abruptas neste pequeno serzinho. O meu bebê foi-se embora, e isso foi mais pavorosamente perceptível pra mim, na questão da fala. A bichinha fala de tudo, bem explicadinho, letra por letra, com as devidas concordâncias e plurais, uma oratória de fazer inveja a político.

Mas o pacadaio permanece, e toda vez que ela vê a revistinha que tem lá a tal figura da ave ela solta: - Olha mãe! Um pacadaio!

E eu olho pra ela e vejo o meu bebê. Longe, longe, mas vejo.

*Carência de bebezinho mode on.*

Aceitamos indicações de simpatia pra curar carência.

rs!

Inté!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu Sinto Falta.

Eu sinto falta da minha mãe me cobrando que finalize as coisas, que não deixe nada inacabado

Eu sinto falta da minha mãe dizendo que vai ficar tudo bem, que tudo passa, que a vida é assim mesmo, que eu vou conseguir.

Eu sinto falta da minha mãe quando tenho que dizer pra Cecília que ela deve comer direitinho, ou que não deve responder a tia do colégio, ou que tem que dividir o lanche e o brinquedo com os coleguinhas, porque a impressão que me dá é que eu nunca, nunca vou ter a mesma autoridade que ela tinha.

Eu sinto falta da minha mãe me dizendo com quem eu não deveria andar, ou a que horas eu deveria voltar pra casa. Ai, nunca achei que iria desejar alguém controlando a minha vida, é tão difícil controlar a própria vida, né?

Eu sinto falta até das broncas, porque hoje eu compreendo tanto...

Alías, eu preciso dizer isso pra ela!

-Mãe, hoje eu te compreendo tanto. Ainda dá tempo?

Eu sinto falta da minha mãe, como nunca antes na história da minha vida.

Acho que é porque cada vez se aproxima mais o momento em que eu terei que cuidar e me responsabilizar por ela... (se a dona Inês lê isso me mata! Toda trabalhada no Renew do jeito que é! - Avon: Favor pagar merchand. rs!).

Só sei que é uma falta que não está ligada a presença física, sabe? É falta da onipresença dela, aquilo que a gente sente quando é criança, impressão de que a mãe da gente é o centro do universo (do nosso pelo menos).

Então é isso. Estou em um momento "Velocidade 5 na Dança da Carência Materna".



Inté.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Todo dia ela faz tudo sempre igual.


Rotina me define.
Essa vida de acorda-trabalha-dorme-acorda-trabalha não é de Deus não! Isso é coisa do tinhoso, do coisa ruim.

Cadê a poesia? Tem que ser Chico Buarque de Holanda pra conseguir espremer poesia disso aí. Não é à toa que meu amor por ele aumentou tanto ultimamente...



Cadê o borogodó da vida gente? Cadê o flash? Cadê o glamour?

A vida aí, essa coisa rara que morreu cabô e a gente torcendo pra semana acabar logo, pra chegar fim de semana, fim de mês. Pode-uma-coisa-dessa?

As moscas só deixarão de pairar sobre este blog quando a rotina e o frio me afetarem menos. Tá um frio congelante no Rio, tipo 19 graus! (Pessoal do Sul cai na gargalhada).

Inté.

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães - O Coração Gigante

Ontem, chegando na festinha do maternal na escolinha da Cecília, eu me deparei com um Coração Gigante. Literalmente. Uma pessoa vestida de coraçaozão de pelúcia.


Tudo era o delicioso caos de festinhas no pré escolar. Crianças correndo e gritando, mães trocando figurinhas, falando sobre como os seus filhos estão lindos, inteligentes, fofos, espertos e tudo aquilo que cada uma acha que o seu filho é muito mais que todos os outros filhos do mundo.
E ele continuava lá. O Coração Gigante. Passeando no meio do caos, sereno e tranquilo, como quem quer dizer: -Gente, eu tô aqui ó! Eu sou o amor, e vocês só estão aqui hoje por minha causa!


A diretora da escola é aquela que, coitada, tenta colocar ordem no caos. Às vezes consegue, às vezes não, faz parte. Um doce de pessoa que fica lá, igualzinho ao coração: Uma serenidade no meio do caos.


É uma delícia observar estes momentos.


As mães, bem arrumadas, perfumadas, maquiadas, orgulhosas. As crianças eufóricas, tentam mostrar para as mães que são mesmo únicas dentre todas as crianças do mundo. E por isso fazem mais algazarra que de costume, falam e gritam mais que de costume, se mostram mais que de costume. E a gente ama! E fotografa! E admira! E se orgulha!


E ele continuava lá, o Coração Gigante. E eu não conseguia tirar os olhos dele. E parar de pensar na idéia que, por mais brega que possa parecer, acertou em cheio no que queria representar: Um amor gigante. O maior de todos. O que, me desculpem os outros amores, é a mais linda forma de amar que existe.
 
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