quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A tal da Barbie verdadeira.

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena acalentava o sonho de um dia ganhar uma Barbie verdadeira (Não as genéricas, horrorosas, sem glamour).
Naquela época minha mãe dava um duro danado pra conseguir criar a gente. Aquela vibe pouca grana, nenhum pai pra ajudar. Gente, a Barbie era meu sonho!
Era um tempo difícil, apesar de não passarmos necessidades extremas, era muito difícil comprar supéfulos, brinquedos caros. Cartão de crédito era pra poucos. Hoje em dia não, tudo é mais fácil, as empresas imploram pra te dar um cartão de crédito e você vai lá e compra em 1.000 vezes com juros (baita juros! hehehe)

Mas eis que neste Natal demos uma Barbie pra Cecília. Toda trabalhada nos acessórios e apetrechos, horrorosa, como toda Barbie que se preze, né? Magrela, loira, maquiada, um sonho! rs! (Tô contraditória?)
É essa aí da foto! Vem com roupinha de piscina (que ok, é meio piriguete), com uma bóia pra nadar na piscina, cachorrinhos que nadam na piscina, bola pra jogar na cesta de basquete da piscina, tolhinha pra se secar depois do banho de piscina e gente:
ELA VEM COM UMA PISCINAAAAAAAAA!!!!!! UM BAITA PISCINÃO!
Tô brincando horrores com a Barbie! Tipo, eu considero muito minha essa boneca! kkkkk
Cecília mesmo nem aí pra Barbie.

Segue o nosso último diálogo:

Eu: -Filha, vamos brincar de Barbie (pela enésima vez desde o Natal)
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Vamos filha, olha que legal, tem piscina!
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Ó então vou brincar sozinha, hein!
Ela: -Tá bom.


Amarra esse laço direito!


Gente! Falei com a Érika!!!!!!! Ela leu meu post e me ligou na noite de Natal, é ou não é um presentão?!
E agora nós VAMOS MARCAAAAAAR!!!!!! Mentira, a gente não disse "vamos marcar!", porque quem diz isso nunca marca nada! rsrs! (Não entendeu nada? É só ler uns dois posts abaixo que você entende!)

Mas aí pensando nisso tudo, me lembrei de muitas pessoas com as quais não tenho mais contato. Tanta gente boa! É impressionante a quantidade de pessoas que passam pela nossa vida e não permanecem. Amigos de escola, de cursinho, vizinhos que deixamos de ver quando nos mudamos, professores, até parentes!
As relações humanas estão muito fluidas, estamos perdendo a capacidade de manter amizades, sentimentos bons, deixamos que a distância separe amigos, amores...
Muita gente tem lá 1348789 "amigos" no Orkut, no Twitter, no Facebook ou seja lá que nova bodega social inventaram, mas não tem uma pessoa de carne e osso em quem confie de verdade, alguém com quem possa desabafar sem medo de chorar e parecer bobo, alguém de quem se sinta falta.
Me lembro de quando era criança e enquanto amarrava o cadarço do tênis, me preocupando em deixar o laço bonito, minha mãe dizia: -Amarra esse laço direito! Senão ele solta!
Acho que acontece a mesma coisa com a gente, nos preocupamos em deixar bonitos os laços que fazemos com as pessoas, não nos mostramos de verdade, mascaramos defeitos e óbvio, não os queremos ver no outro. O resultado é um laço lindo, mas que se desfaz no primeiro percalço.
É verdade que tem muita gente que passa e que não nos traz nada de positivo, esses é bom que partam mesmo. Mas se você sente que alguém com quem convive vale realmente a pena, faça como a minha mãe me dizia:
-Amarra esse laço direito!
Se lembrou de alguém valioso que ficou perdido no passado não hesite em procurá-lo, faz um bem danado!

Você nem repararam que nessa época do ano eu viro uma manteiga derretida, né?! rs!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

.:.:Um Natal Diferente:.:.


Me lembro bem dos meus Natais, todos eles, porque todos são extremamente parecidos. Correria, comidas e mais comidas, presentes comprados às pressas, amigos ocultos, muito vinho, algumas rusgas entre familiares ou amigos da família, calor, consumismo, decorações bizarras lembrando neve num país tropical.
Meus Natais eram uma sucessão de repetidas tradições furadas em que o único momento que lembrava de longe o que é que se está comemorando é o abraço, muitas vezes mecânico, à meia noite.
Nunca fui religiosa, ou quando o fui não sentia que a religião que havia escolhido era muito mais do que a burocracia dos ritos da igreja e isso sempre me incomodou profundamente.
Me batizei, fiz Catequese, Primeira Comunhão, Crisma, mas nunca, nem mesmo nesses momentos ditos "mais marcantes" do Catolicismo eu senti tanto a presença divina quanto na noite do dia 24 de dezembro de 2010.
Neste Natal, fiquei com a família da Cris, minha cunhada, a pessoa mais doce da face da terra. São católicos fervorosos, participam ativamente da vida da comunidade da qual fazem parte. (Muitas vezes já me peguei pensando sobre o exagero que eu pensava existir neste fervor)
Mas nesta mágica noite de Natal eu entendi o motivo.
Não havia derrame de bebida alcoolica, não havia comilança desenfreada (e não era por falta de comida, que era farta e deliciosa) nem a algazarra da música alta e inadequada.
Havia respeito, entendimento sobre a importância da data, havia uma aura mágica que parecia multiplicar o amor das pessoas que ali estavam uns pelos outros. Ao som de um cântico natalino agradecemos pela comida, pelo ano que tivemos, pedimos pelo próximo ano, cada um na sua vez, segurando uma pequena imagem do menino Jesus, em voz alta ou apenas fechando os olhos, silenciosamente.
Eu pedi pela saúde da minha filha e pela primeira vez eu confiei piamente no que estava fazendo, pela primeira vez eu tive uma certeza, saída do coração de que havia alguém me ouvindo, ainda que eu estivesse em silêncio. Pela primeira vez a minha fé me tocou, e eu não estava em uma igreja.
A fé habita as pessoas, não os templos
.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Era uma vez...

Uma amiga.

O ano era 2004, primeiros dias na faculdade, tudo ainda muito novo, muito tímido, era um mundo novo!
Eu, que vinha de um colégio em Nova Iguaçu (O João Luiz um dos menorzinhos e mais "familiares" da FAETEC), me deparava com aquela monumentalidade gigantesca que é a Uerj.
Tudo era maior, mais impessoal, as pessoas da minha classe que logo se enturmaram eram aqueles mais dados à noitadas, cervejas e festas, o que definitivamente não era o meu caso. Os primeiros dias não foram fáceis. Ao mesmo tempo em que eu estava feliz e deslumbrada, estava me sentindo solitária naquela multidão toda que passava pelos corredores.
Tudo o que eu queria era as minhas amigas do segundo grau ali (e que permanecem amigas até hoje, muito!) pra compartilhar daquilo tudo, dar risadas dos tipos estranhos (o tipo de atitude anti-ética que a gente só faz em bando hehehe), desbravar aquela selva de concreto. Mas eu tinha que me conformar, cada uma tinha passado pra uma Universidade diferente e os caminhos agora eram inevitavelmente diferentes.
Mas a minha era de solidão estava com os dias contados! Logo, logo eu viria a conhecer a Érika, super contida, mas sorridente, super elegante, super inteligente sem parecer esnobe, super um montão de coisas que me fizeram sentir uma empatia quase que imediata!
Não éramos extremamente parecidas, nossas personalidades eram até bem diferentes. Eu, um tantinho menos elegante, um tantinho menos contida, um tantinho mais tagarela, um tantinho mais dada ao riso frouxo, e esses tantinhos viram um tantão quando a convivência é diária!
Mas foi um tantão que não fez a menor diferença, porque como eu já disse, a empatia foi tão grande que suplantou qualquer atrito.
E nos tornamos amigas (eu pelo menos, pensava assim). Dividíamos os dilemas da escolha da profissão, eu cansava de alugá-la com meus problemas familiares, nos estressávamos com os professores, com os trabalhos, com a burocracia da Uerj, mas no final sempre ríamos de tudo.
Em pouco tempo eu já a considerava amiga de verdade, do peito, de fé irmã camarada, e pra esses amigos eu me dou inteira, sem disfarces, sem meias palavras. Por esses amigos eu faço tudo o que estiver ao meu alcançe, eu subo no palanque, testemunho, grito se tiver que gritar, choro se tiver que chorar, peço muito mais conselhos que dou, confio e admiro.
Pra mim, a Érika seria uma daquelas pessoas que me acompanhariam pra vida inteira, por quem meus filhos teriam um respeito maior, porque afinal são quase tios, alguém de quem eu saberia sempre, saberia se está triste pra acalentar, e se está feliz pra vibrar junto.
Mas em algum momento, que eu já tentei descobrir qual foi e não consegui, eu me enganei. O que eu achei que era recíproco não era, ou vai ver era e deixou de ser... vá saber...
Já tentei me reaproximar de algumas maneiras mas não consegui e o receio de parecer chata e invasiva me fez limitar estas tentativas.
A verdade é que eu já inventei milhões de teorias pra explicar o sumiço da Érika e chego sempre a mesma conclusão:
Acho que pra ela eu não era essa Coca Cola toda, eu não era assim... Uma Brastemp!
Eu fico triste, sabe?! Mas aqui dentro do meu coração eu fico torcendo pra que ela esteja bem, feliz, realizada. Pra que todos os planos que ela fazia estejam dando certo, enfim, eu torço horrores pela Érika porque ela merece, muito!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pirulitos e Sorrisos.

Ciça, faz uma pose bem bonita pra mamãe?


Ciça dá um sorriso bem bonito pra mamãe?


Ciça, dá um sorriso que eu te dou um pirulito!

Ufa! Feliz Natal Pra vocês!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

2010, se for por falta de tchau...

glitters



Então 2010, você não foi um ano bom. Eu sei, é chato te falar isso agora aos 45 do segundo tempo, mas é a mais pura verdade meu caro. Na verdade eu estava querendo saber se você me reservaria alguma surpresa até o finalzinho de dezembro mas parece que não vai rolar.
Você foi um ano preguiçoso, lento, vagaroso. E eu tenho tanta pressa 2010!
Embarquei na tua e cá estou eu, com meus projetinhos todos, TODOS inacabados.
Eu sei que muita coisa foi culpa minha, os dilemas da escolinha, os dilemas da profissão, os dilemas, ah os dilemas! O que seria da minha vida sem eles?
Aí você vai me dizer: -Pô Luciana, não teve nada de bom? E a filha, o marido, pepepê papapá...
E eu te digo: -Nem vem, nem vem querer se safar 2010! A filha quem me deu foi 2008 e o marido lindo quem me deu foi 2006! São ambos ótimos, maravilhosos, coisa mais rica de mi vida, mas estão aqui, independente de você.
Mas olha, eu não tô magoada com você não, estou apenas frustrada.
Ahhhhh, vai! Não fica assim! Tiveram alguns bons momentos com amigos, com a família...
Mas é que eu preciso de mudanças substanciais, entende? Não fica deprê! tenho certeza de que pra um monte de gente por aí, nesse mundão afora você foi um ano maravilhoso! Mas é que comigo não rolou a química sabe?
Então meu caro 2010, pára de se arrastar, segura nas caudas de uns fogos de artíficio e canta pra subir!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Morta Com Farofa!

É exatamente assim que eu estou me sentindo neste final de ano.
Morta eu já estava, mas esse final de semana jogaram a farofa em cima.



Festinha da Cecília em New Iguaçu. Isso quer dizer, levar três toneladas de caixas, bolsas, malas, criança e marido daqui pra lá. E isso quer dizer também que todas essas coisas (exceto marido e criança hehehe) foram compradas no Saara, um conjunto de ruas de comércio popular aqui no Rio, que nesta época do ano fica mais conhecido como purgatório.
Inventei um tal de tema do jardinzinho e lá fui eu! Tudo quanto era coisa floridinha que eu via mandava pra dentro das cestinhas! Se tinha abelhinhas e joaninhas então, aí cabô, cestinha! rs!
Comes e bebes encomendados, comes e bebes por fazer, coisinhas pra embalar, coisinhas pra colar, coisinhas pra encaixar, coisinhas pra pintar, coisinhas pra encher, coisinhas pra enrolar, meu Deus. Da próxima vez que eu inventar um negócio desses me interna que eu estou louca!
Marquei a festinha para as três da tarde de domingo, então quer dizer, de sábado pra domingo eu simplesmente NÃO DORMI. Nada, nadica de nada.

Sem contar que eu fui acometida por uma gripe avassaladora que eu tinha que ignorar porque né, a menos que eu tivesse morrendo não podia me dar ao luxo de deitar com um termômetro na boca e esperar a gripe passar.

Na hora da festa eu parecia os zumbis daquele clipe do Michael Jackson, não me sobrava uma gotícula de glamour.

Mas vocês pensam que acabou? Nããããão! Adivinhem o que acontece bem no meio da festa, que acontecia no quintal sem cobertura da minha mãe ? São Pedro, velho de guerra, maroto que ele só, mandou uma tromba d'água que não tinha mais tamanho. Gente, mas era tanta chuva, mas tanta chuva, que olha, não tenho nem palavras.

Ou melhor, tenho sim. Minha cunhada ficou ilhada na Avenida Brasil, com o marido, duas filhas (uma das quais grávida de sete meses) e o genro dentro de seu fusquinha até as três horas da madrugada esperando o alagamento acabar pra seguir viagem. Foi nesse naipe.

Mas, entre abelhinhas e joaninhas, salvaram-se todos. Cecília adorou, é claro, estava alheia a todas as intempéries. Pra ela foram só flores, literalmente.

Não sei se eu já disse isso, mas é bom repetir: DA PRÓXIMA VEZ QUE EU INVENTAR UM NEGÓCIO DESSES ME INTERNA PORQUE EU ESTOU LOUCAAAAA!!!!!!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pára o mundo que eu quero descer!


É uma fase estranha esta pela qual eu estou passando, está tudo meio em suspenso sabe, uma fila de coisas esperando impacientes pelas minhas decisões. Um sem número de projetos inacabados, projetos de todo o tipo, desde uma festinha infantil até um trabalho de fim de curso. E as pendências vão se encontrando nesta fila, e fazendo algazarra na tentativa frustrada de fazer com que eu agilize o processo. É essa a impressão que eu tenho, tem coisas que estão há tanto tempo na fila que começam a se rebelar, meu trabalho de fim de curso por exemplo, acho que ele está desistindo de mim, todas as idéias que ficavam pululando na minha cabeça me deram tchauzinho e partiram.
Lidar com pressões me decepam a criatividade.
A minha vida às vezes parece um trem desgovernado e eu ali, maquinista surtada tentando evitar o pior.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro Sitiada.



Violência no Rio de janeiro não é novidade pra ninguém. Ontem eu estava ouvindo o Secretário de segurança dizer: -Temos que manter a rotina.
Aí eu pensei cá comigo: Se a nossa rotina já é ter medo mesmo, então quer dizer, nada absurdo. Tudo bem, manteremos a rotina.

Hoje eu vejo a seguinte cena no Big Brother bizarro que se instaurou na Rede Globo:

Tanques de guerra chegando na Penha, na tentativa de tomar a Favela Vila Cruzeiro. Gente, tanques de guerra! Como é que a pessoa mantém sua rotina normal com 75 veículos incendiados em 3 dias? Como uma pessoa pode fingir que está tudo bem, sabendo que pode estar dormindo no ônibus (não durmam no ônibus) e caraca! Acordar e perceber que além da baba há gasolina no seu corpo? Como é que alguém que manda tanques de guerra pras ruas tem a cara de pau de pedir que as pessoas mantenham a sua rotina e fiquem calmas???

Difícil.

A população do Rio de Janeiro está em pânico. Só de saber que alguém que a gente ama está na rua, de carro ou de ônibus a gente fica com os cabelos em pé.

Agora, é inegável que a resposta da polícia tem que estar à altura dos ataques que o estado está sofrendo. E eu estou com o Nascimento: Direitos Humanos é o C@$#%&o!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cartas para Cecília. ::: 1 ::: Sobre felicidade

Filha,
Felicidade é uma palavra que você ainda vai ouvir muito na sua vidinha. Vão te cobrar alucinadamente que você seja feliz, vão te dar receitas prontas e totalmente falíveis, vão te dizer que a vida retratada no comercial de margarina deve ser o seu ideal de felicidade.
Mas você está sendo criada pra questionar, e de forma alguma aceitar o que te impõem de maneira passiva. A sua felicidade será algo que te complete e que não está diretamente ligado ao que a sociedade espera de você.
E sim, você tem o direito de ser infeliz, ainda que isso me doa o coração. Há momentos na vida em que a infelicidade serve de motor propulsor para melhoras, reavaliações, crescimento. E quando isto acontecer eu vou estar aqui, caso você precise de algum conselho repleto de partidarismo materno.(E a gente sempre precisa)
Felicidade tem a ver com liberdade de escolhas, então que você cresça valorizando a sua liberdade sob todos os aspectos, que você nunca perca o ímpeto de lutar pra buscar aquilo que te fizer feliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Se eu pudesse tomava as rédeas do seu destino e escreveria a sua história de maneira que a felicidade precisasse te encontrar, e não o contrário. Mas infelismente não é assim. A vida é cheia de percalços, de batalhas, de incoveniências, mas que nada disso apague o seu brilho, que nada disso te freie, que nada disso te impeça de lutar.
Que você saiba valorizar a felicidade alheia, para que a sua não se justifique pelo sofrimento de ninguém.

Aqui dentro do meu coração há uma infinidade de desejos de que você seja feliz e se isso bastasse a sua história já estaria contada, mas que graça teria, né?

P.s.
Antes de você felicidade pra mim era complexa, cara, quase inalcánçavel. Depois de você, a minha felicidade está guardada no seu sorriso, no momento em que você diz: -Mamãe tinhamo! Viu? Às vezes é tão simples...

Será que um dia você irá ler isso? rs!

beijo,
Mamãe.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Juliana falou tudo.

Tudo o que eu queria dizer neste Dia da Consciência Negra.



Leiam lá:

http://juliana-finaflor.blogspot.com/2010/11/novembro-20.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cecília e a evangelização involuntária.


Cecília descobriu um Dvd suuuuuuper bonitinho, suuuuuuper fofo, suuuuuper tudo o que os dvd's pra essa idade são, mas com um porém: É um dvd evengélico. Aline Barros volume 1.
Não preciso ficar explicando aqui que não tenho nada contra os evangélicos, porque isso é tão óbvio que eu me recuso, meus quarenta amigos do peito evangélicos estão aí pra testemunhar pra quem quiser.
A minha questão é a seguinte: Religião é uma coisa pessoal. Cada um escolhe a sua, ou não escolhe nenhuma, vira ateu, perfeitamente compreenssível pra mim, porque até eu já tentei ser, como já contei neste post aqui. Então se é uma coisa pessoal, de escolha consciente só deve ser introduzida quanto a criança já tiver discernimento para tal.
O batizado já foi uma questão enorme pra mim. Só batizei porque cedi às pressões sociais, por mim ela só seria batizada se quisesse, quando pudesse escolher. Mas tudo bem, é aquela história, se bem não faz, mal não há de fazer. Fiz a minha mãe feliz, fiz a minha sogra feliz, beleza.
O meu maior problema é que o tal DVD super fofo, também é super evangelizador. Aí vocês me dizem: Ahhhhhhhh Luciana, para de show que uma criança de dois anos não vai se influenciar com isso!
Vai sim. Eu vejo muito bem que ela já repete algumas coisas, pede pra colocar moedinhas no cofrinho sempre que toca a musiquinha da viuvinha que coloca as moedinhas na caixinha, então "Quédizê"...Me preocupo.
Se fosse de vez em quando, tudo bem, mas ela pede esse bendito dvd o di-a to-do!
-Mãe coloca Bááááááárros. Gente eu não aguento mais. Já sei as músiquinhas de cor e salteado, de trás pra frente, em braile, em código morse.
E ainda tem a evangelização. É demais pra mim.
Alguém aí que é mãe, quando a criança encasqueta assim com um dvd, passa logo? Pelamor!

Mas então é isso, tô aqui agora escutando Cecília gritar: - Xim Jeshus! rsrsrsrsrs
Mas, podia ser pior né? Podia ser - Vaaaaaaasco! kkkkkkkkkkkkk

Brincadeiras à parte, compreendo e respeito todas as religiões, mas me reservo o direito de sempre colocar as minhas opiniões de forma verdadeira (às vezes até incoerente como todo ser humano que se preze) e divertida.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão


Às vezes eu quero chorar,
Mas o dia nasce e eu esqueço.

(Alvin L.)

sábado, 13 de novembro de 2010

A Sexta e a Música!

Quem resiste a Hebert Viana e Leoni juntos em "Por que não eu?" ?
E quem mais aí adooooooora a voz do Leoni?
Atire o primeiro iô iô da Coca Cola quem nunca ouviu:
-Garotos não resistem aos seus mistééééérios, garotos nunca dizem nããããão, no último volume!


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Como não sabotar a sua dieta:


Porque eu como eu já disse neste post aqui adoro comer, então se eu quiser ficar gata e posar para a Playmãe tenho que me cuidar e fazer uma dietinha de vez em quando (mas beeeeeeem de vez em quando messsssssmo!)

Não use a desculpa de que o seu marido quer comer bolo de chocolate, mesmo depois de já ter perguntado e ele dito que não, só porque você está com desejo de comer bolo de chocolate. Ah, e depois de por o bolo pra assar, não fique lambendo a massa que ficou na tigela, tá? (Não que eu tenha feito isso... rs!)

Não se recuse a jogar fora todos aqueles doces de Cosme e Damião que estão guardadinhos bem ao seu alcance, com a desculpa esfarrapada de que a qualquer momento pode chegar uma criança na sua casa e querer comer doce, visto que a sua filha não come tanto doce e você só recebe crianças em casa a cada passagem do cometa Haley. (Não que eu tenha isso em casa... rs!)

Não coma chocolate escondido e fique achando que não vai engordar só porque ninguém está vendo. ( Eu não faço isso não, nem morta! rs!)

Lembre-se sempre que pessoas de dieta comem frango sim, mas ele bem sem graça e grelhadinho, portanto nada de ficar fazendo frango gratinado com 487 tipos de queijo.
(Eu jamais colocaria 487 tipos de queijo no frango, coloco apenas 486)

Não fique falando para o seu marido: "-Vamos tomar um vinhosinho?" querendo mesmo é a pizza que acompanha o vinho. (errr...)

Não fique colocando a culpa de a calça 38 não dar em você na indústria da moda que faz as roupas cada vez menores. (Mas fazem mesmo, né?)

Não tenha em casa comidas que não são de Deus, aquele tipo de comida que vicia, e vamocombiná: vício não é de Deus.
Ex:
Salgadinhos Elma Chips
Coca Cola
Chocolate Bis

Não tenha em casa as combinações maléficas a seguir:

Biscoito Club Social + Philadelfia Cream Cheese


Nutela + Biscoito da vaquinha

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tem nojinho de tudo, é?

Então não tenha filhos!
É tanta coisa nojenta que a gente faz que olha, vô te contar!


Cena 1:

Cecília ainda bebezinho, com uma baita prisão de ventre. Chorando horrores pra fazer o dito cujo, a gente chorando junto só de ver o sofrimento da bichinha...
Mas vamos agir. Supositório de glicerina.
Daquele jeito mesmo, isso mesmo que vocês estão pensando.
A gente colocava e ficava lá esperando, vocês sabem o que. E quando o cocô saia, era como se fosse final de copa do mundo! A felicidade era praticamente a mesma.
Quando é que eu ia imaginar meu Deus, o tamanho da felicidade que eu iria sentir na vida por estar vendo um cocô!

Cena 2

Cecília tá resfriada (Sério? Mentira? Nossa, que raro. hehehe), é meleca que não acaba mais, é tanta meleca que você chega a imaginar que alguma força sobrenatural está agindo, porque não é pos-sí-vel que de dentro de um narizinho tão pequetito possa sair tanta meleca.
Estamos calmamente vendo os clipes da Galinha Pintadinha pela 124.562.358.9741 vez, quando de repente, vem aquele espirro monumental!
Cecília olha pra mim e eu vejo aquele rio Amazonas de meleca verde que vai do nariz até o queixo.
Quando eu penso em pegar o lencinho, ela, mais rápida que um cometa, passa o seu lindo bracinho no rosto na tentativa de conter aquela erupção de gosma verde, o que acaba é claro, por sujar todos os outros cantos do rosto que antes não estavam melecados, e de brinde eu ainda ganho um bracinho batizado de meleca!
Que beleza heim?!

Isso quando não se tem que usar aquela bombinha de sugar meleca, nos casos mais graves de abundância melecal que impede a criança de dormir. (Eu queria muito descobrir quem foi o cara que pensou: -Puxa, vou inventar uma bombinha sugadora de meleca e vou revolucionar o mundo das mães desesperadas de primeira viagem! - Daria um beijo, um abraço um cheiro e um brigadeiro pra essa pessoa iluminada!)

Cena 3

Bem no meinho do almoço, aquele momento em que a comida está mais gostosa, já atingiu sua temperatura ideal, nem quente nem fria, em que se pode sentir exatamente todos os sabores, Cecília vira pra mim e diz:
-Mamãe, fez cocô. (E vira a bundinha pra mim, porque é isso que ela faz sempre)
Então eu tenho que guardar o prato um instantinho olhar dentro daquela meiga fraldinha com bichinhos desenhadinhos e constatar que dentro dela tem uma coisa que não é nada meiga.
E parto pra trocar o cocô, aquela coisa de sempre, né: A criança não pára quieta, lenço daqui, lenço dali, pomada daqui pomada dali, fraldinha novinha, bumbum cheirosinho aí eu penso pronto, vou voltar a comer.
Lavo as mãos, sento e como como se nada tivesse acontecido. (estômago de macho! rs!)

Cena 4

Cecília está comendo um biscoito recheado e como sempre, esperta que é, ela abre as bandinhas do biscoito pra comer apenas o recheio. O biscoito mesmo fica lá coitado, rejeitado, humilhado, depressivo.
Mas vocês pensam que ela se contenta em apenas jogar a massinha doce na boquinha e engolir? Nãããããão!
Tem que botar na boca, revirar pra lá e pra cá, lambuzar bastante com baba, tirar da boca, fazer uma bolinha com as mãos e tacar pra dentro da boca de novo.
Mas eis que num rompante de solidariedade e bondade ela não faz apenas uma bolinha, ela faz duas, molda as bolinhas babentas com todo o cuidado e carinho, gira pra lá e pra cá nas mãozinhas que só deus sabe por onde andaram antes de começar a fazer as bolinhas de recheio.
Adivinha pra quem era uma das bolinhas?
-Come, mamãe! É seu!
Comi. Glup!
Morri. Ploft!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Assim caminha a humanidade (Pro buraco)



Esses dias quase enfartei de indignação ao ler mensagens xenófobas de pessoas responsabilizando o Nordeste pela vitória da Dilma. Preconceito levado às raias da loucura. Desejou-se que matassem nordestinos afogados, chamaram-nos de preguiçosos, retrógrados, mortos de fome e mais uma infinidade de injúrias que me falta coragem de registrar aqui.
Sabe tristeza? Mas tristeza mesmo, aquela que se abate sobre o seu peito e faz parecer que está tudo cinza, nublado, frio? Pois foi isso que eu senti quando me deparei com as coisas que li.
É engraçado ver ir por água abaixo o discursinho de "Mas o Brasil não é racista", como disse Ali Kamel representante da alta cúpula do jornalismo da tv globo (óbvio) neste seu livrinho sem vergonha. Um discurso fajuto, propagado por quem tem interesse em manter a política de inércia das classes sociais brasileiras. Um povinho que fica arrancando os cabelos quando se vê diante de um negro em uma universidade, ou quando descobre que o seu vizinho não tem o sangue azul da "aristocracia"(Ha-Ha-Ha) brasileira.
Afinal de contas, pobre é pobre, rico é rico e que fique bem claro que cada um deve ficar no seu quadrado.
Quando surge alguma possibilidade de mobilidade social, o que se vê é entrar em cena a verborragia dos donos do Brasil, tentando alucinadamente reverter o quadro de [Brasil que cresce pra todos].
Falas raivosas, impregnadas de um racismo disfarçado, irônico, como no caso das cotas raciais eu já estava acostumada a ouvir, mas o que se viu agora foi cair a máscara. Ninguém disfarçou nada, bradou-se pra quem quisesse ouvir as mais caluniosas infâmias contra um povo, e mais, escreveu-se, publicou-se e tornou-se público o que se tenta manter debaixo do pano: O Brasil está infestado de gente que o quer repartir, cercar e vender. Estes sim, retrógrados, feudalistas, com suas reminiscências medievais.

domingo, 7 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Saber mesmo eu não sei de nada, mas desconfio de muita coisa.

Ricardo lemos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ela

A minha luz no fim do túnel, a mola do meu fundo de poço, a farinha da minha farofa!

Cecília




Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.



A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Xiiis!

A vida vai mudando, a tecnologia vai chegando, se apoderando de tudo e na maioria das vezes eu acho ótimo. Apesar de ser uma nulidade no assunto eu reconheço que as facilidades que a gente tem hoje são imensamente maiores que as que a gente tinha há quinze anos. Longe de mim querer colocar a "tar da tecnologia" como vilã, porque afinal de contas, sem ela eu nem estaria aqui sentada com a minha bundinha digitando esse pequeno texto, este testículo. rs!
Mas tem coisa que não dá pra deixar de ter saudade.
Fotografia era uma coisa mágica. Ter o momento feliz que a gente viveu ali, nas nossas mãos, imortalizado, era de uma importância sem fim.
Minha mãe guarda umas 6 fotos de quando eu ainda era um bebê como se fosse uma relíquia. Eu guardo as 2.000 fotos que Cecília já tem até hoje aqui dentro do PC, correndo risco de dar um pau e perder todas de uma vez. Uma vergonha.
Me lembro das festinhas infantis da minha infância, dos aniversários de quinze anos e até dos casamentos em que o fotógrafo disputava em importância com aniversariantes e noivos.
E esperar pela revelação das fotos era angustiante, mas delicioso! Reunir todo mundo em volta do álbum depois, mais ainda! Claro, se não ocorresse a maior tragédia da história da humanidade: Queimar o filme todo! Disso eu não tenho saudade. rs!
Era dispendioso, gerava ansiedade, mas era de uma magia sem fim. Eu me encantava com os flashes, com a postura quase nobre dos fotógrafos, mesmo quando estes eram o tio ou a madrinha da criança em uma festinha infantil, ou um batizado. Sem falar na alquimia da revelação das fotos, tudo era cercado de mistério e fantasia.
E não podia desperdiçar as poses dos filmes! Era um tal de juntar todo mundo, uma algazarra! As fotos tinham muito mais bossa!
Mas o que mais me preocupa com a banalização da fotografia é a falta de critério ao fotografar. Há algum tempo eu fui a um casamento em que quase todos os convidados haviam levado máquina digital, e quando não fotografavam com máquina fotografavam com o celular. A festa era só flash! Chegavam a fotografar o fotógrafo da festa! Sério.
Na hora da cerimônia, que aconteceu no próprio salão, o pastor e os noivos quase ficaram cegos. E era uma indiscrição! Tinha até mãe de madrinha querendo fotografar a filha no altar! Certamente pra ela a filha madrinha era bem mais importante que a noiva. Uma coisa horrorosa!
Se é uma comemoração informal tudo bem, mas gente, casamentos, batizados e afins merecem o mínimo de educação e respeito por parte dos convidados fotógrafos! rs!
Um pouquinho de bom censo não faz mal e não engorda!
Uma coisa que era pra se inegavelmente boa na era digital é o fato de que você pode apagar aquela foto em que saiu zaroio ou desgrenhado e tirar de novo, mas não se iluda, com certeza há milhões de fotos suas nessas condições espalhadas mundo afora afinal, onde havia a sua máquina, haviam outras cem!
E as fotos dão lugar aos vídeos! Gente, não consigo acompanhar! Sô tecnologicamente lenta? rs!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fulana de tal mostra a calcinhazzzzzzzzz

Mostrar a calcinha "sem querer" já está tão usual pras Sub-Subcelebridades que daqui a pouco o que vai dar audiência e o NÃO mostrar a calcinha sem querer.

Mas que coisa triste ver mulheres serem vendidas assim na mídia, como um pedaço de carne no açougue. Pra mim chega a ser constragedor saber que depois de tanta luta por equiparação de condições, por algum tipo de respeito, a coisa degringolou pra esse nível.
De uns tempos pra cá surgiram até algumas profissões novas no mercado:
Capa de revista masculina (e tem algumas que já posaram tanto que daqui a pouco vão pedir aposentadoria por tempo de serviço)
Mostradora de calcinhas em quadras de escola de samba ( a mulher tá lá em cima de um camarote com uma roupa mínima sambando levantando a perna e ohhhhhhhhhh a manchete: "Siclaneide mostra a calcinha na quadra do Salgueiro", que coisa! Noooossa como isso foi acontecer???? Faça-me o favor.
Frequentadora de Praia (só eu rio com manchetes do tipo: "Creuzilene vai à praia" ?).
Fora o combo modelo-atriz-namorada de jogador de futebol, que perdeu um pouco seu prestígio porque tá muito perigoso ser namorada de jogador de futebol hoje em dia.

Aqui no Rio há alguns "jornais", uns lixos em que a primeira página é dedicada às chamadas gatas da hora, mulheres praticamente nuas em poses de fazer inveja à contorcionistas de circo. Eu sinto vergonha alheia.

Marilyn é que sabia mostrar uma calcinha com dignidade! rs

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Lá o mundo tem razão"


A gente vai chegando e mal sai do carro já tem gente indo ao nosso encontro, de sorrisão no rosto, acenando, parece saudade de um mês mas só faz uma semana. Eu pisco e Cecília já não está mais no meu colo, já passou pro colo da vó, que passa pro colo da tia, que vai pro chão, que dá a mão pras meninas e some quintal adentro.
Descarregamos do carro aquela infinidade de mochilas e bolsas dos quais eu não consigo me livrar, parece que estamos indo pro Sertão passar um ano, mas é só um fim de semana na minha mãe.
Entramos encostando as bolsas num canto qualquer e quando eu penso que não, sou arrebatada por um beijo gostoso de cada lado da buchecha, e abraços e apertões que são sempre gostosos, mas quando elas veem que há presentinhos de Dia das crianças nas bolsas ficam ainda mais! Crianças são um tantinho interesseiras em se tratando de brinquedos, e quem não era?
Raissa e Ingrid, duas pretinhas lindas de viver, meus bombozinhos, minhas sobrinhas, um dos tesouros da minha vida. Quando eu fui morar longe meu coração quase parou, e às vezes quase para de saudade, mas volta a bater desenfreadamente quando eu vejo aqueles sorrisos correndo em minha direção quase me desequilibrando as pernas com um abraço gostoso!
Eu chego naquela casa e parece que eu entrei em um túneo do tempo, o cheiro da comida, as risadas, os vizinhos passando, o cachorro no quintal de terra batida, as roupas balançando no varal, toda uma aura de infância que me faz remoçar, eu sempre saio desses fins de semana com um misto de cansaço e alegria rejuvenescedora!
E a gente conta as novidades, todas de uma vez! Todas nós falando ao mesmo tempo, como se o mundo fosse acabar e não fosse dar tempo de contar! Uma confusão de vozes e gargalhadas que meu marido custa a acreditar alguma de nós esteja realmente entendendo alguma coisa.
Cecília já nem vejo mais, se mistura com a bagunça de crianças na terra sem lei da casa da vóvó. Voam travesseiros, o colchão agora é pula pula, e elas brincam, cantam, correm desenham, pintam e bordam! E eu vejo a minha filha tão feliz que que me dá até uma paz no coração!
A comida está cada vez mais cheirosa! A conversa desorganizada passa pra cozinha, marido finalmente consegue ouvir o futebol.
E tem feijão borbulhando no fogão, fumacinha saindo da panela do arroz, eu sinto um quentinho na perna e quando olho pro forno a minha boca inunda! rs!
E é um tal de esperimenta daqui, esperimenta de lá, que quase me faz perder a fome, quase. rs! E as risadas continuam, a tagarelice também, a comida tá pronta! Chama as crianças!
E a gente come, come não, se deleita!
Dona Ines, se existisse um Nobel de culinária certamente seria dela!
E chegam os vizinhos, que comem também, um exagero de comida que se justifica pela quantidade de pessoas que vão passando e comendo um pouquinho. Visitinha de nada, só pra ver como a minha filha tá grande, mas a minha mãe jamais deixa alguém sair da casa dela sem comer alguma coisa! Lembram desse post?
Depois do almoço vai dando um soninho, e tem sempre um ventinho entrando pela janela, aplacando o calor e convidando pra uma sonequinha na varanda!
Cecília tá que só pára pra comer, e olhe lá! Tá lá, se embrenhando no meio das bonecas, tentando imitar os trejeitos da primas, falando coisa nova que nem eu tinha ouvido ainda, sentada no chão, de pés descalços, me fazendo ter cada vez mais certeza de que felicidade é a coisa mais simples do mundo!
E o tempo passa, a tarde cai e já tem cheirinho de café, de pão de queijo e bolo!
Chama as crianças!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Sexta e a Música!

Corinne Bailey Rae em 'Paris Nights, New York Mornings'
Alguém aí consegue não amar? Eu não.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DR com o Blog.


Então Blog vamos discutir a nossa relação. (Blog faz cara de tédio)
Quando eu te criei estava em uma situação muito difícil, totalmente presa aos cuidados com o meu anjinho que ainda não era essa coisinha independente que ela se tornou hoje. Isso aqui era como uma janela, em que na falta de alguém pra conversar (você sabe, eu moro longe de tudo e de todos), eu debruçava e conversava com quem quisesse ouvir.
Pois bem, escrever aqui foi ficando cada vez mais legal, conheci outros blogs, pensamentos parecidos com os meus que me deixam feliz, pensamentos totalmente contrários aos meus que me deixam P. da vida, mas enfim, continua sendo legal, eu sei conviver com as diferenças.
Tem um negócio chamado analytics que eu entro de vez em quando, que me mostra quantas pessoas se dignaram a ler as bobagenzinhas que eu escrevo aqui, e esse número foi crescendo, foi crescendo, foi crescendo, e eu começei a te ver como algo pros outros, não mais pra mim.
Comecei a me obrigar a escrever, pra que essas pessoas que veem aqui sempre tivessem algo pra ler, e aí sim, comecei a não achar mais graça, porque o que eu gosto mesmo é da idéia da janela, se eu tô a fim de conversar eu abro e tagarelo, se não eu fecho a janela e pronto.
Volta e meia eu encontro alguém que diz: -Eu sou leitora assídua do teu blog! ou -Teu blog é muito engraçado! Nessas horas eu sinto uma vergonhona! Cara, alguém tá lendo o que eu tô escrevendo! Que vergonha! Será que tem muito erro de português? Será que eu fui muito careta quando eu falei do assunto tal?
Porque a pessoa te dizer é diferente do Analytics, lá é só um número, e números não te encontram na festa! Então essas horas são para mim um misto de alegria, vaidade e vergonha.
Sem falar na privacidade! Eu sempre me policio se não estou escancarando demais a vida aqui, porque não é legal esse egocentrismo desmedido de achar que as pessoas podem querer saber até a marca do seu sabonete. Uma coisa horrível. E tem o Marido, que é ultramegareservado, então qualquer coisa relacionada a ele é pensada trezentas vezes antes de escrever.
Enfim, o que era pra ser só uma coisinha de nada se transformou em uma coisONA de nada. rs!
Então vamos ficar combinados assim: Tudo o que for escrito aqui será somente o que estiver me dando na telha, o que for interessante pra mim. Se por ventura for interessante pros seus leitores ótimo, se não, patience.
Mais uma coisa, nada de ficar achando que eu não me importo com você só porque eu fiquei uns dias sem aparecer, não dá pinta de carente porque ninguém merece!

Pra terminar, eu gostaria de dizer aos leitores que qualquer erro de português visualizado aqui é mera alucinação, porque eu tenho curso superior e pessoas com curso superior são superiores, como o próprio nome já diz, portanto não cometem erros. Há! rs!

Se você, caro leitor, não é capaz de entender as minhas ironias leve em conta a seguinte afirmação:
"Este é um blog de ficção, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coinscidência."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A quarta, a música e o pirepaque.

Uns quinze anos sem ficar doente e de repente tenho dois pirepaques em intervalo de dois meses. Não tô acostumada e nem quero.
Esta semana passei um mal desgraçado, febre, a cabeça querendo explodir, e o corpo pedindo pra sair. Fui parar no pronto-socorro, e eu tenho medo de hospital, pronto falei.
Pra eu chorar de dor tem que ser um negócio hardcore, entrei na emergência desandei a chorar, ou seja, fico pior no Hospital que fora dele.
Me vira o médico e diz que a medicação ia ser na veia, e que eu ia ficar "uma horinha" no soro. Co-mo-as-sim??? Passei mal de novo.
Aí me vem a enfermeira com um sorriso de quem vai sei lá, fazer a minha unha e tasca duas injeções do tamanho do bondinho de Santa Teresa cada uma. Sadismo, só digo isso.
Eu lá, já sem paciência pro tal soro, passa o médico e eu pergunto:
- Doutor, será que eu tenho que ficar com esse soro até acabar a bombinha?
Vira ele:
- Pra quê tanta pressa? Se houver alguma infecção importante no seu exame de sangue você vai ficar internada! (Os médicos teem a incrível capacidade de nos fazer sentir idiotas).
Gente, internada? CO-MO-AS-SIM MAIÚSCULO. Cogitei fugir do hospital. (mentira, errr, quase.)
Mas enfim, não fiquei internada, tô bem, meus advogados não precisaram redigir meu testamento e o comando das minhas empresas não será disputado ferrenha e deslealmente pelos meus familiares (tenho que parar de ver novela).
O médico diagnosticou uma leve infecção, minha mãe diagnosticou Mau olhado. E eu tô decidindo aqui se eu tomo o antibiótico ou se acendo uma vela pro meu anjo da guarda. Brinks! vou fazer as duas coisas! há.
Amigos me coloquem Bom olhado pra anular as forças do mal, ok? Conto com vocês! rs!

Mas então, deitada lá, olhando as gotículas de soro caindo eu só pensava nessa música:

domingo, 26 de setembro de 2010

Amigo bom é amigo vivo!

E como quem é vivo sempre aparece, ontem eu reapareci na conviênvia festiva de amigos queridos, queridos até NÃO dizer chega!
Este último ano foi duro. Muita coisa pra fazer, a vida pedindo pressa, pouco tempo pra mim, muito tempo pra Cecília. Não foi de livre e espontânea vontade o chá de sumiço que eu tomei, ele me foi entornado goela abaixo pela própia vida.
Não dá pra ficar indo a bares, festas e baladas com uma criança de 1 ano e poucos!
Eu bato palma e tenho inveja de quem consegue, mas pra mim essas situações são pra relaxar, beber um pouquinho, conversar... E gente, uma criança nesta idade (a minha pelo menos) precisa que você corra atrás dela o tempo todo, e dê comidinhas saudáveis e fresquinhas, e fique dizendo que não pode isso, que não pode aquilo, ou seja, não é legal nem pra nós nem pra ela!
Agora tá melhorando um pouquinho, a escolinha está dando uma disciplinada, deixando ela mais ouvinte, mais quietinha e aos poucos a gente vai voltando com a nossa programação normal. rs!
Mas esse papo furado todo foi só pra tentar explicar o sumiço (apesar de saber que eles compreendem) e pra dizer o quanto a presença desses amigos lindos me faz feliz! E olha que faltou gente hein! Ainda tem muita saudade pra matar aqui dentro do meu peito! (soou meio sertanejo isso! rs!)
Felicidades pra Carla e pro Igor, mas o presente mesmo quem ganhou fui eu!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."



Fui balançar, volto em breve.
bjo,
Lu

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Ou simplesmente Cora Coralina.
Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.

Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

Cora Coralina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Notinhas



Após desbravar matas, atravessar oceanos, escalar montanhas, degladiar-se com feras mitológicas, monstros marinhos, incorporar o Mad Max e ir Além da Cúpula do Trovão, marido conseguiu encontrar uma carrocinha e me trazer um podrão!!!!!!
E eu nem tô grávida!
Tem como não amar?

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Eu tenho quatro livros pra ler em dois meses (caso de morte ou morte), isso seria relativamente fácil pra quem gosta de ler, mas não pra mim, que pego asco do livro se for uma leitura imposta.
Então eu necessito urgente de uma boa técnica de leitura dinâmica. Urgente!

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Tô eu linda, bela e modesta na Biblioteca da Faculdade quando meu celular vibra no bolso, eu atendo e escuto:
-Alô, Luciana, é a Roberta aqui da escolinha da Cecília.
Eu (esquecendo totalmente que estava na biblioteca):
- OI SOU EU! O QUE FOI QUE ACONTECEU???????
Roberta:
- É que ela tá chorando muito.
Eu (falando em decibéis inadimissíveis pra uma bibilioteca)
- POR QUÊÊÊÊ?????????? FALA LOGO MENINA!!!!!!!!!!!
Roberta:
- Porque a tia Paula não veio e ela não quer ficar na salinha com a substituta de jeito nenhum.

Joguei a pilha de livros pro alto(quase) e saí igual a uma louca pra buscar Cecília.

Cecília sentiu falta da Tia Paula.
Eu senti ciúme da Tia Paula. (Sô normal?)

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não finja que não é com você.


Você vai morrer. Isso mesmo, falecer, partir desta pra melhor (ou pior, depende do que você andou fazendo por aqui), abotoar o palitó, cantar pra subir.
Não há nada que você possa fazer pra impedir isso, eu disse NADA. Isso pode acontecer daqui a 60 anos, ou pode acontecer amanhã.
Quanto a isso, aí sim, você pode fazer alguma coisa, como por exemplo ir a um médico.
Sabe aquela dorzinha chata? Então, um idiota que não ama a vida passaria 10 anos tomanto Tylenol até descobrir um câncer em estágio avançado e morreria. Uma pessoa esperta iria ao médico, investigaria descobriria em estágio inicial e curaria.
Sabe aquele exame que o médico passou, nada de mais, só rotina, você nem está doente. Mas ele passou, e levando-se em conta que o cara estudou a P*&#$% da Medicina durante uns sete anos, você pode muito bem dar um voto de confiança e fazer a merda do exame. Então vai lá, procura lá na gaveta o pedido, reza pra não estar com a data vencida e vai fazer a bosta do exame.
Não é por você não, se você não ama sua vida, paciência. Isso não teria o menor problema se você fosse um náufrago, um viajante solitário do deserto do Saara, ou tivesse nascido de uma chocadeira e não tivesse botado ovos (para botado ovos leia-se, tido filhos).
Mas acontece, que você tem família, amigos, você faz planos com as pessoas, você promete coisas pras crianças, você assina revista por dois anos, você tem um trabalho de fim de curso pra entregar, você está estudando pra um concurso que só vai acontecer daqui um ano ou mais, você prometeu pra alguém que vai amá-lo até que ele fique velhinho e rabugento, você tem que chorar e borrar a maquiagem no casamento da sua filha, daqui uns trinta anos.
Então pára com essa mania de prorrogar as coisas, pelo menos no que diz respeito a sua saúde, porque isso ainda vai te matar.
Por acaso você tem um bom plano de saúde, mas se não tivesse isso também não seria desculpa. Vê se não vale a pena passar a metade da madrugada em uma fila se a recompesa for ganhar aí mais uns 20 anos de vida, pelo menos!?
Pra fatalidade não tem remédio. Como eu já disse neste post, bigornas são imprevisíveis, mas pra falta de vergonha na cara tem. Então levante esta bunda e vá cuidar da sua saúde, porque você, meu caro(a), sinto lhe dizer, não é imortal.

P.S. Isso foi uma conversa séria que Sandra Rosa Madalena, meu outro eu, teve comigo essa semana. Sonhei por duas vezes que estava morrendo, e isso me fez sair da total falta de vergonha na cara e fazer uns exames que estavam atrasados.
Faz umas três semananas eu tive um siricutico, passei mal horrores, uma coisa tipo fígado ruim sabe?! Fui ao médico que passou trocentos exames, fez mó cara de preocupado e nem assim eu fiz os tais exames.
Os outros dois exames eu tenho até vergonha de falar, foi o meu ginecologista que passou, duas ultrasonografias e tem negócio de seis meses que eu fui lá. Então.
Mais aí, Sandra Rosa Madalena me falou no fim dessa conversa sobre uma coisa que me fez levantar de manhã e sair igual a uma doida pelos laborátorios e clínicas de imagem da vida:
-Se você morrer sua filha vai ficar aí, entregue à MADRASTAS.
Morri só de pensar nisso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."

Mário Lago

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Podrão


Eu ando doida da vida por um podrão, ou hambúrguer de carrocinha, ou Xtudão, como queiram.
Nem quando eu estava grávida tive um desejo assim, chego a sentir o cheiro daquela gordurinha do bacon na chapa nos momentos mais críticos. E cara, aqui no meu bairro não tem uma eu disse UMA carrocinha de hambúrguer! Morro!
Não serve o do Mac donald's, nem do Bob's, fast food não serve. Tem que ser carrocinha de rua. Aquele monte de coisas sobre o balcão, tudo meio desorganizado, sem fiscalização. Então, assim é que é bom.
Quando a gente veio morar aqui tinha uma única carrocinha beeeeem pertinho da subida do morro. Da comunidade. Tá vai, da favela.
Beleza, de vez em quando íamos lá, sentávamos, comíamos um hambúrguer, tudo na maior tranquilidade.
Até que um dia... Até que um dia no meio do processo de compra e venda rola o maior tiroteio, caraca era muito tiro! E a menina da carrocinha: -Que nada, isso não é aqui perto não! Tipo, mó tranquilidade. E eu de-ses-pe-ra-da!
Apertei tanto o hambúrguer que ele deve ter virado sei lá, um misto quente. E eu já olhando os carros pra ver em qual dava pra eu me jogar embaixo, uma tensão. Coisas do Rio de Janeiro, enfim nunca mais aparecemos por lá.
Mas agora no auge do desejo, quando eu já estava quase comprando um colete à prova de balas pra ir lá atrás de um Xtudão, eu descubro que não existe mais. Tristeza.
Na Tijuca, um bairro da zona Norte que pensa que é Zona Sul, tem uns trailers que meio que compraram a idéia da carrocinha, funcionam em largos ou praças, os hambúrgueres são mais ou menos parecidos, e de longe você até pensa que é a mesma coisa. Ledo engano.
Numa dessas buscas pelo Xtudo perdido avistamos um trailer desses, chegando lá cheirinho bom etals e eu me deparo com o cara que faz os sanduíches com um chapeuzinho de Chef (???), com um uniformezinho branco impecável (???), a partir daí já teve aquela má impressão. Mas tudo bem, relevei.
Mas o pior estava por vir. Olhando em volta vimos que sobre as mesinhas haviam cardápios (Como assim???). Olhando o cardápio eu vi que o mais chumbrega dos hambúrgueres vendidos ali custava a bagatela de doze reais! DOZE reais!!!!!!!! Me recusei.
Gente, eu escolho comer um podrão na rua justamente poque é gostoso e barato, você se sente saindo no maior lucro, sabe?! Tipo, se você quiser vai poder até comer dois sem se preocupar com valores! (brinks!! rs!).
Se o negócio é caro, organizadinho, o cara que faz tá vestidinho de chef, e ainda te mostra o cardápio não dá, né?!
Saudade dos sábados da minha adolescência lá em New Iguaçu, quando a gente se arrumava toda e ia pra praça comer um podrão (que ainda vinha com um copo de refrigerante de brinde. há.).
Mas então é isso, esse post total e completamente sem sentido foi só um desabafo, um protesto contra a extinção das carrocinhas de podrão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Urubu, Vira Fênix!


Meu time tá uma merda, um cocô, uma titica. Depois de tanta festa pela conquista do HEXA estamos aí, de ressaca.
O que mata é a falta de organização, de respeito com a nação rubro negra que tanto apóia, que tanto enche estádios em todo canto do país.
Não dá pra levar a sério, um time que se vale apenas de figurões fanfarrões, um time que só consegue alguma coisa se coloca a responsabilidade em cima de um ou dois jogadores, como sempre acontece com as duplas de ataque. E aí quando não tem um "Império do amor" um "Ataque dos Sonhos" toma bonito.
E é uma inércia que dá raiva! Começou com as contratações, ou melhor dizendo a falta delas. Pessoalzin quer que o jogador queira vir jogar no clube por amor à camisa.
P#@$%& nenhuma! Não já estão cansados de saber que no futebol de hoje só tem mercenário??????
Aí ficaram com aquela conversinha mole, não fizeram os esforços financeiros necessários pra garantir um bom time e agora tá aí, fazendo vergonha. VERGONHA!
Acharam que apenas a figura do Zico iria garantir que os jogadores quisessem ter a honra de jogar no Flamengo: - Há! Vâmo botar o Zico que geral vai querer vir!!!!! Até parece...
Pra começar, o Zico não tinha nada que assumir cargo no Flamengo, Zico tem que ficar no campo da Lenda do Futebol, que onde é o seu lugar. É meu ídolo? É. É melhor que Maradona e Pelé juntos? É. Mas tá servindo pra alguma coisa como Diretor Executivo? Não.
Agora tem que aturar Val Baiano, que mais parece um sabotador, não bastasse não fazer p$&*@# nehuma, ainda atrapalha jogadas como se fosse de propósito! Marido quase infarta!
Tem que aturar uma camabada de jogadores fora de forma. Leandro Amaral corre 10 minutos e quase pede pra tomar soro, Pet joga bem? Joga. Mas é tiozão né gente?! Coitado, não dá conta de jogar sozinho...
A única coisa boa é ver despontar a estrela de Diego Maurício. A parte ruim é que logo, logo Diego Maurício vai pra "Zoropa".
Demitiram Andrade, The Técnico Of The HEXA, por pura politicagem, inventaram uma crise fajuta e fizeram a merda. Desreipeitaram um bom técnico, comprometido, e agora estão aí trocando Rogério Lourenço por Silas! Bota o Zico pra treinar, ué! Bota Patrícia Amorim pra jogar, ué! Brinks! rs!
Mas olha, a pessoa fica desgostosa de ver esse time jogar. Tá uma merda, sem esperanças de melhora, de ficar cheirosinha. Este ano é torcer pra não cair.
Melhorar só se o Urubu virar Fênix...
E vô te falar: Não assinem o PFC, dá azar.

Abaixo, a síntese do pensamento do jogador de futebol brasileiro com Marcelo Adnet:
Muito bom! rs!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cecília, a disciplinadora.



A Gaveta da bagunça foi finalmente arrumada! (Agora só falta a vida, rs!)
E enquanto eu arrumava a gaveta Cecília mexia nos livros, mexia não, tentava rasgar as capas.
Eu louca da vida disparo:
-Rasgar não! Nãããão pode! Hum. Ai, ai, ai, Isso é muito feio! (Isso ainda é o mais brava que eu consigo ser, mas eu aprendo.)
Ela dá um choramingo e esquece, vai brincar com as bonecas.
Uma bela hora eu termino de arrumar a gaveta e me deparo com uma montanha de papel contendo informações pessoais, que não poderia ir pro lixo direto, tudo precisava ser rasgado.
No que eu começo a rasgar vem Cecília, tira o papel da minha mão e me diz com olhar penetrante e cara de zangada:

-"Ragá" não mamãe! Não pode! ai ai ai, "muto" feio!

E eu vou fazer o quê? Me desautorizar?
Fiz como ela, fui fazer outra coisa e só rasguei os papéis quando ela dormiu.

Cecília, a Celebridade:

-Ciça, faz uma pose pra mamãe tirar foto?
- Não.


Cecília, a exibida:

-Mamãe, tira foto!

domingo, 29 de agosto de 2010

"Purgatório da beleza e do caos"


Que bom seria se o meu Rio de Janeiro fosse apenas a beleza que se vê do alto, nos sobrevoos de helicópteros, nas chegadas e partidas dos aviões.
O Rio visto do alto não mostra suas sórdidas reentrâncias, suas vielas violentas, seus detalhes permanecem escondidos sob a beleza do cartão postal.
Em visão panorâmica o Rio faz jus às letras das bossas de Vinicius e Tom, faz jus ao propagado título de Cidade Maravilhosa, coleciona elogios e tenta envergonhado desviar os olhares mais atentos, para que estes não reparem a sua bagunça.
Que bom seria se aquela mulata magestosa, linda, cintilante, não retornasse ao seu insalubre lar depois do show que deixou extasiados os gringos alienados.
Que bom seria se a orla quente, que de dia abriga crianças, avós, sorrisos, a alegria franca e verdadeira dos farofeiros, o ar blasé das garotas zona-sul, a simpatia famosa mundo afora, não abrigasse à noite a degradação dos corpos, expostos como carne crua, barata, em bancas fétidas de uma feira noturna.
Se víssemos o Rio somente do alto, a Lapa seria só os arcos iluminados, sem o mal cheiro, os prostíbulos, a miséria. A favela seria apenas sua faceta de "orgulho da comunidade" que tentam incutir na mente dos pobres moradores para que estes deixem de implorar por mudanças. O Centro seria apenas seu imperial Teatro Municipal reformado, sem o trânsito caótico, os mendigos, os pivetes, os desempregados de currículo em punho.
Veríamos apenas o sorriso plastificado do sambista, as cores e brilhos da escola de samba, a felicidade construída.
Ver a minha cidade do alto é certeza de espetáculo. Vê-la do chão, conhecê-la, é sentir ânsia por transformá-la, curar suas feridas, é querer dar o ombro pra ajudar a reerguê-la.
Aos que se perguntam porque os céus não apazigam tanto sofrimento, eu tenho uma tese:
O Cristo vê a cidade do alto.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A gaveta.


Aqui na minha casa tem uma estante. Nesta estante tem uma gaveta. Esta gaveta só é aberta para que se jogue coisas dentro dela, raramente é pra pegar alguma coisa, e quando isso tem que ser feito, geralmente é num momento de desespero em que se precisa encontrar alguma coisa urgentemente e já se procurou em todos os cantos da casa sem sucesso.
Lá,(na gaveta) tem de tudo. Documentos importantes, como certidões de casamento, de nascimento, de nada consta, bilhetinhos de amor, certificados de garantia de tudo o que se possa imaginar, desde o nebulizador, até sei lá, a geladeira. Tem 1.478542365144525455 boletos de contas pagas e ainda bem, nehuma sem pagar. Mas tá tudo lá, desorganizado, embolado, sem critérios, sem moral nem compostura.
De quando em vez eu decido: -Vou arrumar esta gaveta! Mas tem sempre algo mais (ou menos) importante pra fazer, e a gaveta vai ficando lá, caótica. Quando eu a abro pra jogar alguma coisa lá dentro, eu faço isso bem rápido, pra que eu não fique muito tempo face to face com a bagunça, e por consequencia não me sinta tão culpada.

Mas o que me deixa mal, nem é a gaveta, nem a sua bagunça, o que me deixa mal é que a gaveta é a parábola da minha vida.
A minha vida ultimamente é o retrato desta bendita gaveta, uma inundação de coisas importantes, de amor, de pendências, de coisas pra organizar, de supérfulos a descartar, de decisões a tomar, de planos a concluir, enfim, eu preciso arrumar a minha gaveta, eu preciso organizar a minha vida.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Parabéns para mim, nesta data querida.


Gente, fazer vinte e oito anos não é bom, não. Acho que é porque 28 é um número feio, pesado, o som não é bom, a gente fala com voz grave, entonada. Acabou-se a suavidade dos vinte e poucos, o negócio agora é o quase trinta.
Mas o drama é bem menor do que aparenta, Maria do Bairro às vezes baixa aqui e digita no meu lugar.
Ontem à noite, eu estava pensando no dia em que eu fiz quinze anos, no dia não, no ano! Porque eu torci horrores pra que o ano corresse rápido, pra que chegasse logo agosto, pra que eu fizesse logo quinze anos!
Na minha época, quando se tinha catorze anos a gente era mais criança que adolescente, não é como hoje em dia que aos doze já tá todo mundo aí, na vida. A passagem para os quinze era um marco, e nem era por causa da festa, que eu nem tive e que, pelo menos no meu círculo, não era todo mundo que tinha. Era pela intensidade de sentimentos e mudanças internas que esta nova idade nos trazia.
E aí ontem, afundada nos meus pensamentos eu me vi lá, na noite anterior ao dia 19 de agosto de 1997, deitada na cama, pensando na vida, exatamente como eu estava ontem. E por um momento, foi como se estívessemos lado a lado, a Lu de 15 com os questionamentos e planos dela e a Lu de 28 ainda fazendo planos, mas com muito mais certezas que dúvidas.

Aos 15 anos, eu queria conquistar o mundo (na maior vibe Pink e Cérebro).
Aos 28 eu quero um emprego que me permita viajar e conhecer um milésimo desse mundão todo aí.
Aos 15 anos eu dizia que só teria filho depois dos trinta!
Aos 28 eu estou felicíssima porque aos trinta minha filha já vai ter quatro e aí quem sabe, eu vou poder dar um irmãozinho pra ela.
Aos 15 anos eu dizia que neeeeem morta que eu iria casar! Como é que eu ia conquistar o mundo??? (O filho seria produção independente, há)
Aos 28 eu estou casada, feliz e não trocaria isso por nada.
Aos 15 anos eu não sabia ainda que profissão escolher, mas uma coisa era certa, tinha que ser o emprego dos sonhos, pra me deixar rica, bem sucedida e poderosa. E ele estava lá me esperando, bastava que a vida me levasse até ele.
Aos 28, tenho plena consciência de que não vou ficar rica com a profissão que eu escolhi, a menos que eu jogue na mega sena (e ganhe) não vou nadar nas moedinhas igual ao Tio Patinhas. E isso, vejam só, não é nada decepcionante!
Aos 15 anos, no alto da minha embriaguez juvenil, achando que tudo girava ao meu redor, num egocentrismo perfeitamente normal e perdoável para a idade, eu me sentia enorme, eu podia alcançar tudo, eu podia fazer tudo, o mundo era parte de mim.
Aos 28, eu quero fazer tudo o que for possível, eu quero pegar tudo o que meus braços alcançarem e se eu não alcançar, eu peço ajuda. Hoje, minha felicidade depende diretamente da felicidade de outras pessoas, a minha satisfação pessoal depende do bem estar da minha família. Os meus planos ainda são por vezes mirabolantes, quase juvenis, mas hoje eu sei que sou apenas parte do mundo, e que o MEU mundo é do tamanho que ele deve ser.

A propósito, a garotinha gorduxa da foto lá em cima sou eu, e eu não estava com catapora, é que a foto esta envelhecida.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Agora vejam vocês,


Sexta feira foi a comemoração do Dia dos Pais na escolinha da Cecília! Super legal, né? Ótimo, né? Bacana, né?
É. Mas veja bem, eu passei DUAS semanas de adaptação, sofrendo que nem uma condenada, chorando, gritando, esperneando, rolando no chão pra lá e pra cá (menos, Luciana, menos), aguentando o chororô de Cecília. O papai não podia revezar, porque o trabalho é mais hard, não pode faltar e tals, beleza, compreendo.
Mas aí, a primeira vez em que ele vai à escolinha é para participar de uma festinha em sua homenagem! Ganhar presentinho, gravatinha de papel com colagenzinhas "feitas por ela", ouvi-la fazendo gestos e tentando cantar a musiquinha do Papai-Super-Herói! É justo?
Num rompante de invejinha eu até poderia dizer que não, mas é.
Porque gente, essa criatura, não se contentando em ser o melhor marido do mundo, se tornou o melhor pai do mundo!
Eu falo com orgulho que o pai que eu não tive, o pai que eu sempre quis ter, é o pai que eu dei pra minha filha.
Sorte, a gente vê por aqui.

P.s: Não postei no Dia dos Pais porque como vocês puderam perceber, tenho dramas e questões com relação a isso que só serão resolvidas quando eu for rica e puder pagar 20 anos de terapia, então compreendam.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

TPA-Tensão Pré Aniversário


A pessoa fica tristonha, fazendo mil planos pro futuro, achando que não vai dar tempo de fazer nem a metade, fica procurando (e arrancando)cabelos brancos, começa a usar um creme antiidade, corta o cabelo pra ficar mais "muderna", relembra gostos e cheiros da infância, faz planos de plantar uma árvore (o pézinho de feijão da escola não vale, né?!), escrever um livro e fica aliviada porque pelo menos o filho já tem.
É assim que eu estou esta semana. Na TPA.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A quinta vez,

da Cecília na escolinha!

Chegamos ao fim da primeira semana da adaptação, e entre choronas e choroninhas estamos todas salvas!
Na sexta já não havia mais drama, mas eu estava sempre por perto pra deixa-la mais segura, o que parece estar dando certo!
Hoje foi o "dia da frutinha" e eu morri de orgulho, porque enquanto as outras crianças faziam cara de eca, Cecília traçava todas as frutas que passavam na frente dela! rs!
Ah, e a Educação Física????? Fez toda a "série de exercícios", tudo direitinho! E safadinha que é nem estranhou o professor, como fez com a Tia e a auxiliar! Posso-com-isso? Convento das Carmelitas Descalças djá!
Mais a grande lição que eu tiro disso tudo é: Quem trabalha com crianças dessa idade merece o Oscar, O Nobel, O prêmio Jabuti da Literatura, O Emmy, O Gramy, e de quebra uma canonizaçãozinha!
Gente, me coloca numa salinha com quinze criançinhas entre 2 e 3 anos que eu incorporo o 01 e peço pra sair!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A terceira vez,

da Cecília na escolinha.

Pois é, pra Cecília a novidade acabou. A primeira vez foi ótima, a segunda também, mas ontem ela chorou inconsolavelmente. Ela chorou, eu chorei(só um pouquinho) e enfim, submergimos Vila Isabel com o mar de lágrimas que derramamos ontem.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A primeira vez,

da Cecília na escolinha.
(Pois é queridos, vou falar de Cecília de novo. E tem como não falar sempre do maior, mais lindo, eterno, intenso e colorido amor da minha vida?)

Cena 1
Eu entrego Cecília nas mãos da tia (minha mais nova irmã?), falo pra ela: -A mamãe já vooooooltaaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 2
Já refeita eu sento na cadeirinha reservada para as mães da adptação-(período de uma semana em que a gente fica lá na escola pro caso de a criança espernear clamando por nós)- dou uma olhadela pra dentro da sala e Cecília está lá muito bem e alegre (até demais pro meu gosto) Nessa hora eu penso: Ela nem sentiu a minha faaaaaaltaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 3
A Coordenadora da escola me oferece um copo de água com açúcar. E digo que não preciiiiiisaaaaa. E me debulho em lágrimas novamente.
Cena 4
Eu dou uns tapas na minha própria cara(quase) pra me lembrar da mulher forte que eu sou, e que devido a isso não posso ficar ali, em pleno pátio de escolinha pagando de desequilibrada. Vou ao banheiro lavo o rosto, sacudo a poeira e dou a volta por cima.
cena 5
Eu volto pra cadeirinha da adaptação, sento lá como se nada tivesse acontecido, tentando me conter, não olhar pra dentro da salinha e transformar o primeiro dia de aula da minha filha num Big Brother do Maternal 1.
Eu não me contenho, e olho no exato momento em que um dos meninos derruba o potinho de giz de cera dela no chão. Propositadamente. Fria e calculadamente. E ainda sai rindo e saltitando (imagina os pais dessa figurinha cruel). Cecília fica lá, olhando pro giz de cera no chão, desolada.
Eu fico lá, do lado de fora, sem poder intervir, dar um peteleco no garoto (quase), devolver o giz pra ela, dizer que está tudo bem e cantar a música do Cocoricó, que faz ela esquecer de qualquer tristeza. E me debulho em lágrimas.

O que me mata com requintes de crueldade é saber que a vida é assim. Sempre haverá alguém que vai derrubar o giz de cera dela, ou mentir pra ela, ou partir seu coração e eu nem sempre vou poder fazer alguma coisa pra que isso não aconteça.
Dios, cómo sufro.
 
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