quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A tal da Barbie verdadeira.

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena acalentava o sonho de um dia ganhar uma Barbie verdadeira (Não as genéricas, horrorosas, sem glamour).
Naquela época minha mãe dava um duro danado pra conseguir criar a gente. Aquela vibe pouca grana, nenhum pai pra ajudar. Gente, a Barbie era meu sonho!
Era um tempo difícil, apesar de não passarmos necessidades extremas, era muito difícil comprar supéfulos, brinquedos caros. Cartão de crédito era pra poucos. Hoje em dia não, tudo é mais fácil, as empresas imploram pra te dar um cartão de crédito e você vai lá e compra em 1.000 vezes com juros (baita juros! hehehe)

Mas eis que neste Natal demos uma Barbie pra Cecília. Toda trabalhada nos acessórios e apetrechos, horrorosa, como toda Barbie que se preze, né? Magrela, loira, maquiada, um sonho! rs! (Tô contraditória?)
É essa aí da foto! Vem com roupinha de piscina (que ok, é meio piriguete), com uma bóia pra nadar na piscina, cachorrinhos que nadam na piscina, bola pra jogar na cesta de basquete da piscina, tolhinha pra se secar depois do banho de piscina e gente:
ELA VEM COM UMA PISCINAAAAAAAAA!!!!!! UM BAITA PISCINÃO!
Tô brincando horrores com a Barbie! Tipo, eu considero muito minha essa boneca! kkkkk
Cecília mesmo nem aí pra Barbie.

Segue o nosso último diálogo:

Eu: -Filha, vamos brincar de Barbie (pela enésima vez desde o Natal)
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Vamos filha, olha que legal, tem piscina!
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Ó então vou brincar sozinha, hein!
Ela: -Tá bom.


Amarra esse laço direito!


Gente! Falei com a Érika!!!!!!! Ela leu meu post e me ligou na noite de Natal, é ou não é um presentão?!
E agora nós VAMOS MARCAAAAAAR!!!!!! Mentira, a gente não disse "vamos marcar!", porque quem diz isso nunca marca nada! rsrs! (Não entendeu nada? É só ler uns dois posts abaixo que você entende!)

Mas aí pensando nisso tudo, me lembrei de muitas pessoas com as quais não tenho mais contato. Tanta gente boa! É impressionante a quantidade de pessoas que passam pela nossa vida e não permanecem. Amigos de escola, de cursinho, vizinhos que deixamos de ver quando nos mudamos, professores, até parentes!
As relações humanas estão muito fluidas, estamos perdendo a capacidade de manter amizades, sentimentos bons, deixamos que a distância separe amigos, amores...
Muita gente tem lá 1348789 "amigos" no Orkut, no Twitter, no Facebook ou seja lá que nova bodega social inventaram, mas não tem uma pessoa de carne e osso em quem confie de verdade, alguém com quem possa desabafar sem medo de chorar e parecer bobo, alguém de quem se sinta falta.
Me lembro de quando era criança e enquanto amarrava o cadarço do tênis, me preocupando em deixar o laço bonito, minha mãe dizia: -Amarra esse laço direito! Senão ele solta!
Acho que acontece a mesma coisa com a gente, nos preocupamos em deixar bonitos os laços que fazemos com as pessoas, não nos mostramos de verdade, mascaramos defeitos e óbvio, não os queremos ver no outro. O resultado é um laço lindo, mas que se desfaz no primeiro percalço.
É verdade que tem muita gente que passa e que não nos traz nada de positivo, esses é bom que partam mesmo. Mas se você sente que alguém com quem convive vale realmente a pena, faça como a minha mãe me dizia:
-Amarra esse laço direito!
Se lembrou de alguém valioso que ficou perdido no passado não hesite em procurá-lo, faz um bem danado!

Você nem repararam que nessa época do ano eu viro uma manteiga derretida, né?! rs!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

.:.:Um Natal Diferente:.:.


Me lembro bem dos meus Natais, todos eles, porque todos são extremamente parecidos. Correria, comidas e mais comidas, presentes comprados às pressas, amigos ocultos, muito vinho, algumas rusgas entre familiares ou amigos da família, calor, consumismo, decorações bizarras lembrando neve num país tropical.
Meus Natais eram uma sucessão de repetidas tradições furadas em que o único momento que lembrava de longe o que é que se está comemorando é o abraço, muitas vezes mecânico, à meia noite.
Nunca fui religiosa, ou quando o fui não sentia que a religião que havia escolhido era muito mais do que a burocracia dos ritos da igreja e isso sempre me incomodou profundamente.
Me batizei, fiz Catequese, Primeira Comunhão, Crisma, mas nunca, nem mesmo nesses momentos ditos "mais marcantes" do Catolicismo eu senti tanto a presença divina quanto na noite do dia 24 de dezembro de 2010.
Neste Natal, fiquei com a família da Cris, minha cunhada, a pessoa mais doce da face da terra. São católicos fervorosos, participam ativamente da vida da comunidade da qual fazem parte. (Muitas vezes já me peguei pensando sobre o exagero que eu pensava existir neste fervor)
Mas nesta mágica noite de Natal eu entendi o motivo.
Não havia derrame de bebida alcoolica, não havia comilança desenfreada (e não era por falta de comida, que era farta e deliciosa) nem a algazarra da música alta e inadequada.
Havia respeito, entendimento sobre a importância da data, havia uma aura mágica que parecia multiplicar o amor das pessoas que ali estavam uns pelos outros. Ao som de um cântico natalino agradecemos pela comida, pelo ano que tivemos, pedimos pelo próximo ano, cada um na sua vez, segurando uma pequena imagem do menino Jesus, em voz alta ou apenas fechando os olhos, silenciosamente.
Eu pedi pela saúde da minha filha e pela primeira vez eu confiei piamente no que estava fazendo, pela primeira vez eu tive uma certeza, saída do coração de que havia alguém me ouvindo, ainda que eu estivesse em silêncio. Pela primeira vez a minha fé me tocou, e eu não estava em uma igreja.
A fé habita as pessoas, não os templos
.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Era uma vez...

Uma amiga.

O ano era 2004, primeiros dias na faculdade, tudo ainda muito novo, muito tímido, era um mundo novo!
Eu, que vinha de um colégio em Nova Iguaçu (O João Luiz um dos menorzinhos e mais "familiares" da FAETEC), me deparava com aquela monumentalidade gigantesca que é a Uerj.
Tudo era maior, mais impessoal, as pessoas da minha classe que logo se enturmaram eram aqueles mais dados à noitadas, cervejas e festas, o que definitivamente não era o meu caso. Os primeiros dias não foram fáceis. Ao mesmo tempo em que eu estava feliz e deslumbrada, estava me sentindo solitária naquela multidão toda que passava pelos corredores.
Tudo o que eu queria era as minhas amigas do segundo grau ali (e que permanecem amigas até hoje, muito!) pra compartilhar daquilo tudo, dar risadas dos tipos estranhos (o tipo de atitude anti-ética que a gente só faz em bando hehehe), desbravar aquela selva de concreto. Mas eu tinha que me conformar, cada uma tinha passado pra uma Universidade diferente e os caminhos agora eram inevitavelmente diferentes.
Mas a minha era de solidão estava com os dias contados! Logo, logo eu viria a conhecer a Érika, super contida, mas sorridente, super elegante, super inteligente sem parecer esnobe, super um montão de coisas que me fizeram sentir uma empatia quase que imediata!
Não éramos extremamente parecidas, nossas personalidades eram até bem diferentes. Eu, um tantinho menos elegante, um tantinho menos contida, um tantinho mais tagarela, um tantinho mais dada ao riso frouxo, e esses tantinhos viram um tantão quando a convivência é diária!
Mas foi um tantão que não fez a menor diferença, porque como eu já disse, a empatia foi tão grande que suplantou qualquer atrito.
E nos tornamos amigas (eu pelo menos, pensava assim). Dividíamos os dilemas da escolha da profissão, eu cansava de alugá-la com meus problemas familiares, nos estressávamos com os professores, com os trabalhos, com a burocracia da Uerj, mas no final sempre ríamos de tudo.
Em pouco tempo eu já a considerava amiga de verdade, do peito, de fé irmã camarada, e pra esses amigos eu me dou inteira, sem disfarces, sem meias palavras. Por esses amigos eu faço tudo o que estiver ao meu alcançe, eu subo no palanque, testemunho, grito se tiver que gritar, choro se tiver que chorar, peço muito mais conselhos que dou, confio e admiro.
Pra mim, a Érika seria uma daquelas pessoas que me acompanhariam pra vida inteira, por quem meus filhos teriam um respeito maior, porque afinal são quase tios, alguém de quem eu saberia sempre, saberia se está triste pra acalentar, e se está feliz pra vibrar junto.
Mas em algum momento, que eu já tentei descobrir qual foi e não consegui, eu me enganei. O que eu achei que era recíproco não era, ou vai ver era e deixou de ser... vá saber...
Já tentei me reaproximar de algumas maneiras mas não consegui e o receio de parecer chata e invasiva me fez limitar estas tentativas.
A verdade é que eu já inventei milhões de teorias pra explicar o sumiço da Érika e chego sempre a mesma conclusão:
Acho que pra ela eu não era essa Coca Cola toda, eu não era assim... Uma Brastemp!
Eu fico triste, sabe?! Mas aqui dentro do meu coração eu fico torcendo pra que ela esteja bem, feliz, realizada. Pra que todos os planos que ela fazia estejam dando certo, enfim, eu torço horrores pela Érika porque ela merece, muito!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pirulitos e Sorrisos.

Ciça, faz uma pose bem bonita pra mamãe?


Ciça dá um sorriso bem bonito pra mamãe?


Ciça, dá um sorriso que eu te dou um pirulito!

Ufa! Feliz Natal Pra vocês!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

2010, se for por falta de tchau...

glitters



Então 2010, você não foi um ano bom. Eu sei, é chato te falar isso agora aos 45 do segundo tempo, mas é a mais pura verdade meu caro. Na verdade eu estava querendo saber se você me reservaria alguma surpresa até o finalzinho de dezembro mas parece que não vai rolar.
Você foi um ano preguiçoso, lento, vagaroso. E eu tenho tanta pressa 2010!
Embarquei na tua e cá estou eu, com meus projetinhos todos, TODOS inacabados.
Eu sei que muita coisa foi culpa minha, os dilemas da escolinha, os dilemas da profissão, os dilemas, ah os dilemas! O que seria da minha vida sem eles?
Aí você vai me dizer: -Pô Luciana, não teve nada de bom? E a filha, o marido, pepepê papapá...
E eu te digo: -Nem vem, nem vem querer se safar 2010! A filha quem me deu foi 2008 e o marido lindo quem me deu foi 2006! São ambos ótimos, maravilhosos, coisa mais rica de mi vida, mas estão aqui, independente de você.
Mas olha, eu não tô magoada com você não, estou apenas frustrada.
Ahhhhh, vai! Não fica assim! Tiveram alguns bons momentos com amigos, com a família...
Mas é que eu preciso de mudanças substanciais, entende? Não fica deprê! tenho certeza de que pra um monte de gente por aí, nesse mundão afora você foi um ano maravilhoso! Mas é que comigo não rolou a química sabe?
Então meu caro 2010, pára de se arrastar, segura nas caudas de uns fogos de artíficio e canta pra subir!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Morta Com Farofa!

É exatamente assim que eu estou me sentindo neste final de ano.
Morta eu já estava, mas esse final de semana jogaram a farofa em cima.



Festinha da Cecília em New Iguaçu. Isso quer dizer, levar três toneladas de caixas, bolsas, malas, criança e marido daqui pra lá. E isso quer dizer também que todas essas coisas (exceto marido e criança hehehe) foram compradas no Saara, um conjunto de ruas de comércio popular aqui no Rio, que nesta época do ano fica mais conhecido como purgatório.
Inventei um tal de tema do jardinzinho e lá fui eu! Tudo quanto era coisa floridinha que eu via mandava pra dentro das cestinhas! Se tinha abelhinhas e joaninhas então, aí cabô, cestinha! rs!
Comes e bebes encomendados, comes e bebes por fazer, coisinhas pra embalar, coisinhas pra colar, coisinhas pra encaixar, coisinhas pra pintar, coisinhas pra encher, coisinhas pra enrolar, meu Deus. Da próxima vez que eu inventar um negócio desses me interna que eu estou louca!
Marquei a festinha para as três da tarde de domingo, então quer dizer, de sábado pra domingo eu simplesmente NÃO DORMI. Nada, nadica de nada.

Sem contar que eu fui acometida por uma gripe avassaladora que eu tinha que ignorar porque né, a menos que eu tivesse morrendo não podia me dar ao luxo de deitar com um termômetro na boca e esperar a gripe passar.

Na hora da festa eu parecia os zumbis daquele clipe do Michael Jackson, não me sobrava uma gotícula de glamour.

Mas vocês pensam que acabou? Nããããão! Adivinhem o que acontece bem no meio da festa, que acontecia no quintal sem cobertura da minha mãe ? São Pedro, velho de guerra, maroto que ele só, mandou uma tromba d'água que não tinha mais tamanho. Gente, mas era tanta chuva, mas tanta chuva, que olha, não tenho nem palavras.

Ou melhor, tenho sim. Minha cunhada ficou ilhada na Avenida Brasil, com o marido, duas filhas (uma das quais grávida de sete meses) e o genro dentro de seu fusquinha até as três horas da madrugada esperando o alagamento acabar pra seguir viagem. Foi nesse naipe.

Mas, entre abelhinhas e joaninhas, salvaram-se todos. Cecília adorou, é claro, estava alheia a todas as intempéries. Pra ela foram só flores, literalmente.

Não sei se eu já disse isso, mas é bom repetir: DA PRÓXIMA VEZ QUE EU INVENTAR UM NEGÓCIO DESSES ME INTERNA PORQUE EU ESTOU LOUCAAAAA!!!!!!
 
Web Statistics