quinta-feira, 31 de março de 2011

É Normal ser Normal?



Eu tenho crises de riso. Do nada eu lembro de alguma coisa engraçada e me vem um espírito malígno do riso frouxo e se apossa de mim. Mas não tem santo que me faça parar e até que eu me recomponha, os maxilares estão doendo, 5741 pessoas acharam que eu sou maluca e 548925 acharam que eu estava tendo uma síncope (vocabulario riquíssimo, observem).


Sim, porque uma pessoa rindo sozinha dentro de um ônibus não é nada normal, todo mundo concorda?

Pois bem.

Mas eis que hoje, pela primeira vez eu consegui conter a crise de riso antes que ela beirasse as raias do ridículo. Eu agi como uma pessoa normal.E fiquei triste.

Por que sabe, o negócio era muito engraçado, merecia um riso frouxo, mas o que conseguiu foi uma pessoa adulta engolindo o riso como quem engole o choro.


Quantas e quantas vezes a gente deixa de fazer o que tem vontade porque não é normal que se faça aquilo?

Quantas vezes a gente deixa a "normalidade" transformar a vida, essa coisa linda que morre a cada segundo em pura mecanicidade?

É claro que não dá pra fazer a lôca e sair por aí fazendo topless (não que eu queira fazer isso viu marido? que fique claro.) mas pô, uma crise de riso, dançar na chuva, cantarolar um funk, se acabar de dançar de pilequinho na festa do amigo pode. Não pode Lombardi? Pode sim Sílvio!


sexta-feira, 25 de março de 2011

Perfeição


Quando eu era criança o meu mundo perfeito tinha uma mãe que não ficasse a semana inteira longe de mim, tinha toda a coleção de botas da Xuxa, eu descendo juntinho com ela da nave e sendo escolhida pra ser Paquita.
Tinha uma boneca chamada Lu Patinadora e outra que se a gente colocasse no sol ela ficava com marquinha de biquíni.

Nesse mundo eu nunca precisaria ir pra escola se tivesse chovendo, não haveria pentes pra tias bruxas pentearem o meu cabelo (porque doía taaaanto...) e Maria Joaquina não faria maldades com o Cirilo na novela Carrossel.
E pra completar a perfeição desse meu mundinho , eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem pagar.


Muitas águas rolaram desde que eu deixei esse mundo lindo pra lá e me joguei na realidade da vida, mas eu continuo a sonhar com um mundo perfeito, em que fadinhas cuidadoras de crianças cuidariam da minha Cecília como se fosse um pequeno tesourinho, não me cobrariam os olhos da cara por isso e ela nunca, jamais, em hipótese alguma ficaria doente.

Nesse meu New Perfect Word (toda trabalhada no Inglês) monografias se auto-escreveriam depois de uma auto-leitura de livros e ganhariam nota dez, óbvio. Os ônibus teriam sempre um lugarzinho pra eu sentar, e aquela pessoa que sentasse do meu lado teria tomado banho antes de sair de casa. Casas se auto-arrumariam, comidas se auto-cozinhariam e roupas se auto-lavariam, ou seja, a dupla jornada se auto-destruiria.

Eu aprenderia a dirigir sem ir a auto-escola, e o meu cabelo ja-mais se rebelaria contra mim. O fim de semana duraria o tempo necessário para que eu descansasse e ele seria utilizado para descansar e não para organizar coisas.

E para completar a perfeição deste mundo eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem engordar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tô Respirando.


Isto quer dizer, teoricamente, que eu estou viva. Teoricamente amigos, porque na prática eu estou morta. Mortinha do Luís Inácio Lula da Silva, morta com farofa.
Voltei a trabalhar. Assim, à moda Vargas, hora pra entrar hora pra sair, hora de almoço, hora, hora, hora! Sou de novo escrava do relógio, eu olho pra ele e ele canta: Lerê, lerê... Pelos menos não me chicoteia, o que já é grande lucro!
Mas deixa eu fazer o que eu mais gosto de fazer neste blog? Falar da Cecília!
Que foi pro horário integral da escolinha!

Pausa para um choro contido.

De 8:30 às 18:30!!

Pausa para um choro copioso.

O que me faz morrer de preocupação/saudade/ficar com o coração partido!!!

Pausa para um choro histérico.

Gente isso é muito cruel. É uma coisa linda essa teoria de que a mulher tem que trabalhar, produzir, participar da vida econômica, ser independente e blablabla Wiskas (Né Cristal!?).
Beleza, super concordo, super me faz bem.
Mas e a filharada? E o instinto maternal de querer cuidar da cria lambendo-a o dia inteiro? E a vontade louca de largar tudo no meio do dia e ir pra casa trocar uma fralda de cocô? (eeer... menos...) Fica aonde?
Ahhhhh, disso aí os teóricos da independência feminina não querem saber, né?
E aí, quando tem uma mulher que diz que não quer ter filhos, todo mundo olha com cara de:
-Ohhhhhh, mas que fria, calculista!
-Não quer gerar uma vida, um milagre!
Todo mundo preocupadinho com a preservação da espécie, isso sim!

Eureka! (eu sempre quis dizer/escrever isso! hehehe)

Mulheres, nos uniremos em uma greve de geração de filhos até que cada estabelecimento de trabalho feminino tenha uma creche! E mais: Que permitam que a gente vá lá fazer guti-gutis nos filhos na hora que em bem entendermos!
rs!

Mas é isso aí pessoas, saudade desse cantinho me transborda no peito(sertaneja, eu?) mas tá meio difícil escrever aqui com a frequência que eu gostaria...
Mas ó, eu dou uma sumidinha pra em seguida dar uma aparecidinha!

Beijos enooooooormes!
Lu

 
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