quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eu Não Acredito em Deus,

Mas que ele existe, existe!



Dizem que não é bom discutir religião, que é assunto polêmico, melhor evitar. Mas política também é assunto polêmico e vivem me enchendo o saco querendo enfiar visões políticas guela abaixo e me convencer de que meia dúzia não é seis, então dane-se, vou falar de religião.
Além do mais o blog é meu, qualquer coisa eu levo ele embora e ninguém mais brinca!
Me batizei, fiz primeira comunhão e crisma. Ia na missa sempre e me considerava uma pessoa católica, feliz e de alma salva.
Aí eu fui fazer História e lá é feio ter religião. Se for uma religião bem diferente, misticona ou cult, como budismo pode. A partir de então eu comecei a me considerar católica não protestante, que é a mesma coisa que dizer que você quer ter a sua querida alma salva mas não vai à missa porque não quer pagar de beato(a).
Teve um tempo que eu radicalizei, virei ateu-fêmea (porque atéia é uma palavra muito feia que me lembra diarréia, que é pior ainda).
Mas aí, qualquer situação aflitante ou de perigo, como quando eu fui assaltada no ponto de ônibus no terceiro período, eu logo rogava:
- Ai meu deus, me ajuda!
Daí eu comecei a pensar que era muita canalhice com Deus ficar apregoando que não creio nele e tal e ficar pedindo penico quando a coisa esquenta.
Aí Cecília nasceu e foi a deixa pra que eu voltasse a ser católica (volúvel, eu?), porque eu não quero que a minha filha fique com a alminha pagã e vire lobismulher nas noites de lua cheia.
Brincadeira, me convenci de que sou de fato uma pessoa que crê e se tem que denominar tudo bem chamar de Deus.
O problema é que no curso de História, quando começamos a nos tornar sabidões, a gente estuda todo o processo de institucionalização da Igreja Católica (o que eu não vou ficar explicando aqui porque quem não estudou História não tem saco pra ouvir/ler) e isso tira um pouco/toda a magia da religião.
Em face disto hoje eu digo que tenho religião. Só.
Quando me perguntam: -Qual? Eu respondo: -É uma religião nova aí que eu tô fundando...

P.s. Ser ateu é mole, quero ver é lidar com o ecumenismo, o sincretismo religioso, respeitar e tentar entender a religião alheia, e não ter vergonha de dizer que acredita em Deus, porque na hora do vamo vê tu acredita até em duende!

Um comentário:

joão disse...

É Lú concordo com o seu texto, e fico feliz porque vc tem raiz forte, a pressão é(foi) grande.Dê um beijão na Cecília.

 
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