Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.
Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.
Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.
Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.
A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.
Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.
Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.
Update:
Não achei o banner no site da Fia, que é onde teria atualizado.
Mandei um e-mail solicitando-o, se me mandarem vocês copiam daqui!
5 comentários:
Oi, Lu! Bonita atitude! Tomara que a Fia te mande o banner; vou copiar também. Beijos e um feliz 2011!
Gostei da atitude mas fiquei pensando
O que sera que fez, alguém teoricamente preparado, surtar ?
Medo...
Tem sorteio no meu blog
Participe !
http://delitosperdidos.blogspot.com/
Lu, anote para futuras consultas: TODO psicólogo é maluco. Falo com conhecimento de causa.
rsrsrs
Beijos, amor
Pó deixar,copio sim!
Deve ser horrível!
Beijo linda,do coração de ouro!!!!!!!!
Minina que coisa!!!!
De repente bateu uam saudade da minha mãe, desaparecimento deve ser horrível mesmo, nem gosto de pensar. Que bom que a mamita dela poderá abraçar a filha.....
Amiga, me disseram uma vez que sal grosso leva dinheiro embora, será?
Beijundas e brigadis pela dica.
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