sábado, 16 de março de 2013

O moço do queijo.


Vez ou outra aparece lá no trabalho um moço (que nem é tão moço) que vende queijo. Queijo de tudo quanto é tipo.
Ele chega com seu carrinho e a notícia corre mais veloz que o The Flash (nem vem dizer que não conhece o The Flash que vou me sentir velha e malacabada).
Mais que rapidamente começa a se aninhar um monte de gente em volta do homem, como se ele fosse um superstar dando autógrafos.
Mas a maioria das pessoas está lá pra comprar? Nãããããão.
Como ele distribui pedaços dos queijos como prova, a maioria das pessoas vai lá come e vai embora.
E ele fica lá distribuindo pedaços de queijo com uma dignidade, uma placidez! 
A impressão que dá é que no fundo da sua alma ele pensa:
 - Comam seu bando de esfomeados, não vou ficar mais pobre por causa disso! (Eu pensaria isso no fundo da minha alma).
Acho que nem dez por cento das pessoas que vão até lá compram alguma coisa, a maioria vai lá se aproveitar da boa vontade do pobre homem.
Esses dias ele esteve lá e eu fiquei de longe imaginando que de repente nem precisamos de teorias intelectuais pra tentar descobrir o porque de a humanidade haver chegado a este estado lastimável. Acho que o que fez humanidade chegar neste estado putrefato foi atravessar os séculos se aproveitando do moço do queijo, que no sentido figurado tanto pode ser o troco vindo a mais que não se devolve ou invadir um país para roubar suas riquezas com o pretexto de estar lá defendê-lo (mas que frase mais grêmio estudantil rs!).

Um comentário:

mary disse...

Caramba, Lu, me sinto exatamente assim quando vejo aquela horda se aproveitando do homem do queijo. A natureza humana é muito esquisita mesmo.

 
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