sexta-feira, 26 de julho de 2019

Ciganos



Portugal entrou na nossa vida há muito tempo, desde o início do namoro, laaaa em 2006, quando aquele jovenzinho bonitinho se gabou de ter antepassados portugueses. Eu juntei isso ao fato curioso de que ele adorava economizar dinheiro e passei a chamá-lo de Fabio Manoel, coisa que aliás deixava ele bravo e bravo ele ficava mais lindo ainda! hahaha
CORTA PRA 2009
Casamos. Tivemos Cecília e iniciamos nossa vida juntos no Bairro de Vila Isabel, como todos sabem.
Lá mudamos de apartamento 3  vezes. Isso mesmo, era praticamente um tour pelo bairro.
CORTA PRA 2018
Mais mudança. Lá se foi a família toda pra Matinhos, no litoral do Paraná. Passamos maus bocados, adaptação difícil, cidade muito pequenininha. Enfim, sobrevivemos. E, porque não, fomos felizes!
CORTA PRA 2019
A família chega de volta ao Rio de mala e cuia e mais uma mudança: Vamos morar em Campo Grande perto da família do Fábio!
Tudo certinho, no nosso apartamento pra, dessa vez, fincar raizes!
Nessa hora deve ter entrado o narrador dizendo: -Eles mal sabem o que os espera!
E TCHARAM!
Vem uma proposta irrecusavel de emprego em Portugal.
CORTA PRO DESESPERO
Tirar visto de residência, tirar as crianças da escola no meio do ano, fechar o apartamento, mais malas, mas despedida, mais medo do desconhecido e um estranho paradoxo:
Uma felicidade!!!!
Caraca! Vamos conhecer outros países, afinal dá pra andar a Europa inteira de trem! A experiência incrível que as crianças vão ter!
Estamos radiantes, receosos, felizes, tensos, amarradões, e com um medo danado. Kkkk
Mas mudança a gente já tira de letra!
Nos informando sobre onde iríamos procurar casa lá nos alertaram: Evitem os bairros com predominância de ciganos.
E eu pensei cá comigo: Meu anjo, nós somos os próprios ciganos!
Hahahaha

terça-feira, 23 de julho de 2019

Senhora Felicidade.

Hoje é dia 23 de julho de 2019 e eu estou feliz, aliás, eu SOU muito feliz.

Há oito anos, quando inaugurei este blog, se eu pudesse ter a visão da vida que eu tenho hoje certamente a frase não seria esta, meus conceitos sobre felicidade eram muito errados. Eles envolviam muito dinheiro, muito reconhecimento, muitas viagens e muita estabilidade emocional e financeira.
Quanta inocência!
Hoje eu vejo que ainda que eu tivesse tudo isso, se eu não tivesse um milimetro do que eu tenho hoje estaria completamente infeliz.
Falo hoje, do alto dos meus 36 anos, vivendo as docuras e amarguras  de uma vida imperfeita, cheia de altos e baixos, incertezas, mas repleta de significados e experiências sem os quais eu não poderia escrever a primeira frase deste texto com a certeza que a escrevi.
Eu amo a mulher imperfeita que me tornei, amo as duvidas quase adolescentes que ainda trago comigo, amo a auto estima que construí e que me faz ver a minha beleza ainda que não siga os padrões impostos. Amo saber que a minha consciência político social não me tornou alienada e teleguiada. Amo que posso olhar pro meu futuro e não vê-lo desenhado na minha frente. Vejo um futuro ainda mal delineado em alguns aspectos, desafiador em outros, mas perfeitamente calmo no que eu mais necessito para os meus novos parâmetros de felicidade: Tenho dois filhos lindos, sadios, felizes e um amor que me completa.
 
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