terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pára o mundo que eu quero descer!


É uma fase estranha esta pela qual eu estou passando, está tudo meio em suspenso sabe, uma fila de coisas esperando impacientes pelas minhas decisões. Um sem número de projetos inacabados, projetos de todo o tipo, desde uma festinha infantil até um trabalho de fim de curso. E as pendências vão se encontrando nesta fila, e fazendo algazarra na tentativa frustrada de fazer com que eu agilize o processo. É essa a impressão que eu tenho, tem coisas que estão há tanto tempo na fila que começam a se rebelar, meu trabalho de fim de curso por exemplo, acho que ele está desistindo de mim, todas as idéias que ficavam pululando na minha cabeça me deram tchauzinho e partiram.
Lidar com pressões me decepam a criatividade.
A minha vida às vezes parece um trem desgovernado e eu ali, maquinista surtada tentando evitar o pior.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro Sitiada.



Violência no Rio de janeiro não é novidade pra ninguém. Ontem eu estava ouvindo o Secretário de segurança dizer: -Temos que manter a rotina.
Aí eu pensei cá comigo: Se a nossa rotina já é ter medo mesmo, então quer dizer, nada absurdo. Tudo bem, manteremos a rotina.

Hoje eu vejo a seguinte cena no Big Brother bizarro que se instaurou na Rede Globo:

Tanques de guerra chegando na Penha, na tentativa de tomar a Favela Vila Cruzeiro. Gente, tanques de guerra! Como é que a pessoa mantém sua rotina normal com 75 veículos incendiados em 3 dias? Como uma pessoa pode fingir que está tudo bem, sabendo que pode estar dormindo no ônibus (não durmam no ônibus) e caraca! Acordar e perceber que além da baba há gasolina no seu corpo? Como é que alguém que manda tanques de guerra pras ruas tem a cara de pau de pedir que as pessoas mantenham a sua rotina e fiquem calmas???

Difícil.

A população do Rio de Janeiro está em pânico. Só de saber que alguém que a gente ama está na rua, de carro ou de ônibus a gente fica com os cabelos em pé.

Update: atualizado e criticado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cartas para Cecília. ::: 1 ::: Sobre felicidade


Filha,
Felicidade é uma palavra que você ainda vai ouvir muito na sua vidinha. Vão te cobrar alucinadamente que você seja feliz, vão te dar receitas prontas e totalmente falíveis, vão te dizer que a vida retratada no comercial de margarina deve ser o seu ideal de felicidade.
Mas você está sendo criada pra questionar, e de forma alguma aceitar o que te impõem de maneira passiva. A sua felicidade será algo que te complete e que não está diretamente ligado ao que a sociedade espera de você.
E sim, você tem o direito de ser infeliz, ainda que isso me doa o coração. Há momentos na vida em que a infelicidade serve de motor propulsor para melhoras, reavaliações, crescimento. E quando isto acontecer eu vou estar aqui, caso você precise de algum conselho repleto de partidarismo materno.(E a gente sempre precisa)
Felicidade tem a ver com liberdade de escolhas, então que você cresça valorizando a sua liberdade sob todos os aspectos, que você nunca perca o ímpeto de lutar pra buscar aquilo que te fizer feliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Se eu pudesse tomava as rédeas do seu destino e escreveria a sua história de maneira que a felicidade precisasse te encontrar, e não o contrário. Mas infelizmente não é assim. A vida é cheia de percalços, de batalhas, de incoveniências, mas que nada disso apague o seu brilho, que nada disso te freie, que nada disso te impeça de lutar.
Que você saiba valorizar a felicidade alheia, para que a sua não se justifique pelo sofrimento de ninguém.

Aqui dentro do meu coração há uma infinidade de desejos de que você seja feliz e se isso bastasse a sua história já estaria contada, mas que graça teria, né?

P.s.
Antes de você felicidade pra mim era complexa, cara, quase inalcançável... Depois de você, a minha felicidade está guardada no seu sorriso, no momento em que você diz: 

-Mamãe "tim amo" Viu? Às vezes é tão simples...

Será que um dia você irá ler isso? rs!

beijo,
Mamãe.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Juliana falou tudo.

Tudo o que eu queria dizer neste Dia da Consciência Negra.



Leiam lá:

http://juliana-finaflor.blogspot.com/2010/11/novembro-20.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cecília e a evangelização involuntária.


Cecília descobriu um Dvd suuuuuuper bonitinho, suuuuuuper fofo, suuuuuper tudo o que os dvd's pra essa idade são, mas com um porém: É um dvd evengélico. Aline Barros volume 1.
Não preciso ficar explicando aqui que não tenho nada contra os evangélicos, porque isso é tão óbvio que eu me recuso, meus quarenta amigos do peito evangélicos estão aí pra testemunhar pra quem quiser.
A minha questão é a seguinte: Religião é uma coisa pessoal. Cada um escolhe a sua, ou não escolhe nenhuma, vira ateu, perfeitamente compreenssível pra mim, porque até eu já tentei ser, como já contei neste post aqui. Então se é uma coisa pessoal, de escolha consciente só deve ser introduzida quanto a criança já tiver discernimento para tal.
O batizado já foi uma questão enorme pra mim. Só batizei porque cedi às pressões sociais, por mim ela só seria batizada se quisesse, quando pudesse escolher. Mas tudo bem, é aquela história, se bem não faz, mal não há de fazer. Fiz a minha mãe feliz, fiz a minha sogra feliz, beleza.
O meu maior problema é que o tal DVD super fofo, também é super evangelizador. Aí vocês me dizem: Ahhhhhhhh Luciana, para de show que uma criança de dois anos não vai se influenciar com isso!
Vai sim. Eu vejo muito bem que ela já repete algumas coisas, pede pra colocar moedinhas no cofrinho sempre que toca a musiquinha da viuvinha que coloca as moedinhas na caixinha, então "Quédizê"...Me preocupo.
Se fosse de vez em quando, tudo bem, mas ela pede esse bendito dvd o di-a to-do!
-Mãe coloca Bááááááárros. Gente eu não aguento mais. Já sei as músiquinhas de cor e salteado, de trás pra frente, em braile, em código morse.
E ainda tem a evangelização. É demais pra mim.
Alguém aí que é mãe, quando a criança encasqueta assim com um dvd, passa logo? Pelamor!

Mas então é isso, tô aqui agora escutando Cecília gritar: - Xim Jeshus! rsrsrsrsrs
Mas, podia ser pior né? Podia ser - Vaaaaaaasco! kkkkkkkkkkkkk

Brincadeiras à parte, compreendo e respeito todas as religiões, mas me reservo o direito de sempre colocar as minhas opiniões de forma verdadeira (às vezes até incoerente como todo ser humano que se preze) e divertida.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão


Às vezes eu quero chorar,
Mas o dia nasce e eu esqueço.

(Alvin L.)

sábado, 13 de novembro de 2010

A Sexta e a Música!

Quem resiste a Hebert Viana e Leoni juntos em "Por que não eu?" ?
E quem mais aí adooooooora a voz do Leoni?
Atire o primeiro iô iô da Coca Cola quem nunca ouviu:
-Garotos não resistem aos seus mistééééérios, garotos nunca dizem nããããão, no último volume!


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Como não sabotar a sua dieta:


Porque eu como eu já disse neste post aqui adoro comer, então se eu quiser ficar gata e posar para a Playmãe tenho que me cuidar e fazer uma dietinha de vez em quando (mas beeeeeeem de vez em quando messsssssmo!)

Não use a desculpa de que o seu marido quer comer bolo de chocolate, mesmo depois de já ter perguntado e ele dito que não, só porque você está com desejo de comer bolo de chocolate. Ah, e depois de por o bolo pra assar, não fique lambendo a massa que ficou na tigela, tá? (Não que eu tenha feito isso... rs!)

Não se recuse a jogar fora todos aqueles doces de Cosme e Damião que estão guardadinhos bem ao seu alcance, com a desculpa esfarrapada de que a qualquer momento pode chegar uma criança na sua casa e querer comer doce, visto que a sua filha não come tanto doce e você só recebe crianças em casa a cada passagem do cometa Haley. (Não que eu tenha isso em casa... rs!)

Não coma chocolate escondido e fique achando que não vai engordar só porque ninguém está vendo. ( Eu não faço isso não, nem morta! rs!)

Lembre-se sempre que pessoas de dieta comem frango sim, mas ele bem sem graça e grelhadinho, portanto nada de ficar fazendo frango gratinado com 487 tipos de queijo.
(Eu jamais colocaria 487 tipos de queijo no frango, coloco apenas 486)

Não fique falando para o seu marido: "-Vamos tomar um vinhosinho?" querendo mesmo é a pizza que acompanha o vinho. (errr...)

Não fique colocando a culpa de a calça 38 não dar em você na indústria da moda que faz as roupas cada vez menores. (Mas fazem mesmo, né?)

Não tenha em casa comidas que não são de Deus, aquele tipo de comida que vicia, e vamocombiná: vício não é de Deus.
Ex:
Salgadinhos Elma Chips
Coca Cola
Chocolate Bis

Não tenha em casa as combinações maléficas a seguir:

Biscoito Club Social + Philadelfia Cream Cheese


Nutela + Biscoito da vaquinha

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tem nojinho de tudo, é?

Então não tenha filhos!
É tanta coisa nojenta que a gente faz que olha, vô te contar!


Cena 1:

Cecília ainda bebezinho, com uma baita prisão de ventre. Chorando horrores pra fazer o dito cujo, a gente chorando junto só de ver o sofrimento da bichinha...
Mas vamos agir. Supositório de glicerina.
Daquele jeito mesmo, isso mesmo que vocês estão pensando.
A gente colocava e ficava lá esperando, vocês sabem o que. E quando o cocô saia, era como se fosse final de copa do mundo! A felicidade era praticamente a mesma.
Quando é que eu ia imaginar meu Deus, o tamanho da felicidade que eu iria sentir na vida por estar vendo um cocô!

Cena 2

Cecília tá resfriada (Sério? Mentira? Nossa, que raro. hehehe), é meleca que não acaba mais, é tanta meleca que você chega a imaginar que alguma força sobrenatural está agindo, porque não é pos-sí-vel que de dentro de um narizinho tão pequetito possa sair tanta meleca.
Estamos calmamente vendo os clipes da Galinha Pintadinha pela 124.562.358.9741 vez, quando de repente, vem aquele espirro monumental!
Cecília olha pra mim e eu vejo aquele rio Amazonas de meleca verde que vai do nariz até o queixo.
Quando eu penso em pegar o lencinho, ela, mais rápida que um cometa, passa o seu lindo bracinho no rosto na tentativa de conter aquela erupção de gosma verde, o que acaba é claro, por sujar todos os outros cantos do rosto que antes não estavam melecados, e de brinde eu ainda ganho um bracinho batizado de meleca!
Que beleza heim?!

Isso quando não se tem que usar aquela bombinha de sugar meleca, nos casos mais graves de abundância melecal que impede a criança de dormir. (Eu queria muito descobrir quem foi o cara que pensou: -Puxa, vou inventar uma bombinha sugadora de meleca e vou revolucionar o mundo das mães desesperadas de primeira viagem! - Daria um beijo, um abraço um cheiro e um brigadeiro pra essa pessoa iluminada!)

Cena 3

Bem no meinho do almoço, aquele momento em que a comida está mais gostosa, já atingiu sua temperatura ideal, nem quente nem fria, em que se pode sentir exatamente todos os sabores, Cecília vira pra mim e diz:
-Mamãe, fez cocô. (E vira a bundinha pra mim, porque é isso que ela faz sempre)
Então eu tenho que guardar o prato um instantinho olhar dentro daquela meiga fraldinha com bichinhos desenhadinhos e constatar que dentro dela tem uma coisa que não é nada meiga.
E parto pra trocar o cocô, aquela coisa de sempre, né: A criança não pára quieta, lenço daqui, lenço dali, pomada daqui pomada dali, fraldinha novinha, bumbum cheirosinho aí eu penso pronto, vou voltar a comer.
Lavo as mãos, sento e como como se nada tivesse acontecido. (estômago de macho! rs!)

Cena 4

Cecília está comendo um biscoito recheado e como sempre, esperta que é, ela abre as bandinhas do biscoito pra comer apenas o recheio. O biscoito mesmo fica lá coitado, rejeitado, humilhado, depressivo.
Mas vocês pensam que ela se contenta em apenas jogar a massinha doce na boquinha e engolir? Nãããããão!
Tem que botar na boca, revirar pra lá e pra cá, lambuzar bastante com baba, tirar da boca, fazer uma bolinha com as mãos e tacar pra dentro da boca de novo.
Mas eis que num rompante de solidariedade e bondade ela não faz apenas uma bolinha, ela faz duas, molda as bolinhas babentas com todo o cuidado e carinho, gira pra lá e pra cá nas mãozinhas que só deus sabe por onde andaram antes de começar a fazer as bolinhas de recheio.
Adivinha pra quem era uma das bolinhas?
-Come, mamãe! É seu!
Comi. Glup!
Morri. Ploft!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Assim caminha a humanidade (Pro buraco)



Esses dias quase enfartei de indignação ao ler mensagens xenófobas de pessoas responsabilizando o Nordeste pela vitória da Dilma. Preconceito levado às raias da loucura. Desejou-se que matassem nordestinos afogados, chamaram-nos de preguiçosos, retrógrados, mortos de fome e mais uma infinidade de injúrias que me falta coragem de registrar aqui.
Sabe tristeza? Mas tristeza mesmo, aquela que se abate sobre o seu peito e faz parecer que está tudo cinza, nublado, frio? Pois foi isso que eu senti quando me deparei com as coisas que li.
É engraçado ver ir por água abaixo o discursinho de "Mas o Brasil não é racista", como disse Ali Kamel representante da alta cúpula do jornalismo da tv globo (óbvio) neste seu livrinho sem vergonha. Um discurso fajuto, propagado por quem tem interesse em manter a política de inércia das classes sociais brasileiras. Um povinho que fica arrancando os cabelos quando se vê diante de um negro em uma universidade, ou quando descobre que o seu vizinho não tem o sangue azul da "aristocracia"(Ha-Ha-Ha) brasileira.
Afinal de contas, pobre é pobre, rico é rico e que fique bem claro que cada um deve ficar no seu quadrado.
Quando surge alguma possibilidade de mobilidade social, o que se vê é entrar em cena a verborragia dos donos do Brasil, tentando alucinadamente reverter o quadro de [Brasil que cresce pra todos].
Falas raivosas, impregnadas de um racismo disfarçado, irônico, como no caso das cotas raciais eu já estava acostumada a ouvir, mas o que se viu agora foi cair a máscara. Ninguém disfarçou nada, bradou-se pra quem quisesse ouvir as mais caluniosas infâmias contra um povo, e mais, escreveu-se, publicou-se e tornou-se público o que se tenta manter debaixo do pano: O Brasil está infestado de gente que o quer repartir, cercar e vender. Estes sim, retrógrados, feudalistas, com suas reminiscências medievais.

domingo, 7 de novembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Saber mesmo eu não sei de nada, mas desconfio de muita coisa.

Ricardo lemos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ela

A minha luz no fim do túnel, a mola do meu fundo de poço, a farinha da minha farofa!

Cecília




Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.



A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Xiiis!

A vida vai mudando, a tecnologia vai chegando, se apoderando de tudo e na maioria das vezes eu acho ótimo. Apesar de ser uma nulidade no assunto eu reconheço que as facilidades que a gente tem hoje são imensamente maiores que as que a gente tinha há quinze anos. Longe de mim querer colocar a "tar da tecnologia" como vilã, porque afinal de contas, sem ela eu nem estaria aqui sentada com a minha bundinha digitando esse pequeno texto, este testículo. rs!
Mas tem coisa que não dá pra deixar de ter saudade.
Fotografia era uma coisa mágica. Ter o momento feliz que a gente viveu ali, nas nossas mãos, imortalizado, era de uma importância sem fim.
Minha mãe guarda umas 6 fotos de quando eu ainda era um bebê como se fosse uma relíquia. Eu guardo as 2.000 fotos que Cecília já tem até hoje aqui dentro do PC, correndo risco de dar um pau e perder todas de uma vez. Uma vergonha.
Me lembro das festinhas infantis da minha infância, dos aniversários de quinze anos e até dos casamentos em que o fotógrafo disputava em importância com aniversariantes e noivos.
E esperar pela revelação das fotos era angustiante, mas delicioso! Reunir todo mundo em volta do álbum depois, mais ainda! Claro, se não ocorresse a maior tragédia da história da humanidade: Queimar o filme todo! Disso eu não tenho saudade. rs!
Era dispendioso, gerava ansiedade, mas era de uma magia sem fim. Eu me encantava com os flashes, com a postura quase nobre dos fotógrafos, mesmo quando estes eram o tio ou a madrinha da criança em uma festinha infantil, ou um batizado. Sem falar na alquimia da revelação das fotos, tudo era cercado de mistério e fantasia.
E não podia desperdiçar as poses dos filmes! Era um tal de juntar todo mundo, uma algazarra! As fotos tinham muito mais bossa!
Mas o que mais me preocupa com a banalização da fotografia é a falta de critério ao fotografar. Há algum tempo eu fui a um casamento em que quase todos os convidados haviam levado máquina digital, e quando não fotografavam com máquina fotografavam com o celular. A festa era só flash! Chegavam a fotografar o fotógrafo da festa! Sério.
Na hora da cerimônia, que aconteceu no próprio salão, o pastor e os noivos quase ficaram cegos. E era uma indiscrição! Tinha até mãe de madrinha querendo fotografar a filha no altar! Certamente pra ela a filha madrinha era bem mais importante que a noiva. Uma coisa horrorosa!
Se é uma comemoração informal tudo bem, mas gente, casamentos, batizados e afins merecem o mínimo de educação e respeito por parte dos convidados fotógrafos! rs!
Um pouquinho de bom censo não faz mal e não engorda!
Uma coisa que era pra se inegavelmente boa na era digital é o fato de que você pode apagar aquela foto em que saiu zaroio ou desgrenhado e tirar de novo, mas não se iluda, com certeza há milhões de fotos suas nessas condições espalhadas mundo afora afinal, onde havia a sua máquina, haviam outras cem!
E as fotos dão lugar aos vídeos! Gente, não consigo acompanhar! Sô tecnologicamente lenta? rs!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fulana de tal mostra a calcinhazzzzzzzzz

Mostrar a calcinha "sem querer" já está tão usual pras Sub-Subcelebridades que daqui a pouco o que vai dar audiência e o NÃO mostrar a calcinha sem querer.

Mas que coisa triste ver mulheres serem vendidas assim na mídia, como um pedaço de carne no açougue. Pra mim chega a ser constragedor saber que depois de tanta luta por equiparação de condições, por algum tipo de respeito, a coisa degringolou pra esse nível.
De uns tempos pra cá surgiram até algumas profissões novas no mercado:
Capa de revista masculina (e tem algumas que já posaram tanto que daqui a pouco vão pedir aposentadoria por tempo de serviço)
Mostradora de calcinhas em quadras de escola de samba ( a mulher tá lá em cima de um camarote com uma roupa mínima sambando levantando a perna e ohhhhhhhhhh a manchete: "Siclaneide mostra a calcinha na quadra do Salgueiro", que coisa! Noooossa como isso foi acontecer???? Faça-me o favor.
Frequentadora de Praia (só eu rio com manchetes do tipo: "Creuzilene vai à praia" ?).
Fora o combo modelo-atriz-namorada de jogador de futebol, que perdeu um pouco seu prestígio porque tá muito perigoso ser namorada de jogador de futebol hoje em dia.

Aqui no Rio há alguns "jornais", uns lixos em que a primeira página é dedicada às chamadas gatas da hora, mulheres praticamente nuas em poses de fazer inveja à contorcionistas de circo. Eu sinto vergonha alheia.

Marilyn é que sabia mostrar uma calcinha com dignidade! rs

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Lá o mundo tem razão"


A gente vai chegando e mal sai do carro já tem gente indo ao nosso encontro, de sorrisão no rosto, acenando, parece saudade de um mês mas só faz uma semana. Eu pisco e Cecília já não está mais no meu colo, já passou pro colo da vó, que passa pro colo da tia, que vai pro chão, que dá a mão pras meninas e some quintal adentro.
Descarregamos do carro aquela infinidade de mochilas e bolsas dos quais eu não consigo me livrar, parece que estamos indo pro Sertão passar um ano, mas é só um fim de semana na minha mãe.
Entramos encostando as bolsas num canto qualquer e quando eu penso que não, sou arrebatada por um beijo gostoso de cada lado da buchecha, e abraços e apertões que são sempre gostosos, mas quando elas veem que há presentinhos de Dia das crianças nas bolsas ficam ainda mais! Crianças são um tantinho interesseiras em se tratando de brinquedos, e quem não era?
Raissa e Ingrid, duas pretinhas lindas de viver, meus bombozinhos, minhas sobrinhas, um dos tesouros da minha vida. Quando eu fui morar longe meu coração quase parou, e às vezes quase para de saudade, mas volta a bater desenfreadamente quando eu vejo aqueles sorrisos correndo em minha direção quase me desequilibrando as pernas com um abraço gostoso!
Eu chego naquela casa e parece que eu entrei em um túneo do tempo, o cheiro da comida, as risadas, os vizinhos passando, o cachorro no quintal de terra batida, as roupas balançando no varal, toda uma aura de infância que me faz remoçar, eu sempre saio desses fins de semana com um misto de cansaço e alegria rejuvenescedora!
E a gente conta as novidades, todas de uma vez! Todas nós falando ao mesmo tempo, como se o mundo fosse acabar e não fosse dar tempo de contar! Uma confusão de vozes e gargalhadas que meu marido custa a acreditar alguma de nós esteja realmente entendendo alguma coisa.
Cecília já nem vejo mais, se mistura com a bagunça de crianças na terra sem lei da casa da vóvó. Voam travesseiros, o colchão agora é pula pula, e elas brincam, cantam, correm desenham, pintam e bordam! E eu vejo a minha filha tão feliz que que me dá até uma paz no coração!
A comida está cada vez mais cheirosa! A conversa desorganizada passa pra cozinha, marido finalmente consegue ouvir o futebol.
E tem feijão borbulhando no fogão, fumacinha saindo da panela do arroz, eu sinto um quentinho na perna e quando olho pro forno a minha boca inunda! rs!
E é um tal de experimenta daqui, experimenta de lá, que quase me faz perder a fome, quase. rs! E as risadas continuam, a tagarelice também, a comida tá pronta! Chama as crianças!
E a gente come, come não, se deleita!
Dona Ines, se existisse um Nobel de culinária certamente seria dela!
E chegam os vizinhos, que comem também, um exagero de comida que se justifica pela quantidade de pessoas que vão passando e comendo um pouquinho. Visitinha de nada, só pra ver como a minha filha tá grande, mas a minha mãe jamais deixa alguém sair da casa dela sem comer alguma coisa! Lembram desse post?
Depois do almoço vai dando um soninho, e tem sempre um ventinho entrando pela janela, aplacando o calor e convidando pra uma sonequinha na varanda!
Cecília tá que só pára pra comer, e olhe lá! Tá lá, se embrenhando no meio das bonecas, tentando imitar os trejeitos da primas, falando coisa nova que nem eu tinha ouvido ainda, sentada no chão, de pés descalços, me fazendo ter cada vez mais certeza de que felicidade é a coisa mais simples do mundo!
E o tempo passa, a tarde cai e já tem cheirinho de café, de pão de queijo e bolo!
Chama as crianças!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Sexta e a Música!

Corinne Bailey Rae em 'Paris Nights, New York Mornings'
Alguém aí consegue não amar? Eu não.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DR com o Blog.


Então Blog vamos discutir a nossa relação. (Blog faz cara de tédio)
Quando eu te criei estava em uma situação muito difícil, totalmente presa aos cuidados com o meu anjinho que ainda não era essa coisinha independente que ela se tornou hoje. Isso aqui era como uma janela, em que na falta de alguém pra conversar (você sabe, eu moro longe de tudo e de todos), eu debruçava e conversava com quem quisesse ouvir.
Pois bem, escrever aqui foi ficando cada vez mais legal, conheci outros blogs, pensamentos parecidos com os meus que me deixam feliz, pensamentos totalmente contrários aos meus que me deixam P. da vida, mas enfim, continua sendo legal, eu sei conviver com as diferenças.
Tem um negócio chamado analytics que eu entro de vez em quando, que me mostra quantas pessoas se dignaram a ler as bobagenzinhas que eu escrevo aqui, e esse número foi crescendo, foi crescendo, foi crescendo, e eu começei a te ver como algo pros outros, não mais pra mim.
Comecei a me obrigar a escrever, pra que essas pessoas que veem aqui sempre tivessem algo pra ler, e aí sim, comecei a não achar mais graça, porque o que eu gosto mesmo é da idéia da janela, se eu tô a fim de conversar eu abro e tagarelo, se não eu fecho a janela e pronto.
Volta e meia eu encontro alguém que diz: -Eu sou leitora assídua do teu blog! ou -Teu blog é muito engraçado! Nessas horas eu sinto uma vergonhona! Cara, alguém tá lendo o que eu tô escrevendo! Que vergonha! Será que tem muito erro de português? Será que eu fui muito careta quando eu falei do assunto tal?
Porque a pessoa te dizer é diferente do Analytics, lá é só um número, e números não te encontram na festa! Então essas horas são para mim um misto de alegria, vaidade e vergonha.
Sem falar na privacidade! Eu sempre me policio se não estou escancarando demais a vida aqui, porque não é legal esse egocentrismo desmedido de achar que as pessoas podem querer saber até a marca do seu sabonete. Uma coisa horrível. E tem o Marido, que é ultramegareservado, então qualquer coisa relacionada a ele é pensada trezentas vezes antes de escrever.
Enfim, o que era pra ser só uma coisinha de nada se transformou em uma coisONA de nada. rs!
Então vamos ficar combinados assim: Tudo o que for escrito aqui será somente o que estiver me dando na telha, o que for interessante pra mim. Se por ventura for interessante pros seus leitores ótimo, se não, patience.
Mais uma coisa, nada de ficar achando que eu não me importo com você só porque eu fiquei uns dias sem aparecer, não dá pinta de carente porque ninguém merece!

Pra terminar, eu gostaria de dizer aos leitores que qualquer erro de português visualizado aqui é mera alucinação, porque eu tenho curso superior e pessoas com curso superior são superiores, como o próprio nome já diz, portanto não cometem erros. Há! rs!

Se você, caro leitor, não é capaz de entender as minhas ironias leve em conta a seguinte afirmação:
"Este é um blog de ficção, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coinscidência."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A quarta, a música e o pirepaque.

Uns quinze anos sem ficar doente e de repente tenho dois pirepaques em intervalo de dois meses. Não tô acostumada e nem quero.
Esta semana passei um mal desgraçado, febre, a cabeça querendo explodir, e o corpo pedindo pra sair. Fui parar no pronto-socorro, e eu tenho medo de hospital, pronto falei.
Pra eu chorar de dor tem que ser um negócio hardcore, entrei na emergência desandei a chorar, ou seja, fico pior no Hospital que fora dele.
Me vira o médico e diz que a medicação ia ser na veia, e que eu ia ficar "uma horinha" no soro. Co-mo-as-sim??? Passei mal de novo.
Aí me vem a enfermeira com um sorriso de quem vai sei lá, fazer a minha unha e tasca duas injeções do tamanho do bondinho de Santa Teresa cada uma. Sadismo, só digo isso.
Eu lá, já sem paciência pro tal soro, passa o médico e eu pergunto:
- Doutor, será que eu tenho que ficar com esse soro até acabar a bombinha?
Vira ele:
- Pra quê tanta pressa? Se houver alguma infecção importante no seu exame de sangue você vai ficar internada! (Os médicos teem a incrível capacidade de nos fazer sentir idiotas).
Gente, internada? CO-MO-AS-SIM MAIÚSCULO. Cogitei fugir do hospital. (mentira, errr, quase.)
Mas enfim, não fiquei internada, tô bem, meus advogados não precisaram redigir meu testamento e o comando das minhas empresas não será disputado ferrenha e deslealmente pelos meus familiares (tenho que parar de ver novela).
O médico diagnosticou uma leve infecção, minha mãe diagnosticou Mau olhado. E eu tô decidindo aqui se eu tomo o antibiótico ou se acendo uma vela pro meu anjo da guarda. Brinks! vou fazer as duas coisas! há.
Amigos me coloquem Bom olhado pra anular as forças do mal, ok? Conto com vocês! rs!

Mas então, deitada lá, olhando as gotículas de soro caindo eu só pensava nessa música:

domingo, 26 de setembro de 2010

Amigo bom é amigo vivo!

E como quem é vivo sempre aparece, ontem eu reapareci na conviênvia festiva de amigos queridos, queridos até NÃO dizer chega!
Este último ano foi duro. Muita coisa pra fazer, a vida pedindo pressa, pouco tempo pra mim, muito tempo pra Cecília. Não foi de livre e espontânea vontade o chá de sumiço que eu tomei, ele me foi entornado goela abaixo pela própia vida.
Não dá pra ficar indo a bares, festas e baladas com uma criança de 1 ano e poucos!
Eu bato palma e tenho inveja de quem consegue, mas pra mim essas situações são pra relaxar, beber um pouquinho, conversar... E gente, uma criança nesta idade (a minha pelo menos) precisa que você corra atrás dela o tempo todo, e dê comidinhas saudáveis e fresquinhas, e fique dizendo que não pode isso, que não pode aquilo, ou seja, não é legal nem pra nós nem pra ela!
Agora tá melhorando um pouquinho, a escolinha está dando uma disciplinada, deixando ela mais ouvinte, mais quietinha e aos poucos a gente vai voltando com a nossa programação normal. rs!
Mas esse papo furado todo foi só pra tentar explicar o sumiço (apesar de saber que eles compreendem) e pra dizer o quanto a presença desses amigos lindos me faz feliz! E olha que faltou gente hein! Ainda tem muita saudade pra matar aqui dentro do meu peito! (soou meio sertanejo isso! rs!)
Felicidades pra Carla e pro Igor, mas o presente mesmo quem ganhou fui eu!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."



Fui balançar, volto em breve.
bjo,
Lu

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Ou simplesmente Cora Coralina.
Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.

Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

Cora Coralina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Notinhas



Após desbravar matas, atravessar oceanos, escalar montanhas, degladiar-se com feras mitológicas, monstros marinhos, incorporar o Mad Max e ir Além da Cúpula do Trovão, marido conseguiu encontrar uma carrocinha e me trazer um podrão!!!!!!
E eu nem tô grávida!
Tem como não amar?

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Eu tenho quatro livros pra ler em dois meses (caso de morte ou morte), isso seria relativamente fácil pra quem gosta de ler, mas não pra mim, que pego asco do livro se for uma leitura imposta.
Então eu necessito urgente de uma boa técnica de leitura dinâmica. Urgente!

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Tô eu linda, bela e modesta na Biblioteca da Faculdade quando meu celular vibra no bolso, eu atendo e escuto:
-Alô, Luciana, é a Roberta aqui da escolinha da Cecília.
Eu (esquecendo totalmente que estava na biblioteca):
- OI SOU EU! O QUE FOI QUE ACONTECEU???????
Roberta:
- É que ela tá chorando muito.
Eu (falando em decibéis inadimissíveis pra uma bibilioteca)
- POR QUÊÊÊÊ?????????? FALA LOGO MENINA!!!!!!!!!!!
Roberta:
- Porque a tia Paula não veio e ela não quer ficar na salinha com a substituta de jeito nenhum.

Joguei a pilha de livros pro alto(quase) e saí igual a uma louca pra buscar Cecília.

Cecília sentiu falta da Tia Paula.
Eu senti ciúme da Tia Paula. (Sô normal?)

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não finja que não é com você.


Você vai morrer. Isso mesmo, falecer, partir desta pra melhor (ou pior, depende do que você andou fazendo por aqui), abotoar o palitó, cantar pra subir.
Não há nada que você possa fazer pra impedir isso, eu disse NADA. Isso pode acontecer daqui a 60 anos, ou pode acontecer amanhã.
Quanto a isso, aí sim, você pode fazer alguma coisa, como por exemplo ir a um médico.
Sabe aquela dorzinha chata? Então, um idiota que não ama a vida passaria 10 anos tomanto Tylenol até descobrir um câncer em estágio avançado e morreria. Uma pessoa esperta iria ao médico, investigaria descobriria em estágio inicial e curaria.
Sabe aquele exame que o médico passou, nada de mais, só rotina, você nem está doente. Mas ele passou, e levando-se em conta que o cara estudou a P*&#$% da Medicina durante uns sete anos, você pode muito bem dar um voto de confiança e fazer a merda do exame. Então vai lá, procura lá na gaveta o pedido, reza pra não estar com a data vencida e vai fazer a bosta do exame.
Não é por você não, se você não ama sua vida, paciência. Isso não teria o menor problema se você fosse um náufrago, um viajante solitário do deserto do Saara, ou tivesse nascido de uma chocadeira e não tivesse botado ovos (para botado ovos leia-se, tido filhos).
Mas acontece, que você tem família, amigos, você faz planos com as pessoas, você promete coisas pras crianças, você assina revista por dois anos, você tem um trabalho de fim de curso pra entregar, você está estudando pra um concurso que só vai acontecer daqui um ano ou mais, você prometeu pra alguém que vai amá-lo até que ele fique velhinho e rabugento, você tem que chorar e borrar a maquiagem no casamento da sua filha, daqui uns trinta anos.
Então pára com essa mania de prorrogar as coisas, pelo menos no que diz respeito a sua saúde, porque isso ainda vai te matar.
Por acaso você tem um bom plano de saúde, mas se não tivesse isso também não seria desculpa. Vê se não vale a pena passar a metade da madrugada em uma fila se a recompesa for ganhar aí mais uns 20 anos de vida, pelo menos!?
Pra fatalidade não tem remédio. Como eu já disse neste post, bigornas são imprevisíveis, mas pra falta de vergonha na cara tem. Então levante esta bunda e vá cuidar da sua saúde, porque você, meu caro(a), sinto lhe dizer, não é imortal.

P.S. Isso foi uma conversa séria que Sandra Rosa Madalena, meu outro eu, teve comigo essa semana. Sonhei por duas vezes que estava morrendo, e isso me fez sair da total falta de vergonha na cara e fazer uns exames que estavam atrasados.
Faz umas três semananas eu tive um siricutico, passei mal horrores, uma coisa tipo fígado ruim sabe?! Fui ao médico que passou trocentos exames, fez mó cara de preocupado e nem assim eu fiz os tais exames.
Os outros dois exames eu tenho até vergonha de falar, foi o meu ginecologista que passou, duas ultrasonografias e tem negócio de seis meses que eu fui lá. Então.
Mais aí, Sandra Rosa Madalena me falou no fim dessa conversa sobre uma coisa que me fez levantar de manhã e sair igual a uma doida pelos laborátorios e clínicas de imagem da vida:
-Se você morrer sua filha vai ficar aí, entregue à MADRASTAS.
Morri só de pensar nisso.
 
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