No meio do drama todo da primeira vez de Cecília na escolinha, surgiu um acalento pro meu coração: A Tia Paula.
Extremamente doce, gentil, de fala mansa, que exalava carinho pelas crianças e dedicação pela carreira (muitas vezes subestimada e desvalorizada) de professora de educação infantil.
Toda a angústia que eu sentia ao retirar a minha florzinha do seio da família e entregá-la ao mundo feroz (dramática, eu?) foi amenizada ao descobrir que ela estaria sob os cuidados daquela figura que me transmitia tanta confiança.
E tudo o que eu esperava se concretizou. Cecília caiu de chamegos pela "Tia Paua" - Assim mesmo, sem o L. rs!- Houve até um episódio em que eu cheguei a sentir um ciumezinho lembram? Tá bem aqui .
Pois bem, o ano passou e me veio a ótima notícia: No próximo ano Cecília não passaria de série porque ainda é muito pequetita, continuaria com a Tia Paula, no maternal II.
Nas férias foi um tal de Tia Paula pra cá, Tia Paula Pra lá, falamos muito nela pra que Cecília não desacostumasse. Hoje vou à escola entregar os materias e recebo a nóticia de que a Tia Paula recebeu uma proposta de emprego muito melhor e foi-se embora.
Arrasei.
Um minuto de silêncio.
Após me indignar por um minuto com a ambição da humanidade e logo cair em mim de que vai ser ótimo uma profissional tão boa ganhar mais pelo seu trabalho, cheguei em casa tentando convencer Cecília de que ela não está com saudade da tia Paula e sim da Tia Sônia (A Substituta - assim mesmo, bem emblemático, tô arrasada, compreendam)
Por mim seria Tia Paula até a Universidade. Pronto falei. rs!
A música eu ouvi esses dias e me apaixonei pela simplicidade.
"Sou uma criança não entendo nada" do Tremendão Erasmo Carlos. (Só eu acho que Erasmo tem muito mais borogodó que Roberto?)
Nesse clipe Arnaldo Antunes divide com ele essa delicinha com vibe Jovem Guarda.
sábado, 29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O que você procura no google?

Eu morro de rir com os "termos da pesquisa" das pessoas que chegam aqui no blog através do google! Sente o naipe:
"relaxa que eu to vivendo" - Que bom né? Creio que se tivesse morrendo não estaria pesquisando no google!
"relaxa que eu to vivendo" - Que bom né? Creio que se tivesse morrendo não estaria pesquisando no google!
"porque eu sou marxista" - Fico pensando se esta pessoa é discípulo de Marx ou escreveu machista errado...
"astarpelas" - Seja lá o que isso for, acho que não encontrou por aqui...
"caminhão assombrado 2" - Deve ser um filme de terror, e tipo, já teve a té o 1!
"casamento luciana mattos 12 de junho de 2010" - Deve ter acontecido um babado fortíssimo nesse casamento, porque o que as pessoas procuram notícias sobre ele!
"coloca bolacha na boca e cospe engorda" - Gente, mas o que é isso? Se eu entendi bem, a pessoa quer colocar a bolacha (biscoito?) na boca e jogar fora pra não engordar. É isso Lombardi?
"como cantar parabens pra vc nesta data querida?" - Ó é assim: Parabééééns pra vocêêê, nesta daaaaata queriiiiiida...
"como se escreve ainda te amo muito meu amor,é com você que eu quero tomar sorvete na chuva em inglês?" - Não seria melhor usar um tradutor? E como assim tomar sorvete na chuva?
"clipe de bebe que sao engracados que comem meleca" - Gente, bebês que comem meleca não são engraçados. Fato.
"cortar a unha do marido" - Manda ele ir na manicure gata.
"cortar unha do pé namorada" - Cada um com seus fetiches, né mesmo?
"estou fazendo dieta posso comer a bolacha da vaquinha?" - Hum hum, só pode comer brócolis.
"eu faço reg no meu ape meu vizinho fica suspirando" - Eu não sei o que é reg, nunca fiz (acho) e muito menos contei no blog!
"fale olhando para a pessoa para anular mau olhado" - Opa, bom saber!
"fotos da barbie verdadeira quando era jovem" - E Barbie envelhece?
"marido sem tesão por esposa gestante" Super compreendo.
"minha filha gosta de mostrar a calcinha" - Dá um jeito nessa desavergonhada!
"o que eu responde se alguem me perguntar se eu ja chupei bala halls ?" - Se bala halls hoje em dia não for codinome de alguma droga viciante diga que sim, caso você seja um ET e nunca tenha chupado uma bala halls diga que não.
"poemas meu maior sonho(é ser policial)" - Deve ser um poema muito... poético!
"por que voce quis ser professora?" - Para dominar o mundo. Uáhahahahá
"rock do coelhinho" - Deve ser hardcore.
"sera que a quina e uma mulher ideal para banhar" - Fale-me mais sobre isso...
"ta dificil ser professor de historia" - Também acho.
"vai se preocupar com sua vida pois ela sim ta correndo risco idiota" - Meda.
"Vou à psicologa vou ao médico ou ao curandeiro" - Vá ao curandeiro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Que mané Dilma!

A minha Presidenta é Patrícião Amorim que toda trabalhada no garbo, na elegância e na negociação futebolístico milionária que tanto que me envergonha num país cheio de gente necessitada, trouxe RRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinho Gaúcho para o meu amado Mengão!

RRRRRRRRRonaldinho vai sambar e bater pagode? Vai. Vai usar de todo o seu charme e beleza pra "pegá mulé"? Vai. Vai faltar treino e dizer que a vó caiu da lage de madrugada? Vai. Mas que faça gols, muitos gols e acalme o aflito coração da nação que tanto sofreu em 2010.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Se a Psicóloga tá surtada...
Imagina eu!

Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.
Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.
Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.
Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.
A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.
Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.
Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.
Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.
Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.
Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.
Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.
A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.
Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.
Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.
Update:
Não achei o banner no site da Fia, que é onde teria atualizado.
Mandei um e-mail solicitando-o, se me mandarem vocês copiam daqui!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
A tal da Barbie verdadeira.
Quando eu era criança pequena lá em Barbacena acalentava o sonho de um dia ganhar uma Barbie verdadeira (Não as genéricas, horrorosas, sem glamour). Naquela época minha mãe dava um duro danado pra conseguir criar a gente. Aquela vibe pouca grana, nenhum pai pra ajudar. Gente, a Barbie era meu sonho!
Era um tempo difícil, apesar de não passarmos necessidades extremas, era muito difícil comprar supéfulos, brinquedos caros. Cartão de crédito era pra poucos. Hoje em dia não, tudo é mais fácil, as empresas imploram pra te dar um cartão de crédito e você vai lá e compra em 1.000 vezes com juros (baita juros! hehehe)
Mas eis que neste Natal demos uma Barbie pra Cecília. Toda trabalhada nos acessórios e apetrechos, horrorosa, como toda Barbie que se preze, né? Magrela, loira, maquiada, um sonho! rs! (Tô contraditória?)
É essa aí da foto! Vem com roupinha de piscina (que ok, é meio piriguete), com uma bóia pra nadar na piscina, cachorrinhos que nadam na piscina, bola pra jogar na cesta de basquete da piscina, tolhinha pra se secar depois do banho de piscina e gente:
ELA VEM COM UMA PISCINAAAAAAAAA!!!!!! UM BAITA PISCINÃO!
Tô brincando horrores com a Barbie! Tipo, eu considero muito minha essa boneca! kkkkk
Cecília mesmo nem aí pra Barbie.
Segue o nosso último diálogo:
Eu: -Filha, vamos brincar de Barbie (pela enésima vez desde o Natal)
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Vamos filha, olha que legal, tem piscina!
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Ó então vou brincar sozinha, hein!
Ela: -Tá bom.
Amarra esse laço direito!
Gente! Falei com a Érika!!!!!!! Ela leu meu post e me ligou na noite de Natal, é ou não é um presentão?!
E agora nós VAMOS MARCAAAAAAR!!!!!! Mentira, a gente não disse "vamos marcar!", porque quem diz isso nunca marca nada! rsrs! (Não entendeu nada? É só ler uns dois posts abaixo que você entende!)
Mas aí pensando nisso tudo, me lembrei de muitas pessoas com as quais não tenho mais contato. Tanta gente boa! É impressionante a quantidade de pessoas que passam pela nossa vida e não permanecem. Amigos de escola, de cursinho, vizinhos que deixamos de ver quando nos mudamos, professores, até parentes!
As relações humanas estão muito fluidas, estamos perdendo a capacidade de manter amizades, sentimentos bons, deixamos que a distância separe amigos, amores...
Muita gente tem lá 1348789 "amigos" no Orkut, no Twitter, no Facebook ou seja lá que nova bodega social inventaram, mas não tem uma pessoa de carne e osso em quem confie de verdade, alguém com quem possa desabafar sem medo de chorar e parecer bobo, alguém de quem se sinta falta.
Me lembro de quando era criança e enquanto amarrava o cadarço do tênis, me preocupando em deixar o laço bonito, minha mãe dizia: -Amarra esse laço direito! Senão ele solta!
Acho que acontece a mesma coisa com a gente, nos preocupamos em deixar bonitos os laços que fazemos com as pessoas, não nos mostramos de verdade, mascaramos defeitos e óbvio, não os queremos ver no outro. O resultado é um laço lindo, mas que se desfaz no primeiro percalço.
É verdade que tem muita gente que passa e que não nos traz nada de positivo, esses é bom que partam mesmo. Mas se você sente que alguém com quem convive vale realmente a pena, faça como a minha mãe me dizia:
-Amarra esse laço direito!
Se lembrou de alguém valioso que ficou perdido no passado não hesite em procurá-lo, faz um bem danado!
Você nem repararam que nessa época do ano eu viro uma manteiga derretida, né?! rs!
E agora nós VAMOS MARCAAAAAAR!!!!!! Mentira, a gente não disse "vamos marcar!", porque quem diz isso nunca marca nada! rsrs! (Não entendeu nada? É só ler uns dois posts abaixo que você entende!)
Mas aí pensando nisso tudo, me lembrei de muitas pessoas com as quais não tenho mais contato. Tanta gente boa! É impressionante a quantidade de pessoas que passam pela nossa vida e não permanecem. Amigos de escola, de cursinho, vizinhos que deixamos de ver quando nos mudamos, professores, até parentes!
As relações humanas estão muito fluidas, estamos perdendo a capacidade de manter amizades, sentimentos bons, deixamos que a distância separe amigos, amores...
Muita gente tem lá 1348789 "amigos" no Orkut, no Twitter, no Facebook ou seja lá que nova bodega social inventaram, mas não tem uma pessoa de carne e osso em quem confie de verdade, alguém com quem possa desabafar sem medo de chorar e parecer bobo, alguém de quem se sinta falta.
Me lembro de quando era criança e enquanto amarrava o cadarço do tênis, me preocupando em deixar o laço bonito, minha mãe dizia: -Amarra esse laço direito! Senão ele solta!
Acho que acontece a mesma coisa com a gente, nos preocupamos em deixar bonitos os laços que fazemos com as pessoas, não nos mostramos de verdade, mascaramos defeitos e óbvio, não os queremos ver no outro. O resultado é um laço lindo, mas que se desfaz no primeiro percalço.
É verdade que tem muita gente que passa e que não nos traz nada de positivo, esses é bom que partam mesmo. Mas se você sente que alguém com quem convive vale realmente a pena, faça como a minha mãe me dizia:
-Amarra esse laço direito!
Se lembrou de alguém valioso que ficou perdido no passado não hesite em procurá-lo, faz um bem danado!
Você nem repararam que nessa época do ano eu viro uma manteiga derretida, né?! rs!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
.:.:Um Natal Diferente:.:.

Me lembro bem dos meus Natais, todos eles, porque todos são extremamente parecidos. Correria, comidas e mais comidas, presentes comprados às pressas, amigos ocultos, muito vinho, algumas rusgas entre familiares ou amigos da família, calor, consumismo, decorações bizarras lembrando neve num país tropical.
Meus Natais eram uma sucessão de repetidas tradições furadas em que o único momento que lembrava de longe o que é que se está comemorando é o abraço, muitas vezes mecânico, à meia noite.
Nunca fui religiosa, ou quando o fui não sentia que a religião que havia escolhido era muito mais do que a burocracia dos ritos da igreja e isso sempre me incomodou profundamente.
Me batizei, fiz Catequese, Primeira Comunhão, Crisma, mas nunca, nem mesmo nesses momentos ditos "mais marcantes" do Catolicismo eu senti tanto a presença divina quanto na noite do dia 24 de dezembro de 2010.
Neste Natal, fiquei com a família da Cris, minha cunhada, a pessoa mais doce da face da terra. São católicos fervorosos, participam ativamente da vida da comunidade da qual fazem parte. (Muitas vezes já me peguei pensando sobre o exagero que eu pensava existir neste fervor)
Mas nesta mágica noite de Natal eu entendi o motivo.
Não havia derrame de bebida alcoolica, não havia comilança desenfreada (e não era por falta de comida, que era farta e deliciosa) nem a algazarra da música alta e inadequada.
Havia respeito, entendimento sobre a importância da data, havia uma aura mágica que parecia multiplicar o amor das pessoas que ali estavam uns pelos outros. Ao som de um cântico natalino agradecemos pela comida, pelo ano que tivemos, pedimos pelo próximo ano, cada um na sua vez, segurando uma pequena imagem do menino Jesus, em voz alta ou apenas fechando os olhos, silenciosamente.
Eu pedi pela saúde da minha filha e pela primeira vez eu confiei piamente no que estava fazendo, pela primeira vez eu tive uma certeza, saída do coração de que havia alguém me ouvindo, ainda que eu estivesse em silêncio. Pela primeira vez a minha fé me tocou, e eu não estava em uma igreja.
A fé habita as pessoas, não os templos.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Era uma vez...
Uma amiga.

O ano era 2004, primeiros dias na faculdade, tudo ainda muito novo, muito tímido, era um mundo novo!
Eu, que vinha de um colégio em Nova Iguaçu (O João Luiz um dos menorzinhos e mais "familiares" da FAETEC), me deparava com aquela monumentalidade gigantesca que é a Uerj.
Tudo era maior, mais impessoal, as pessoas da minha classe que logo se enturmaram eram aqueles mais dados à noitadas, cervejas e festas, o que definitivamente não era o meu caso. Os primeiros dias não foram fáceis. Ao mesmo tempo em que eu estava feliz e deslumbrada, estava me sentindo solitária naquela multidão toda que passava pelos corredores.
Tudo o que eu queria era as minhas amigas do segundo grau ali (e que permanecem amigas até hoje, muito!) pra compartilhar daquilo tudo, dar risadas dos tipos estranhos (o tipo de atitude anti-ética que a gente só faz em bando hehehe), desbravar aquela selva de concreto. Mas eu tinha que me conformar, cada uma tinha passado pra uma Universidade diferente e os caminhos agora eram inevitavelmente diferentes.
Mas a minha era de solidão estava com os dias contados! Logo, logo eu viria a conhecer a Érika, super contida, mas sorridente, super elegante, super inteligente sem parecer esnobe, super um montão de coisas que me fizeram sentir uma empatia quase que imediata!
Não éramos extremamente parecidas, nossas personalidades eram até bem diferentes. Eu, um tantinho menos elegante, um tantinho menos contida, um tantinho mais tagarela, um tantinho mais dada ao riso frouxo, e esses tantinhos viram um tantão quando a convivência é diária!
Mas foi um tantão que não fez a menor diferença, porque como eu já disse, a empatia foi tão grande que suplantou qualquer atrito.
E nos tornamos amigas (eu pelo menos, pensava assim). Dividíamos os dilemas da escolha da profissão, eu cansava de alugá-la com meus problemas familiares, nos estressávamos com os professores, com os trabalhos, com a burocracia da Uerj, mas no final sempre ríamos de tudo.
Em pouco tempo eu já a considerava amiga de verdade, do peito, de fé irmã camarada, e pra esses amigos eu me dou inteira, sem disfarces, sem meias palavras. Por esses amigos eu faço tudo o que estiver ao meu alcançe, eu subo no palanque, testemunho, grito se tiver que gritar, choro se tiver que chorar, peço muito mais conselhos que dou, confio e admiro.
Pra mim, a Érika seria uma daquelas pessoas que me acompanhariam pra vida inteira, por quem meus filhos teriam um respeito maior, porque afinal são quase tios, alguém de quem eu saberia sempre, saberia se está triste pra acalentar, e se está feliz pra vibrar junto.
Mas em algum momento, que eu já tentei descobrir qual foi e não consegui, eu me enganei. O que eu achei que era recíproco não era, ou vai ver era e deixou de ser... vá saber...
Já tentei me reaproximar de algumas maneiras mas não consegui e o receio de parecer chata e invasiva me fez limitar estas tentativas.
A verdade é que eu já inventei milhões de teorias pra explicar o sumiço da Érika e chego sempre a mesma conclusão:
Acho que pra ela eu não era essa Coca Cola toda, eu não era assim... Uma Brastemp!
Eu fico triste, sabe?! Mas aqui dentro do meu coração eu fico torcendo pra que ela esteja bem, feliz, realizada. Pra que todos os planos que ela fazia estejam dando certo, enfim, eu torço horrores pela Érika porque ela merece, muito!

O ano era 2004, primeiros dias na faculdade, tudo ainda muito novo, muito tímido, era um mundo novo!
Eu, que vinha de um colégio em Nova Iguaçu (O João Luiz um dos menorzinhos e mais "familiares" da FAETEC), me deparava com aquela monumentalidade gigantesca que é a Uerj.
Tudo era maior, mais impessoal, as pessoas da minha classe que logo se enturmaram eram aqueles mais dados à noitadas, cervejas e festas, o que definitivamente não era o meu caso. Os primeiros dias não foram fáceis. Ao mesmo tempo em que eu estava feliz e deslumbrada, estava me sentindo solitária naquela multidão toda que passava pelos corredores.
Tudo o que eu queria era as minhas amigas do segundo grau ali (e que permanecem amigas até hoje, muito!) pra compartilhar daquilo tudo, dar risadas dos tipos estranhos (o tipo de atitude anti-ética que a gente só faz em bando hehehe), desbravar aquela selva de concreto. Mas eu tinha que me conformar, cada uma tinha passado pra uma Universidade diferente e os caminhos agora eram inevitavelmente diferentes.
Mas a minha era de solidão estava com os dias contados! Logo, logo eu viria a conhecer a Érika, super contida, mas sorridente, super elegante, super inteligente sem parecer esnobe, super um montão de coisas que me fizeram sentir uma empatia quase que imediata!
Não éramos extremamente parecidas, nossas personalidades eram até bem diferentes. Eu, um tantinho menos elegante, um tantinho menos contida, um tantinho mais tagarela, um tantinho mais dada ao riso frouxo, e esses tantinhos viram um tantão quando a convivência é diária!
Mas foi um tantão que não fez a menor diferença, porque como eu já disse, a empatia foi tão grande que suplantou qualquer atrito.
E nos tornamos amigas (eu pelo menos, pensava assim). Dividíamos os dilemas da escolha da profissão, eu cansava de alugá-la com meus problemas familiares, nos estressávamos com os professores, com os trabalhos, com a burocracia da Uerj, mas no final sempre ríamos de tudo.
Em pouco tempo eu já a considerava amiga de verdade, do peito, de fé irmã camarada, e pra esses amigos eu me dou inteira, sem disfarces, sem meias palavras. Por esses amigos eu faço tudo o que estiver ao meu alcançe, eu subo no palanque, testemunho, grito se tiver que gritar, choro se tiver que chorar, peço muito mais conselhos que dou, confio e admiro.
Pra mim, a Érika seria uma daquelas pessoas que me acompanhariam pra vida inteira, por quem meus filhos teriam um respeito maior, porque afinal são quase tios, alguém de quem eu saberia sempre, saberia se está triste pra acalentar, e se está feliz pra vibrar junto.
Mas em algum momento, que eu já tentei descobrir qual foi e não consegui, eu me enganei. O que eu achei que era recíproco não era, ou vai ver era e deixou de ser... vá saber...
Já tentei me reaproximar de algumas maneiras mas não consegui e o receio de parecer chata e invasiva me fez limitar estas tentativas.
A verdade é que eu já inventei milhões de teorias pra explicar o sumiço da Érika e chego sempre a mesma conclusão:
Acho que pra ela eu não era essa Coca Cola toda, eu não era assim... Uma Brastemp!
Eu fico triste, sabe?! Mas aqui dentro do meu coração eu fico torcendo pra que ela esteja bem, feliz, realizada. Pra que todos os planos que ela fazia estejam dando certo, enfim, eu torço horrores pela Érika porque ela merece, muito!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Pirulitos e Sorrisos.
Ciça, faz uma pose bem bonita pra mamãe?

Ciça dá um sorriso bem bonito pra mamãe?

Ciça, dá um sorriso que eu te dou um pirulito!Ufa! Feliz Natal Pra vocês!

Ciça dá um sorriso bem bonito pra mamãe?

Ciça, dá um sorriso que eu te dou um pirulito!Ufa! Feliz Natal Pra vocês!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
2010, se for por falta de tchau...
Então 2010, você não foi um ano bom. Eu sei, é chato te falar isso agora aos 45 do segundo tempo, mas é a mais pura verdade meu caro. Na verdade eu estava querendo saber se você me reservaria alguma surpresa até o finalzinho de dezembro mas parece que não vai rolar.
Você foi um ano preguiçoso, lento, vagaroso. E eu tenho tanta pressa 2010!
Embarquei na tua e cá estou eu, com meus projetinhos todos, TODOS inacabados.
Eu sei que muita coisa foi culpa minha, os dilemas da escolinha, os dilemas da profissão, os dilemas, ah os dilemas! O que seria da minha vida sem eles?
Aí você vai me dizer: -Pô Luciana, não teve nada de bom? E a filha, o marido, pepepê papapá...
E eu te digo: -Nem vem, nem vem querer se safar 2010! A filha quem me deu foi 2008 e o marido lindo quem me deu foi 2006! São ambos ótimos, maravilhosos, coisa mais rica de mi vida, mas estão aqui, independente de você.
Mas olha, eu não tô magoada com você não, estou apenas frustrada.
Ahhhhh, vai! Não fica assim! Tiveram alguns bons momentos com amigos, com a família...
Mas é que eu preciso de mudanças substanciais, entende? Não fica deprê! tenho certeza de que pra um monte de gente por aí, nesse mundão afora você foi um ano maravilhoso! Mas é que comigo não rolou a química sabe?
Então meu caro 2010, pára de se arrastar, segura nas caudas de uns fogos de artíficio e canta pra subir!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Morta Com Farofa!
É exatamente assim que eu estou me sentindo neste final de ano.
Morta eu já estava, mas esse final de semana jogaram a farofa em cima.

Festinha da Cecília em New Iguaçu. Isso quer dizer, levar três toneladas de caixas, bolsas, malas, criança e marido daqui pra lá. E isso quer dizer também que todas essas coisas (exceto marido e criança hehehe) foram compradas no Saara, um conjunto de ruas de comércio popular aqui no Rio, que nesta época do ano fica mais conhecido como purgatório.
Inventei um tal de tema do jardinzinho e lá fui eu! Tudo quanto era coisa floridinha que eu via mandava pra dentro das cestinhas! Se tinha abelhinhas e joaninhas então, aí cabô, cestinha! rs!
Comes e bebes encomendados, comes e bebes por fazer, coisinhas pra embalar, coisinhas pra colar, coisinhas pra encaixar, coisinhas pra pintar, coisinhas pra encher, coisinhas pra enrolar, meu Deus. Da próxima vez que eu inventar um negócio desses me interna que eu estou louca!
Marquei a festinha para as três da tarde de domingo, então quer dizer, de sábado pra domingo eu simplesmente NÃO DORMI. Nada, nadica de nada.
Sem contar que eu fui acometida por uma gripe avassaladora que eu tinha que ignorar porque né, a menos que eu tivesse morrendo não podia me dar ao luxo de deitar com um termômetro na boca e esperar a gripe passar.
Na hora da festa eu parecia os zumbis daquele clipe do Michael Jackson, não me sobrava uma gotícula de glamour.
Mas vocês pensam que acabou? Nããããão! Adivinhem o que acontece bem no meio da festa, que acontecia no quintal sem cobertura da minha mãe ? São Pedro, velho de guerra, maroto que ele só, mandou uma tromba d'água que não tinha mais tamanho. Gente, mas era tanta chuva, mas tanta chuva, que olha, não tenho nem palavras.
Ou melhor, tenho sim. Minha cunhada ficou ilhada na Avenida Brasil, com o marido, duas filhas (uma das quais grávida de sete meses) e o genro dentro de seu fusquinha até as três horas da madrugada esperando o alagamento acabar pra seguir viagem. Foi nesse naipe.
Mas, entre abelhinhas e joaninhas, salvaram-se todos. Cecília adorou, é claro, estava alheia a todas as intempéries. Pra ela foram só flores, literalmente.
Não sei se eu já disse isso, mas é bom repetir: DA PRÓXIMA VEZ QUE EU INVENTAR UM NEGÓCIO DESSES ME INTERNA PORQUE EU ESTOU LOUCAAAAA!!!!!!
Morta eu já estava, mas esse final de semana jogaram a farofa em cima.

Festinha da Cecília em New Iguaçu. Isso quer dizer, levar três toneladas de caixas, bolsas, malas, criança e marido daqui pra lá. E isso quer dizer também que todas essas coisas (exceto marido e criança hehehe) foram compradas no Saara, um conjunto de ruas de comércio popular aqui no Rio, que nesta época do ano fica mais conhecido como purgatório.
Inventei um tal de tema do jardinzinho e lá fui eu! Tudo quanto era coisa floridinha que eu via mandava pra dentro das cestinhas! Se tinha abelhinhas e joaninhas então, aí cabô, cestinha! rs!
Comes e bebes encomendados, comes e bebes por fazer, coisinhas pra embalar, coisinhas pra colar, coisinhas pra encaixar, coisinhas pra pintar, coisinhas pra encher, coisinhas pra enrolar, meu Deus. Da próxima vez que eu inventar um negócio desses me interna que eu estou louca!
Marquei a festinha para as três da tarde de domingo, então quer dizer, de sábado pra domingo eu simplesmente NÃO DORMI. Nada, nadica de nada.
Sem contar que eu fui acometida por uma gripe avassaladora que eu tinha que ignorar porque né, a menos que eu tivesse morrendo não podia me dar ao luxo de deitar com um termômetro na boca e esperar a gripe passar.
Na hora da festa eu parecia os zumbis daquele clipe do Michael Jackson, não me sobrava uma gotícula de glamour.
Mas vocês pensam que acabou? Nããããão! Adivinhem o que acontece bem no meio da festa, que acontecia no quintal sem cobertura da minha mãe ? São Pedro, velho de guerra, maroto que ele só, mandou uma tromba d'água que não tinha mais tamanho. Gente, mas era tanta chuva, mas tanta chuva, que olha, não tenho nem palavras.
Ou melhor, tenho sim. Minha cunhada ficou ilhada na Avenida Brasil, com o marido, duas filhas (uma das quais grávida de sete meses) e o genro dentro de seu fusquinha até as três horas da madrugada esperando o alagamento acabar pra seguir viagem. Foi nesse naipe.
Mas, entre abelhinhas e joaninhas, salvaram-se todos. Cecília adorou, é claro, estava alheia a todas as intempéries. Pra ela foram só flores, literalmente.
Não sei se eu já disse isso, mas é bom repetir: DA PRÓXIMA VEZ QUE EU INVENTAR UM NEGÓCIO DESSES ME INTERNA PORQUE EU ESTOU LOUCAAAAA!!!!!!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Pára o mundo que eu quero descer!

É uma fase estranha esta pela qual eu estou passando, está tudo meio em suspenso sabe, uma fila de coisas esperando impacientes pelas minhas decisões. Um sem número de projetos inacabados, projetos de todo o tipo, desde uma festinha infantil até um trabalho de fim de curso. E as pendências vão se encontrando nesta fila, e fazendo algazarra na tentativa frustrada de fazer com que eu agilize o processo. É essa a impressão que eu tenho, tem coisas que estão há tanto tempo na fila que começam a se rebelar, meu trabalho de fim de curso por exemplo, acho que ele está desistindo de mim, todas as idéias que ficavam pululando na minha cabeça me deram tchauzinho e partiram.
Lidar com pressões me decepam a criatividade.
A minha vida às vezes parece um trem desgovernado e eu ali, maquinista surtada tentando evitar o pior.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Rio de Janeiro Sitiada.

Violência no Rio de janeiro não é novidade pra ninguém. Ontem eu estava ouvindo o Secretário de segurança dizer: -Temos que manter a rotina.
Aí eu pensei cá comigo: Se a nossa rotina já é ter medo mesmo, então quer dizer, nada absurdo. Tudo bem, manteremos a rotina.
Hoje eu vejo a seguinte cena no Big Brother bizarro que se instaurou na Rede Globo:
Tanques de guerra chegando na Penha, na tentativa de tomar a Favela Vila Cruzeiro. Gente, tanques de guerra! Como é que a pessoa mantém sua rotina normal com 75 veículos incendiados em 3 dias? Como uma pessoa pode fingir que está tudo bem, sabendo que pode estar dormindo no ônibus (não durmam no ônibus) e caraca! Acordar e perceber que além da baba há gasolina no seu corpo? Como é que alguém que manda tanques de guerra pras ruas tem a cara de pau de pedir que as pessoas mantenham a sua rotina e fiquem calmas???
Difícil.
A população do Rio de Janeiro está em pânico. Só de saber que alguém que a gente ama está na rua, de carro ou de ônibus a gente fica com os cabelos em pé.
Update: atualizado e criticado.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Cartas para Cecília. ::: 1 ::: Sobre felicidade
Filha,
Felicidade é uma palavra que você ainda vai ouvir muito na sua vidinha. Vão te cobrar alucinadamente que você seja feliz, vão te dar receitas prontas e totalmente falíveis, vão te dizer que a vida retratada no comercial de margarina deve ser o seu ideal de felicidade.
Mas você está sendo criada pra questionar, e de forma alguma aceitar o que te impõem de maneira passiva. A sua felicidade será algo que te complete e que não está diretamente ligado ao que a sociedade espera de você.
E sim, você tem o direito de ser infeliz, ainda que isso me doa o coração. Há momentos na vida em que a infelicidade serve de motor propulsor para melhoras, reavaliações, crescimento. E quando isto acontecer eu vou estar aqui, caso você precise de algum conselho repleto de partidarismo materno.(E a gente sempre precisa)
Felicidade tem a ver com liberdade de escolhas, então que você cresça valorizando a sua liberdade sob todos os aspectos, que você nunca perca o ímpeto de lutar pra buscar aquilo que te fizer feliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Se eu pudesse tomava as rédeas do seu destino e escreveria a sua história de maneira que a felicidade precisasse te encontrar, e não o contrário. Mas infelizmente não é assim. A vida é cheia de percalços, de batalhas, de incoveniências, mas que nada disso apague o seu brilho, que nada disso te freie, que nada disso te impeça de lutar.
Que você saiba valorizar a felicidade alheia, para que a sua não se justifique pelo sofrimento de ninguém.
Aqui dentro do meu coração há uma infinidade de desejos de que você seja feliz e se isso bastasse a sua história já estaria contada, mas que graça teria, né?
P.s.
Antes de você felicidade pra mim era complexa, cara, quase inalcançável... Depois de você, a minha felicidade está guardada no seu sorriso, no momento em que você diz:
-Mamãe "tim amo" Viu? Às vezes é tão simples...
Será que um dia você irá ler isso? rs!
beijo,
Mamãe.
Felicidade é uma palavra que você ainda vai ouvir muito na sua vidinha. Vão te cobrar alucinadamente que você seja feliz, vão te dar receitas prontas e totalmente falíveis, vão te dizer que a vida retratada no comercial de margarina deve ser o seu ideal de felicidade.
Mas você está sendo criada pra questionar, e de forma alguma aceitar o que te impõem de maneira passiva. A sua felicidade será algo que te complete e que não está diretamente ligado ao que a sociedade espera de você.
E sim, você tem o direito de ser infeliz, ainda que isso me doa o coração. Há momentos na vida em que a infelicidade serve de motor propulsor para melhoras, reavaliações, crescimento. E quando isto acontecer eu vou estar aqui, caso você precise de algum conselho repleto de partidarismo materno.(E a gente sempre precisa)
Felicidade tem a ver com liberdade de escolhas, então que você cresça valorizando a sua liberdade sob todos os aspectos, que você nunca perca o ímpeto de lutar pra buscar aquilo que te fizer feliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Se eu pudesse tomava as rédeas do seu destino e escreveria a sua história de maneira que a felicidade precisasse te encontrar, e não o contrário. Mas infelizmente não é assim. A vida é cheia de percalços, de batalhas, de incoveniências, mas que nada disso apague o seu brilho, que nada disso te freie, que nada disso te impeça de lutar.
Que você saiba valorizar a felicidade alheia, para que a sua não se justifique pelo sofrimento de ninguém.
Aqui dentro do meu coração há uma infinidade de desejos de que você seja feliz e se isso bastasse a sua história já estaria contada, mas que graça teria, né?
P.s.
Antes de você felicidade pra mim era complexa, cara, quase inalcançável... Depois de você, a minha felicidade está guardada no seu sorriso, no momento em que você diz:
-Mamãe "tim amo" Viu? Às vezes é tão simples...
Será que um dia você irá ler isso? rs!
beijo,
Mamãe.
sábado, 20 de novembro de 2010
A Juliana falou tudo.
Tudo o que eu queria dizer neste Dia da Consciência Negra.

Leiam lá:
http://juliana-finaflor.blogspot.com/2010/11/novembro-20.html

Leiam lá:
http://juliana-finaflor.blogspot.com/2010/11/novembro-20.html
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cecília e a evangelização involuntária.

Cecília descobriu um Dvd suuuuuuper bonitinho, suuuuuuper fofo, suuuuuper tudo o que os dvd's pra essa idade são, mas com um porém: É um dvd evengélico. Aline Barros volume 1.
Não preciso ficar explicando aqui que não tenho nada contra os evangélicos, porque isso é tão óbvio que eu me recuso, meus quarenta amigos do peito evangélicos estão aí pra testemunhar pra quem quiser.
A minha questão é a seguinte: Religião é uma coisa pessoal. Cada um escolhe a sua, ou não escolhe nenhuma, vira ateu, perfeitamente compreenssível pra mim, porque até eu já tentei ser, como já contei neste post aqui. Então se é uma coisa pessoal, de escolha consciente só deve ser introduzida quanto a criança já tiver discernimento para tal.
O batizado já foi uma questão enorme pra mim. Só batizei porque cedi às pressões sociais, por mim ela só seria batizada se quisesse, quando pudesse escolher. Mas tudo bem, é aquela história, se bem não faz, mal não há de fazer. Fiz a minha mãe feliz, fiz a minha sogra feliz, beleza.
O meu maior problema é que o tal DVD super fofo, também é super evangelizador. Aí vocês me dizem: Ahhhhhhhh Luciana, para de show que uma criança de dois anos não vai se influenciar com isso!
Vai sim. Eu vejo muito bem que ela já repete algumas coisas, pede pra colocar moedinhas no cofrinho sempre que toca a musiquinha da viuvinha que coloca as moedinhas na caixinha, então "Quédizê"...Me preocupo.
Se fosse de vez em quando, tudo bem, mas ela pede esse bendito dvd o di-a to-do!
-Mãe coloca Bááááááárros. Gente eu não aguento mais. Já sei as músiquinhas de cor e salteado, de trás pra frente, em braile, em código morse.
E ainda tem a evangelização. É demais pra mim.
Alguém aí que é mãe, quando a criança encasqueta assim com um dvd, passa logo? Pelamor!
Mas então é isso, tô aqui agora escutando Cecília gritar: - Xim Jeshus! rsrsrsrsrs
Mas, podia ser pior né? Podia ser - Vaaaaaaasco! kkkkkkkkkkkkk
Brincadeiras à parte, compreendo e respeito todas as religiões, mas me reservo o direito de sempre colocar as minhas opiniões de forma verdadeira (às vezes até incoerente como todo ser humano que se preze) e divertida.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
A Sexta e a Música!
Quem resiste a Hebert Viana e Leoni juntos em "Por que não eu?" ?
E quem mais aí adooooooora a voz do Leoni?
Atire o primeiro iô iô da Coca Cola quem nunca ouviu:
-Garotos não resistem aos seus mistééééérios, garotos nunca dizem nããããão, no último volume!
E quem mais aí adooooooora a voz do Leoni?
Atire o primeiro iô iô da Coca Cola quem nunca ouviu:
-Garotos não resistem aos seus mistééééérios, garotos nunca dizem nããããão, no último volume!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Como não sabotar a sua dieta:

Porque eu como eu já disse neste post aqui adoro comer, então se eu quiser ficar gata e posar para a Playmãe tenho que me cuidar e fazer uma dietinha de vez em quando (mas beeeeeeem de vez em quando messsssssmo!)
Não use a desculpa de que o seu marido quer comer bolo de chocolate, mesmo depois de já ter perguntado e ele dito que não, só porque você está com desejo de comer bolo de chocolate. Ah, e depois de por o bolo pra assar, não fique lambendo a massa que ficou na tigela, tá? (Não que eu tenha feito isso... rs!)
Não se recuse a jogar fora todos aqueles doces de Cosme e Damião que estão guardadinhos bem ao seu alcance, com a desculpa esfarrapada de que a qualquer momento pode chegar uma criança na sua casa e querer comer doce, visto que a sua filha não come tanto doce e você só recebe crianças em casa a cada passagem do cometa Haley. (Não que eu tenha isso em casa... rs!)
Não coma chocolate escondido e fique achando que não vai engordar só porque ninguém está vendo. ( Eu não faço isso não, nem morta! rs!)
Lembre-se sempre que pessoas de dieta comem frango sim, mas ele bem sem graça e grelhadinho, portanto nada de ficar fazendo frango gratinado com 487 tipos de queijo.
(Eu jamais colocaria 487 tipos de queijo no frango, coloco apenas 486)
Não fique falando para o seu marido: "-Vamos tomar um vinhosinho?" querendo mesmo é a pizza que acompanha o vinho. (errr...)
Não fique colocando a culpa de a calça 38 não dar em você na indústria da moda que faz as roupas cada vez menores. (Mas fazem mesmo, né?)
Não tenha em casa comidas que não são de Deus, aquele tipo de comida que vicia, e vamocombiná: vício não é de Deus.
Ex:
Salgadinhos Elma Chips
Coca Cola
Chocolate Bis
Não tenha em casa as combinações maléficas a seguir:
Biscoito Club Social + Philadelfia Cream Cheese

Nutela + Biscoito da vaquinha
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Tem nojinho de tudo, é?
Então não tenha filhos!
É tanta coisa nojenta que a gente faz que olha, vô te contar!

Cena 1:
Cecília ainda bebezinho, com uma baita prisão de ventre. Chorando horrores pra fazer o dito cujo, a gente chorando junto só de ver o sofrimento da bichinha...
Mas vamos agir. Supositório de glicerina.
Daquele jeito mesmo, isso mesmo que vocês estão pensando.
A gente colocava e ficava lá esperando, vocês sabem o que. E quando o cocô saia, era como se fosse final de copa do mundo! A felicidade era praticamente a mesma.
Quando é que eu ia imaginar meu Deus, o tamanho da felicidade que eu iria sentir na vida por estar vendo um cocô!
Cena 2
Cecília tá resfriada (Sério? Mentira? Nossa, que raro. hehehe), é meleca que não acaba mais, é tanta meleca que você chega a imaginar que alguma força sobrenatural está agindo, porque não é pos-sí-vel que de dentro de um narizinho tão pequetito possa sair tanta meleca.
Estamos calmamente vendo os clipes da Galinha Pintadinha pela 124.562.358.9741 vez, quando de repente, vem aquele espirro monumental!
Cecília olha pra mim e eu vejo aquele rio Amazonas de meleca verde que vai do nariz até o queixo.
Quando eu penso em pegar o lencinho, ela, mais rápida que um cometa, passa o seu lindo bracinho no rosto na tentativa de conter aquela erupção de gosma verde, o que acaba é claro, por sujar todos os outros cantos do rosto que antes não estavam melecados, e de brinde eu ainda ganho um bracinho batizado de meleca!
Que beleza heim?!
Isso quando não se tem que usar aquela bombinha de sugar meleca, nos casos mais graves de abundância melecal que impede a criança de dormir. (Eu queria muito descobrir quem foi o cara que pensou: -Puxa, vou inventar uma bombinha sugadora de meleca e vou revolucionar o mundo das mães desesperadas de primeira viagem! - Daria um beijo, um abraço um cheiro e um brigadeiro pra essa pessoa iluminada!)
Cena 3
Bem no meinho do almoço, aquele momento em que a comida está mais gostosa, já atingiu sua temperatura ideal, nem quente nem fria, em que se pode sentir exatamente todos os sabores, Cecília vira pra mim e diz:
-Mamãe, fez cocô. (E vira a bundinha pra mim, porque é isso que ela faz sempre)
Então eu tenho que guardar o prato um instantinho olhar dentro daquela meiga fraldinha com bichinhos desenhadinhos e constatar que dentro dela tem uma coisa que não é nada meiga.
E parto pra trocar o cocô, aquela coisa de sempre, né: A criança não pára quieta, lenço daqui, lenço dali, pomada daqui pomada dali, fraldinha novinha, bumbum cheirosinho aí eu penso pronto, vou voltar a comer.
Lavo as mãos, sento e como como se nada tivesse acontecido. (estômago de macho! rs!)
Cena 4
Cecília está comendo um biscoito recheado e como sempre, esperta que é, ela abre as bandinhas do biscoito pra comer apenas o recheio. O biscoito mesmo fica lá coitado, rejeitado, humilhado, depressivo.
Mas vocês pensam que ela se contenta em apenas jogar a massinha doce na boquinha e engolir? Nãããããão!
Tem que botar na boca, revirar pra lá e pra cá, lambuzar bastante com baba, tirar da boca, fazer uma bolinha com as mãos e tacar pra dentro da boca de novo.
Mas eis que num rompante de solidariedade e bondade ela não faz apenas uma bolinha, ela faz duas, molda as bolinhas babentas com todo o cuidado e carinho, gira pra lá e pra cá nas mãozinhas que só deus sabe por onde andaram antes de começar a fazer as bolinhas de recheio.
Adivinha pra quem era uma das bolinhas?
-Come, mamãe! É seu!
Comi. Glup!
Morri. Ploft!
É tanta coisa nojenta que a gente faz que olha, vô te contar!

Cena 1:
Cecília ainda bebezinho, com uma baita prisão de ventre. Chorando horrores pra fazer o dito cujo, a gente chorando junto só de ver o sofrimento da bichinha...
Mas vamos agir. Supositório de glicerina.
Daquele jeito mesmo, isso mesmo que vocês estão pensando.
A gente colocava e ficava lá esperando, vocês sabem o que. E quando o cocô saia, era como se fosse final de copa do mundo! A felicidade era praticamente a mesma.
Quando é que eu ia imaginar meu Deus, o tamanho da felicidade que eu iria sentir na vida por estar vendo um cocô!
Cena 2
Cecília tá resfriada (Sério? Mentira? Nossa, que raro. hehehe), é meleca que não acaba mais, é tanta meleca que você chega a imaginar que alguma força sobrenatural está agindo, porque não é pos-sí-vel que de dentro de um narizinho tão pequetito possa sair tanta meleca.
Estamos calmamente vendo os clipes da Galinha Pintadinha pela 124.562.358.9741 vez, quando de repente, vem aquele espirro monumental!
Cecília olha pra mim e eu vejo aquele rio Amazonas de meleca verde que vai do nariz até o queixo.
Quando eu penso em pegar o lencinho, ela, mais rápida que um cometa, passa o seu lindo bracinho no rosto na tentativa de conter aquela erupção de gosma verde, o que acaba é claro, por sujar todos os outros cantos do rosto que antes não estavam melecados, e de brinde eu ainda ganho um bracinho batizado de meleca!
Que beleza heim?!
Isso quando não se tem que usar aquela bombinha de sugar meleca, nos casos mais graves de abundância melecal que impede a criança de dormir. (Eu queria muito descobrir quem foi o cara que pensou: -Puxa, vou inventar uma bombinha sugadora de meleca e vou revolucionar o mundo das mães desesperadas de primeira viagem! - Daria um beijo, um abraço um cheiro e um brigadeiro pra essa pessoa iluminada!)
Cena 3
Bem no meinho do almoço, aquele momento em que a comida está mais gostosa, já atingiu sua temperatura ideal, nem quente nem fria, em que se pode sentir exatamente todos os sabores, Cecília vira pra mim e diz:
-Mamãe, fez cocô. (E vira a bundinha pra mim, porque é isso que ela faz sempre)
Então eu tenho que guardar o prato um instantinho olhar dentro daquela meiga fraldinha com bichinhos desenhadinhos e constatar que dentro dela tem uma coisa que não é nada meiga.
E parto pra trocar o cocô, aquela coisa de sempre, né: A criança não pára quieta, lenço daqui, lenço dali, pomada daqui pomada dali, fraldinha novinha, bumbum cheirosinho aí eu penso pronto, vou voltar a comer.
Lavo as mãos, sento e como como se nada tivesse acontecido. (estômago de macho! rs!)
Cena 4
Cecília está comendo um biscoito recheado e como sempre, esperta que é, ela abre as bandinhas do biscoito pra comer apenas o recheio. O biscoito mesmo fica lá coitado, rejeitado, humilhado, depressivo.
Mas vocês pensam que ela se contenta em apenas jogar a massinha doce na boquinha e engolir? Nãããããão!
Tem que botar na boca, revirar pra lá e pra cá, lambuzar bastante com baba, tirar da boca, fazer uma bolinha com as mãos e tacar pra dentro da boca de novo.
Mas eis que num rompante de solidariedade e bondade ela não faz apenas uma bolinha, ela faz duas, molda as bolinhas babentas com todo o cuidado e carinho, gira pra lá e pra cá nas mãozinhas que só deus sabe por onde andaram antes de começar a fazer as bolinhas de recheio.
Adivinha pra quem era uma das bolinhas?
-Come, mamãe! É seu!
Comi. Glup!
Morri. Ploft!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Assim caminha a humanidade (Pro buraco)

Esses dias quase enfartei de indignação ao ler mensagens xenófobas de pessoas responsabilizando o Nordeste pela vitória da Dilma. Preconceito levado às raias da loucura. Desejou-se que matassem nordestinos afogados, chamaram-nos de preguiçosos, retrógrados, mortos de fome e mais uma infinidade de injúrias que me falta coragem de registrar aqui.
Sabe tristeza? Mas tristeza mesmo, aquela que se abate sobre o seu peito e faz parecer que está tudo cinza, nublado, frio? Pois foi isso que eu senti quando me deparei com as coisas que li.
É engraçado ver ir por água abaixo o discursinho de "Mas o Brasil não é racista", como disse Ali Kamel representante da alta cúpula do jornalismo da tv globo (óbvio) neste seu livrinho sem vergonha. Um discurso fajuto, propagado por quem tem interesse em manter a política de inércia das classes sociais brasileiras. Um povinho que fica arrancando os cabelos quando se vê diante de um negro em uma universidade, ou quando descobre que o seu vizinho não tem o sangue azul da "aristocracia"(Ha-Ha-Ha) brasileira.
Afinal de contas, pobre é pobre, rico é rico e que fique bem claro que cada um deve ficar no seu quadrado.
Quando surge alguma possibilidade de mobilidade social, o que se vê é entrar em cena a verborragia dos donos do Brasil, tentando alucinadamente reverter o quadro de [Brasil que cresce pra todos].
Falas raivosas, impregnadas de um racismo disfarçado, irônico, como no caso das cotas raciais eu já estava acostumada a ouvir, mas o que se viu agora foi cair a máscara. Ninguém disfarçou nada, bradou-se pra quem quisesse ouvir as mais caluniosas infâmias contra um povo, e mais, escreveu-se, publicou-se e tornou-se público o que se tenta manter debaixo do pano: O Brasil está infestado de gente que o quer repartir, cercar e vender. Estes sim, retrógrados, feudalistas, com suas reminiscências medievais.
domingo, 7 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Ela
A minha luz no fim do túnel, a mola do meu fundo de poço, a farinha da minha farofa!
Cecília

Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!
Cecília

Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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