sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ela

A minha luz no fim do túnel, a mola do meu fundo de poço, a farinha da minha farofa!

Cecília




Nunca na História deste universo houve um amor tão grande!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.



A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Xiiis!

A vida vai mudando, a tecnologia vai chegando, se apoderando de tudo e na maioria das vezes eu acho ótimo. Apesar de ser uma nulidade no assunto eu reconheço que as facilidades que a gente tem hoje são imensamente maiores que as que a gente tinha há quinze anos. Longe de mim querer colocar a "tar da tecnologia" como vilã, porque afinal de contas, sem ela eu nem estaria aqui sentada com a minha bundinha digitando esse pequeno texto, este testículo. rs!
Mas tem coisa que não dá pra deixar de ter saudade.
Fotografia era uma coisa mágica. Ter o momento feliz que a gente viveu ali, nas nossas mãos, imortalizado, era de uma importância sem fim.
Minha mãe guarda umas 6 fotos de quando eu ainda era um bebê como se fosse uma relíquia. Eu guardo as 2.000 fotos que Cecília já tem até hoje aqui dentro do PC, correndo risco de dar um pau e perder todas de uma vez. Uma vergonha.
Me lembro das festinhas infantis da minha infância, dos aniversários de quinze anos e até dos casamentos em que o fotógrafo disputava em importância com aniversariantes e noivos.
E esperar pela revelação das fotos era angustiante, mas delicioso! Reunir todo mundo em volta do álbum depois, mais ainda! Claro, se não ocorresse a maior tragédia da história da humanidade: Queimar o filme todo! Disso eu não tenho saudade. rs!
Era dispendioso, gerava ansiedade, mas era de uma magia sem fim. Eu me encantava com os flashes, com a postura quase nobre dos fotógrafos, mesmo quando estes eram o tio ou a madrinha da criança em uma festinha infantil, ou um batizado. Sem falar na alquimia da revelação das fotos, tudo era cercado de mistério e fantasia.
E não podia desperdiçar as poses dos filmes! Era um tal de juntar todo mundo, uma algazarra! As fotos tinham muito mais bossa!
Mas o que mais me preocupa com a banalização da fotografia é a falta de critério ao fotografar. Há algum tempo eu fui a um casamento em que quase todos os convidados haviam levado máquina digital, e quando não fotografavam com máquina fotografavam com o celular. A festa era só flash! Chegavam a fotografar o fotógrafo da festa! Sério.
Na hora da cerimônia, que aconteceu no próprio salão, o pastor e os noivos quase ficaram cegos. E era uma indiscrição! Tinha até mãe de madrinha querendo fotografar a filha no altar! Certamente pra ela a filha madrinha era bem mais importante que a noiva. Uma coisa horrorosa!
Se é uma comemoração informal tudo bem, mas gente, casamentos, batizados e afins merecem o mínimo de educação e respeito por parte dos convidados fotógrafos! rs!
Um pouquinho de bom censo não faz mal e não engorda!
Uma coisa que era pra se inegavelmente boa na era digital é o fato de que você pode apagar aquela foto em que saiu zaroio ou desgrenhado e tirar de novo, mas não se iluda, com certeza há milhões de fotos suas nessas condições espalhadas mundo afora afinal, onde havia a sua máquina, haviam outras cem!
E as fotos dão lugar aos vídeos! Gente, não consigo acompanhar! Sô tecnologicamente lenta? rs!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fulana de tal mostra a calcinhazzzzzzzzz

Mostrar a calcinha "sem querer" já está tão usual pras Sub-Subcelebridades que daqui a pouco o que vai dar audiência e o NÃO mostrar a calcinha sem querer.

Mas que coisa triste ver mulheres serem vendidas assim na mídia, como um pedaço de carne no açougue. Pra mim chega a ser constragedor saber que depois de tanta luta por equiparação de condições, por algum tipo de respeito, a coisa degringolou pra esse nível.
De uns tempos pra cá surgiram até algumas profissões novas no mercado:
Capa de revista masculina (e tem algumas que já posaram tanto que daqui a pouco vão pedir aposentadoria por tempo de serviço)
Mostradora de calcinhas em quadras de escola de samba ( a mulher tá lá em cima de um camarote com uma roupa mínima sambando levantando a perna e ohhhhhhhhhh a manchete: "Siclaneide mostra a calcinha na quadra do Salgueiro", que coisa! Noooossa como isso foi acontecer???? Faça-me o favor.
Frequentadora de Praia (só eu rio com manchetes do tipo: "Creuzilene vai à praia" ?).
Fora o combo modelo-atriz-namorada de jogador de futebol, que perdeu um pouco seu prestígio porque tá muito perigoso ser namorada de jogador de futebol hoje em dia.

Aqui no Rio há alguns "jornais", uns lixos em que a primeira página é dedicada às chamadas gatas da hora, mulheres praticamente nuas em poses de fazer inveja à contorcionistas de circo. Eu sinto vergonha alheia.

Marilyn é que sabia mostrar uma calcinha com dignidade! rs

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Lá o mundo tem razão"


A gente vai chegando e mal sai do carro já tem gente indo ao nosso encontro, de sorrisão no rosto, acenando, parece saudade de um mês mas só faz uma semana. Eu pisco e Cecília já não está mais no meu colo, já passou pro colo da vó, que passa pro colo da tia, que vai pro chão, que dá a mão pras meninas e some quintal adentro.
Descarregamos do carro aquela infinidade de mochilas e bolsas dos quais eu não consigo me livrar, parece que estamos indo pro Sertão passar um ano, mas é só um fim de semana na minha mãe.
Entramos encostando as bolsas num canto qualquer e quando eu penso que não, sou arrebatada por um beijo gostoso de cada lado da buchecha, e abraços e apertões que são sempre gostosos, mas quando elas veem que há presentinhos de Dia das crianças nas bolsas ficam ainda mais! Crianças são um tantinho interesseiras em se tratando de brinquedos, e quem não era?
Raissa e Ingrid, duas pretinhas lindas de viver, meus bombozinhos, minhas sobrinhas, um dos tesouros da minha vida. Quando eu fui morar longe meu coração quase parou, e às vezes quase para de saudade, mas volta a bater desenfreadamente quando eu vejo aqueles sorrisos correndo em minha direção quase me desequilibrando as pernas com um abraço gostoso!
Eu chego naquela casa e parece que eu entrei em um túneo do tempo, o cheiro da comida, as risadas, os vizinhos passando, o cachorro no quintal de terra batida, as roupas balançando no varal, toda uma aura de infância que me faz remoçar, eu sempre saio desses fins de semana com um misto de cansaço e alegria rejuvenescedora!
E a gente conta as novidades, todas de uma vez! Todas nós falando ao mesmo tempo, como se o mundo fosse acabar e não fosse dar tempo de contar! Uma confusão de vozes e gargalhadas que meu marido custa a acreditar alguma de nós esteja realmente entendendo alguma coisa.
Cecília já nem vejo mais, se mistura com a bagunça de crianças na terra sem lei da casa da vóvó. Voam travesseiros, o colchão agora é pula pula, e elas brincam, cantam, correm desenham, pintam e bordam! E eu vejo a minha filha tão feliz que que me dá até uma paz no coração!
A comida está cada vez mais cheirosa! A conversa desorganizada passa pra cozinha, marido finalmente consegue ouvir o futebol.
E tem feijão borbulhando no fogão, fumacinha saindo da panela do arroz, eu sinto um quentinho na perna e quando olho pro forno a minha boca inunda! rs!
E é um tal de experimenta daqui, experimenta de lá, que quase me faz perder a fome, quase. rs! E as risadas continuam, a tagarelice também, a comida tá pronta! Chama as crianças!
E a gente come, come não, se deleita!
Dona Ines, se existisse um Nobel de culinária certamente seria dela!
E chegam os vizinhos, que comem também, um exagero de comida que se justifica pela quantidade de pessoas que vão passando e comendo um pouquinho. Visitinha de nada, só pra ver como a minha filha tá grande, mas a minha mãe jamais deixa alguém sair da casa dela sem comer alguma coisa! Lembram desse post?
Depois do almoço vai dando um soninho, e tem sempre um ventinho entrando pela janela, aplacando o calor e convidando pra uma sonequinha na varanda!
Cecília tá que só pára pra comer, e olhe lá! Tá lá, se embrenhando no meio das bonecas, tentando imitar os trejeitos da primas, falando coisa nova que nem eu tinha ouvido ainda, sentada no chão, de pés descalços, me fazendo ter cada vez mais certeza de que felicidade é a coisa mais simples do mundo!
E o tempo passa, a tarde cai e já tem cheirinho de café, de pão de queijo e bolo!
Chama as crianças!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Sexta e a Música!

Corinne Bailey Rae em 'Paris Nights, New York Mornings'
Alguém aí consegue não amar? Eu não.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DR com o Blog.


Então Blog vamos discutir a nossa relação. (Blog faz cara de tédio)
Quando eu te criei estava em uma situação muito difícil, totalmente presa aos cuidados com o meu anjinho que ainda não era essa coisinha independente que ela se tornou hoje. Isso aqui era como uma janela, em que na falta de alguém pra conversar (você sabe, eu moro longe de tudo e de todos), eu debruçava e conversava com quem quisesse ouvir.
Pois bem, escrever aqui foi ficando cada vez mais legal, conheci outros blogs, pensamentos parecidos com os meus que me deixam feliz, pensamentos totalmente contrários aos meus que me deixam P. da vida, mas enfim, continua sendo legal, eu sei conviver com as diferenças.
Tem um negócio chamado analytics que eu entro de vez em quando, que me mostra quantas pessoas se dignaram a ler as bobagenzinhas que eu escrevo aqui, e esse número foi crescendo, foi crescendo, foi crescendo, e eu começei a te ver como algo pros outros, não mais pra mim.
Comecei a me obrigar a escrever, pra que essas pessoas que veem aqui sempre tivessem algo pra ler, e aí sim, comecei a não achar mais graça, porque o que eu gosto mesmo é da idéia da janela, se eu tô a fim de conversar eu abro e tagarelo, se não eu fecho a janela e pronto.
Volta e meia eu encontro alguém que diz: -Eu sou leitora assídua do teu blog! ou -Teu blog é muito engraçado! Nessas horas eu sinto uma vergonhona! Cara, alguém tá lendo o que eu tô escrevendo! Que vergonha! Será que tem muito erro de português? Será que eu fui muito careta quando eu falei do assunto tal?
Porque a pessoa te dizer é diferente do Analytics, lá é só um número, e números não te encontram na festa! Então essas horas são para mim um misto de alegria, vaidade e vergonha.
Sem falar na privacidade! Eu sempre me policio se não estou escancarando demais a vida aqui, porque não é legal esse egocentrismo desmedido de achar que as pessoas podem querer saber até a marca do seu sabonete. Uma coisa horrível. E tem o Marido, que é ultramegareservado, então qualquer coisa relacionada a ele é pensada trezentas vezes antes de escrever.
Enfim, o que era pra ser só uma coisinha de nada se transformou em uma coisONA de nada. rs!
Então vamos ficar combinados assim: Tudo o que for escrito aqui será somente o que estiver me dando na telha, o que for interessante pra mim. Se por ventura for interessante pros seus leitores ótimo, se não, patience.
Mais uma coisa, nada de ficar achando que eu não me importo com você só porque eu fiquei uns dias sem aparecer, não dá pinta de carente porque ninguém merece!

Pra terminar, eu gostaria de dizer aos leitores que qualquer erro de português visualizado aqui é mera alucinação, porque eu tenho curso superior e pessoas com curso superior são superiores, como o próprio nome já diz, portanto não cometem erros. Há! rs!

Se você, caro leitor, não é capaz de entender as minhas ironias leve em conta a seguinte afirmação:
"Este é um blog de ficção, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coinscidência."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A quarta, a música e o pirepaque.

Uns quinze anos sem ficar doente e de repente tenho dois pirepaques em intervalo de dois meses. Não tô acostumada e nem quero.
Esta semana passei um mal desgraçado, febre, a cabeça querendo explodir, e o corpo pedindo pra sair. Fui parar no pronto-socorro, e eu tenho medo de hospital, pronto falei.
Pra eu chorar de dor tem que ser um negócio hardcore, entrei na emergência desandei a chorar, ou seja, fico pior no Hospital que fora dele.
Me vira o médico e diz que a medicação ia ser na veia, e que eu ia ficar "uma horinha" no soro. Co-mo-as-sim??? Passei mal de novo.
Aí me vem a enfermeira com um sorriso de quem vai sei lá, fazer a minha unha e tasca duas injeções do tamanho do bondinho de Santa Teresa cada uma. Sadismo, só digo isso.
Eu lá, já sem paciência pro tal soro, passa o médico e eu pergunto:
- Doutor, será que eu tenho que ficar com esse soro até acabar a bombinha?
Vira ele:
- Pra quê tanta pressa? Se houver alguma infecção importante no seu exame de sangue você vai ficar internada! (Os médicos teem a incrível capacidade de nos fazer sentir idiotas).
Gente, internada? CO-MO-AS-SIM MAIÚSCULO. Cogitei fugir do hospital. (mentira, errr, quase.)
Mas enfim, não fiquei internada, tô bem, meus advogados não precisaram redigir meu testamento e o comando das minhas empresas não será disputado ferrenha e deslealmente pelos meus familiares (tenho que parar de ver novela).
O médico diagnosticou uma leve infecção, minha mãe diagnosticou Mau olhado. E eu tô decidindo aqui se eu tomo o antibiótico ou se acendo uma vela pro meu anjo da guarda. Brinks! vou fazer as duas coisas! há.
Amigos me coloquem Bom olhado pra anular as forças do mal, ok? Conto com vocês! rs!

Mas então, deitada lá, olhando as gotículas de soro caindo eu só pensava nessa música:

domingo, 26 de setembro de 2010

Amigo bom é amigo vivo!

E como quem é vivo sempre aparece, ontem eu reapareci na conviênvia festiva de amigos queridos, queridos até NÃO dizer chega!
Este último ano foi duro. Muita coisa pra fazer, a vida pedindo pressa, pouco tempo pra mim, muito tempo pra Cecília. Não foi de livre e espontânea vontade o chá de sumiço que eu tomei, ele me foi entornado goela abaixo pela própia vida.
Não dá pra ficar indo a bares, festas e baladas com uma criança de 1 ano e poucos!
Eu bato palma e tenho inveja de quem consegue, mas pra mim essas situações são pra relaxar, beber um pouquinho, conversar... E gente, uma criança nesta idade (a minha pelo menos) precisa que você corra atrás dela o tempo todo, e dê comidinhas saudáveis e fresquinhas, e fique dizendo que não pode isso, que não pode aquilo, ou seja, não é legal nem pra nós nem pra ela!
Agora tá melhorando um pouquinho, a escolinha está dando uma disciplinada, deixando ela mais ouvinte, mais quietinha e aos poucos a gente vai voltando com a nossa programação normal. rs!
Mas esse papo furado todo foi só pra tentar explicar o sumiço (apesar de saber que eles compreendem) e pra dizer o quanto a presença desses amigos lindos me faz feliz! E olha que faltou gente hein! Ainda tem muita saudade pra matar aqui dentro do meu peito! (soou meio sertanejo isso! rs!)
Felicidades pra Carla e pro Igor, mas o presente mesmo quem ganhou fui eu!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."



Fui balançar, volto em breve.
bjo,
Lu

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Ou simplesmente Cora Coralina.
Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.

Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

Cora Coralina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Notinhas



Após desbravar matas, atravessar oceanos, escalar montanhas, degladiar-se com feras mitológicas, monstros marinhos, incorporar o Mad Max e ir Além da Cúpula do Trovão, marido conseguiu encontrar uma carrocinha e me trazer um podrão!!!!!!
E eu nem tô grávida!
Tem como não amar?

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Eu tenho quatro livros pra ler em dois meses (caso de morte ou morte), isso seria relativamente fácil pra quem gosta de ler, mas não pra mim, que pego asco do livro se for uma leitura imposta.
Então eu necessito urgente de uma boa técnica de leitura dinâmica. Urgente!

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Tô eu linda, bela e modesta na Biblioteca da Faculdade quando meu celular vibra no bolso, eu atendo e escuto:
-Alô, Luciana, é a Roberta aqui da escolinha da Cecília.
Eu (esquecendo totalmente que estava na biblioteca):
- OI SOU EU! O QUE FOI QUE ACONTECEU???????
Roberta:
- É que ela tá chorando muito.
Eu (falando em decibéis inadimissíveis pra uma bibilioteca)
- POR QUÊÊÊÊ?????????? FALA LOGO MENINA!!!!!!!!!!!
Roberta:
- Porque a tia Paula não veio e ela não quer ficar na salinha com a substituta de jeito nenhum.

Joguei a pilha de livros pro alto(quase) e saí igual a uma louca pra buscar Cecília.

Cecília sentiu falta da Tia Paula.
Eu senti ciúme da Tia Paula. (Sô normal?)

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não finja que não é com você.


Você vai morrer. Isso mesmo, falecer, partir desta pra melhor (ou pior, depende do que você andou fazendo por aqui), abotoar o palitó, cantar pra subir.
Não há nada que você possa fazer pra impedir isso, eu disse NADA. Isso pode acontecer daqui a 60 anos, ou pode acontecer amanhã.
Quanto a isso, aí sim, você pode fazer alguma coisa, como por exemplo ir a um médico.
Sabe aquela dorzinha chata? Então, um idiota que não ama a vida passaria 10 anos tomanto Tylenol até descobrir um câncer em estágio avançado e morreria. Uma pessoa esperta iria ao médico, investigaria descobriria em estágio inicial e curaria.
Sabe aquele exame que o médico passou, nada de mais, só rotina, você nem está doente. Mas ele passou, e levando-se em conta que o cara estudou a P*&#$% da Medicina durante uns sete anos, você pode muito bem dar um voto de confiança e fazer a merda do exame. Então vai lá, procura lá na gaveta o pedido, reza pra não estar com a data vencida e vai fazer a bosta do exame.
Não é por você não, se você não ama sua vida, paciência. Isso não teria o menor problema se você fosse um náufrago, um viajante solitário do deserto do Saara, ou tivesse nascido de uma chocadeira e não tivesse botado ovos (para botado ovos leia-se, tido filhos).
Mas acontece, que você tem família, amigos, você faz planos com as pessoas, você promete coisas pras crianças, você assina revista por dois anos, você tem um trabalho de fim de curso pra entregar, você está estudando pra um concurso que só vai acontecer daqui um ano ou mais, você prometeu pra alguém que vai amá-lo até que ele fique velhinho e rabugento, você tem que chorar e borrar a maquiagem no casamento da sua filha, daqui uns trinta anos.
Então pára com essa mania de prorrogar as coisas, pelo menos no que diz respeito a sua saúde, porque isso ainda vai te matar.
Por acaso você tem um bom plano de saúde, mas se não tivesse isso também não seria desculpa. Vê se não vale a pena passar a metade da madrugada em uma fila se a recompesa for ganhar aí mais uns 20 anos de vida, pelo menos!?
Pra fatalidade não tem remédio. Como eu já disse neste post, bigornas são imprevisíveis, mas pra falta de vergonha na cara tem. Então levante esta bunda e vá cuidar da sua saúde, porque você, meu caro(a), sinto lhe dizer, não é imortal.

P.S. Isso foi uma conversa séria que Sandra Rosa Madalena, meu outro eu, teve comigo essa semana. Sonhei por duas vezes que estava morrendo, e isso me fez sair da total falta de vergonha na cara e fazer uns exames que estavam atrasados.
Faz umas três semananas eu tive um siricutico, passei mal horrores, uma coisa tipo fígado ruim sabe?! Fui ao médico que passou trocentos exames, fez mó cara de preocupado e nem assim eu fiz os tais exames.
Os outros dois exames eu tenho até vergonha de falar, foi o meu ginecologista que passou, duas ultrasonografias e tem negócio de seis meses que eu fui lá. Então.
Mais aí, Sandra Rosa Madalena me falou no fim dessa conversa sobre uma coisa que me fez levantar de manhã e sair igual a uma doida pelos laborátorios e clínicas de imagem da vida:
-Se você morrer sua filha vai ficar aí, entregue à MADRASTAS.
Morri só de pensar nisso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."

Mário Lago

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Podrão


Eu ando doida da vida por um podrão, ou hambúrguer de carrocinha, ou Xtudão, como queiram.
Nem quando eu estava grávida tive um desejo assim, chego a sentir o cheiro daquela gordurinha do bacon na chapa nos momentos mais críticos. E cara, aqui no meu bairro não tem uma eu disse UMA carrocinha de hambúrguer! Morro!
Não serve o do Mac donald's, nem do Bob's, fast food não serve. Tem que ser carrocinha de rua. Aquele monte de coisas sobre o balcão, tudo meio desorganizado, sem fiscalização. Então, assim é que é bom.
Quando a gente veio morar aqui tinha uma única carrocinha beeeeem pertinho da subida do morro. Da comunidade. Tá vai, da favela.
Beleza, de vez em quando íamos lá, sentávamos, comíamos um hambúrguer, tudo na maior tranquilidade.
Até que um dia... Até que um dia no meio do processo de compra e venda rola o maior tiroteio, caraca era muito tiro! E a menina da carrocinha: -Que nada, isso não é aqui perto não! Tipo, mó tranquilidade. E eu de-ses-pe-ra-da!
Apertei tanto o hambúrguer que ele deve ter virado sei lá, um misto quente. E eu já olhando os carros pra ver em qual dava pra eu me jogar embaixo, uma tensão. Coisas do Rio de Janeiro, enfim nunca mais aparecemos por lá.
Mas agora no auge do desejo, quando eu já estava quase comprando um colete à prova de balas pra ir lá atrás de um Xtudão, eu descubro que não existe mais. Tristeza.
Na Tijuca, um bairro da zona Norte que pensa que é Zona Sul, tem uns trailers que meio que compraram a idéia da carrocinha, funcionam em largos ou praças, os hambúrgueres são mais ou menos parecidos, e de longe você até pensa que é a mesma coisa. Ledo engano.
Numa dessas buscas pelo Xtudo perdido avistamos um trailer desses, chegando lá cheirinho bom etals e eu me deparo com o cara que faz os sanduíches com um chapeuzinho de Chef (???), com um uniformezinho branco impecável (???), a partir daí já teve aquela má impressão. Mas tudo bem, relevei.
Mas o pior estava por vir. Olhando em volta vimos que sobre as mesinhas haviam cardápios (Como assim???). Olhando o cardápio eu vi que o mais chumbrega dos hambúrgueres vendidos ali custava a bagatela de doze reais! DOZE reais!!!!!!!! Me recusei.
Gente, eu escolho comer um podrão na rua justamente poque é gostoso e barato, você se sente saindo no maior lucro, sabe?! Tipo, se você quiser vai poder até comer dois sem se preocupar com valores! (brinks!! rs!).
Se o negócio é caro, organizadinho, o cara que faz tá vestidinho de chef, e ainda te mostra o cardápio não dá, né?!
Saudade dos sábados da minha adolescência lá em New Iguaçu, quando a gente se arrumava toda e ia pra praça comer um podrão (que ainda vinha com um copo de refrigerante de brinde. há.).
Mas então é isso, esse post total e completamente sem sentido foi só um desabafo, um protesto contra a extinção das carrocinhas de podrão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Urubu, Vira Fênix!


Meu time tá uma merda, um cocô, uma titica. Depois de tanta festa pela conquista do HEXA estamos aí, de ressaca.
O que mata é a falta de organização, de respeito com a nação rubro negra que tanto apóia, que tanto enche estádios em todo canto do país.
Não dá pra levar a sério, um time que se vale apenas de figurões fanfarrões, um time que só consegue alguma coisa se coloca a responsabilidade em cima de um ou dois jogadores, como sempre acontece com as duplas de ataque. E aí quando não tem um "Império do amor" um "Ataque dos Sonhos" toma bonito.
E é uma inércia que dá raiva! Começou com as contratações, ou melhor dizendo a falta delas. Pessoalzin quer que o jogador queira vir jogar no clube por amor à camisa.
P#@$%& nenhuma! Não já estão cansados de saber que no futebol de hoje só tem mercenário??????
Aí ficaram com aquela conversinha mole, não fizeram os esforços financeiros necessários pra garantir um bom time e agora tá aí, fazendo vergonha. VERGONHA!
Acharam que apenas a figura do Zico iria garantir que os jogadores quisessem ter a honra de jogar no Flamengo: - Há! Vâmo botar o Zico que geral vai querer vir!!!!! Até parece...
Pra começar, o Zico não tinha nada que assumir cargo no Flamengo, Zico tem que ficar no campo da Lenda do Futebol, que onde é o seu lugar. É meu ídolo? É. É melhor que Maradona e Pelé juntos? É. Mas tá servindo pra alguma coisa como Diretor Executivo? Não.
Agora tem que aturar Val Baiano, que mais parece um sabotador, não bastasse não fazer p$&*@# nehuma, ainda atrapalha jogadas como se fosse de propósito! Marido quase infarta!
Tem que aturar uma camabada de jogadores fora de forma. Leandro Amaral corre 10 minutos e quase pede pra tomar soro, Pet joga bem? Joga. Mas é tiozão né gente?! Coitado, não dá conta de jogar sozinho...
A única coisa boa é ver despontar a estrela de Diego Maurício. A parte ruim é que logo, logo Diego Maurício vai pra "Zoropa".
Demitiram Andrade, The Técnico Of The HEXA, por pura politicagem, inventaram uma crise fajuta e fizeram a merda. Desreipeitaram um bom técnico, comprometido, e agora estão aí trocando Rogério Lourenço por Silas! Bota o Zico pra treinar, ué! Bota Patrícia Amorim pra jogar, ué! Brinks! rs!
Mas olha, a pessoa fica desgostosa de ver esse time jogar. Tá uma merda, sem esperanças de melhora, de ficar cheirosinha. Este ano é torcer pra não cair.
Melhorar só se o Urubu virar Fênix...
E vô te falar: Não assinem o PFC, dá azar.

Abaixo, a síntese do pensamento do jogador de futebol brasileiro com Marcelo Adnet:
Muito bom! rs!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cecília, a disciplinadora.



A Gaveta da bagunça foi finalmente arrumada! (Agora só falta a vida, rs!)
E enquanto eu arrumava a gaveta Cecília mexia nos livros, mexia não, tentava rasgar as capas.
Eu louca da vida disparo:
-Rasgar não! Nãããão pode! Hum. Ai, ai, ai, Isso é muito feio! (Isso ainda é o mais brava que eu consigo ser, mas eu aprendo.)
Ela dá um choramingo e esquece, vai brincar com as bonecas.
Uma bela hora eu termino de arrumar a gaveta e me deparo com uma montanha de papel contendo informações pessoais, que não poderia ir pro lixo direto, tudo precisava ser rasgado.
No que eu começo a rasgar vem Cecília, tira o papel da minha mão e me diz com olhar penetrante e cara de zangada:

-"Ragá" não mamãe! Não pode! ai ai ai, "muto" feio!

E eu vou fazer o quê? Me desautorizar?
Fiz como ela, fui fazer outra coisa e só rasguei os papéis quando ela dormiu.

Cecília, a Celebridade:

-Ciça, faz uma pose pra mamãe tirar foto?
- Não.


Cecília, a exibida:

-Mamãe, tira foto!

domingo, 29 de agosto de 2010

"Purgatório da beleza e do caos"


Que bom seria se o meu Rio de Janeiro fosse apenas a beleza que se vê do alto, nos sobrevoos de helicópteros, nas chegadas e partidas dos aviões.
O Rio visto do alto não mostra suas sórdidas reentrâncias, suas vielas violentas, seus detalhes permanecem escondidos sob a beleza do cartão postal.
Em visão panorâmica o Rio faz jus às letras das bossas de Vinicius e Tom, faz jus ao propagado título de Cidade Maravilhosa, coleciona elogios e tenta envergonhado desviar os olhares mais atentos, para que estes não reparem a sua bagunça.
Que bom seria se aquela mulata magestosa, linda, cintilante, não retornasse ao seu insalubre lar depois do show que deixou extasiados os gringos alienados.
Que bom seria se a orla quente, que de dia abriga crianças, avós, sorrisos, a alegria franca e verdadeira dos farofeiros, o ar blasé das garotas zona-sul, a simpatia famosa mundo afora, não abrigasse à noite a degradação dos corpos, expostos como carne crua, barata, em bancas fétidas de uma feira noturna.
Se víssemos o Rio somente do alto, a Lapa seria só os arcos iluminados, sem o mal cheiro, os prostíbulos, a miséria. A favela seria apenas sua faceta de "orgulho da comunidade" que tentam incutir na mente dos pobres moradores para que estes deixem de implorar por mudanças. O Centro seria apenas seu imperial Teatro Municipal reformado, sem o trânsito caótico, os mendigos, os pivetes, os desempregados de currículo em punho.
Veríamos apenas o sorriso plastificado do sambista, as cores e brilhos da escola de samba, a felicidade construída.
Ver a minha cidade do alto é certeza de espetáculo. Vê-la do chão, conhecê-la, é sentir ânsia por transformá-la, curar suas feridas, é querer dar o ombro pra ajudar a reerguê-la.
Aos que se perguntam porque os céus não apazigam tanto sofrimento, eu tenho uma tese:
O Cristo vê a cidade do alto.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A gaveta.


Aqui na minha casa tem uma estante. Nesta estante tem uma gaveta. Esta gaveta só é aberta para que se jogue coisas dentro dela, raramente é pra pegar alguma coisa, e quando isso tem que ser feito, geralmente é num momento de desespero em que se precisa encontrar alguma coisa urgentemente e já se procurou em todos os cantos da casa sem sucesso.
Lá,(na gaveta) tem de tudo. Documentos importantes, como certidões de casamento, de nascimento, de nada consta, bilhetinhos de amor, certificados de garantia de tudo o que se possa imaginar, desde o nebulizador, até sei lá, a geladeira. Tem 1.478542365144525455 boletos de contas pagas e ainda bem, nehuma sem pagar. Mas tá tudo lá, desorganizado, embolado, sem critérios, sem moral nem compostura.
De quando em vez eu decido: -Vou arrumar esta gaveta! Mas tem sempre algo mais (ou menos) importante pra fazer, e a gaveta vai ficando lá, caótica. Quando eu a abro pra jogar alguma coisa lá dentro, eu faço isso bem rápido, pra que eu não fique muito tempo face to face com a bagunça, e por consequencia não me sinta tão culpada.

Mas o que me deixa mal, nem é a gaveta, nem a sua bagunça, o que me deixa mal é que a gaveta é a parábola da minha vida.
A minha vida ultimamente é o retrato desta bendita gaveta, uma inundação de coisas importantes, de amor, de pendências, de coisas pra organizar, de supérfulos a descartar, de decisões a tomar, de planos a concluir, enfim, eu preciso arrumar a minha gaveta, eu preciso organizar a minha vida.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No pára-choque do meu caminhão.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Parabéns para mim, nesta data querida.


Gente, fazer vinte e oito anos não é bom, não. Acho que é porque 28 é um número feio, pesado, o som não é bom, a gente fala com voz grave, entonada. Acabou-se a suavidade dos vinte e poucos, o negócio agora é o quase trinta.
Mas o drama é bem menor do que aparenta, Maria do Bairro às vezes baixa aqui e digita no meu lugar.
Ontem à noite, eu estava pensando no dia em que eu fiz quinze anos, no dia não, no ano! Porque eu torci horrores pra que o ano corresse rápido, pra que chegasse logo agosto, pra que eu fizesse logo quinze anos!
Na minha época, quando se tinha catorze anos a gente era mais criança que adolescente, não é como hoje em dia que aos doze já tá todo mundo aí, na vida. A passagem para os quinze era um marco, e nem era por causa da festa, que eu nem tive e que, pelo menos no meu círculo, não era todo mundo que tinha. Era pela intensidade de sentimentos e mudanças internas que esta nova idade nos trazia.
E aí ontem, afundada nos meus pensamentos eu me vi lá, na noite anterior ao dia 19 de agosto de 1997, deitada na cama, pensando na vida, exatamente como eu estava ontem. E por um momento, foi como se estívessemos lado a lado, a Lu de 15 com os questionamentos e planos dela e a Lu de 28 ainda fazendo planos, mas com muito mais certezas que dúvidas.

Aos 15 anos, eu queria conquistar o mundo (na maior vibe Pink e Cérebro).
Aos 28 eu quero um emprego que me permita viajar e conhecer um milésimo desse mundão todo aí.
Aos 15 anos eu dizia que só teria filho depois dos trinta!
Aos 28 eu estou felicíssima porque aos trinta minha filha já vai ter quatro e aí quem sabe, eu vou poder dar um irmãozinho pra ela.
Aos 15 anos eu dizia que neeeeem morta que eu iria casar! Como é que eu ia conquistar o mundo??? (O filho seria produção independente, há)
Aos 28 eu estou casada, feliz e não trocaria isso por nada.
Aos 15 anos eu não sabia ainda que profissão escolher, mas uma coisa era certa, tinha que ser o emprego dos sonhos, pra me deixar rica, bem sucedida e poderosa. E ele estava lá me esperando, bastava que a vida me levasse até ele.
Aos 28, tenho plena consciência de que não vou ficar rica com a profissão que eu escolhi, a menos que eu jogue na mega sena (e ganhe) não vou nadar nas moedinhas igual ao Tio Patinhas. E isso, vejam só, não é nada decepcionante!
Aos 15 anos, no alto da minha embriaguez juvenil, achando que tudo girava ao meu redor, num egocentrismo perfeitamente normal e perdoável para a idade, eu me sentia enorme, eu podia alcançar tudo, eu podia fazer tudo, o mundo era parte de mim.
Aos 28, eu quero fazer tudo o que for possível, eu quero pegar tudo o que meus braços alcançarem e se eu não alcançar, eu peço ajuda. Hoje, minha felicidade depende diretamente da felicidade de outras pessoas, a minha satisfação pessoal depende do bem estar da minha família. Os meus planos ainda são por vezes mirabolantes, quase juvenis, mas hoje eu sei que sou apenas parte do mundo, e que o MEU mundo é do tamanho que ele deve ser.

A propósito, a garotinha gorduxa da foto lá em cima sou eu, e eu não estava com catapora, é que a foto esta envelhecida.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Agora vejam vocês,


Sexta feira foi a comemoração do Dia dos Pais na escolinha da Cecília! Super legal, né? Ótimo, né? Bacana, né?
É. Mas veja bem, eu passei DUAS semanas de adaptação, sofrendo que nem uma condenada, chorando, gritando, esperneando, rolando no chão pra lá e pra cá (menos, Luciana, menos), aguentando o chororô de Cecília. O papai não podia revezar, porque o trabalho é mais hard, não pode faltar e tals, beleza, compreendo.
Mas aí, a primeira vez em que ele vai à escolinha é para participar de uma festinha em sua homenagem! Ganhar presentinho, gravatinha de papel com colagenzinhas "feitas por ela", ouvi-la fazendo gestos e tentando cantar a musiquinha do Papai-Super-Herói! É justo?
Num rompante de invejinha eu até poderia dizer que não, mas é.
Porque gente, essa criatura, não se contentando em ser o melhor marido do mundo, se tornou o melhor pai do mundo!
Eu falo com orgulho que o pai que eu não tive, o pai que eu sempre quis ter, é o pai que eu dei pra minha filha.
Sorte, a gente vê por aqui.

P.s: Não postei no Dia dos Pais porque como vocês puderam perceber, tenho dramas e questões com relação a isso que só serão resolvidas quando eu for rica e puder pagar 20 anos de terapia, então compreendam.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

TPA-Tensão Pré Aniversário


A pessoa fica tristonha, fazendo mil planos pro futuro, achando que não vai dar tempo de fazer nem a metade, fica procurando (e arrancando)cabelos brancos, começa a usar um creme antiidade, corta o cabelo pra ficar mais "muderna", relembra gostos e cheiros da infância, faz planos de plantar uma árvore (o pézinho de feijão da escola não vale, né?!), escrever um livro e fica aliviada porque pelo menos o filho já tem.
É assim que eu estou esta semana. Na TPA.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A quinta vez,

da Cecília na escolinha!

Chegamos ao fim da primeira semana da adaptação, e entre choronas e choroninhas estamos todas salvas!
Na sexta já não havia mais drama, mas eu estava sempre por perto pra deixa-la mais segura, o que parece estar dando certo!
Hoje foi o "dia da frutinha" e eu morri de orgulho, porque enquanto as outras crianças faziam cara de eca, Cecília traçava todas as frutas que passavam na frente dela! rs!
Ah, e a Educação Física????? Fez toda a "série de exercícios", tudo direitinho! E safadinha que é nem estranhou o professor, como fez com a Tia e a auxiliar! Posso-com-isso? Convento das Carmelitas Descalças djá!
Mais a grande lição que eu tiro disso tudo é: Quem trabalha com crianças dessa idade merece o Oscar, O Nobel, O prêmio Jabuti da Literatura, O Emmy, O Gramy, e de quebra uma canonizaçãozinha!
Gente, me coloca numa salinha com quinze criançinhas entre 2 e 3 anos que eu incorporo o 01 e peço pra sair!
 
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