A vida vai mudando, a tecnologia vai chegando, se apoderando de tudo e na maioria das vezes eu acho ótimo. Apesar de ser uma nulidade no assunto eu reconheço que as facilidades que a gente tem hoje são imensamente maiores que as que a gente tinha há quinze anos. Longe de mim querer colocar a "tar da tecnologia" como vilã, porque afinal de contas, sem ela eu nem estaria aqui sentada com a minha bundinha digitando esse pequeno texto, este testículo. rs!Mas tem coisa que não dá pra deixar de ter saudade.
Fotografia era uma coisa mágica. Ter o momento feliz que a gente viveu ali, nas nossas mãos, imortalizado, era de uma importância sem fim.
Minha mãe guarda umas 6 fotos de quando eu ainda era um bebê como se fosse uma relíquia. Eu guardo as 2.000 fotos que Cecília já tem até hoje aqui dentro do PC, correndo risco de dar um pau e perder todas de uma vez. Uma vergonha.
Me lembro das festinhas infantis da minha infância, dos aniversários de quinze anos e até dos casamentos em que o fotógrafo disputava em importância com aniversariantes e noivos.
E esperar pela revelação das fotos era angustiante, mas delicioso! Reunir todo mundo em volta do álbum depois, mais ainda! Claro, se não ocorresse a maior tragédia da história da humanidade: Queimar o filme todo! Disso eu não tenho saudade. rs!
Era dispendioso, gerava ansiedade, mas era de uma magia sem fim. Eu me encantava com os flashes, com a postura quase nobre dos fotógrafos, mesmo quando estes eram o tio ou a madrinha da criança em uma festinha infantil, ou um batizado. Sem falar na alquimia da revelação das fotos, tudo era cercado de mistério e fantasia.
E não podia desperdiçar as poses dos filmes! Era um tal de juntar todo mundo, uma algazarra! As fotos tinham muito mais bossa!
Mas o que mais me preocupa com a banalização da fotografia é a falta de critério ao fotografar. Há algum tempo eu fui a um casamento em que quase todos os convidados haviam levado máquina digital, e quando não fotografavam com máquina fotografavam com o celular. A festa era só flash! Chegavam a fotografar o fotógrafo da festa! Sério.
Na hora da cerimônia, que aconteceu no próprio salão, o pastor e os noivos quase ficaram cegos. E era uma indiscrição! Tinha até mãe de madrinha querendo fotografar a filha no altar! Certamente pra ela a filha madrinha era bem mais importante que a noiva. Uma coisa horrorosa!
Se é uma comemoração informal tudo bem, mas gente, casamentos, batizados e afins merecem o mínimo de educação e respeito por parte dos convidados fotógrafos! rs!
Um pouquinho de bom censo não faz mal e não engorda!
Uma coisa que era pra se inegavelmente boa na era digital é o fato de que você pode apagar aquela foto em que saiu zaroio ou desgrenhado e tirar de novo, mas não se iluda, com certeza há milhões de fotos suas nessas condições espalhadas mundo afora afinal, onde havia a sua máquina, haviam outras cem!
E as fotos dão lugar aos vídeos! Gente, não consigo acompanhar! Sô tecnologicamente lenta? rs!












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