sábado, 23 de julho de 2011
Amy,
quinta-feira, 14 de julho de 2011
AI-5 DA PEDAGOGIA
E o AI-5 pedagógico começará pelos desenhos animados. Cheguei à conclusão de que uma aparentemente indefesa garotinha chamada Lola (Do desenho Charlie e Lola), está colaborando com a impetuosidade da minha antes doce e serena Cecília. cof,cof. Saca os nomes dos episódios:
"Eu nunca vou comer tomate na minha vida"
"Só existe um sol, e é claro que sou eu"
"Eu gosto do meu cabelo exatamente do jeito que ele é"
"Eu estou mais que ocupadíssima!"
Vô proibir esse DVD! Ditadura Desenhística djá!
rs!
sábado, 2 de julho de 2011
Notícias do front.

Do lado de cá a luta continua. Severa, pela sobrevivência e só os fortes sobrevivem.
A minha maior luta atualmente é pela leveza, nesta rotina pesada na qual eu me afundei nos últimos tempos. Se o ônibus está lotado me pego a analisar os passageiros, tento adivinhar suas histórias.
Estes dias notei que uma moça sorria. Assim, sem motivo algum, olhava pela janela e sorria. Fiquei imaginando mil roteiros para aquele sorriso tão sinceramente alegre, às oito e meia da manhã de uma terça-feira...
Ultimamente luto também por propósitos. Pra qualquer coisa que eu faça, tento encontrar um propósito, um bom motivo para estar fazendo aquilo. Tudo fica um tanto menos pior. E, ainda bem, há dois anos e meio tive uma filha, que é sempre o propósito maior, a razão, o fim para o qual todos os meios se justificam.
Estou trabalhando em um lugar com a maior quantidade de figuraças por metro quadrado de todo o planeta terra e não posso escrever sobre elas, porque, né? É trabalho, e a gente não deve caricaturar as pessoas do trabalho na internet.
Ou deve?
(Anjinho: 1 X Diabinho: 1 )
Penso no blog o tempo todo, ele pra mim é tipo um filho, e pensando por esta lógica, eu tenho sido uma mãe extremamente desnaturada nos últimos tempos. Várias vezes penso em textos inteiros para escrever aqui e eles simplesmente de-sa-pa-re-cem quando eu sento em frente ao computador pra escrever.
Sendo assim, comprei um caderninho, para que eu dê um 'Control S' nestes textos e possa postá-los quando sobrar um tempinho.
Palmas para o caderninho!
Aliás, tempo, porque me abandonaste?
Depois de tudo o que eu fiz por você?!
(Maria do Bairro canta pra subir)
Gente, tempo pra mim tá mais valioso que o diamante azul do Titanic. Entro em casa na sexta e dez minutos depois tô vendo Zeca Camargo e Renata Ceribelli perdendo peso no Fantástico. As 10.631 coisas que eu planejava fazer no fim de semana ficaram só no campo do projeto mesmo, inclusive escrever no blog...
Cecília (não posso deixar de falar deste amor arrebatador) me surpreende todos os dias com uma coisa nova. Não consigo nem acompanhar. Mas é uma esperteza, um raciocínio lógico, um poder de convencimento que me tira o chão. Chego a pensar em encontrar técnicas para DESdesenvolver esta criança. Sempre odiei aqueles mini-adultos no estilo Maísa, que sabem de tudo, perguntam tudo, crianças sem inocência de criança. Mas acho que não dá pra lutar contra. Essa geração está sendo bombardeada de informações, coitados, só os resta depreender e nos surpreender!
Ainda bem que a fofurice vem na mesma proporção! E ela me embriaga de encantamento quando diz de supetão: - Mamãe, eu te amo muitão!
Fora isso, tô na crise da trintona balzaca sem ter mesmo chegado aos vinte e nove. Acho que me deixei levar pela precocidade de Cecília...
Tomei a primeira decisão da mulher de trinta anos aos vinte e oito: Não engulo mais sapos. Mais nem que eles venham cobertos de caviar. É claro que não vou me indispor com ninguém a menos que seja estritamente necessário, não é da minha natureza, e além do mais, o Renew tá muito caro! E vocês sabem né, a gente vai chegando aos trinta... Melhor prevenir as ruguinhas.
Inté.
domingo, 29 de maio de 2011
Pacadaio.
Estou abraçando uma causa nobre: A não extinção do pacadaio! quinta-feira, 26 de maio de 2011
Eu Sinto Falta.
Eu sinto falta da minha mãe me cobrando que finalize as coisas, que não deixe nada inacabadoquinta-feira, 19 de maio de 2011
Todo dia ela faz tudo sempre igual.

Rotina me define.
Essa vida de acorda-trabalha-dorme-acorda-trabalha não é de Deus não! Isso é coisa do tinhoso, do coisa ruim.
Cadê a poesia? Tem que ser Chico Buarque de Holanda pra conseguir espremer poesia disso aí. Não é à toa que meu amor por ele aumentou tanto ultimamente...
sábado, 7 de maio de 2011
Dia das Mães - O Coração Gigante
sábado, 30 de abril de 2011
UPP

Esta é a nomenclatura das UPP's, um sitema de policiamento implantado aqui no Rio para, segundo palavras das próprias autoridades, "Reaver o território tomado pelo tráfico".
Pra quem mora no Rio, juntar em uma mesma sigla as palavras polícia e pacificadora seria até bem pouco tempo motivo de piada, levando-se em conta a péssima imagem que a Polícia Militar sempre teve perante a grande maioria dos cidadãos cariocas.
A primeira UPP foi implantada em 2008 e de lá pra cá muitas outras se instalaram. Acho difícil que ainda não haja nehum rastro do tráfico nos locais onde elas estão, mas muita coisa mudou na vida de milhares de moradores.
Certamente a mudança mais substancial que as UPP's causaram não é a mudança física, de bandidos fugindo e batalhões sendo implantados dentro de comunidades. A maior vitória da polícia carioca ainda está se desenhando. É a mudança que ainda acontece lentamente e depende essencialmente do sucesso das UPP's: O resgate do respeito e da admiração pelo profissional de segurança pública.
É inegável o fato de que a polícia conseguir algum respeito, dentro de comunidades onde entrava pra matar, é uma vitória e tanto.
Alguns vão dizer: "Ah, mas matavam marginais!"
Sim, marginas cujas mães, amigos e familiares moram na comunidade e dos quais muitos dependiam financeiramente. Não é só o marginal lá dentro. Há que se conquistar, ou tentar conquistar, o respeito de toda essa gente.
Eu moro relativamente perto de uma Comunidade recém-pacificada. Se vocês quiserem saber o quanto saguinários eram os bandidos desta comunidade, basta lembrarem do episódio em que eles derrubaram um helicóptero da Polícia, matando dois policiais em um tiroteio que parecia não ter fim.
Quem morava aqui perto, no dia pensou estar na faixa de gaza.
Era uma facção violenta, composta por marginais jovens, incubidos de todo o sentimento de imortalidade que esta fase da vida possui e agravado pelo fato de não terem nenhuma perspectiva de mudança de vida. Era uma guerra constante, tiroteios, mortes e roubos no entorno da comunidade.
Sobre como está o clima lá dentro, se toda essa utopia está dando certo, só um morador poderia dizer. Vontade não me faltou de ir lá saber, perguntar. Faltou-me coragem, confesso a minha fraqueza.
Mas eu posso falar de um bairro maravilhoso, que perdia a cada dia um pouco do seu encanto por causa da violência constante e que agora voltou a sorrir.
A praça agradável e espaçosa que fica em frente ao morro e que antes vivia triste, vazia, agora fica lotada até altas horas da noite com crianças brincando e velhinhos se exercitando.
O ato de parar o carro em um sinal vermelho ainda gera alguma tensão, mas já não é mais aterrorizante.
Já não andamos na rua sobressaltados, apressados, com a chave do portão em punho.
Tudo está sensivelmente mais calmo, espantosamente calmo.
Esses dias passávamos na rua e avistamos um grupo de policiais andando calmamente, conversando, sorrindo.
Uma cena inusitada, quando penso que antes de a Unidade Pacificadora ser implantada só os víamos de arma em punho, com o semblante pesado de quem é um alvo em potencial.
O fato é que a vida da minha família está muito melhor. E eu desejo do fundo do meu coração que a vida das famílias que moram dentro da comunidade também esteja.
Assim como desejo que tudo isto dê realmente certo, que não seja apenas pra gringo ver na Copa e nas Olímpíadas, que não seja eleitoreiro como tudo o que fazem por aqui.
Que o poder público leve além de segurança, salubridade, educação de qualidade, fontes de renda, dignidade.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Desnaturada!
Há séculos, no dia 11/03/2011!
Feliz Aniversário atrasado Blog!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Toma Lá Dá Cá Perde.
Agora vem a melhor parte, os vizinhos. Vou começar pelo pai do cachorro:
*Marcos é um nome fictício para preservar a identidade do cãozinho.(Jornalista investigativona)
Tem os velhinhos, um senhor e uma senhora. Simpáticos, agradáveis e aparentam ter uns oitenta anos cada um. Tinhamos uma relação ótima até que um belo dia eu entro e vejo a velhinha sozinha. Pra fazer uma social pergunto: -E o seu marido, está bem? A velhinha me olha com cara de ódio e responde: -Não é meu marido, é meu pai.
Tem a maldição do 303, que é o apartamento ao lado do meu. Neste apartamento há uma rotatividade maior que Motel e só moram casais jovens, barraqueiros, que gostam de ouvir música do Belo no último volume e cujo marido é sempre flamenguista fanático (pelo menos isso pra salvar). Sério, esses devem ser requisitos contratuais, não é possível tanta coincidência.
Tem uma mulher que discute com fantasma. Sério. Tu ouve a mulher gritar, gritar mesmo: - Eu vô embooooooooora dessa caaaaaaaaasa. -Cadê meu dinheeeeeeeeeeiro?????? -O que você fez com a minha viiiiiiiida????? E-só-se-ouve-a-voz-dela. Mas é uma coisa tão desesperadora que eu fico rezando pra mulher não se jogar pela janela. Tenso.
Tem a síndica que não mora no prédio e é "representada" pela mãe dela, uma senhora engraçadérrima que só vive jogando no bicho. (Isso quer dizer todo o poder nas mãos do seu Z, o que não é nada bom).
Tem outra coisa aqui que é péssima: Os moradores proprietários odeiam crianças.Tem dois meninos aqui coitados, que só podem brincar na rua, porque para as crianças é proibido correr, pular, jogar bola, falar alto, ficar perto dos carros, enfim, se puderem não respirar, melhor ainda. Toda a população de crianças do condomínio são esses dois meninos e Cecília. Que tá cada vez mais atentada e bagunceira. Acho que eu devo procurar outro lugar pra morar. Tenso.
Agora o clímax do que é o meu prédio eu deixei pro final.Um dos moradores queria sair. A chave dele não abria a porta. O cara pegou um vaso de cerâmica de uns dois metros que tinha aqui no hall e jogou contra a porta de vidro estilhaçando-a. Isso 5 da manhã. Barulhão enorme, marido querendo ir ver o que era (forte, lindo, viril) e eu de-ses-pe-ra-da:
terça-feira, 12 de abril de 2011
Café, Cachaça e Chorinho!
Esse vídeo em que eu demonstro toda a minha perícia na gravação de vídeos (cof,cof) eu gravei em Mendes, cidade do meu querido Dudu, na noite do último sábado.
Uma noite inesquecível com amigos incríveis!
A boa música eu trouxe pra vocês, a boa comida e a boa cachaça só indo lá mesmo! Agora os amigos incríveis são só meus, porque eu sou possessiva! rs!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Felicidade é isso aí mesmo.
quinta-feira, 31 de março de 2011
É Normal ser Normal?
sexta-feira, 25 de março de 2011
Perfeição
Quando eu era criança o meu mundo perfeito tinha uma mãe que não ficasse a semana inteira longe de mim, tinha toda a coleção de botas da Xuxa, eu descendo juntinho com ela da nave e sendo escolhida pra ser Paquita.
Tinha uma boneca chamada Lu Patinadora e outra que se a gente colocasse no sol ela ficava com marquinha de biquíni.
Nesse mundo eu nunca precisaria ir pra escola se tivesse chovendo, não haveria pentes pra tias bruxas pentearem o meu cabelo (porque doía taaaanto...) e Maria Joaquina não faria maldades com o Cirilo na novela Carrossel.
E pra completar a perfeição desse meu mundinho , eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem pagar.
Muitas águas rolaram desde que eu deixei esse mundo lindo pra lá e me joguei na realidade da vida, mas eu continuo a sonhar com um mundo perfeito, em que fadinhas cuidadoras de crianças cuidariam da minha Cecília como se fosse um pequeno tesourinho, não me cobrariam os olhos da cara por isso e ela nunca, jamais, em hipótese alguma ficaria doente.
Nesse meu New Perfect Word (toda trabalhada no Inglês) monografias se auto-escreveriam depois de uma auto-leitura de livros e ganhariam nota dez, óbvio. Os ônibus teriam sempre um lugarzinho pra eu sentar, e aquela pessoa que sentasse do meu lado teria tomado banho antes de sair de casa. Casas se auto-arrumariam, comidas se auto-cozinhariam e roupas se auto-lavariam, ou seja, a dupla jornada se auto-destruiria.
Eu aprenderia a dirigir sem ir a auto-escola, e o meu cabelo ja-mais se rebelaria contra mim. O fim de semana duraria o tempo necessário para que eu descansasse e ele seria utilizado para descansar e não para organizar coisas.
E para completar a perfeição deste mundo eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem engordar.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Tô Respirando.

Isto quer dizer, teoricamente, que eu estou viva. Teoricamente amigos, porque na prática eu estou morta. Mortinha do Luís Inácio Lula da Silva, morta com farofa.
Voltei a trabalhar. Assim, à moda Vargas, hora pra entrar hora pra sair, hora de almoço, hora, hora, hora! Sou de novo escrava do relógio, eu olho pra ele e ele canta: Lerê, lerê... Pelos menos não me chicoteia, o que já é grande lucro!
Mas deixa eu fazer o que eu mais gosto de fazer neste blog? Falar da Cecília!
Que foi pro horário integral da escolinha!
Pausa para um choro contido.
De 8:30 às 18:30!!
Pausa para um choro copioso.
O que me faz morrer de preocupação/saudade/ficar com o coração partido!!!
Pausa para um choro histérico.
Gente isso é muito cruel. É uma coisa linda essa teoria de que a mulher tem que trabalhar, produzir, participar da vida econômica, ser independente e blablabla Wiskas (Né Cristal!?).
Beleza, super concordo, super me faz bem.
Mas e a filharada? E o instinto maternal de querer cuidar da cria lambendo-a o dia inteiro? E a vontade louca de largar tudo no meio do dia e ir pra casa trocar uma fralda de cocô? (eeer... menos...) Fica aonde?
Ahhhhh, disso aí os teóricos da independência feminina não querem saber, né?
E aí, quando tem uma mulher que diz que não quer ter filhos, todo mundo olha com cara de:
-Ohhhhhh, mas que fria, calculista!
-Não quer gerar uma vida, um milagre!
Todo mundo preocupadinho com a preservação da espécie, isso sim!
Eureka! (eu sempre quis dizer/escrever isso! hehehe)
Mulheres, nos uniremos em uma greve de geração de filhos até que cada estabelecimento de trabalho feminino tenha uma creche! E mais: Que permitam que a gente vá lá fazer guti-gutis nos filhos na hora que em bem entendermos!
rs!
Mas é isso aí pessoas, saudade desse cantinho me transborda no peito(sertaneja, eu?) mas tá meio difícil escrever aqui com a frequência que eu gostaria...
Mas ó, eu dou uma sumidinha pra em seguida dar uma aparecidinha!
Beijos enooooooormes!
Lu
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."
É hora de rever conceitos, teorias, planos, urgências e medos.Deixar pra trás o que tiver que ficar, correr atrás do que tiver que alcançar .
Porque sonhar é bom , mas realizar é melhor ainda.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A sexta, a música e eu adoro duetos!
É fato que a banda fez parte da minha juventude (Oi, sou velha?) mas sei lá, a maior parte das músicas tem um nanananana, ou um lalalalalalala, ou pior um nanana misturado com lalalala que vira nalanalanalanala, um bagulho muito doido que parece que tá enchendo linguiça porque não tinha mais o que escrever.
Enfim. Não fui fã do Capital, mas aprendi a gostar. Essa aí por exemplo eu adoro!
"Eu Vou Estar" música boa de ouvir e de cantar bem alto(inclusive o nananana do final! rs!)
Acústico MTV com participação da Zélia Duncan, muito bom!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Depressa demais.
A barriga crescia e eu não acreditava. Eu tentava olhar diferente, esfregava os olhos mas só conseguia enxergar a Bia, a minha Bia, que não ia ao banheiro sozinha, que só comia a comida amassada, que fazia casinhas de boneca por todos os cantos da casa, que eu penteava o cabelo e levava pra escola.
Até que um dia eu vi aquele bebezinho no meu colo e a ficha caiu. Era a filha da minha irmã, e não era uma boneca, que ela deixaria lá pra que eu guardasse depois de enjoar da brincadeira, era uma realidade que me chocava e me alegrava ao mesmo tempo, difícil descrever.
Depois da Raíssa nasceu a Ingrid, e essas duas criaturinhas me fazem morrer de amores cada vez que eu as vejo. Já faz sete anos, mas parece que foi ontem.
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Era 1º de Janeiro, a euforia pela chegada de um novo ano se misturava ao nervosismo de ser apresentada a família do namorado (que mais tarde seria promovido a marido. rs!).
Fazia uns 40 graus, Janeiro começava quente e enquanto eu ia chegando, as mãos suavam tanto que me davam a impressão de estarem virando líquido. Entramos, e eu me deparei com uma família inteira reunida, muita gente, muitos sorrisos, muitos abraços e eu me senti bem vinda, como nunca antes.
Mas no meio daquele monte de gente eu só tinha olhos pra elas! Seus cabelos imensos, lindos! Seus olhos cor de mel, o jeitinho de sorrir fechando os olhos, até nisso elas eram idênticas!
As vozes, o jeito de andar, pareciam uma só pessoa, que havia sido clonada. Lindas de morrer, e eram gêmeas, idênticas! Beleza ao quadrado! Tinham 14 anos mas eram altíssimas, maiores que eu e de repente me chamaram de Tia! Tia Lu! Morri!
Foi amor à primeira vista.
E assim eu ganhei duas sobrinhas, dois amores novos e divertidos!
Aos poucos elas foram crescendo, se tornando cada vez menos molecas, cada vez mais mulheres.
Hoje elas estão com dezoito anos e neste exato momento em que eu escrevo a Rayana está dando à luz seu primeiro filho, a Rayza passando pelo mesmo choque que eu quando nasceu minha primeira sobrinha e eu tô aqui quase parindo também de tanta ansiedade! rs!
Já faz quase cinco anos que eu vi aqueles olhinhos sorridentes pela primeira vez, mas parece que foi ontem!
As minhas meninas crescem depressa demais.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Um tapinha dói sim. E dói na Alma.

Considero uma covardia sem tamanho uma pessoa, munida de todas as suas vantagens em relação ao filho (tamanho, força, maturidade) se achar no direito de puní-lo com castigos físicos. E quando digo castigos físicos estou equivalendo um tapa a uma surra. Não existe meio termo. Violência é violência e ponto.
Algumas vezes me vi interferindo pra tentar ajudar crianças sendo surradas pelos proprios pais, aqueles que, a meu ver, deveriam lutar pra que suas crias passassem pela vida sem adquirir um trauma como esse. E ouvi várias vezes a célebre frase:
-Mas o filho é meu e eu bato como e quando eu quiser.
A frase transborda sentimento de posse, como se o filho fosse um bem material, que depois de adquirido, passa a se submeter a qualquer coisa a que seu dono o impuser.
Minha mãe sempre nos criou sozinha trabalhando fora, ficando a semana inteira longe de casa. Sempre tivemos que ficar sobre o "cuidado" de vizinhas e de uma tia.
Já apanhei, já vi a minha irmã apanhar com o coração despedaçado por não poder intervir.
Apanhamos da mãe, da vizinha que era paga pra "cuidar", da tia que deveria proteger, uma época nada fácil.
A intensidade do castigo variava conforme o "motivo", mas sempre dói na alma.

sábado, 29 de janeiro de 2011
Tia Paula, não se váááááá... (E uma musiquinha pra me animar!)
Extremamente doce, gentil, de fala mansa, que exalava carinho pelas crianças e dedicação pela carreira (muitas vezes subestimada e desvalorizada) de professora de educação infantil.
Toda a angústia que eu sentia ao retirar a minha florzinha do seio da família e entregá-la ao mundo feroz (dramática, eu?) foi amenizada ao descobrir que ela estaria sob os cuidados daquela figura que me transmitia tanta confiança.
E tudo o que eu esperava se concretizou. Cecília caiu de chamegos pela "Tia Paua" - Assim mesmo, sem o L. rs!- Houve até um episódio em que eu cheguei a sentir um ciumezinho lembram? Tá bem aqui .
Pois bem, o ano passou e me veio a ótima notícia: No próximo ano Cecília não passaria de série porque ainda é muito pequetita, continuaria com a Tia Paula, no maternal II.
Nas férias foi um tal de Tia Paula pra cá, Tia Paula Pra lá, falamos muito nela pra que Cecília não desacostumasse. Hoje vou à escola entregar os materias e recebo a nóticia de que a Tia Paula recebeu uma proposta de emprego muito melhor e foi-se embora.
Arrasei.
Um minuto de silêncio.
Após me indignar por um minuto com a ambição da humanidade e logo cair em mim de que vai ser ótimo uma profissional tão boa ganhar mais pelo seu trabalho, cheguei em casa tentando convencer Cecília de que ela não está com saudade da tia Paula e sim da Tia Sônia (A Substituta - assim mesmo, bem emblemático, tô arrasada, compreendam)
Por mim seria Tia Paula até a Universidade. Pronto falei. rs!
A música eu ouvi esses dias e me apaixonei pela simplicidade.
"Sou uma criança não entendo nada" do Tremendão Erasmo Carlos. (Só eu acho que Erasmo tem muito mais borogodó que Roberto?)
Nesse clipe Arnaldo Antunes divide com ele essa delicinha com vibe Jovem Guarda.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O que você procura no google?

"relaxa que eu to vivendo" - Que bom né? Creio que se tivesse morrendo não estaria pesquisando no google!
"casamento luciana mattos 12 de junho de 2010" - Deve ter acontecido um babado fortíssimo nesse casamento, porque o que as pessoas procuram notícias sobre ele!
"como cantar parabens pra vc nesta data querida?" - Ó é assim: Parabééééns pra vocêêê, nesta daaaaata queriiiiiida...
"eu faço reg no meu ape meu vizinho fica suspirando" - Eu não sei o que é reg, nunca fiz (acho) e muito menos contei no blog!
"fale olhando para a pessoa para anular mau olhado" - Opa, bom saber!
"marido sem tesão por esposa gestante" Super compreendo.
"minha filha gosta de mostrar a calcinha" - Dá um jeito nessa desavergonhada!
"por que voce quis ser professora?" - Para dominar o mundo. Uáhahahahá
"rock do coelhinho" - Deve ser hardcore.
"ta dificil ser professor de historia" - Também acho.
"Vou à psicologa vou ao médico ou ao curandeiro" - Vá ao curandeiro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Que mané Dilma!

A minha Presidenta é Patrícião Amorim que toda trabalhada no garbo, na elegância e na negociação futebolístico milionária que tanto que me envergonha num país cheio de gente necessitada, trouxe RRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinho Gaúcho para o meu amado Mengão!

RRRRRRRRRonaldinho vai sambar e bater pagode? Vai. Vai usar de todo o seu charme e beleza pra "pegá mulé"? Vai. Vai faltar treino e dizer que a vó caiu da lage de madrugada? Vai. Mas que faça gols, muitos gols e acalme o aflito coração da nação que tanto sofreu em 2010.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Se a Psicóloga tá surtada...
Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.
Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.
Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.
Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.
A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.
Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.
Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.
Update:
Não achei o banner no site da Fia, que é onde teria atualizado.
Mandei um e-mail solicitando-o, se me mandarem vocês copiam daqui!

