Estou abraçando uma causa nobre: A não extinção do pacadaio! domingo, 29 de maio de 2011
Pacadaio.
Estou abraçando uma causa nobre: A não extinção do pacadaio! quinta-feira, 26 de maio de 2011
Eu Sinto Falta.
Eu sinto falta da minha mãe me cobrando que finalize as coisas, que não deixe nada inacabadoquinta-feira, 19 de maio de 2011
Todo dia ela faz tudo sempre igual.

Rotina me define.
Essa vida de acorda-trabalha-dorme-acorda-trabalha não é de Deus não! Isso é coisa do tinhoso, do coisa ruim.
Cadê a poesia? Tem que ser Chico Buarque de Holanda pra conseguir espremer poesia disso aí. Não é à toa que meu amor por ele aumentou tanto ultimamente...
sábado, 7 de maio de 2011
Dia das Mães - O Coração Gigante
sábado, 30 de abril de 2011
UPP

Esta é a nomenclatura das UPP's, um sitema de policiamento implantado aqui no Rio para, segundo palavras das próprias autoridades, "Reaver o território tomado pelo tráfico".
Pra quem mora no Rio, juntar em uma mesma sigla as palavras polícia e pacificadora seria até bem pouco tempo motivo de piada, levando-se em conta a péssima imagem que a Polícia Militar sempre teve perante a grande maioria dos cidadãos cariocas.
A primeira UPP foi implantada em 2008 e de lá pra cá muitas outras se instalaram. Acho difícil que ainda não haja nehum rastro do tráfico nos locais onde elas estão, mas muita coisa mudou na vida de milhares de moradores.
Certamente a mudança mais substancial que as UPP's causaram não é a mudança física, de bandidos fugindo e batalhões sendo implantados dentro de comunidades. A maior vitória da polícia carioca ainda está se desenhando. É a mudança que ainda acontece lentamente e depende essencialmente do sucesso das UPP's: O resgate do respeito e da admiração pelo profissional de segurança pública.
É inegável o fato de que a polícia conseguir algum respeito, dentro de comunidades onde entrava pra matar, é uma vitória e tanto.
Alguns vão dizer: "Ah, mas matavam marginais!"
Sim, marginas cujas mães, amigos e familiares moram na comunidade e dos quais muitos dependiam financeiramente. Não é só o marginal lá dentro. Há que se conquistar, ou tentar conquistar, o respeito de toda essa gente.
Eu moro relativamente perto de uma Comunidade recém-pacificada. Se vocês quiserem saber o quanto saguinários eram os bandidos desta comunidade, basta lembrarem do episódio em que eles derrubaram um helicóptero da Polícia, matando dois policiais em um tiroteio que parecia não ter fim.
Quem morava aqui perto, no dia pensou estar na faixa de gaza.
Era uma facção violenta, composta por marginais jovens, incubidos de todo o sentimento de imortalidade que esta fase da vida possui e agravado pelo fato de não terem nenhuma perspectiva de mudança de vida. Era uma guerra constante, tiroteios, mortes e roubos no entorno da comunidade.
Sobre como está o clima lá dentro, se toda essa utopia está dando certo, só um morador poderia dizer. Vontade não me faltou de ir lá saber, perguntar. Faltou-me coragem, confesso a minha fraqueza.
Mas eu posso falar de um bairro maravilhoso, que perdia a cada dia um pouco do seu encanto por causa da violência constante e que agora voltou a sorrir.
A praça agradável e espaçosa que fica em frente ao morro e que antes vivia triste, vazia, agora fica lotada até altas horas da noite com crianças brincando e velhinhos se exercitando.
O ato de parar o carro em um sinal vermelho ainda gera alguma tensão, mas já não é mais aterrorizante.
Já não andamos na rua sobressaltados, apressados, com a chave do portão em punho.
Tudo está sensivelmente mais calmo, espantosamente calmo.
Esses dias passávamos na rua e avistamos um grupo de policiais andando calmamente, conversando, sorrindo.
Uma cena inusitada, quando penso que antes de a Unidade Pacificadora ser implantada só os víamos de arma em punho, com o semblante pesado de quem é um alvo em potencial.
O fato é que a vida da minha família está muito melhor. E eu desejo do fundo do meu coração que a vida das famílias que moram dentro da comunidade também esteja.
Assim como desejo que tudo isto dê realmente certo, que não seja apenas pra gringo ver na Copa e nas Olímpíadas, que não seja eleitoreiro como tudo o que fazem por aqui.
Que o poder público leve além de segurança, salubridade, educação de qualidade, fontes de renda, dignidade.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Desnaturada!
Há séculos, no dia 11/03/2011!
Feliz Aniversário atrasado Blog!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Toma Lá Dá Cá Perde.
Agora vem a melhor parte, os vizinhos. Vou começar pelo pai do cachorro:
*Marcos é um nome fictício para preservar a identidade do cãozinho.(Jornalista investigativona)
Tem os velhinhos, um senhor e uma senhora. Simpáticos, agradáveis e aparentam ter uns oitenta anos cada um. Tinhamos uma relação ótima até que um belo dia eu entro e vejo a velhinha sozinha. Pra fazer uma social pergunto: -E o seu marido, está bem? A velhinha me olha com cara de ódio e responde: -Não é meu marido, é meu pai.
Tem a maldição do 303, que é o apartamento ao lado do meu. Neste apartamento há uma rotatividade maior que Motel e só moram casais jovens, barraqueiros, que gostam de ouvir música do Belo no último volume e cujo marido é sempre flamenguista fanático (pelo menos isso pra salvar). Sério, esses devem ser requisitos contratuais, não é possível tanta coincidência.
Tem uma mulher que discute com fantasma. Sério. Tu ouve a mulher gritar, gritar mesmo: - Eu vô embooooooooora dessa caaaaaaaaasa. -Cadê meu dinheeeeeeeeeeiro?????? -O que você fez com a minha viiiiiiiida????? E-só-se-ouve-a-voz-dela. Mas é uma coisa tão desesperadora que eu fico rezando pra mulher não se jogar pela janela. Tenso.
Tem a síndica que não mora no prédio e é "representada" pela mãe dela, uma senhora engraçadérrima que só vive jogando no bicho. (Isso quer dizer todo o poder nas mãos do seu Z, o que não é nada bom).
Tem outra coisa aqui que é péssima: Os moradores proprietários odeiam crianças.Tem dois meninos aqui coitados, que só podem brincar na rua, porque para as crianças é proibido correr, pular, jogar bola, falar alto, ficar perto dos carros, enfim, se puderem não respirar, melhor ainda. Toda a população de crianças do condomínio são esses dois meninos e Cecília. Que tá cada vez mais atentada e bagunceira. Acho que eu devo procurar outro lugar pra morar. Tenso.
Agora o clímax do que é o meu prédio eu deixei pro final.Um dos moradores queria sair. A chave dele não abria a porta. O cara pegou um vaso de cerâmica de uns dois metros que tinha aqui no hall e jogou contra a porta de vidro estilhaçando-a. Isso 5 da manhã. Barulhão enorme, marido querendo ir ver o que era (forte, lindo, viril) e eu de-ses-pe-ra-da:
terça-feira, 12 de abril de 2011
Café, Cachaça e Chorinho!
Esse vídeo em que eu demonstro toda a minha perícia na gravação de vídeos (cof,cof) eu gravei em Mendes, cidade do meu querido Dudu, na noite do último sábado.
Uma noite inesquecível com amigos incríveis!
A boa música eu trouxe pra vocês, a boa comida e a boa cachaça só indo lá mesmo! Agora os amigos incríveis são só meus, porque eu sou possessiva! rs!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Felicidade é isso aí mesmo.
quinta-feira, 31 de março de 2011
É Normal ser Normal?
sexta-feira, 25 de março de 2011
Perfeição
Quando eu era criança o meu mundo perfeito tinha uma mãe que não ficasse a semana inteira longe de mim, tinha toda a coleção de botas da Xuxa, eu descendo juntinho com ela da nave e sendo escolhida pra ser Paquita.
Tinha uma boneca chamada Lu Patinadora e outra que se a gente colocasse no sol ela ficava com marquinha de biquíni.
Nesse mundo eu nunca precisaria ir pra escola se tivesse chovendo, não haveria pentes pra tias bruxas pentearem o meu cabelo (porque doía taaaanto...) e Maria Joaquina não faria maldades com o Cirilo na novela Carrossel.
E pra completar a perfeição desse meu mundinho , eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem pagar.
Muitas águas rolaram desde que eu deixei esse mundo lindo pra lá e me joguei na realidade da vida, mas eu continuo a sonhar com um mundo perfeito, em que fadinhas cuidadoras de crianças cuidariam da minha Cecília como se fosse um pequeno tesourinho, não me cobrariam os olhos da cara por isso e ela nunca, jamais, em hipótese alguma ficaria doente.
Nesse meu New Perfect Word (toda trabalhada no Inglês) monografias se auto-escreveriam depois de uma auto-leitura de livros e ganhariam nota dez, óbvio. Os ônibus teriam sempre um lugarzinho pra eu sentar, e aquela pessoa que sentasse do meu lado teria tomado banho antes de sair de casa. Casas se auto-arrumariam, comidas se auto-cozinhariam e roupas se auto-lavariam, ou seja, a dupla jornada se auto-destruiria.
Eu aprenderia a dirigir sem ir a auto-escola, e o meu cabelo ja-mais se rebelaria contra mim. O fim de semana duraria o tempo necessário para que eu descansasse e ele seria utilizado para descansar e não para organizar coisas.
E para completar a perfeição deste mundo eu poderia comer todo o chocolate que houvesse no universo, sem engordar.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Tô Respirando.

Isto quer dizer, teoricamente, que eu estou viva. Teoricamente amigos, porque na prática eu estou morta. Mortinha do Luís Inácio Lula da Silva, morta com farofa.
Voltei a trabalhar. Assim, à moda Vargas, hora pra entrar hora pra sair, hora de almoço, hora, hora, hora! Sou de novo escrava do relógio, eu olho pra ele e ele canta: Lerê, lerê... Pelos menos não me chicoteia, o que já é grande lucro!
Mas deixa eu fazer o que eu mais gosto de fazer neste blog? Falar da Cecília!
Que foi pro horário integral da escolinha!
Pausa para um choro contido.
De 8:30 às 18:30!!
Pausa para um choro copioso.
O que me faz morrer de preocupação/saudade/ficar com o coração partido!!!
Pausa para um choro histérico.
Gente isso é muito cruel. É uma coisa linda essa teoria de que a mulher tem que trabalhar, produzir, participar da vida econômica, ser independente e blablabla Wiskas (Né Cristal!?).
Beleza, super concordo, super me faz bem.
Mas e a filharada? E o instinto maternal de querer cuidar da cria lambendo-a o dia inteiro? E a vontade louca de largar tudo no meio do dia e ir pra casa trocar uma fralda de cocô? (eeer... menos...) Fica aonde?
Ahhhhh, disso aí os teóricos da independência feminina não querem saber, né?
E aí, quando tem uma mulher que diz que não quer ter filhos, todo mundo olha com cara de:
-Ohhhhhh, mas que fria, calculista!
-Não quer gerar uma vida, um milagre!
Todo mundo preocupadinho com a preservação da espécie, isso sim!
Eureka! (eu sempre quis dizer/escrever isso! hehehe)
Mulheres, nos uniremos em uma greve de geração de filhos até que cada estabelecimento de trabalho feminino tenha uma creche! E mais: Que permitam que a gente vá lá fazer guti-gutis nos filhos na hora que em bem entendermos!
rs!
Mas é isso aí pessoas, saudade desse cantinho me transborda no peito(sertaneja, eu?) mas tá meio difícil escrever aqui com a frequência que eu gostaria...
Mas ó, eu dou uma sumidinha pra em seguida dar uma aparecidinha!
Beijos enooooooormes!
Lu
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."
É hora de rever conceitos, teorias, planos, urgências e medos.Deixar pra trás o que tiver que ficar, correr atrás do que tiver que alcançar .
Porque sonhar é bom , mas realizar é melhor ainda.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A sexta, a música e eu adoro duetos!
É fato que a banda fez parte da minha juventude (Oi, sou velha?) mas sei lá, a maior parte das músicas tem um nanananana, ou um lalalalalalala, ou pior um nanana misturado com lalalala que vira nalanalanalanala, um bagulho muito doido que parece que tá enchendo linguiça porque não tinha mais o que escrever.
Enfim. Não fui fã do Capital, mas aprendi a gostar. Essa aí por exemplo eu adoro!
"Eu Vou Estar" música boa de ouvir e de cantar bem alto(inclusive o nananana do final! rs!)
Acústico MTV com participação da Zélia Duncan, muito bom!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Depressa demais.
A barriga crescia e eu não acreditava. Eu tentava olhar diferente, esfregava os olhos mas só conseguia enxergar a Bia, a minha Bia, que não ia ao banheiro sozinha, que só comia a comida amassada, que fazia casinhas de boneca por todos os cantos da casa, que eu penteava o cabelo e levava pra escola.
Até que um dia eu vi aquele bebezinho no meu colo e a ficha caiu. Era a filha da minha irmã, e não era uma boneca, que ela deixaria lá pra que eu guardasse depois de enjoar da brincadeira, era uma realidade que me chocava e me alegrava ao mesmo tempo, difícil descrever.
Depois da Raíssa nasceu a Ingrid, e essas duas criaturinhas me fazem morrer de amores cada vez que eu as vejo. Já faz sete anos, mas parece que foi ontem.
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Era 1º de Janeiro, a euforia pela chegada de um novo ano se misturava ao nervosismo de ser apresentada a família do namorado (que mais tarde seria promovido a marido. rs!).
Fazia uns 40 graus, Janeiro começava quente e enquanto eu ia chegando, as mãos suavam tanto que me davam a impressão de estarem virando líquido. Entramos, e eu me deparei com uma família inteira reunida, muita gente, muitos sorrisos, muitos abraços e eu me senti bem vinda, como nunca antes.
Mas no meio daquele monte de gente eu só tinha olhos pra elas! Seus cabelos imensos, lindos! Seus olhos cor de mel, o jeitinho de sorrir fechando os olhos, até nisso elas eram idênticas!
As vozes, o jeito de andar, pareciam uma só pessoa, que havia sido clonada. Lindas de morrer, e eram gêmeas, idênticas! Beleza ao quadrado! Tinham 14 anos mas eram altíssimas, maiores que eu e de repente me chamaram de Tia! Tia Lu! Morri!
Foi amor à primeira vista.
E assim eu ganhei duas sobrinhas, dois amores novos e divertidos!
Aos poucos elas foram crescendo, se tornando cada vez menos molecas, cada vez mais mulheres.
Hoje elas estão com dezoito anos e neste exato momento em que eu escrevo a Rayana está dando à luz seu primeiro filho, a Rayza passando pelo mesmo choque que eu quando nasceu minha primeira sobrinha e eu tô aqui quase parindo também de tanta ansiedade! rs!
Já faz quase cinco anos que eu vi aqueles olhinhos sorridentes pela primeira vez, mas parece que foi ontem!
As minhas meninas crescem depressa demais.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Um tapinha dói sim. E dói na Alma.

Considero uma covardia sem tamanho uma pessoa, munida de todas as suas vantagens em relação ao filho (tamanho, força, maturidade) se achar no direito de puní-lo com castigos físicos. E quando digo castigos físicos estou equivalendo um tapa a uma surra. Não existe meio termo. Violência é violência e ponto.
Algumas vezes me vi interferindo pra tentar ajudar crianças sendo surradas pelos proprios pais, aqueles que, a meu ver, deveriam lutar pra que suas crias passassem pela vida sem adquirir um trauma como esse. E ouvi várias vezes a célebre frase:
-Mas o filho é meu e eu bato como e quando eu quiser.
A frase transborda sentimento de posse, como se o filho fosse um bem material, que depois de adquirido, passa a se submeter a qualquer coisa a que seu dono o impuser.
Minha mãe sempre nos criou sozinha trabalhando fora, ficando a semana inteira longe de casa. Sempre tivemos que ficar sobre o "cuidado" de vizinhas e de uma tia.
Já apanhei, já vi a minha irmã apanhar com o coração despedaçado por não poder intervir.
Apanhamos da mãe, da vizinha que era paga pra "cuidar", da tia que deveria proteger, uma época nada fácil.
A intensidade do castigo variava conforme o "motivo", mas sempre dói na alma.

sábado, 29 de janeiro de 2011
Tia Paula, não se váááááá... (E uma musiquinha pra me animar!)
Extremamente doce, gentil, de fala mansa, que exalava carinho pelas crianças e dedicação pela carreira (muitas vezes subestimada e desvalorizada) de professora de educação infantil.
Toda a angústia que eu sentia ao retirar a minha florzinha do seio da família e entregá-la ao mundo feroz (dramática, eu?) foi amenizada ao descobrir que ela estaria sob os cuidados daquela figura que me transmitia tanta confiança.
E tudo o que eu esperava se concretizou. Cecília caiu de chamegos pela "Tia Paua" - Assim mesmo, sem o L. rs!- Houve até um episódio em que eu cheguei a sentir um ciumezinho lembram? Tá bem aqui .
Pois bem, o ano passou e me veio a ótima notícia: No próximo ano Cecília não passaria de série porque ainda é muito pequetita, continuaria com a Tia Paula, no maternal II.
Nas férias foi um tal de Tia Paula pra cá, Tia Paula Pra lá, falamos muito nela pra que Cecília não desacostumasse. Hoje vou à escola entregar os materias e recebo a nóticia de que a Tia Paula recebeu uma proposta de emprego muito melhor e foi-se embora.
Arrasei.
Um minuto de silêncio.
Após me indignar por um minuto com a ambição da humanidade e logo cair em mim de que vai ser ótimo uma profissional tão boa ganhar mais pelo seu trabalho, cheguei em casa tentando convencer Cecília de que ela não está com saudade da tia Paula e sim da Tia Sônia (A Substituta - assim mesmo, bem emblemático, tô arrasada, compreendam)
Por mim seria Tia Paula até a Universidade. Pronto falei. rs!
A música eu ouvi esses dias e me apaixonei pela simplicidade.
"Sou uma criança não entendo nada" do Tremendão Erasmo Carlos. (Só eu acho que Erasmo tem muito mais borogodó que Roberto?)
Nesse clipe Arnaldo Antunes divide com ele essa delicinha com vibe Jovem Guarda.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O que você procura no google?

"relaxa que eu to vivendo" - Que bom né? Creio que se tivesse morrendo não estaria pesquisando no google!
"casamento luciana mattos 12 de junho de 2010" - Deve ter acontecido um babado fortíssimo nesse casamento, porque o que as pessoas procuram notícias sobre ele!
"como cantar parabens pra vc nesta data querida?" - Ó é assim: Parabééééns pra vocêêê, nesta daaaaata queriiiiiida...
"eu faço reg no meu ape meu vizinho fica suspirando" - Eu não sei o que é reg, nunca fiz (acho) e muito menos contei no blog!
"fale olhando para a pessoa para anular mau olhado" - Opa, bom saber!
"marido sem tesão por esposa gestante" Super compreendo.
"minha filha gosta de mostrar a calcinha" - Dá um jeito nessa desavergonhada!
"por que voce quis ser professora?" - Para dominar o mundo. Uáhahahahá
"rock do coelhinho" - Deve ser hardcore.
"ta dificil ser professor de historia" - Também acho.
"Vou à psicologa vou ao médico ou ao curandeiro" - Vá ao curandeiro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Que mané Dilma!

A minha Presidenta é Patrícião Amorim que toda trabalhada no garbo, na elegância e na negociação futebolístico milionária que tanto que me envergonha num país cheio de gente necessitada, trouxe RRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinho Gaúcho para o meu amado Mengão!

RRRRRRRRRonaldinho vai sambar e bater pagode? Vai. Vai usar de todo o seu charme e beleza pra "pegá mulé"? Vai. Vai faltar treino e dizer que a vó caiu da lage de madrugada? Vai. Mas que faça gols, muitos gols e acalme o aflito coração da nação que tanto sofreu em 2010.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Se a Psicóloga tá surtada...
Uma notícia que vinha prendendo muito a minha atenção desde o último domingo era o desaparecimento de uma psicóloga aqui no Rio. Estava pensando muito nisso e acho que tamanho interesse tem dois motivos: Primeiro porque o desaparecimento havia se dado em um lugar muito familiar pra mim, o bairro do Jardim Botânico onde eu trabalhei por 4 anos, segundo porque desaparecimentos me dão um nó na garganta.
Posso estar exagerando pela falta da experiência, mas eu sinto que um ente querido desaparecer deva ser pior que receber a notícia da sua morte. Você não saber se uma pessoa querida está sendo torturada, maltratada, violentada, a falta de paradeiro, de informações, é a pior angústia que alguém pode sentir. Principalmente casos como o da Priscila Belfort a irmã do Lutador, ou da engenheira Patrícia, jovens, bonitas, bem nascidas e bem criadas, em que investigação nenhuma se conclui, corpo nenhum é encontrado. E esses são apenas dois casos que tiveram destaque na mídia aqui do Rio, muitos outros casos estão aí, à espera de solução, e sequer veem a público. É inimaginável a dor de uma mãe que vai até o quarto de seu filho e vê a cama vazia sem saber o que aconteceu, como e porque desapareceu. Pior, sem saber onde e como está naquele momento.
Eu estava angustiada, com o desaparecimento da psicóloga, a mãe dizendo que só sabia rezar e chorar que é o que ela, já uma senhora de certa idade, podia fazer.
Mais eis que na tarde de hoje encontraram a pobre moça, na garagem do próprio prédio, encolhida no porta malas de um carro. Visivelmente desequilibrada e debilitada.
A primeira conclusão da delegada é a de que ela, em um momento de surto, se escondera propositadamente, quem sabe até em diversos locais do próprio prédio. Gente, uma psicóloga! Que trata da saude mental das pessoas! É no mínimo estranho.
Mas enfim, eu senti uma felicidade tão grande por saber que aquela mãe vai poder abraçar a sua filha novamente, cobrí-la se estiver frio, dar-lhe um beijo de boa noite, que me escorreram lágrimas pelo rosto.
Pensando no mínimo que eu posso fazer, vou tentar colocar o banner da Fia com retratos de crianças desaparecidas aqui no blog, e você caro amigo blogueiro, se puder fazer o mesmo pode estar ajudando a acalmar um coração aflito, em algum canto desse Brasilzão.
Update:
Não achei o banner no site da Fia, que é onde teria atualizado.
Mandei um e-mail solicitando-o, se me mandarem vocês copiam daqui!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
A tal da Barbie verdadeira.
Quando eu era criança pequena lá em Barbacena acalentava o sonho de um dia ganhar uma Barbie verdadeira (Não as genéricas, horrorosas, sem glamour). Naquela época minha mãe dava um duro danado pra conseguir criar a gente. Aquela vibe pouca grana, nenhum pai pra ajudar. Gente, a Barbie era meu sonho!
Era um tempo difícil, apesar de não passarmos necessidades extremas, era muito difícil comprar supéfulos, brinquedos caros. Cartão de crédito era pra poucos. Hoje em dia não, tudo é mais fácil, as empresas imploram pra te dar um cartão de crédito e você vai lá e compra em 1.000 vezes com juros (baita juros! hehehe)
Mas eis que neste Natal demos uma Barbie pra Cecília. Toda trabalhada nos acessórios e apetrechos, horrorosa, como toda Barbie que se preze, né? Magrela, loira, maquiada, um sonho! rs! (Tô contraditória?)
É essa aí da foto! Vem com roupinha de piscina (que ok, é meio piriguete), com uma bóia pra nadar na piscina, cachorrinhos que nadam na piscina, bola pra jogar na cesta de basquete da piscina, tolhinha pra se secar depois do banho de piscina e gente:
ELA VEM COM UMA PISCINAAAAAAAAA!!!!!! UM BAITA PISCINÃO!
Tô brincando horrores com a Barbie! Tipo, eu considero muito minha essa boneca! kkkkk
Cecília mesmo nem aí pra Barbie.
Segue o nosso último diálogo:
Eu: -Filha, vamos brincar de Barbie (pela enésima vez desde o Natal)
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Vamos filha, olha que legal, tem piscina!
Ela: -Qué não mamãe.
Eu: -Ó então vou brincar sozinha, hein!
Ela: -Tá bom.
Amarra esse laço direito!
E agora nós VAMOS MARCAAAAAAR!!!!!! Mentira, a gente não disse "vamos marcar!", porque quem diz isso nunca marca nada! rsrs! (Não entendeu nada? É só ler uns dois posts abaixo que você entende!)
Mas aí pensando nisso tudo, me lembrei de muitas pessoas com as quais não tenho mais contato. Tanta gente boa! É impressionante a quantidade de pessoas que passam pela nossa vida e não permanecem. Amigos de escola, de cursinho, vizinhos que deixamos de ver quando nos mudamos, professores, até parentes!
As relações humanas estão muito fluidas, estamos perdendo a capacidade de manter amizades, sentimentos bons, deixamos que a distância separe amigos, amores...
Muita gente tem lá 1348789 "amigos" no Orkut, no Twitter, no Facebook ou seja lá que nova bodega social inventaram, mas não tem uma pessoa de carne e osso em quem confie de verdade, alguém com quem possa desabafar sem medo de chorar e parecer bobo, alguém de quem se sinta falta.
Me lembro de quando era criança e enquanto amarrava o cadarço do tênis, me preocupando em deixar o laço bonito, minha mãe dizia: -Amarra esse laço direito! Senão ele solta!
Acho que acontece a mesma coisa com a gente, nos preocupamos em deixar bonitos os laços que fazemos com as pessoas, não nos mostramos de verdade, mascaramos defeitos e óbvio, não os queremos ver no outro. O resultado é um laço lindo, mas que se desfaz no primeiro percalço.
É verdade que tem muita gente que passa e que não nos traz nada de positivo, esses é bom que partam mesmo. Mas se você sente que alguém com quem convive vale realmente a pena, faça como a minha mãe me dizia:
-Amarra esse laço direito!
Se lembrou de alguém valioso que ficou perdido no passado não hesite em procurá-lo, faz um bem danado!
Você nem repararam que nessa época do ano eu viro uma manteiga derretida, né?! rs!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
.:.:Um Natal Diferente:.:.

Me lembro bem dos meus Natais, todos eles, porque todos são extremamente parecidos. Correria, comidas e mais comidas, presentes comprados às pressas, amigos ocultos, muito vinho, algumas rusgas entre familiares ou amigos da família, calor, consumismo, decorações bizarras lembrando neve num país tropical.
Meus Natais eram uma sucessão de repetidas tradições furadas em que o único momento que lembrava de longe o que é que se está comemorando é o abraço, muitas vezes mecânico, à meia noite.
Nunca fui religiosa, ou quando o fui não sentia que a religião que havia escolhido era muito mais do que a burocracia dos ritos da igreja e isso sempre me incomodou profundamente.
Me batizei, fiz Catequese, Primeira Comunhão, Crisma, mas nunca, nem mesmo nesses momentos ditos "mais marcantes" do Catolicismo eu senti tanto a presença divina quanto na noite do dia 24 de dezembro de 2010.
Neste Natal, fiquei com a família da Cris, minha cunhada, a pessoa mais doce da face da terra. São católicos fervorosos, participam ativamente da vida da comunidade da qual fazem parte. (Muitas vezes já me peguei pensando sobre o exagero que eu pensava existir neste fervor)
Mas nesta mágica noite de Natal eu entendi o motivo.
Não havia derrame de bebida alcoolica, não havia comilança desenfreada (e não era por falta de comida, que era farta e deliciosa) nem a algazarra da música alta e inadequada.
Havia respeito, entendimento sobre a importância da data, havia uma aura mágica que parecia multiplicar o amor das pessoas que ali estavam uns pelos outros. Ao som de um cântico natalino agradecemos pela comida, pelo ano que tivemos, pedimos pelo próximo ano, cada um na sua vez, segurando uma pequena imagem do menino Jesus, em voz alta ou apenas fechando os olhos, silenciosamente.
Eu pedi pela saúde da minha filha e pela primeira vez eu confiei piamente no que estava fazendo, pela primeira vez eu tive uma certeza, saída do coração de que havia alguém me ouvindo, ainda que eu estivesse em silêncio. Pela primeira vez a minha fé me tocou, e eu não estava em uma igreja.
A fé habita as pessoas, não os templos.

