Uns quinze anos sem ficar doente e de repente tenho dois pirepaques em intervalo de dois meses. Não tô acostumada e nem quero.
Esta semana passei um mal desgraçado, febre, a cabeça querendo explodir, e o corpo pedindo pra sair. Fui parar no pronto-socorro, e eu tenho medo de hospital, pronto falei.
Pra eu chorar de dor tem que ser um negócio hardcore, entrei na emergência desandei a chorar, ou seja, fico pior no Hospital que fora dele.
Me vira o médico e diz que a medicação ia ser na veia, e que eu ia ficar "uma horinha" no soro. Co-mo-as-sim??? Passei mal de novo.
Aí me vem a enfermeira com um sorriso de quem vai sei lá, fazer a minha unha e tasca duas injeções do tamanho do bondinho de Santa Teresa cada uma. Sadismo, só digo isso.
Eu lá, já sem paciência pro tal soro, passa o médico e eu pergunto:
- Doutor, será que eu tenho que ficar com esse soro até acabar a bombinha?
Vira ele:
- Pra quê tanta pressa? Se houver alguma infecção importante no seu exame de sangue você vai ficar internada! (Os médicos teem a incrível capacidade de nos fazer sentir idiotas).
Gente, internada? CO-MO-AS-SIM MAIÚSCULO. Cogitei fugir do hospital. (mentira, errr, quase.)
Mas enfim, não fiquei internada, tô bem, meus advogados não precisaram redigir meu testamento e o comando das minhas empresas não será disputado ferrenha e deslealmente pelos meus familiares (tenho que parar de ver novela).
O médico diagnosticou uma leve infecção, minha mãe diagnosticou Mau olhado. E eu tô decidindo aqui se eu tomo o antibiótico ou se acendo uma vela pro meu anjo da guarda. Brinks! vou fazer as duas coisas! há.
Amigos me coloquem Bom olhado pra anular as forças do mal, ok? Conto com vocês! rs!
Mas então, deitada lá, olhando as gotículas de soro caindo eu só pensava nessa música:
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Amigo bom é amigo vivo!
E como quem é vivo sempre aparece, ontem eu reapareci na conviênvia festiva de amigos queridos, queridos até NÃO dizer chega!Este último ano foi duro. Muita coisa pra fazer, a vida pedindo pressa, pouco tempo pra mim, muito tempo pra Cecília. Não foi de livre e espontânea vontade o chá de sumiço que eu tomei, ele me foi entornado goela abaixo pela própia vida.
Não dá pra ficar indo a bares, festas e baladas com uma criança de 1 ano e poucos!
Eu bato palma e tenho inveja de quem consegue, mas pra mim essas situações são pra relaxar, beber um pouquinho, conversar... E gente, uma criança nesta idade (a minha pelo menos) precisa que você corra atrás dela o tempo todo, e dê comidinhas saudáveis e fresquinhas, e fique dizendo que não pode isso, que não pode aquilo, ou seja, não é legal nem pra nós nem pra ela!
Agora tá melhorando um pouquinho, a escolinha está dando uma disciplinada, deixando ela mais ouvinte, mais quietinha e aos poucos a gente vai voltando com a nossa programação normal. rs!
Mas esse papo furado todo foi só pra tentar explicar o sumiço (apesar de saber que eles compreendem) e pra dizer o quanto a presença desses amigos lindos me faz feliz! E olha que faltou gente hein! Ainda tem muita saudade pra matar aqui dentro do meu peito! (soou meio sertanejo isso! rs!)
Felicidades pra Carla e pro Igor, mas o presente mesmo quem ganhou fui eu!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas
Ou simplesmente Cora Coralina.
Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.
Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
Cora Coralina

Uma mulher que escreveu seu primeiro livro aos 76 anos de idade, viveu arrancando poesia das situações mais triviais.
Junto com os famosos doces que suas mãos habilmente fabricavam brotavam poesias igualmente saborosas, sem rebusco literário, sem pretenção acadêmica.
A forma mais linda de poesia, aquela que sai do coração e pousa suave sobre o papel, sem receios, sem limitações, sem clausuras estilísticas ou estéticas.
Deixo vocês com "Todas as vidas", uma preciosidade.
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
Cora Coralina
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
No pára-choque do meu caminhão.

Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
Cora Coralina
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Notinhas

Após desbravar matas, atravessar oceanos, escalar montanhas, degladiar-se com feras mitológicas, monstros marinhos, incorporar o Mad Max e ir Além da Cúpula do Trovão, marido conseguiu encontrar uma carrocinha e me trazer um podrão!!!!!!
E eu nem tô grávida!
Tem como não amar?
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Eu tenho quatro livros pra ler em dois meses (caso de morte ou morte), isso seria relativamente fácil pra quem gosta de ler, mas não pra mim, que pego asco do livro se for uma leitura imposta.
Então eu necessito urgente de uma boa técnica de leitura dinâmica. Urgente!
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Tô eu linda, bela e modesta na Biblioteca da Faculdade quando meu celular vibra no bolso, eu atendo e escuto:
-Alô, Luciana, é a Roberta aqui da escolinha da Cecília.
Eu (esquecendo totalmente que estava na biblioteca):
- OI SOU EU! O QUE FOI QUE ACONTECEU???????
Roberta:
- É que ela tá chorando muito.
Eu (falando em decibéis inadimissíveis pra uma bibilioteca)
- POR QUÊÊÊÊ?????????? FALA LOGO MENINA!!!!!!!!!!!
Roberta:
- Porque a tia Paula não veio e ela não quer ficar na salinha com a substituta de jeito nenhum.
Joguei a pilha de livros pro alto(quase) e saí igual a uma louca pra buscar Cecília.
Cecília sentiu falta da Tia Paula.
Eu senti ciúme da Tia Paula. (Sô normal?)
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Não finja que não é com você.

Você vai morrer. Isso mesmo, falecer, partir desta pra melhor (ou pior, depende do que você andou fazendo por aqui), abotoar o palitó, cantar pra subir.
Não há nada que você possa fazer pra impedir isso, eu disse NADA. Isso pode acontecer daqui a 60 anos, ou pode acontecer amanhã.
Quanto a isso, aí sim, você pode fazer alguma coisa, como por exemplo ir a um médico.
Sabe aquela dorzinha chata? Então, um idiota que não ama a vida passaria 10 anos tomanto Tylenol até descobrir um câncer em estágio avançado e morreria. Uma pessoa esperta iria ao médico, investigaria descobriria em estágio inicial e curaria.
Sabe aquele exame que o médico passou, nada de mais, só rotina, você nem está doente. Mas ele passou, e levando-se em conta que o cara estudou a P*$% da Medicina durante uns sete anos, você pode muito bem dar um voto de confiança e fazer a merda do exame. Então vai lá, procura lá na gaveta o pedido, reza pra não estar com a data vencida e vai fazer a bosta do exame.
Não é por você não, se você não ama sua vida, paciência. Isso não teria o menor problema se você fosse um náufrago, um viajante solitário do deserto do Saara, ou tivesse nascido de uma chocadeira e não tivesse botado ovos (para botado ovos leia-se, tido filhos).
Mas acontece, que você tem família, amigos, você faz planos com as pessoas, você promete coisas pras crianças, você assina revista por dois anos, você tem um trabalho de fim de curso pra entregar, você está estudando pra um concurso que só vai acontecer daqui um ano ou mais, você prometeu pra alguém que vai amá-lo até que ele fique velhinho e rabugento, você tem que chorar e borrar a maquiagem no casamento da sua filha, daqui uns trinta anos.
Então pára com essa mania de prorrogar as coisas, pelo menos no que diz respeito a sua saúde, porque isso ainda vai te matar.
Por acaso você tem um bom plano de saúde, mas se não tivesse isso também não seria desculpa. Vê se não vale a pena passar a metade da madrugada em uma fila se a recompesa for ganhar aí mais uns 20 anos de vida, pelo menos!?
Pra fatalidade não tem remédio. Como eu já disse neste post, bigornas são imprevisíveis, mas pra falta de vergonha na cara tem. Então levante esta bunda e vá cuidar da sua saúde, porque você, meu caro(a), sinto lhe dizer, não é imortal.
P.S. Isso foi uma conversa séria que Sandra Rosa Madalena, meu outro eu, teve comigo essa semana. Sonhei por duas vezes que estava morrendo, e isso me fez sair da total falta de vergonha na cara e fazer uns exames que estavam atrasados.
Faz umas três semananas eu tive um siricutico, passei mal horrores, uma coisa tipo fígado ruim sabe?! Fui ao médico que passou trocentos exames, fez mó cara de preocupado e nem assim eu fiz os tais exames.
Os outros dois exames eu tenho até vergonha de falar, foi o meu ginecologista que passou, duas ultrasonografias e tem negócio de seis meses que eu fui lá. Então.
Mais aí, Sandra Rosa Madalena me falou no fim dessa conversa sobre uma coisa que me fez levantar de manhã e sair igual a uma doida pelos laborátorios e clínicas de imagem da vida:
-Se você morrer sua filha vai ficar aí, entregue à MADRASTAS.
Morri só de pensar nisso.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
No pára-choque do meu caminhão.

"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."
Mário Lago
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Podrão
Eu ando doida da vida por um podrão, ou hambúrguer de carrocinha, ou Xtudão, como queiram.
Nem quando eu estava grávida tive um desejo assim, chego a sentir o cheiro daquela gordurinha do bacon na chapa nos momentos mais críticos. E cara, aqui no meu bairro não tem uma eu disse UMA carrocinha de hambúrguer! Morro!
Não serve o do Mac donald's, nem do Bob's, fast food não serve. Tem que ser carrocinha de rua. Aquele monte de coisas sobre o balcão, tudo meio desorganizado, sem fiscalização. Então, assim é que é bom.
Quando a gente veio morar aqui tinha uma única carrocinha beeeeem pertinho da subida do morro. Da comunidade. Tá vai, da favela.
Beleza, de vez em quando íamos lá, sentávamos, comíamos um hambúrguer, tudo na maior tranquilidade.
Até que um dia... Até que um dia no meio do processo de compra e venda rola o maior tiroteio, caraca era muito tiro! E a menina da carrocinha: -Que nada, isso não é aqui perto não! Tipo, mó tranquilidade. E eu de-ses-pe-ra-da!
Apertei tanto o hambúrguer que ele deve ter virado sei lá, um misto quente. E eu já olhando os carros pra ver em qual dava pra eu me jogar embaixo, uma tensão. Coisas do Rio de Janeiro, enfim nunca mais aparecemos por lá.
Mas agora no auge do desejo, quando eu já estava quase comprando um colete à prova de balas pra ir lá atrás de um Xtudão, eu descubro que não existe mais. Tristeza.
Na Tijuca, um bairro da zona Norte que pensa que é Zona Sul, tem uns trailers que meio que compraram a idéia da carrocinha, funcionam em largos ou praças, os hambúrgueres são mais ou menos parecidos, e de longe você até pensa que é a mesma coisa. Ledo engano.
Numa dessas buscas pelo Xtudo perdido avistamos um trailer desses, chegando lá cheirinho bom etals e eu me deparo com o cara que faz os sanduíches com um chapeuzinho de Chef (???), com um uniformezinho branco impecável (???), a partir daí já teve aquela má impressão. Mas tudo bem, relevei.
Mas o pior estava por vir. Olhando em volta vimos que sobre as mesinhas haviam cardápios (Como assim???). Olhando o cardápio eu vi que o mais chumbrega dos hambúrgueres vendidos ali custava a bagatela de doze reais! DOZE reais!!!!!!!! Me recusei.
Gente, eu escolho comer um podrão na rua justamente poque é gostoso e barato, você se sente saindo no maior lucro, sabe?! Tipo, se você quiser vai poder até comer dois sem se preocupar com valores! (brinks!! rs!).
Se o negócio é caro, organizadinho, o cara que faz tá vestidinho de chef, e ainda te mostra o cardápio não dá, né?!
Saudade dos sábados da minha adolescência lá em New Iguaçu, quando a gente se arrumava toda e ia pra praça comer um podrão (que ainda vinha com um copo de refrigerante de brinde. há.).
Mas então é isso, esse post total e completamente sem sentido foi só um desabafo, um protesto contra a extinção das carrocinhas de podrão.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Urubu, Vira Fênix!

Meu time tá uma merda, um cocô, uma titica. Depois de tanta festa pela conquista do HEXA estamos aí, de ressaca.
O que mata é a falta de organização, de respeito com a nação rubro negra que tanto apóia, que tanto enche estádios em todo canto do país.
Não dá pra levar a sério, um time que se vale apenas de figurões fanfarrões, um time que só consegue alguma coisa se coloca a responsabilidade em cima de um ou dois jogadores, como sempre acontece com as duplas de ataque. E aí quando não tem um "Império do amor" um "Ataque dos Sonhos" toma bonito.
E é uma inércia que dá raiva! Começou com as contratações, ou melhor dizendo a falta delas. Pessoalzin quer que o jogador queira vir jogar no clube por amor à camisa.
P#@$%& nenhuma! Não já estão cansados de saber que no futebol de hoje só tem mercenário??????
Aí ficaram com aquela conversinha mole, não fizeram os esforços financeiros necessários pra garantir um bom time e agora tá aí, fazendo vergonha. VERGONHA!
Acharam que apenas a figura do Zico iria garantir que os jogadores quisessem ter a honra de jogar no Flamengo: - Há! Vâmo botar o Zico que geral vai querer vir!!!!! Até parece...
Pra começar, o Zico não tinha nada que assumir cargo no Flamengo, Zico tem que ficar no campo da Lenda do Futebol, que onde é o seu lugar. É meu ídolo? É. É melhor que Maradona e Pelé juntos? É. Mas tá servindo pra alguma coisa como Diretor Executivo? Não.
Agora tem que aturar Val Baiano, que mais parece um sabotador, não bastasse não fazer p$&*@# nehuma, ainda atrapalha jogadas como se fosse de propósito! Marido quase infarta!
Tem que aturar uma camabada de jogadores fora de forma. Leandro Amaral corre 10 minutos e quase pede pra tomar soro, Pet joga bem? Joga. Mas é tiozão né gente?! Coitado, não dá conta de jogar sozinho...
A única coisa boa é ver despontar a estrela de Diego Maurício. A parte ruim é que logo, logo Diego Maurício vai pra "Zoropa".
Demitiram Andrade, The Técnico Of The HEXA, por pura politicagem, inventaram uma crise fajuta e fizeram a merda. Desreipeitaram um bom técnico, comprometido, e agora estão aí trocando Rogério Lourenço por Silas! Bota o Zico pra treinar, ué! Bota Patrícia Amorim pra jogar, ué! Brinks! rs!
Mas olha, a pessoa fica desgostosa de ver esse time jogar. Tá uma merda, sem esperanças de melhora, de ficar cheirosinha. Este ano é torcer pra não cair.
Melhorar só se o Urubu virar Fênix...
E vô te falar: Não assinem o PFC, dá azar.
Abaixo, a síntese do pensamento do jogador de futebol brasileiro com Marcelo Adnet:
Muito bom! rs!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Cecília, a disciplinadora.

A Gaveta da bagunça foi finalmente arrumada! (Agora só falta a vida, rs!)
E enquanto eu arrumava a gaveta Cecília mexia nos livros, mexia não, tentava rasgar as capas.
Eu louca da vida disparo:
-Rasgar não! Nãããão pode! Hum. Ai, ai, ai, Isso é muito feio! (Isso ainda é o mais brava que eu consigo ser, mas eu aprendo.)
Ela dá um choramingo e esquece, vai brincar com as bonecas.
Uma bela hora eu termino de arrumar a gaveta e me deparo com uma montanha de papel contendo informações pessoais, que não poderia ir pro lixo direto, tudo precisava ser rasgado.
No que eu começo a rasgar vem Cecília, tira o papel da minha mão e me diz com olhar penetrante e cara de zangada:
-"Ragá" não mamãe! Não pode! ai ai ai, "muto" feio!
E eu vou fazer o quê? Me desautorizar?
Fiz como ela, fui fazer outra coisa e só rasguei os papéis quando ela dormiu.
Cecília, a Celebridade:
-Ciça, faz uma pose pra mamãe tirar foto?
- Não.
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Cecília, a exibida:
-Mamãe, tira foto!
domingo, 29 de agosto de 2010
"Purgatório da beleza e do caos"
Que bom seria se o meu Rio de Janeiro fosse apenas a beleza que se vê do alto, nos sobrevoos de helicópteros, nas chegadas e partidas dos aviões.
O Rio visto do alto não mostra suas sórdidas reentrâncias, suas vielas violentas, seus detalhes permanecem escondidos sob a beleza do cartão postal.
Em visão panorâmica o Rio faz jus às letras das bossas de Vinicius e Tom, faz jus ao propagado título de Cidade Maravilhosa, coleciona elogios e tenta envergonhado desviar os olhares mais atentos, para que estes não reparem a sua bagunça.
Que bom seria se aquela mulata magestosa, linda, cintilante, não retornasse ao seu insalubre lar depois do show que deixou extasiados os gringos alienados.
Que bom seria se a orla quente, que de dia abriga crianças, avós, sorrisos, a alegria franca e verdadeira dos farofeiros, o ar blasé das garotas zona-sul, a simpatia famosa mundo afora, não abrigasse à noite a degradação dos corpos, expostos como carne crua, barata, em bancas fétidas de uma feira noturna.
Se víssemos o Rio somente do alto, a Lapa seria só os arcos iluminados, sem o mal cheiro, os prostíbulos, a miséria. A favela seria apenas sua faceta de "orgulho da comunidade" que tentam incutir na mente dos pobres moradores para que estes deixem de implorar por mudanças. O Centro seria apenas seu imperial Teatro Municipal reformado, sem o trânsito caótico, os mendigos, os pivetes, os desempregados de currículo em punho.
Veríamos apenas o sorriso plastificado do sambista, as cores e brilhos da escola de samba, a felicidade construída.
Ver a minha cidade do alto é certeza de espetáculo. Vê-la do chão, conhecê-la, é sentir ânsia por transformá-la, curar suas feridas, é querer dar o ombro pra ajudar a reerguê-la.
Aos que se perguntam porque os céus não apazigam tanto sofrimento, eu tenho uma tese:
O Cristo vê a cidade do alto.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A gaveta.
Aqui na minha casa tem uma estante. Nesta estante tem uma gaveta. Esta gaveta só é aberta para que se jogue coisas dentro dela, raramente é pra pegar alguma coisa, e quando isso tem que ser feito, geralmente é num momento de desespero em que se precisa encontrar alguma coisa urgentemente e já se procurou em todos os cantos da casa sem sucesso.
Lá,(na gaveta) tem de tudo. Documentos importantes, como certidões de casamento, de nascimento, de nada consta, bilhetinhos de amor, certificados de garantia de tudo o que se possa imaginar, desde o nebulizador, até sei lá, a geladeira. Tem 1.478542365144525455 boletos de contas pagas e ainda bem, nehuma sem pagar. Mas tá tudo lá, desorganizado, embolado, sem critérios, sem moral nem compostura.
De quando em vez eu decido: -Vou arrumar esta gaveta! Mas tem sempre algo mais (ou menos) importante pra fazer, e a gaveta vai ficando lá, caótica. Quando eu a abro pra jogar alguma coisa lá dentro, eu faço isso bem rápido, pra que eu não fique muito tempo face to face com a bagunça, e por consequencia não me sinta tão culpada.
Mas o que me deixa mal, nem é a gaveta, nem a sua bagunça, o que me deixa mal é que a gaveta é a parábola da minha vida.
A minha vida ultimamente é o retrato desta bendita gaveta, uma inundação de coisas importantes, de amor, de pendências, de coisas pra organizar, de supérfulos a descartar, de decisões a tomar, de planos a concluir, enfim, eu preciso arrumar a minha gaveta, eu preciso organizar a minha vida.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Parabéns para mim, nesta data querida.

Gente, fazer vinte e oito anos não é bom, não. Acho que é porque 28 é um número feio, pesado, o som não é bom, a gente fala com voz grave, entonada. Acabou-se a suavidade dos vinte e poucos, o negócio agora é o quase trinta.
Mas o drama é bem menor do que aparenta, Maria do Bairro às vezes baixa aqui e digita no meu lugar.
Ontem à noite, eu estava pensando no dia em que eu fiz quinze anos, no dia não, no ano! Porque eu torci horrores pra que o ano corresse rápido, pra que chegasse logo agosto, pra que eu fizesse logo quinze anos!
Na minha época, quando se tinha catorze anos a gente era mais criança que adolescente, não é como hoje em dia que aos doze já tá todo mundo aí, na vida. A passagem para os quinze era um marco, e nem era por causa da festa, que eu nem tive e que, pelo menos no meu círculo, não era todo mundo que tinha. Era pela intensidade de sentimentos e mudanças internas que esta nova idade nos trazia.
E aí ontem, afundada nos meus pensamentos eu me vi lá, na noite anterior ao dia 19 de agosto de 1997, deitada na cama, pensando na vida, exatamente como eu estava ontem. E por um momento, foi como se estívessemos lado a lado, a Lu de 15 com os questionamentos e planos dela e a Lu de 28 ainda fazendo planos, mas com muito mais certezas que dúvidas.
Aos 15 anos, eu queria conquistar o mundo (na maior vibe Pink e Cérebro).
Aos 28 eu quero um emprego que me permita viajar e conhecer um milésimo desse mundão todo aí.
Aos 15 anos eu dizia que só teria filho depois dos trinta!
Aos 28 eu estou felicíssima porque aos trinta minha filha já vai ter quatro e aí quem sabe, eu vou poder dar um irmãozinho pra ela.
Aos 15 anos eu dizia que neeeeem morta que eu iria casar! Como é que eu ia conquistar o mundo??? (O filho seria produção independente, há)
Aos 28 eu estou casada, feliz e não trocaria isso por nada.
Aos 15 anos eu não sabia ainda que profissão escolher, mas uma coisa era certa, tinha que ser o emprego dos sonhos, pra me deixar rica, bem sucedida e poderosa. E ele estava lá me esperando, bastava que a vida me levasse até ele.
Aos 28, tenho plena consciência de que não vou ficar rica com a profissão que eu escolhi, a menos que eu jogue na mega sena (e ganhe) não vou nadar nas moedinhas igual ao Tio Patinhas. E isso, vejam só, não é nada decepcionante!
Aos 15 anos, no alto da minha embriaguez juvenil, achando que tudo girava ao meu redor, num egocentrismo perfeitamente normal e perdoável para a idade, eu me sentia enorme, eu podia alcançar tudo, eu podia fazer tudo, o mundo era parte de mim.
Aos 28, eu quero fazer tudo o que for possível, eu quero pegar tudo o que meus braços alcançarem e se eu não alcançar, eu peço ajuda. Hoje, minha felicidade depende diretamente da felicidade de outras pessoas, a minha satisfação pessoal depende do bem estar da minha família. Os meus planos ainda são por vezes mirabolantes, quase juvenis, mas hoje eu sei que sou apenas parte do mundo, e que o MEU mundo é do tamanho que ele deve ser.
A propósito, a garotinha gorduxa da foto lá em cima sou eu, e eu não estava com catapora, é que a foto esta envelhecida.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Agora vejam vocês,

Sexta feira foi a comemoração do Dia dos Pais na escolinha da Cecília! Super legal, né? Ótimo, né? Bacana, né?
É. Mas veja bem, eu passei DUAS semanas de adaptação, sofrendo que nem uma condenada, chorando, gritando, esperneando, rolando no chão pra lá e pra cá (menos, Luciana, menos), aguentando o chororô de Cecília. O papai não podia revezar, porque o trabalho é mais hard, não pode faltar e tals, beleza, compreendo.
Mas aí, a primeira vez em que ele vai à escolinha é para participar de uma festinha em sua homenagem! Ganhar presentinho, gravatinha de papel com colagenzinhas "feitas por ela", ouvi-la fazendo gestos e tentando cantar a musiquinha do Papai-Super-Herói! É justo?
Num rompante de invejinha eu até poderia dizer que não, mas é.
Porque gente, essa criatura, não se contentando em ser o melhor marido do mundo, se tornou o melhor pai do mundo!
Eu falo com orgulho que o pai que eu não tive, o pai que eu sempre quis ter, é o pai que eu dei pra minha filha.
Sorte, a gente vê por aqui.
P.s: Não postei no Dia dos Pais porque como vocês puderam perceber, tenho dramas e questões com relação a isso que só serão resolvidas quando eu for rica e puder pagar 20 anos de terapia, então compreendam.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
TPA-Tensão Pré Aniversário

A pessoa fica tristonha, fazendo mil planos pro futuro, achando que não vai dar tempo de fazer nem a metade, fica procurando (e arrancando)cabelos brancos, começa a usar um creme antiidade, corta o cabelo pra ficar mais "muderna", relembra gostos e cheiros da infância, faz planos de plantar uma árvore (o pézinho de feijão da escola não vale, né?!), escrever um livro e fica aliviada porque pelo menos o filho já tem.
É assim que eu estou esta semana. Na TPA.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A quinta vez,
da Cecília na escolinha!

Chegamos ao fim da primeira semana da adaptação, e entre choronas e choroninhas estamos todas salvas!
Na sexta já não havia mais drama, mas eu estava sempre por perto pra deixa-la mais segura, o que parece estar dando certo!
Hoje foi o "dia da frutinha" e eu morri de orgulho, porque enquanto as outras crianças faziam cara de eca, Cecília traçava todas as frutas que passavam na frente dela! rs!
Ah, e a Educação Física????? Fez toda a "série de exercícios", tudo direitinho! E safadinha que é nem estranhou o professor, como fez com a Tia e a auxiliar! Posso-com-isso? Convento das Carmelitas Descalças djá!
Mais a grande lição que eu tiro disso tudo é: Quem trabalha com crianças dessa idade merece o Oscar, O Nobel, O prêmio Jabuti da Literatura, O Emmy, O Gramy, e de quebra uma canonizaçãozinha!
Gente, me coloca numa salinha com quinze criançinhas entre 2 e 3 anos que eu incorporo o 01 e peço pra sair!

Chegamos ao fim da primeira semana da adaptação, e entre choronas e choroninhas estamos todas salvas!
Na sexta já não havia mais drama, mas eu estava sempre por perto pra deixa-la mais segura, o que parece estar dando certo!
Hoje foi o "dia da frutinha" e eu morri de orgulho, porque enquanto as outras crianças faziam cara de eca, Cecília traçava todas as frutas que passavam na frente dela! rs!
Ah, e a Educação Física????? Fez toda a "série de exercícios", tudo direitinho! E safadinha que é nem estranhou o professor, como fez com a Tia e a auxiliar! Posso-com-isso? Convento das Carmelitas Descalças djá!
Mais a grande lição que eu tiro disso tudo é: Quem trabalha com crianças dessa idade merece o Oscar, O Nobel, O prêmio Jabuti da Literatura, O Emmy, O Gramy, e de quebra uma canonizaçãozinha!
Gente, me coloca numa salinha com quinze criançinhas entre 2 e 3 anos que eu incorporo o 01 e peço pra sair!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A terceira vez,
da Cecília na escolinha.

Pois é, pra Cecília a novidade acabou. A primeira vez foi ótima, a segunda também, mas ontem ela chorou inconsolavelmente. Ela chorou, eu chorei(só um pouquinho) e enfim, submergimos Vila Isabel com o mar de lágrimas que derramamos ontem.
Pois é, pra Cecília a novidade acabou. A primeira vez foi ótima, a segunda também, mas ontem ela chorou inconsolavelmente. Ela chorou, eu chorei(só um pouquinho) e enfim, submergimos Vila Isabel com o mar de lágrimas que derramamos ontem.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A primeira vez,
da Cecília na escolinha.
(Pois é queridos, vou falar de Cecília de novo. E tem como não falar sempre do maior, mais lindo, eterno, intenso e colorido amor da minha vida?)

Cena 1
Eu entrego Cecília nas mãos da tia (minha mais nova irmã?), falo pra ela: -A mamãe já vooooooltaaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 2
Já refeita eu sento na cadeirinha reservada para as mães da adptação-(período de uma semana em que a gente fica lá na escola pro caso de a criança espernear clamando por nós)- dou uma olhadela pra dentro da sala e Cecília está lá muito bem e alegre (até demais pro meu gosto) Nessa hora eu penso: Ela nem sentiu a minha faaaaaaltaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 3
A Coordenadora da escola me oferece um copo de água com açúcar. E digo que não preciiiiiisaaaaa. E me debulho em lágrimas novamente.
Cena 4
Eu dou uns tapas na minha própria cara(quase) pra me lembrar da mulher forte que eu sou, e que devido a isso não posso ficar ali, em pleno pátio de escolinha pagando de desequilibrada. Vou ao banheiro lavo o rosto, sacudo a poeira e dou a volta por cima.
cena 5
Eu volto pra cadeirinha da adaptação, sento lá como se nada tivesse acontecido, tentando me conter, não olhar pra dentro da salinha e transformar o primeiro dia de aula da minha filha num Big Brother do Maternal 1.
Eu não me contenho, e olho no exato momento em que um dos meninos derruba o potinho de giz de cera dela no chão. Propositadamente. Fria e calculadamente. E ainda sai rindo e saltitando (imagina os pais dessa figurinha cruel). Cecília fica lá, olhando pro giz de cera no chão, desolada.
Eu fico lá, do lado de fora, sem poder intervir, dar um peteleco no garoto (quase), devolver o giz pra ela, dizer que está tudo bem e cantar a música do Cocoricó, que faz ela esquecer de qualquer tristeza. E me debulho em lágrimas.
O que me mata com requintes de crueldade é saber que a vida é assim. Sempre haverá alguém que vai derrubar o giz de cera dela, ou mentir pra ela, ou partir seu coração e eu nem sempre vou poder fazer alguma coisa pra que isso não aconteça.
Dios, cómo sufro.
(Pois é queridos, vou falar de Cecília de novo. E tem como não falar sempre do maior, mais lindo, eterno, intenso e colorido amor da minha vida?)

Cena 1
Eu entrego Cecília nas mãos da tia (minha mais nova irmã?), falo pra ela: -A mamãe já vooooooltaaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 2
Já refeita eu sento na cadeirinha reservada para as mães da adptação-(período de uma semana em que a gente fica lá na escola pro caso de a criança espernear clamando por nós)- dou uma olhadela pra dentro da sala e Cecília está lá muito bem e alegre (até demais pro meu gosto) Nessa hora eu penso: Ela nem sentiu a minha faaaaaaltaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 3
A Coordenadora da escola me oferece um copo de água com açúcar. E digo que não preciiiiiisaaaaa. E me debulho em lágrimas novamente.
Cena 4
Eu dou uns tapas na minha própria cara(quase) pra me lembrar da mulher forte que eu sou, e que devido a isso não posso ficar ali, em pleno pátio de escolinha pagando de desequilibrada. Vou ao banheiro lavo o rosto, sacudo a poeira e dou a volta por cima.
cena 5
Eu volto pra cadeirinha da adaptação, sento lá como se nada tivesse acontecido, tentando me conter, não olhar pra dentro da salinha e transformar o primeiro dia de aula da minha filha num Big Brother do Maternal 1.
Eu não me contenho, e olho no exato momento em que um dos meninos derruba o potinho de giz de cera dela no chão. Propositadamente. Fria e calculadamente. E ainda sai rindo e saltitando (imagina os pais dessa figurinha cruel). Cecília fica lá, olhando pro giz de cera no chão, desolada.
Eu fico lá, do lado de fora, sem poder intervir, dar um peteleco no garoto (quase), devolver o giz pra ela, dizer que está tudo bem e cantar a música do Cocoricó, que faz ela esquecer de qualquer tristeza. E me debulho em lágrimas.
O que me mata com requintes de crueldade é saber que a vida é assim. Sempre haverá alguém que vai derrubar o giz de cera dela, ou mentir pra ela, ou partir seu coração e eu nem sempre vou poder fazer alguma coisa pra que isso não aconteça.
Dios, cómo sufro.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O Que Você Quer Ser Quando Crescer?
Quando eu era criança o meu maior sonho era ser motorista de ambulância, de carro dos bombeiros ou da polícia. Essa coisa de todo mundo abrir caminho pra eles passarem, o respeito, a sirene ligada, era uma aura de heroísmo que me encantava! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Na pré adolescência eu queria ser médica. Me lembro do respeito que a minha mãe tinha pelos médicos, eu entrava nos consultórios e parecia que estava entrando num templo sagrado pra falar com um sábio. Antes de entrar tinha uma série de instruções que minha mãe passava pra gente: Não falar muito alto, não falar muito baixo, não encostar na mesa pra não derrubar nada. Eu achava lindo entrar lá e dizer o que estava sentindo e esperar que aquele ser mágico tivesse solução pra qualquer coisa que fosse. Estava decidido, era isso que eu queria ser.
Na adolescência eu queria ser cantora. Eu vivia cantando, cantarolava o dia inteiro! Eu me achava "A Cantora", eu queria ser a Whitney Houston. Achava lindo todo mundo lá, esperando você entrar no palco soltar a sua voz, emocionar as pessoas, embalar os casais apaixonados...E tinha a fama, né?! Eu queria ser famosa! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Ainda nessa época, só que um pouco mais tarde eu cismei que escrevia os mais lindos poemas do mundo! Eu escrevia sem parar, tudo era inspiração! Tinha cadernos e mais cadernos de poemas, eu tinha certeza de que era a New Generation da poesia mundial. Mas eu nunca deixei ninguém ler os meus poemas, morria de medo de as pessoas não gostarem, medo de que eu pudesse descobrir que não era um talento. Eu nunca tive certeza.
Quando eu tive que decidir, de verdade, eu quis ser professora, professora de História.
Acho que no meu subconsciente essa era a profissão que juntava tudo o que eu já queria ter sido antes numa só!
Tinha o heroísmo de formar cidadãos conscientes (ou pelo menos tentar), tinha a sapiência que eu via nos médicos, essa coisa de detentor do conhecimento,sabe? Tinha o palco, porque na verdade professor é quase um artista, o bom professor detém a admiração dos alunos, o respeito e até certa fama, porque não? E tinha também a questão da intelectualidade de quando eu quis ser poetisa e virar imortal da ABL.
Mas a única "profissão" em que eu REALMENTE me encontrei não fui eu que escolhi, foi ela que me escolheu! Foi quando eu me tornei mãe que eu descobri o verdadeiro significado da palavra realização.
Ai gente, eu tô numa paixonite aguda crescente por essa criança que não passa nunca! rs!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Te contar, viu!

Saudade de quando eu ficava doente, não podia faltar ao trabalho em que eu era a única subalterna (3 chefes e eu, única índia na parada). Ia eu, me sentindo a peeeeeor pessoa do mundo, escravizada, humilhada (Maria do Bairro feelings).
Faltar? Só se tivesse morrido, e tendo que levar atestado de óbito pessoalmente.
Naquele tempo eu podia pelo menos ficar lá quietinha, ser menos simpática que de costume, tomar várias xícaras de chá lá no meu canto, marcando consultas, desmarcando consultas e coisa e tal.
Agora amigo, é o seguinte: Dor, muita! Na cabeça e no resto do corpo. Dariz dodalmende endupido, febre, calafrios e...
Dançar o pula pula, contar historinhas, dar papá pras bonequinhas(minhas netas, há), cantar a música da baratinha, fora as fraldas, os banhos, ninar, alimentar, proteger, não deixar escalar a estante, não deixar cair da cadeira, fazer carinho, beijinho de borboleta, fazer castelinho de lego... Ai.
Se não tivesse todo o amor do universo nesse meio aí, sei não, pediria pra sair! rs!
Ficar doente, depois de ser mãe? Isso não te pertence mais!
sábado, 17 de julho de 2010
Tá difícil hein, Deus...

Deus,
Acreditar em você me deixa feliz, deixa minha mãe feliz, deixa uma pá de gente feliz. Porque sabe como é né?! Assim como os americanos teem o Superman, nós pobres sulamericanos, depositamos todas as nossas esperanças em você. Eu sei por exemplo que se um asteróide vier em nossa direção o Superman não vai se dar ao trabalho de dar uma acordadinha do seu sonho americano pra vir nos salvar, mas você sim. Então você Deus, é tipo o nosso Super Herói.
Mas hoje eu fiquei me perguntando: Se você não pode desviar uma bala que está indo matar um garotinho dentro da sala de aula, num Ciep em área de risco do Rio de Janeiro, será que esse lance de desviar o Asteróide tem chance de dar certo?
Não me leve a mal, eu sei que você tem muita coisa pra fazer e tal, mas é que era um garotinho, né Deus? Podia ter feito um esforço...
Eu quero acreditar sabe?! Mas às vezes fica difícil...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Querido Blog,
Ando meio sem tempo pra você, a vida anda uma loucura, você sabe. Não fique solitário, aproveite e vá visitar outros blogs, abra seus horizontes.
Não seja dependente, você sabe que eu te gosto muito, mas a vida é assim, todos temos uma série de prioridades que se suplantam às vezes, e sim, um bebezinho dodói, o parto de uma monografia e a procura por um novo lar são muito mais importantes que você, sinto muito.
Sei que você vai ficar bem, seus poucos leitores são fiéis e teem vindo aqui pra ler o arquivo, eu tenho acompanhado a visitação.
Amanhã venho te deixar uma música bem bonita, e até que a inspiração e a calma retornem à minha vida, venho apenas aprovar seus comentários e te fazer um carinho.
Até breve,
Lu
Não seja dependente, você sabe que eu te gosto muito, mas a vida é assim, todos temos uma série de prioridades que se suplantam às vezes, e sim, um bebezinho dodói, o parto de uma monografia e a procura por um novo lar são muito mais importantes que você, sinto muito.
Sei que você vai ficar bem, seus poucos leitores são fiéis e teem vindo aqui pra ler o arquivo, eu tenho acompanhado a visitação.
Amanhã venho te deixar uma música bem bonita, e até que a inspiração e a calma retornem à minha vida, venho apenas aprovar seus comentários e te fazer um carinho.
Até breve,
Lu
quarta-feira, 7 de julho de 2010
ASSOCIAÇÕES
Sempre odiei, odiei muito quando pessoalzin cisma de associar flamenguista a marginal. Sempre achei o cúmulo do absurdo as musiquinhas preconceituosas das torcidas dos outros times cariocas, em especial as dos senhoresdoutores tricolores.
Brigo, esperneio, fico magoada, horrorizada.
Mas sempre tem um bandido sendo preso ostentando o manto sagrado.
É mais ou menos assim:
RJTV - Foi preso hoje um dos bandidos mais procurados do Rio de janeiro, com ele foram encontradas armas, munições e grande quantidade de maconha.
Quando aparece a imagem tá lá o desgraçado, o tinhoso com a camisa do mengão! Ódio.
Meu discurso sempre é o da coincidência. Mesmo que ele já esteja total fail, eu o mantenho firme e forte, minha tábua de salvação.
Jogador fanfarrão me irrita, mas vá lá, o cara vem de origem humilde, ganha dinheiro pra caramba, fica desorientado, e coisa e tal, compreendo.
Agora, um dos maiores ídolos da torcida se revela um assassino frio e calculista, marginal da pior espécie, que bate em mulher, que vai na televisão e torce pela volta da ex-amante sabendo que a mulher tá cansada de estar morta, pelamor, não possuo mais nenhum argumento. Vergonha e tristeza resumem o meu sentimento.
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