sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A quinta vez,

da Cecília na escolinha!

Chegamos ao fim da primeira semana da adaptação, e entre choronas e choroninhas estamos todas salvas!
Na sexta já não havia mais drama, mas eu estava sempre por perto pra deixa-la mais segura, o que parece estar dando certo!
Hoje foi o "dia da frutinha" e eu morri de orgulho, porque enquanto as outras crianças faziam cara de eca, Cecília traçava todas as frutas que passavam na frente dela! rs!
Ah, e a Educação Física????? Fez toda a "série de exercícios", tudo direitinho! E safadinha que é nem estranhou o professor, como fez com a Tia e a auxiliar! Posso-com-isso? Convento das Carmelitas Descalças djá!
Mais a grande lição que eu tiro disso tudo é: Quem trabalha com crianças dessa idade merece o Oscar, O Nobel, O prêmio Jabuti da Literatura, O Emmy, O Gramy, e de quebra uma canonizaçãozinha!
Gente, me coloca numa salinha com quinze criançinhas entre 2 e 3 anos que eu incorporo o 01 e peço pra sair!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A terceira vez,

da Cecília na escolinha.

Pois é, pra Cecília a novidade acabou. A primeira vez foi ótima, a segunda também, mas ontem ela chorou inconsolavelmente. Ela chorou, eu chorei(só um pouquinho) e enfim, submergimos Vila Isabel com o mar de lágrimas que derramamos ontem.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A primeira vez,

da Cecília na escolinha.
(Pois é queridos, vou falar de Cecília de novo. E tem como não falar sempre do maior, mais lindo, eterno, intenso e colorido amor da minha vida?)

Cena 1
Eu entrego Cecília nas mãos da tia (minha mais nova irmã?), falo pra ela: -A mamãe já vooooooltaaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 2
Já refeita eu sento na cadeirinha reservada para as mães da adptação-(período de uma semana em que a gente fica lá na escola pro caso de a criança espernear clamando por nós)- dou uma olhadela pra dentro da sala e Cecília está lá muito bem e alegre (até demais pro meu gosto) Nessa hora eu penso: Ela nem sentiu a minha faaaaaaltaaaa. E me debulho em lágrimas.
Cena 3
A Coordenadora da escola me oferece um copo de água com açúcar. E digo que não preciiiiiisaaaaa. E me debulho em lágrimas novamente.
Cena 4
Eu dou uns tapas na minha própria cara(quase) pra me lembrar da mulher forte que eu sou, e que devido a isso não posso ficar ali, em pleno pátio de escolinha pagando de desequilibrada. Vou ao banheiro lavo o rosto, sacudo a poeira e dou a volta por cima.
cena 5
Eu volto pra cadeirinha da adaptação, sento lá como se nada tivesse acontecido, tentando me conter, não olhar pra dentro da salinha e transformar o primeiro dia de aula da minha filha num Big Brother do Maternal 1.
Eu não me contenho, e olho no exato momento em que um dos meninos derruba o potinho de giz de cera dela no chão. Propositadamente. Fria e calculadamente. E ainda sai rindo e saltitando (imagina os pais dessa figurinha cruel). Cecília fica lá, olhando pro giz de cera no chão, desolada.
Eu fico lá, do lado de fora, sem poder intervir, dar um peteleco no garoto (quase), devolver o giz pra ela, dizer que está tudo bem e cantar a música do Cocoricó, que faz ela esquecer de qualquer tristeza. E me debulho em lágrimas.

O que me mata com requintes de crueldade é saber que a vida é assim. Sempre haverá alguém que vai derrubar o giz de cera dela, ou mentir pra ela, ou partir seu coração e eu nem sempre vou poder fazer alguma coisa pra que isso não aconteça.
Dios, cómo sufro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Que Você Quer Ser Quando Crescer?


Quando eu era criança o meu maior sonho era ser motorista de ambulância, de carro dos bombeiros ou da polícia. Essa coisa de todo mundo abrir caminho pra eles passarem, o respeito, a sirene ligada, era uma aura de heroísmo que me encantava! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Na pré adolescência eu queria ser médica. Me lembro do respeito que a minha mãe tinha pelos médicos, eu entrava nos consultórios e parecia que estava entrando num templo sagrado pra falar com um sábio. Antes de entrar tinha uma série de instruções que minha mãe passava pra gente: Não falar muito alto, não falar muito baixo, não encostar na mesa pra não derrubar nada. Eu achava lindo entrar lá e dizer o que estava sentindo e esperar que aquele ser mágico tivesse solução pra qualquer coisa que fosse. Estava decidido, era isso que eu queria ser.
Na adolescência eu queria ser cantora. Eu vivia cantando, cantarolava o dia inteiro! Eu me achava "A Cantora", eu queria ser a Whitney Houston. Achava lindo todo mundo lá, esperando você entrar no palco soltar a sua voz, emocionar as pessoas, embalar os casais apaixonados...E tinha a fama, né?! Eu queria ser famosa! Tava decidido. Era isso que eu queria ser.
Ainda nessa época, só que um pouco mais tarde eu cismei que escrevia os mais lindos poemas do mundo! Eu escrevia sem parar, tudo era inspiração! Tinha cadernos e mais cadernos de poemas, eu tinha certeza de que era a New Generation da poesia mundial. Mas eu nunca deixei ninguém ler os meus poemas, morria de medo de as pessoas não gostarem, medo de que eu pudesse descobrir que não era um talento. Eu nunca tive certeza.
Quando eu tive que decidir, de verdade, eu quis ser professora, professora de História.
Acho que no meu subconsciente essa era a profissão que juntava tudo o que eu já queria ter sido antes numa só!
Tinha o heroísmo de formar cidadãos conscientes (ou pelo menos tentar), tinha a sapiência que eu via nos médicos, essa coisa de detentor do conhecimento,sabe? Tinha o palco, porque na verdade professor é quase um artista, o bom professor detém a admiração dos alunos, o respeito e até certa fama, porque não? E tinha também a questão da intelectualidade de quando eu quis ser poetisa e virar imortal da ABL.

Mas a única "profissão" em que eu REALMENTE me encontrei não fui eu que escolhi, foi ela que me escolheu! Foi quando eu me tornei mãe que eu descobri o verdadeiro significado da palavra realização.
Ai gente, eu tô numa paixonite aguda crescente por essa criança que não passa nunca! rs!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Te contar, viu!


Saudade de quando eu ficava doente, não podia faltar ao trabalho em que eu era a única subalterna (3 chefes e eu, única índia na parada). Ia eu, me sentindo a peeeeeor pessoa do mundo, escravizada, humilhada (Maria do Bairro feelings).
Faltar? Só se tivesse morrido, e tendo que levar atestado de óbito pessoalmente.
Naquele tempo eu podia pelo menos ficar lá quietinha, ser menos simpática que de costume, tomar várias xícaras de chá lá no meu canto, marcando consultas, desmarcando consultas e coisa e tal.
Agora amigo, é o seguinte: Dor, muita! Na cabeça e no resto do corpo. Dariz dodalmende endupido, febre, calafrios e...

Dançar o pula pula, contar historinhas, dar papá pras bonequinhas(minhas netas, há), cantar a música da baratinha, fora as fraldas, os banhos, ninar, alimentar, proteger, não deixar escalar a estante, não deixar cair da cadeira, fazer carinho, beijinho de borboleta, fazer castelinho de lego... Ai.

Se não tivesse todo o amor do universo nesse meio aí, sei não, pediria pra sair! rs!

Ficar doente, depois de ser mãe? Isso não te pertence mais!

sábado, 17 de julho de 2010

Tá difícil hein, Deus...


Deus,
Acreditar em você me deixa feliz, deixa minha mãe feliz, deixa uma pá de gente feliz. Porque sabe como é né?! Assim como os americanos teem o Superman, nós pobres sulamericanos, depositamos todas as nossas esperanças em você. Eu sei por exemplo que se um asteróide vier em nossa direção o Superman não vai se dar ao trabalho de dar uma acordadinha do seu sonho americano pra vir nos salvar, mas você sim. Então você Deus, é tipo o nosso Super Herói.
Mas hoje eu fiquei me perguntando: Se você não pode desviar uma bala que está indo matar um garotinho dentro da sala de aula, num Ciep em área de risco do Rio de Janeiro, será que esse lance de desviar o Asteróide tem chance de dar certo?
Não me leve a mal, eu sei que você tem muita coisa pra fazer e tal, mas é que era um garotinho, né Deus? Podia ter feito um esforço...
Eu quero acreditar sabe?! Mas às vezes fica difícil...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Querido Blog,

Ando meio sem tempo pra você, a vida anda uma loucura, você sabe. Não fique solitário, aproveite e vá visitar outros blogs, abra seus horizontes.
Não seja dependente, você sabe que eu te gosto muito, mas a vida é assim, todos temos uma série de prioridades que se suplantam às vezes, e sim, um bebezinho dodói, o parto de uma monografia e a procura por um novo lar são muito mais importantes que você, sinto muito.
Sei que você vai ficar bem, seus poucos leitores são fiéis e teem vindo aqui pra ler o arquivo, eu tenho acompanhado a visitação.
Amanhã venho te deixar uma música bem bonita, e até que a inspiração e a calma retornem à minha vida, venho apenas aprovar seus comentários e te fazer um carinho.

Até breve,
Lu

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ASSOCIAÇÕES


Sempre odiei, odiei muito quando pessoalzin cisma de associar flamenguista a marginal. Sempre achei o cúmulo do absurdo as musiquinhas preconceituosas das torcidas dos outros times cariocas, em especial as dos senhoresdoutores tricolores.
Brigo, esperneio, fico magoada, horrorizada.
Mas sempre tem um bandido sendo preso ostentando o manto sagrado.
É mais ou menos assim:
RJTV - Foi preso hoje um dos bandidos mais procurados do Rio de janeiro, com ele foram encontradas armas, munições e grande quantidade de maconha.
Quando aparece a imagem tá lá o desgraçado, o tinhoso com a camisa do mengão! Ódio.
Meu discurso sempre é o da coincidência. Mesmo que ele já esteja total fail, eu o mantenho firme e forte, minha tábua de salvação.
Jogador fanfarrão me irrita, mas vá lá, o cara vem de origem humilde, ganha dinheiro pra caramba, fica desorientado, e coisa e tal, compreendo.
Agora, um dos maiores ídolos da torcida se revela um assassino frio e calculista, marginal da pior espécie, que bate em mulher, que vai na televisão e torce pela volta da ex-amante sabendo que a mulher tá cansada de estar morta, pelamor, não possuo mais nenhum argumento. Vergonha e tristeza resumem o meu sentimento.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma noite pra recordar.


A minha bichinha fica a maior parte do tempo trancada no apartamento só em minha companhia e apesar de tentar fazer com que o seu mundinho seja o mais agradável possível, com brincadeirinhas e coisa e tal, eu sei que não supro a companhia de crianças da idade dela. Isso é um problema.
Moramos longe de nossos lugares de origem, logo longe de irmãos, sobrinhos, quintais pra correr e tudo o mais. Quando ela chega nas casas das avós é uma festa só, parece a Disney! Quando ela vê uma criança seu rostinho se ilumina, fica toda dada, toda se querendo! rs!
Ontem, enquanto passeávamos aqui pelo bairro, Cecília se depara com a seguinte cena:
Um garotinho de rua brincando alegremente com sua bolinha, a mãe estava sentada na calçada com um bebezinho no colo.
Cecília mais que rapidamente correu em direção ao garoto, rindo e já participando da brincadeira. Ele jogava a bolinha pra ela, ela pegava e jogava de volta pra ele toda sorridente! Nossa primeira reação foi nos olharmos sem saber o que fazer. A nossa mente estava agora na linha tênue que separa cuidado de pré-conceito. Sorrimos um pro outro como quem tenta dizer em pensamento: -Ora essa, deixe de bobagem! E deixamos!
A brincadeira durou uns dez minutos. E nós ficamos lá, morrendo de inveja desse serzinho tão despido de valores equivocados, tão livre das coerções sociais, tão inocentemente lindo!
Na volta, as fraldas e os biscoitos não foram doados a um garotinho de rua, foram presentes pro amiguinho da Cecília!
E o meu coração segue apertado, querendo alucinadamente livrar aquela família daquela situação degradante, mas sabendo que o que está degradado não é aquela mãe, ou seus filhos, o que está degradado, infelizmente, é aquilo que a gente costuma chamar de pátria.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Volta da Mulher Morena


Quando estávamos começando a namorar,Maridão todo trabalhado na sedução, me deu um CD de poemas do Vinícius de Moraes (Com o próprio Vinícius declamando, uma coisa phyna!).
Ao ler e ouvir "A Volta da Mulher Morena" me sinto perigosa, só digo isso.

A Volta Da Mulher Morena
Vinicius de Moraes

Meus amigos, meus irmãos, cegai os olhos da mulher morena
Que os olhos da mulher morena estão me envolvendo
E estão me despertando de noite.
Meus amigos, meus irmãos, cortai os lábios da mulher morena
Eles são maduros e úmidos e inquietos
E sabem tirar a volúpia de todos os frios.
Meus amigos, meus irmãos, e vós que amais a poesia da minha alma
Cortai os peitos da mulher morena
Que os peitos da mulher morena sufocam o meu sono
E trazem cores tristes para os meus olhos.
Jovem camponesa que me namoras quando eu passo nas tardes
Traze-me para o contato casto de tuas vestes
Salva-me dos braços da mulher morena
Eles são lassos* , ficam estendidos imóveis ao longo de mim
São como raízes recendendo resina fresca
São como dois silêncios que me paralisam.
Aventureira do Rio da Vida, compra o meu corpo da mulher morena
Livra-me do seu ventre como a campina matinal
Livra-me do seu dorso como a água escorrendo fria.
Branca avozinha dos caminhos, reza para ir embora a mulher morena
Reza para murcharem as pernas da mulher morena
Reza para a velhice roer dentro da mulher morena
Que a mulher morena está encurvando os meus ombros
E está trazendo tosse má para o meu peito.
Meus amigos, meus irmãos, e vós todos que guardais ainda meus últimos cantos
Dai morte cruel à mulher morena!

*Frouxos

Hã?


Eis que no meio de uma pseudo crise existencial, uma crise de meia idade deflagrada pelos 26 anos de Wagner Love, uma crise da pedra filosofal e todas as crises possíveis de um ser humano viver eu descubro que vou ser tia-avó. Desestabilizei.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Só Padre Cícero mesmo.


42 mortos e 116.189 pessoas desabrigadas ou desalojadas em Alagoas e Pernambuco.
607 moradores continuam desaparecidos em Alagoas.


"Os cenários são de destruição completa de cidades, como se um gigantesco Tsunami tivesse passado por ali"

Houveram tragédias deste tipo em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, em ambos os casos a comoção pública não apenas nos Estados que sofriam os efeitos das chuvas, mas em todo o Brasil foi estrondosa. Familiares de Minas e da Bahia me ligavam querendo saber se eu ainda estava viva, amigas com familiares pelos quatro cantos do Brasil se viram numa enxurrada de telefonemas que aguardavam por boas notícias. Isso tudo favorecido pela grandiosa cobertura das grandes mídias, que tratava o caso com a importância que lhe era devida e em alguns casos até com certa propensão ao exagero.
Mas e o Nordeste? O Nordeste sofre, não apenas com a enchente, sofre com a seca, com a fome, com a miséria, mas o sofrimento do povo nordestino não suscita no Brasil o mesmo tipo de comoção pública.
Os números trágicos do início deste texto parecem não exercer os mesmos sentimentos pesarosos nas pessoas. Vou dar um exemplo: Nas páginas iniciais dos grandes sites só entra aquilo que gera interesse, hoje eu me deparei com a Globo.com sem nenhuma, eu disse NENHUMA menção ao desastre que se abate sobre o povo nordestino. Aconteceu a mesma coisa com o site do Jornal O Dia, e com o do Jornal o Globo, que dedicava um ínfimo quadradinho quase no rodapé da página para tratar do assunto. Esse interesse gerado pelas notícias das primeiras páginas dos sites é medido pela quantidade de cliques que os links dessas notícias atraem. Parece que o Brasil não se interessou muito pelo drama dos Alagoanos ou dos Pernambucanos...
O Nordeste está lá, sofrendo desde sempre e nem quando uma grande trágédia se abate sobre sua terra ele consegue dos brasileiros a empatia que lhe permita receber a atenção que lhe é negada também desde sempre.
Pra piorar este quadro as enchentes vieram em tempos de Copa do Mundo, um tempo em que as pessoas ficam anestesiadas, abestalhadas e pintadas de verde e amarelo.
O que são crianças andando na lama sobre os escombros de suas casas quando se tem um jogo do Brasil amanhã? Nada.
Às vezes me parece que as distâncias geográficas do Brasil parecem infinitamente maiores no imaginário dos brasileiros, que veem o Nordeste como uma África, que sofre sim, mais é tão impossível chegar lá pra ajudar, não é mesmo?
Precisamos contar aos Brasileiros que o Nordeste não está do lado de lá do Atlântico.

Update: Acabo de saber que o número de desaparecidos foi drasticamente aumentado no início da semana devido ao desespero das famílias, são agora cerca de 60. Mas isso é só um número, pra quem perde um ente querido, um quer dizer um milhão.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A sexta, a música, o futebol, a crise...

Resumão da Semana:

Esta semana tivemos jogo do Brasil. Desde que começou esta história de copa temos nos deliciado com a nossa pequena torcedora gritando: -Gooool Bagil !!!!!!!
Eslovênia faz gol? Pra ela é: -Goool Bagil !!!!
Nigéria faz gol? Ela grita: -Goool Bagil !!!!!
"República Popular Democrática" da Coréia do Norte faz gol: É -Goool Bagil!!!!!!
Mas eis que finalmente chega o primeiro jogo do "Bagil" e Cecília demonstra todo o seu entusiasmo pela seleção canarinho:

Dá pra entender? hehehe

Também esta semana tentei mergulhar em uma crise existencial, porque é nos momentos de crise que eu cresço, tomo decisões importantes, inicio planos mirabolantes para conquistar o mundo (uáhahahaha) e inicio estudos para mudar radicalmente meus rumos profissionais.
Mas eu te pergunto querido leitor, como manter uma crise, deprimir, chorar copiosamente e não querer ver ninguém quando se tem que cantar musiquinhas, imitar bichinhos, dançar o pula-pula, ver desenhosinhos felizinhos no Discovery Kids(favor pagar merchand) e tentar não gargalhar com um bebezinho lindo aprendendo a contar: -Ummmmm, doishshshs, têêêêssss, Cáto, Chinco, óóóóve, déichi!!!!! (O seis, o sete e o oito não saem nem com reza brava!)
Dá não, né? rs!
Vô te dizer, depois que a gente é mãe nem crise mais podemos ter.

Pra encerrar vem a música, "Yellow" do Coldplay (amo!),que eu chamo de música pra pensar na vida...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tô Cho-ca-da!

Reparem na foto abaixo:

Esqueçam o moleque com o pé cheio de lama e a canela russa.
Agora olhem para o Wagner Love. Olharam? Olhem bem, passem os olhos em sua rubronegra figura, vejam que ele tem barba branca!(praticamente,vai!) E não é só a barba não, pelo conjunto da obra eu dava uns 30 anos no mínimo pra ele. Mas não. Wagner Love, do alto de sua cabeleira acaba de completar 26 anos. Eu disse 26 anos.
O meu problema nem é ele ter 26 anos, o meu problema é que eu tenho 27 anos!!!!!!!
Cara, o Wagner Love, até anteontem tinha 25 anos. Eu, em agosto (praticamente depois de amanhã) vou fazer 28 anos!!!!!!
Tô aqui fazendo reza forte para que o Wagner love esteja mesmo parecendo mais velho do que é.
Peeeeeeor vai ser você estar lendo este post e pensando: - Nooooossa a Lu só tem 27 anos, daria uns trinta pra ela no mínimo!
Amizade acaba na ho-ra. rs!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cecília já demonstra interesse por livros.


Bem... Isso já é interesse, né não?! :)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sobre quando a gente descobre que cresceu.



Nostalgia é o sentimento-mor do meu coração.
E hoje, com tantas responsabilidades, tantos compromissos, tantos horários, tantas crianças pra alimentar (hehe) me peguei tentando imaginar quando é que foi que eu cresci. Crescer mesmo, sabe?! Virar adulto!
Engraçado é que isso acontece antes mesmo de a gente se dar conta de que está acontecendo. Acho que há alguns sinais de que a vida boa tá acabando que só conseguimos captar assim, num belo dia da vida adulta em que você para e pensa: -Quando foi que eu cresci?

A gente cresce quando começa a comer para se alimentar, e não para matar a fome.
Quando começa a estudar para "ser alguém na vida" e não pra passar na prova.
Quando não tem mais medo da mãe se fez uma merdinha.
Quando não faz merda porque tem medo da polícia. (ou dos bandidos hehe)
Quando descobre que dinheiro não nasce em árvore.
Quando começa a temer a morte.
Quando descobre que o seu lugar é pequeno demais pra você.
Quando chega a primeira carta com o seu nome do destinatário.
Quando descobre que o: -Se vira! Não é só dar uma viradinha.
Quando os sonhos começam a dar lugar aos planos.

A gente cresce, irremediavelmente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Da Série: Coisas que eu não entendo!


Por que cargas d'água, roupinha e sapatinho de bebê são tão caros se eles são tãããããão pequenininhos????? Por que? Por que? Por que?
Esses dias estávamos numa loja e de repente eu vejo uma roupinha linda, um pedacinho de pano de nada, mas lindinha de viver! Entusismada pergunto pra vendedora:
-Quanto custa essa?
No que ela me responde com a maior placidez:
- 149,90.
Eu:
- Creeeeeedo menina! Népossível! Não-po-de-ser!
E me vira a vendedora:
-Ahhhhh, mas essa é da Noruega!
Marido, igualmente espantadíssimo intervém:
-Ah tá, é importado, né?! (tem os impostos e tal)
E a dita cuja da vendedora explica:
- Nãããão! Noruega é a marca, tá pensando o que? Roupinha de criança também tem marca!
E aí eu te pergunto meu caro leitor: Eu-pos-so-com-is-so?
A pequena criatura nem sabe comer sozinha, quanto mais saber que o pedacinho de pano que ela veste é de marca!
Faça-me o favor!

As Coisas Que a Internet Não Substitui!


Bate papo embalado com cheirinho de café,
Cervejinha no bar,
Passeio de mãozinha dada,
olho no olho sentindo a respiração do outro,
Olhar ábuns de fotografias reveladas dando risadas,
Abraço apertado de saudades,
Amigos de verdade,
Amores de verdade,
Chorar no ombro,
Livros,
Gargalhadas,
Respirar ar puro,
Viajar pra conhecer,
Viajar pra relembrar
(...)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"A alma encantadora das ruas"

Episódio de Hoje: Um dia comum

Imagem: As calçadas musicais de Vila Isabel

A gente sai de casa, e logo no portão recebe um: -Bom dia!
Da sacada do apartamento de cima um velhinho simpático já nos agracia com essa pérola do bom humor matinal, e o dia que começara mal, clímax de uma noite mal dormida, recomeça de uma forma mais amena, vislumbrando um decorrer mais alegre!
Meio atrapalhada com o carrinho de bebê eu enfrento o percalço do degrau do portão de entrada do prédio e quando começo a maldizer os engenheiros, mestres de obras e pedreiros que fizeram a obra, sou logo interrompida por um: -Quer uma ajuda?
É um homem comum, que no meio da correria do início da manhã rumo ao trabalho, tem tempo pra fazer uma gentileza pra uma dama em apuros. E assim, mais uma vez meu dia recomeça, sigo meu caminho, empurrando um bebê sorridente num carrinho cor de rosa!
E o bebê sorridente faz as pessoas na rua sorrirem também, esquecerem por um instante suas mazelas, suas dores de amor, suas dívidas.
A gente passa pelo restaurante da esquina, o qual a gente se acostumou a chamar de Bundas, porque a família que o comanda tem toda cara de bunda! rs! Seu verdadeiro nome vou confessar, nem me lembro mais, ou faço questão de esquecer, só não esqueço dos seus sabores, incríveis! E fica ali, pertinho de casa! A gente pede e chega tudo quentinho em 20 minutos!
Nossos Domingos terminam invarialvelmente com o seguintes diálogo:
Marido:-Mô, vamos pedir uma pizza no Bundas?
EU:- Siiiiim!
Um adendo: quem vê cara de bunda não vê coração! São todos muito atenciosos e gentis! rs!
Descemos rua abaixo, sendo paradas esquina a esquina pelas velhinhas simpáticas, sempre com um: -Deus abençoe! na ponta da língua. Diante de tanto carinho eu já nem me importo mais com as passadas de mão, os beijinhos e os afagos que me deixavam, mãe de primeira viagem que sou, apavorada com os germes e bactérias no meu bebê! Me dêem um refresco vai! Não me olhem torto que isso era em tempos de gripe suína! rs!
E chegamos à Boulevard, que carrega consigo ainda todos os traços que a imponência da nomenclatura lhe impõe. É avenida de tráfego intenso, constante, mas que, ao mesmo tempo, faz resistir toda uma aura de passeio, de calma, de olhar vitrines, papear com um conhecido na esquina, comprar uma pipoca, sentar num bar, olhar a vida passar!
E aí a gente chega na padaria dos Portugas, e eles estão sempre por lá, ora interagindo com os clientes, ora fiscalizando seu negócio, compenetrados. E não se fazem mais portugas como antigamente! Já os vi muitas vezes liberar uma compra com um trocado faltando, permitir que uns pães fossem doados a uma senhora pedinte, volta e meia os vejo oferecer docinhos pra crianças acompanhadas de seus pais, que vão comprar pão e conversa vai, conversa vem chegam em casa lá pelos idos do almoço!
Deixamos o burbubinho da Boulevard e voltamos pra casa com um pão na mão e um sorriso no rosto!
Vila Isabel é um encanto de bairro, não fosse pela violência, que volta e meia interrompe bruscamente o encantamento, moraria aqui pelo resto da vida!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Sexta e a Música

Toda sexta feira uma música pra inspirar o fim de semana!

A Música de hoje é Cecília, do Chico Buarque (aquele, para o qual muitas mulheres dariam, mas eu não! hehe)
A música mais linda que alguém pode ter com o seu nome!
Cecília, meu bebê, um dia vai ouvir, suspirar e me agradecer pelo lindo nome que lhe dei (espero! rs!)

Segue a letra!
Cecília
Chico Buarque
Composição: Luíz Cláudio Ramos/Chico Buarque


Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro

Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro


Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas


Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Hora do Pesadelo



Sempre fui de sonhar muito (dormindo e acordada, hehehe),sonhos maluquérrimos, pessoas nada a ver casando entre si... Sonho com lugares que eu nunca fui e depois de um tempo, às vezes anos, eu vou pela primeira vez a um determinado local e adivinha! Eu já conhecia, do sonho! Sério!
Alguns sonhos teem até continuação, às vezes eu acordo, levanto, bebo água, volto a dormir e continuo sonhando, mas já aconteceu até de continuar um sonho dias depois de tê-lo sonhado! Pode?
Pesadelos são raros, mas quando veem, sai de baixo! Já tive pesadelos tão reais, mas tão reais, que acho que se por acaso eu sofrer um acidente de avião e for a única sobrevivente, ou se eu levar um tiro fugindo da polícia dentro de uma floresta, ou se eu me jogar de um prédio muito alto já vou saber exatamente as sensações!
Mas nas últimas duas semanas os pesadelos teem sido frequentes. Começou na casa da minha mãe, quando acordei no meio da noite porque tinha sonhado que uma mulher me estrangulava. Um pesadelo muito louco! Eu tava lá escovando os dentes, quando de repente alguém cutuca o meu ombro, eu me viro e do nada tem uma mulher com mó cara de morta atrás de mim e ZÁZ(gibi feelings!) agarra no meu pescoço! E eu lá, sem poder gritar, um horror ( a mulher era a cara da Samara daquele filme de terror!)
Outro dia era um espírito que gritava e as crianças acordavam chorando. Eu tava num lugar que parecia um hospital com um monte de crianças dormindo quando de repente aparecia o espírito de um homem dava um grito, emanava uma luz e as crianças acordavam chorando, como se estivessem sentindo alguma dor, horrível! credo!
O último foi o pior, era como se eu estivesse morta, mas consciente, e indo pra um lugar onde iam como vou dizer, dissecar o meu corpo. Serio. E o processo começava e eu lá, consciente, vendo tudo! Creeeeeedo!
Peeeeeor é que quando eu tenho pesadelos muito sinistros assim, eu tenho que acordar quem estiver do meu lado, e como nos últimos anos é Marido que tem dormido comigo todos os dias, já paguei esse mico algumas vezes, e lá vai a minha imagem de Mulher-forte-decidida-que-não-tem-medo-de-nada pelo ralo!
Aí fui contar pra minha mãe sobre os pesadelos e ela com toda a sua misticidade latente virou pra mim e disse: -É mal olhado, inveja!
(minha mãe é meio bruxa, lembro de quando éramos criança e ficávamos gripadas ela fazia um chá num caldeirãozinho, com mil coisas e folhas dentro, um negócio intrágável! Pegava o chá, um comprimido de coristina D (favor pagar mercham) dava pra gente e plim! A gripe desaparecia! E vai dizer pra ela que não era o chá que curava!) Ela pressente coisas, vê coisas...
Ela: -Conta pra alguém que ele não se torna real nunca! (Por isso que eu tô contando aqui pra vocês, quanto mais gente ouvir/ler melhor né? Mais garantido! hehehe)
E eu: -Mais inveja do quê Deus do céu? Da minha beleza de Miss Venezuela? Dos meus cabelos lisos e brilhantes de comercial de Xampu? Da minha vida rica regada a caviar, que eu nunca vi, nem comi, só ouço falar? Dos meus livros publicados? Das minhas capas de revista?
Então, se você, anda me mandando algum mal olhado, ou sem motivo algum anda tendo inveja da minha pessoa, favor " desmal-olhar" e "desinvejar", pleeeease! rs!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Católica Apostólica Carioca!

Sábado passado batizamos a nossa princesa, eu já havia falado aqui sobre a possibilidade de não batizá-la enquanto ela ainda fosse pequena, deixar que ela escolhesse quando tivesse idade pra isso se seria católica, evangélica, da Umbanda, do Candomblé, budista, Hare krishna, atéia ou o que quer que fosse, mas diante do desejo das vovós e da minha percepção de que a minha investida pelo mundo dos que não creem não havia sido fritífera, resolvi batizá-la! Tá lá Cecília com a alminha devidamente salva! rs!
A cerimônia foi linda! Os padrinhos foram nossos irmãos, a Bia, O Paulinho e a Cris. Resolvemos deixar tudo em família, afinal quem além da nossa família tem por nossos filhos um amor que assemelha-se ao nosso, né verdade?!
A comemoração foi um almoço com comida típica nordestina na feira de São Cristóvão, e como foi bom!
Primeiro pela comida, gente, a melhor comida do mundo! Carne de sol, aipim, queijo coalho, baião de dois... tudo regadinho com mateiga de garrafa! Ui!
E eu amo aquele lugar! É um pedacinho do nordeste, gente feliz, sorridente, é garantia de muita diversão! Cada figuraça dançando! E nessa época de Festas Juninas fica tudo mais colorido ainda, bandeirinhas, balõezinhos uma coisa linda!
Vale a visita, fica a dica pro seu próximo passeio!

domingo, 16 de maio de 2010

Pagando a Língua!


Eu sempre olhei horrorizada aquelas ceninhas de criança se jogando no chão, se debatendo, gritando. Ficava olhando e pensando: Meoooooo Deus! Filho meu ja-mais vai fazer isso! Nunca, never!
Com 1 aninho e pouquinho Cecília, meu bebê, minha coisa rica de "babãe" se jogou no chão do shopping. Isso mesmo, estávamos nós no shopping, eu com ela no colo e coisa e tal quando ela quis "dandar". Beleza, coloquei ela no chão, pra treinar seus primeiros passinhos, mãããas eis que no meio do caminho tinha um cartaz, tinha um cartaz no meio do caminho. E era beeem colorido sabe, apoiado numa espécie de cavalete.
Cecília viu e seus olhinhos brilharam. Mais que rapidamente ela se firmou no objetivo de chegar até aquela maravilha e antes que ela chegasse, derrubasse e me matasse de vergonha, eu tratei de brecá-la, claro.
Segurei delicadamente seus bracinhos na tentativa de desviá-la do cartaz mas ela, bem... ela se jogou no chão en-fu-re-ci-da! Eu mais que rapidamente, peguei-a no colo e saí pela tangente mais próxima que encontrei! E até que foi fácil, logo ela viu outra coisa e se distraiu, não teve chororô.
Mais o fato é que Cecília está cada vez mais cheia de vontades, e quando alguma delas não é atendida ela não fica nada feliz. Eu ainda não cheguei no: "Ai-meu-Deus-onde-foi-que-eu errei-com-esta-criança?" e espero não chegar! Continuo tendo horror à criança mal educada, birrenta, desafiadora, mas agora tenho a visão do lado de cá, e gente, educar um filho não é nada fácil!
Acho que com a falsa idéia de que dar carinho é fazer todas as vontades, a gente acaba errando na mão. Mas acho que nós estamos nos dando conta disso bem cedo e remediando!
Senão aquela profecia: Tu vai pagar a língua falando do filho dos outros! vai acabar se tornando real! E gente: Nin-guém me-re-ce!

Sobre Viver ( E a música, que só chegou no Sábado)

O tempo me devora, lentamente.
Acordei com essa frase na cabeça, não sei se foi dita num sonho, se eu li em algum lugar e não me recordo, não sei. Mas fiquei pensando sobre como as pessoas teem a falsa ilusão de controlar a vida.
A gente faz planos pra daqui dez, vinte anos e não sabe o que vai acontecer amanhã. Quer se feliz para sempre, mas não sabe quanto dura este sempre.
Certa vez ouvi alguém dizer: -Cada dia vivido, é mais um passo em direção à morte. Isso me deixou com uma angústia terrível, mas faz todo o sentido. Não adianta querer viver uma vida perfeita que só chegará quando você tiver os bens materiais que almeja, a família feliz e harmoniosa, o emprego dos sonhos (e pra alguns até a aposentadoria dos sonhos)... Vida é agora! Amanhã é só uma possibilidade.
Claro que não dá pra decretar anarquia, como na música do Moska sobre o fim do mundo, lembra? "Meu amor, o que você faria, se só te restasse um dia?" Não é este o caso, a idéia é não colocar a felicidade num pedestal como uma deusa, perfeita, completa, mas trazê-la para o palpável, mesmo que ela venha a conta gotas. Aproveitar o dia, tomar um solzinho no rosto, nem que seja pela janela de um escritório, sol reanima, deixa o corpo a a alma quentinhos! Sei lá, vai tomar um sorvete bem exótico, de cupuaçú (cupuaçú não é nada exótico pra um montão de gente, né?! rs!) e sinta como se você tivesse vivenciando uma nova experiência gastronômica! Leia um livro novo na viagem de ônibus! Tenta não ignorar toda a semana na espera pelo fim de semana, tenta não contar os dias pra acabar o mês e receber o salário!
Não tô falando de andar por aí saltitando não, tô falando de viver com mais leveza, aproveitar melhor o tempo, devorá-lo ao invés de ser devorado!

Ah, a música é "Sobre o tempo" Com o Patu Fu (que andam sumidos né?!), lembra? "Tempo, tempo, mano velho, falta um pouco ainda eu sei, pra você correr macio..."
Essa música tem cheirindo de adolescência pra mim! rs!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eu posso até sair da Baixada...Mas a Baixada não sai de mim!

Porque alguma coisa acontece no meu coração, quando eu cruzo a Avenida Brasil e entro na Dutra! rs!
Pra quem é de outros Estados, a Baixada a qual eu me refiro aí é a Baixada Fluminense, uma das regiões mais pobres do Rio de Janeiro. Na maior parte do tempo a baixada é total e completamente ignorada pelo poder público, mas em época de eleição, seja pra governador ou pra presidente, a baixada costuma virar vedete.
Quer coisa melhor pra político que lugar com gente pra "carai" e um monte de problemas pra prometer solução? Pois é.
Dilmão foi lá este fim de semana. Encontrão com prefeitos na churrascaria Oásis. Deve ter sido muito bonito mesmo, os prefeitinhos comendo uma linguiçinha e batendo continência. Sim, porque podem mudar o design da Dilma, mas pra mim ela vai ser sempre um general(e eu ainda não decidi se isso é bom ou ruim, e sim, eu sou petista, mas isso é outra história).
Poderiam pelo menos ter dispensado a "elitista Oásis" e ido prestigiar o Churrasquinho do Jorge, né não Jorge? hehe
Bom, mas eu não sou Dilma (amém) e também fui lá este fim de semana pra comemorar o aniversário da minha querida amiga Lucilla.
Ir pra Nova Iguaçu enche o meu coração de alegria, ir pra rever amigos então, me faz quase explodir!
Cecília ficou com vovó e lá fomos nós! Depois de almoçar a divina carne assada com nhoque da Dona Inês, adentramos no rodízio onde seria a comemoração, jurando de pés juntos que não comeríamos mais na-da! Comemos, afinal quem resiste aqueles garções sorridentes gritando:
-Vaaaaaai uma Marguerita fresquinha aí? -Bacalhauuuuuuuu! -Frango com Catupiryyyyyyyyyy!
Mas o bom mesmo, foi estar perto das minhas amiguinhas do segundo grau! Recomendo que as pessoas mantenham amizades do segundo grau, porque revê-las te faz sentir com 16 anos novamente!
O João Luiz (a escola) me deixou três grandes tesouros. Três amizades verdadeiras que resistem bravamente à distância, aos novos rumos que cada uma tomou na vida. São pessoas que estão comigo nos momentos mais importantes da minha vida. Formatura, casamento, nascimento! E quando não puderam estar presencialmente, fizeram questão de me fazer saber que estariam de coração. Já faz nove anos desde que nos formamos Técnicas em Administração (tá?) e a amizade continua firme e cada vez mais forte!
E eu vou falar de cada uma!
Lucilla: É a minha amiguinha CDF, estava sempre com tudo certinho, organizadinho, em dia, e era de quem eu copiava a matéria! E como é linda! Olhos verdes, pele alva, sentimental até o último fio de cabelo, se entrega de alma e coração pra tudo na vida. É a minha Scarlet Horrara, a minha pedagoga, a minha Professora Helena!
Letícia: É inteligente, centrada, antenada, é tudo!
É uma Deusa de ébano! Linda de viver! É a minha Administradora de empresas, a minha executiva, a minha amiga que vai ter casa de praia kkkkkkk
Patricia: É praticamente um Smile! Sabe aquela carinha amarela feliz? Pois é! É um alto astral que contagia tudo! Faz qualquer um esquecer qualquer tristeza! E é linda, linda linda! Morena de parar o tráfego aéreo! É a minha amiga Paty, a minha médica, e também é esperança de casa de praia! kkkkkk

Meninas, que nós continuemos a nos ver sempre, pra todo o sempre!
 
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