terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Depressa demais.

Enquanto eu ainda me acostumava com o fato de que a minha irmã não era mais aquela menininha que eu, aos trancos e barrancos, da melhor maneira que pude, ajudei a criar, me caia no colo a notícia de que ela estava grávida.
A barriga crescia e eu não acreditava. Eu tentava olhar diferente, esfregava os olhos mas só conseguia enxergar a Bia, a minha Bia, que não ia ao banheiro sozinha, que só comia a comida amassada, que fazia casinhas de boneca por todos os cantos da casa, que eu penteava o cabelo e levava pra escola.
Até que um dia eu vi aquele bebezinho no meu colo e a ficha caiu. Era a filha da minha irmã, e não era uma boneca, que ela deixaria lá pra que eu guardasse depois de enjoar da brincadeira, era uma realidade que me chocava e me alegrava ao mesmo tempo, difícil descrever.
Depois da Raíssa nasceu a Ingrid, e essas duas criaturinhas me fazem morrer de amores cada vez que eu as vejo. Já faz sete anos, mas parece que foi ontem.

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Era 1º de Janeiro, a euforia pela chegada de um novo ano se misturava ao nervosismo de ser apresentada a família do namorado (que mais tarde seria promovido a marido. rs!).
Fazia uns 40 graus, Janeiro começava quente e enquanto eu ia chegando, as mãos suavam tanto que me davam a impressão de estarem virando líquido. Entramos, e eu me deparei com uma família inteira reunida, muita gente, muitos sorrisos, muitos abraços e eu me senti bem vinda, como nunca antes.
Mas no meio daquele monte de gente eu só tinha olhos pra elas! Seus cabelos imensos, lindos! Seus olhos cor de mel, o jeitinho de sorrir fechando os olhos, até nisso elas eram idênticas!
As vozes, o jeito de andar, pareciam uma só pessoa, que havia sido clonada. Lindas de morrer, e eram gêmeas, idênticas! Beleza ao quadrado! Tinham 14 anos mas eram altíssimas, maiores que eu e de repente me chamaram de Tia! Tia Lu! Morri!
Foi amor à primeira vista.
E assim eu ganhei duas sobrinhas, dois amores novos e divertidos!
Aos poucos elas foram crescendo, se tornando cada vez menos molecas, cada vez mais mulheres.
Hoje elas estão com dezoito anos e neste exato momento em que eu escrevo a Rayana está dando à luz seu primeiro filho, a Rayza passando pelo mesmo choque que eu quando nasceu minha primeira sobrinha e eu tô aqui quase parindo também de tanta ansiedade! rs!
Já faz quase cinco anos que eu vi aqueles olhinhos sorridentes pela primeira vez, mas parece que foi ontem!

As minhas meninas crescem depressa demais
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4 comentários:

Marcos de Sousa disse...

Tem selo para você no meu blog. Depois passe lá para buscar.

http://omundosobomeuolhar.blogspot.com/2011/02/prova-do-coracao.html

Beijos

Paulo Costa disse...

Que bom Luciana que vc ñ perdeu a fé totalmente. Rs....

Sobre o texto: é, esses dias e quase infartei quando vi minha prima mais nova, a única da família mais nova que eu, na mesma festa que eu.

dor no coração...

Júuh . disse...

O tempo passa depressa demais Lu, e disso não temos como fugir.
Tantas coisas em minha vida que eu não queria que fossem tão apressadas, mas infelizmente a gente tem que entrar nesse jogo da vida e ir levando, aproveitar ao máximo, porque o tempo vooa!

Beijos =*

Cristal - a louca. disse...

Hey menina, é engraçado isso, sabe que nem eu consigo me ver adulta? As vezes acho que a gente meio que... coloca uns óculos e esquece que o tempo passou... mas é bom, o seu foi um presente maravilhoso, sobrinha....


Beijundas

 
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